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Boas práticas

Boas práticas premiadas do setor público

Inovar também é partir do que já funcionou. Aqui estão práticas premiadas do setor público, com o mecanismo e as pré-condições de cada uma, para o gestor avaliar quais fazem sentido no seu contexto e adaptá-las à sua realidade.

222projetos, 198 do Brasil e 24 de outros países
11prêmios de origem, do Concurso Inovação ao UNPSA
29áreas, de saúde a infraestrutura

Saúde

25 projetos
  • Ambiência Aliada à Humanização do Cuidado Pediátrico nas Unidades de Urgência e Emergência RioSaúde, Empresa Pública de Saúde do Rio de Janeiro, Prefeitura do Rio de Janeiro

    OndeRio de Janeiro / RJ

    O problema

    Os setores pediátricos das unidades de urgência e emergência do município do Rio de Janeiro eram frios e impessoais. O efeito descrito no relato é clínico, não estético:

    O ambiente aumentava a ansiedade da criança e dificultava a adesão ao tratamento.

    Contexto completo

    Criança assustada resiste ao exame, ao procedimento e à medicação. O ambiente hospitalar hostil não é apenas desagradável. Ele interfere no cuidado, prolongando o atendimento e piorando a experiência de quem já chegou em situação de urgência.

    Como funciona
    1. Formação de grupo de trabalho com profissionais experientes para orientar o desenvolvimento e a implantação.
    2. Seleção de fornecedores especializados, capazes de fornecer materiais adequados ao ambiente hospitalar e conformes às regulamentações técnicas vigentes.
    3. Reforma e ambientação das salas pediátricas das unidades reinauguradas.
    4. Instalação de televisores com conteúdo infantil educativo.
    5. Pesquisas de satisfação com pacientes, familiares e profissionais.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Escolha do Público da Categoria 3 · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Reformar todos os setores pediátricos das unidades reinauguradas: 100% (100% reformados e ambientados · jan/2023 a jun/2024 · Coleta de dados e avaliação)
    • Melhorar o ambiente de trabalho dos profissionais: mais de 80% de satisfação (100% dos profissionais satisfeitos · nov-dez/2024 · Pesquisa de feedback)
    • Aumentar a satisfação de clientes internos e externos: mais de 80% de satisfação (96% dos pacientes/familiares muito satisfeitos · mai-ago/2023 · Pesquisa de satisfação)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Redução do estresse e melhoria da experiência geral do atendimento
    • Promoção do bem-estar emocional, social e psicológico das crianças
    • Ambientes confortáveis e humanizados

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2023

    Temas
    SaúdeInclusãoAtendimento ao cidadãoCultura
    Baixar o e-book (14 MB) ↓Ver no repositório da Enap →

    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Assistência a atingidos pela hanseníase no Maranhão Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA)

    OndeSão Luís / MA

    O problema

    O Estado internou pessoas à força por seis décadas, e quem tinha direito à reparação não sabia. O isolamento compulsório de hansenianos foi prática oficial desde os anos 1920; a lei de 2007 criou pensão vitalícia para as vítimas, e ninguém tinha ido atrás delas.

    Contexto completo

    O relato nomeia a violação como política de Estado, não como herança difusa.

    "O Estado brasileiro, seguindo parâmetros científicos desenvolvidos no século XIX, instituiu como prática oficial a internação e o isolamento compulsório de hansenianos em hospitais e estabelecimentos similares desde a década de 1920. Tal prática culminou em excessos no controle da doença, causando graves danos a direitos básicos de indivíduos, como cerceamento da liberdade, torturas físicas e psicológicas, falta de acesso à educação, aos direitos políticos e ao convívio social, bem como rompimento absoluto dos vínculos familiares."

    No Maranhão, a Colônia foi criada na década de 1930 para abrigar e tratar os doentes.

    Como funciona
    1. Busca ativa das pessoas atingidas, nas antigas colônias e comunidades.
    2. Reconstituição da prova da internação compulsória. O gargalo documental.
    3. Instrução e protocolo do requerimento de pensão especial.
    4. Acompanhamento até a concessão e o pagamento dos retroativos.
    5. Defesa de direitos conexos. Saúde, moradia, convivência.

    PrêmioPrêmio Innovare (9ª edição) · 2012

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Requerimentos protocolados no Maranhão: 373, na política permanente de reparação
    • Natureza do benefício: Pensão vitalícia, ≥ 1 salário mínimo, retroativa a 25/05/2007
    • Marco regulatório atual: Decreto nº 12.312/2024 e Portaria MDHC nº 90/2025

    Número divulgado pelo MDHC. Não foi localizado quantos requerimentos resultam da atuação da Defensoria, nem quantos foram deferidos (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Reparação de danos causados pelo isolamento compulsório
    • Acesso a direitos por população historicamente estigmatizada

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2011

    Temas
    SaúdeJustiça e direitosInclusãoAssistência social
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Capacitação e informação no combate à violência obstétrica Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (DPE-MS), Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (NUDEM)

    OndeCampo Grande / MS

    O problema

    Uma em cada quatro brasileiras sofre violência no parto, segundo a Fundação Perseu Abramo, e parte das mortes maternas vem de procedimentos obstétricos invasivos e inadequados. Ainda assim quase nenhuma dessas mulheres chegava ao núcleo de defesa da mulher do Mato Grosso do Sul. A denúncia não aparece porque a mulher não reconhece como ilícito o que sofreu, nem sabe a quem recorrer.

    Contexto completo

    O diagnóstico é o que distingue este caso, porque parte de uma contradição nos próprios números da Defensoria:

    "Segundo a Fundação Perseu Abramo (2010), uma em cada quatro brasileiras sofre violência no parto, e isso tem impactado negativamente na qualidade de vida dessas mulheres e contribuído para a manutenção dos altos índices de mortalidade materna no país, vez que grande parte dessas mortes são causadas por hemorragias e infecções provenientes, na maioria das vezes, de procedimentos obstétricos inadequados, obsoletos, invasivos e violentos."
    "Contudo, mesmo com esse dado alarmante, observou-se a quase inexistente demanda dessas mulheres no NUDEM. E, com a certeza de que isso não significa ausência de violência obstétrica, constatou-se a grande dificuldade de t[ratar do tema]..."
    Como funciona
    1. Diagnóstico da subnotificação. A demanda ausente como sinal, não como dado.
    2. Produção de material informativo acessível (cartilhas de 2019 e 2021).
    3. Capacitação da rede de saúde e de assistência, em visitas às unidades.
    4. Palestras abertas à população, em diversos municípios e grupos.
    5. Acolhimento das demandas que passam a chegar ao NUDEM.
    6. Integração à rede estadual de enfrentamento à violência contra a mulher.

    PrêmioPrêmio Innovare (16ª edição) · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Cartilhas publicadas: 2019 e 2021, ambas públicas
    • Alcance declarado: Capacitações na rede de atendimento, na Defensoria e em outros órgãos; palestras em todo o estado, alcançando diferentes grupos
    • Replicação: Capacitação levada a outra Defensoria estadual (DPE-SC)
    • Reconhecimento: Innovare 16ª, categoria Defensoria Pública

    Não foi localizado o número de capacitações, de pessoas alcançadas ou de atendimentos no NUDEM (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Ampliação do reconhecimento da violência obstétrica pelas mulheres e pelos profissionais
    • Contribuição para a redução da violência obstétrica e da mortalidade materna

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2017

    Temas
    SaúdeGêneroJustiça e direitosEducação
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Desinstitucionalização e adequação da RAPSTAC dos hospitais psiquiátricos de Sorocaba Ministério Público do Estado de São Paulo e Ministério Público Federal, com União, Estado de São Paulo e municípios da região de Sorocaba

    OndeSorocaba / SP

    O problema

    Sorocaba concentrava o maior polo psiquiátrico do país: sete hospitais privados, financiados com recursos públicos, com mais de 2.700 pacientes internados. Uma operação em 2012 encontrou degradação e violação de direitos humanos.

    Contexto completo
    "Em agosto de 2012, após sérias denúncias de violação de direitos humanos no Hospital Psiquiátrico Vera Cruz, em Sorocaba, em reportagem televisiva, o GAECO efetuou uma operação de investigação com vistoria interna do nosocômio e apreensão de documentos. O cenário encontrado mostrou uma realidade dura e de degradação dos pacientes ali residentes."

    A região concentrava o maior polo psiquiátrico do Brasil: sete hospitais privados, financiados por recursos públicos, com mais de 2.700 pacientes.

    O modelo econômico é a chave do problema. Hospital psiquiátrico privado remunerado por leito ocupado tem incentivo financeiro direto para não dar alta. Não é falha de gestão. É o desenho do financiamento. Fechar exigia desmontar esse incentivo.

    Como funciona
    1. Investigação do GAECO, com vistoria e apreensão de documentos.
    2. Negociação entre MPs e entes federados responsáveis pela política de saúde mental.
    3. TAC com obrigações de desinstitucionalização e de construção da rede.
    4. Avaliação individual de cada paciente e plano de alta.
    5. Abertura de residências terapêuticas nos municípios.
    6. Fechamento progressivo dos hospitais, conforme a rede absorve.
    7. Monitoramento do cumprimento pelo Ministério Público.

    PrêmioPrêmio Innovare (11ª edição) · 2014

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Pacientes no polo ao tempo do TAC: mais de 2.700
    • Leitos em Sorocaba no início: 1.372, em 4 hospitais
    • Hospitais fechados no município: todos: últimos em fev/2014, jul/2014 e jun/2015
    • Pacientes desinternados até 2015: 243
    • Pessoas em residências terapêuticas (2017): 240, em 26 residências

    Números do MPSP, da Prefeitura de Sorocaba e do COSEMS-SP. Há produção acadêmica independente sobre o processo (UNESP). Ver pendências.

    O que foi afirmado:

    • Superação do modelo manicomial na região
    • Retorno dos pacientes ao convívio social

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2012

    Temas
    SaúdeJustiça e direitosInclusãoParticipação social
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • EMAP-GPVEquipe Multiprofissional de Apoio às Gestantes e Puérperas em Situação de Vulnerabilidade Prefeitura Municipal de Belo Horizonte

    OndeBelo Horizonte / MG

    O problema

    Gestantes e puérperas em situação de vulnerabilidade em Belo Horizonte enfrentavam duas barreiras que se reforçam:

    Falta de vínculo com a rede. Sem vinculação ao Centro de Saúde de referência, a gestante não entra no pré-natal, não é acompanhada e chega ao parto sem histórico.

    Contexto completo

    Desarticulação entre os equipamentos. Os serviços que deveriam cuidar dessa paciente. Saúde, assistência social, saúde mental, acolhimento. Não conversavam de forma assertiva entre si.

    Os fatores que produzem essa desvinculação, segundo o relato: pobreza, falta de moradia, sofrimento mental, situação de violência e histórico de uso de álcool e outras drogas.

    É a população com maior risco obstétrico e a que menos acessa o pré-natal. Exatamente a inversão que faz a mortalidade materna e infantil se concentrar onde ela se concentra.

    Como funciona

    Critério de elegibilidade: gestantes a partir da 20ª semana e puérperas residentes de Belo Horizonte, em situação de vulnerabilidade. O acompanhamento vai até 42 dias após o parto. O puerpério, janela de maior risco materno.

    1. Identificação da gestante ou puérpera em situação de vulnerabilidade, pela rede ou em busca ativa.
    2. Abordagem pela equipe móvel, no território onde a pessoa está.
    3. Atuação multiprofissional. Psicologia, serviço social e enfermagem atuando de forma integrada sobre as dimensões que produzem a desvinculação.
    4. Articulação intersetorial com os equipamentos de referência: Centro de Saúde, maternidade, assistência social, saúde mental, acolhimento.
    5. Vinculação efetiva da paciente aos serviços. O resultado pretendido.
    6. Transição e saída, com o cuidado assumido pela rede.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Enap · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Período de apuração: 2018 a maio/2024.

    Gestantes e puérperas acompanhadas, por ano:

    • 195: 210 (151 · 171 · 198 · 230 · 80)

    Total no período: 1.235 mulheres acompanhadas.

    Ações realizadas (acumulado 2018 – mai/2024):

    • Visitas domiciliares: 1.745
    • Reuniões e discussões de caso: 986
    • Atendimentos nas maternidades: 256

    Fonte: Enap, relato oficial.

    Reconhecido pelo próprio órgão como não medido

    O relato traz uma admissão explícita. Sobre o terceiro objetivo. Promover a autonomia e a viabilização dos direitos dessas mulheres:

    "Embora os dados quantitativos específicos sobre a autonomia não sejam mencionados, a melhora na vinculação com a rede de saúde e a qualidade do atendimento sugere um impacto positivo na promoção dos direitos e da autonomia das mulheres atendidas."

    A equipe declara que não tem o dado e apresenta o raciocínio como inferência, não como resultado. É a mesma postura do GO Recife e é rara em relato de premiação.

    O que foi afirmado:

    • Fortalecimento da rede: articulação mais assertiva entre maternidades e serviços de saúde
    • Aumento do vínculo: maior vinculação das atendidas aos serviços de pré-natal, puerpério e puericultura, afirmado, sem taxa
    • Melhora na qualidade do atendimento prestado

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2018

    Temas
    SaúdeGêneroAssistência socialInclusãoHabitação
    Baixar o e-book (14 MB) ↓Ver no repositório da Enap →

    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Energia Que Dá Vida Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPE-CE), Núcleo de Direitos Humanos, com a concessionária Coelce e o Hospital de Messejana

    OndeFortaleza / CE

    O problema

    Pacientes desligavam os próprios aparelhos para não deixar dívida de luz para a família. A política de desospitalização mandava para casa quem dependia de respirador, e a conta de energia do equipamento caía sobre famílias extremamente pobres.

    Contexto completo

    O relato descreve o mecanismo com precisão clínica:

    "Mesmo portadores de quadros de extrema gravidade, a partir de determinado momento os pacientes dependentes de aparelhos vitais eram transferidos para suas residências, a fim de cederem os leitos então ocupados a outros doentes. Em função disso, e sobretudo considerando o elevado consumo de energia elétrica demandado pelos equipamentos respiratórios, aquelas famílias, todas extremamente [pobres]..."

    E o desfecho que a equipe médica descobriu depois:

    Após a morte de alguns pacientes, constatou-se que muitos haviam desligado os próprios aparelhos: deixando-se morrer para não acumular dívida para a família.

    Como funciona
    1. Identificação dos pacientes eletrodependentes em tratamento domiciliar vinculado à rede pública.
    2. Caracterização da vulnerabilidade econômica da família.
    3. Negociação com a concessionária pela Defensoria.
    4. Celebração do compromisso de ajustamento, com perdão de débitos e orientação.
    5. Articulação com o hospital para a alta acompanhada dessa informação.

    PrêmioPrêmio Innovare (8ª edição) · 2011

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    ⚠️ Refeita em 26/09/2026. A tabela antiga trazia "Compromisso celebrado: Sim" e "Perdão de dívidas: Previsto no acordo", que descrevem o instrumento e não o efeito dele. Os números do acordo foram publicados na cobertura da premiação.

    O que foi medido:

    • Pacientes beneficiados na celebração do termo: 53 (2009, ao firmar o acordo · ANADEP, 15/12/2011)
    • Dívidas perdoadas: quase meio milhão de reais (2009 · ANADEP, 15/12/2011)
    • Conta de luz antes e depois do equipamento entrar em casa: de cerca de R$ 15 para cerca de R$ 300 (2009 · ANADEP, 15/12/2011)
    • Alcance além dos 53: o acordo contemplou todos os casos futuros que se enquadrassem no perfil social estabelecido (2009 em diante · ANADEP, 15/12/2011)
    • Contrapartida da concessionária, além do perdão: substituição de eletrodomésticos antigos por equipamentos de baixo consumo (2009 · ANADEP, 15/12/2011)

    ⚠️ O achado que explica por que o acordo existiu, e que não é um indicador de resultado. A descrição da prática registra que, ao apurar causa de morte, a equipe médica constatava que muitos pacientes desligavam os próprios aparelhos para não acumular dívida para a família. Isso não está quantificado, e é a razão declarada do projeto: a alta hospitalar transferia para casa um custo de energia que a família não tinha como pagar.

    ⚠️ Uma divergência de número, resolvida pela leitura. Uma busca devolveu 58 pacientes, atribuindo ao Hospital de Messejana. O site do hospital não abre, nem por curl nem por navegador, então o 58 não foi confirmado em fonte legível. A fonte que abre diz 53. Vale 53 até alguém ler a outra.

    Nível de evidência: 2 dado administrativo. São contagens do acordo (pacientes incluídos, valor perdoado), declaradas pela prática premiada.

    ⚠️ O canal é a associação nacional da categoria, não o executor. A Defensoria do Ceará não publica balanço desta prática que tenha sido localizado, e o Hospital de Messejana está fora do ar. Quem reconferir deve tentar a DPE-CE primeiro.

    ⚠️ E o que o acordo produziu depois de 2009 não foi medido por ninguém. Ele vale para "todos os casos futuros", o que significa que o número de beneficiados cresceu, e não há série. Quinze anos depois, não se sabe quantos pacientes eletrodependentes foram atendidos por ele.

    O que foi afirmado:

    • Resgate da dignidade humana de pacientes eletrodependentes em tratamento domiciliar vinculados à rede pública.
    • Que o benefício alcançou não só os pacientes, mas também as famílias.
    • Que a empresa passou a prestar informação sobre economia de energia às famílias.

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2011

    Temas
    SaúdeJustiça e direitosInclusãoAtendimento ao cidadão
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    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Erradicação do escalpelamentojustiça para a população invisível Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE-PA)

    OndeBelém / PA

    O problema

    O escalpelamento é um acidente típico da Amazônia ribeirinha: em embarcações com eixo de motor exposto, o cabelo longo se enrosca e arranca total ou parcialmente o couro cabeludo, com sequelas permanentes. Funcionais, estéticas e psicológicas.

    Contexto completo

    O perfil da vítima é o que define o caso:

    SexoQuase todas mulheres

    Idade de maior incidência5 a 16 anos, seguida de 17 a 30

    TerritórioRibeirinho: Marajó lidera os registros no Pará

    CondiçãoBaixa renda, transporte fluvial como única via

    O título do relato ("justiça para a população invisível") descreve o problema melhor que qualquer definição técnica. Um acidente que mutila crianças há décadas, é evitável por uma cobertura de eixo, e não constava de agenda pública nenhuma porque acontece longe, com quem não aparece.

    Como funciona
    1. Documentação dos casos e caracterização do perfil das vítimas.
    2. Atuação pela aplicação da norma de proteção de eixos nas embarcações.
    3. Defesa dos direitos das vítimas. Saúde, reabilitação, benefícios, indenização.
    4. Proposição de financiamento público para aquisição de motor com proteção, condicionado a cadastro e embarcação legalizada.
    5. Articulação com Capitania dos Portos, saúde e assistência.

    PrêmioPrêmio Innovare (7ª edição) · 2010

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Casos no Pará: 5 em 2024, 3 em 2025
    • Região de maior incidência: Marajó
    • Perfil: Maioria mulheres; pico entre 5 e 16 anos
    • Marco normativo vigente: Lei nº 11.970/2009
    • Desdobramento: ACP da DPU (2024) pelo seguro DPEM às vítimas

    Série de casos da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde do Pará). Não foi localizada série histórica longa que permita avaliar tendência desde 2010 (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Viabilidade técnica e econômica da erradicação do escalpelamento
    • Exequibilidade de financiamento público para motores com proteção

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2010

    Temas
    SaúdeJustiça e direitosInclusão
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    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Formação de Doulas Comunitárias em Parceria com as Maternidades da Rede SUS-BH Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, Coordenação de Atenção Integral à Saúde da Mulher e Perinatal, Secretaria Municipal de Saúde

    OndeBelo Horizonte / MG

    O problema

    O diagnóstico é direto e tem valor de constatação nacional:

    "Até o momento não há políticas públicas com financiamento para formação de doulas comunitárias e voluntárias, causando assim um déficit de doulas nos serviços de saúde do SUS."
    Contexto completo

    A doula oferece suporte emocional, físico e informacional no pré-parto, parto e pós-parto. "Momento de insegurança, dor e medo". A evidência internacional associa esse acompanhamento contínuo a melhores desfechos e a menos intervenções desnecessárias.

    O problema, portanto, não é de reconhecimento técnico: é que ninguém financia a formação. Sem formação, não há doulas na rede pública, e o acompanhamento fica restrito a quem pode pagar por uma doula particular.

    Objetivos declarados: melhorar a experiência das gestantes da rede, reduzir intervenções desnecessárias como cesarianas e proporcionar atendimento mais humanizado.

    Como funciona
    1. Processo seletivo. Inscrição e seleção via formulários online, aberto a mulheres maiores de 18 anos residentes em Belo Horizonte.
    2. Formação teórica, 40 horas em 5 dias, com instrutores e palestrantes convidados.
    3. Alocação nas 7 maternidades SUS-BH.
    4. Prática supervisionada, 1 plantão de 12 horas por semana, ao longo de 8 meses, com cada trabalho de parto acompanhado registrado e assinado pelo supervisor.
    5. Integração às equipes multidisciplinares de assistência à saúde da mulher no SUS.

    Quem faz o quê:

    Coordenação de Saúde da Mulher e Perinatal (SMS-BH)Organiza e coordena o curso

    7 maternidades SUS-BHRecebem as alunas para a prática supervisionada; cedem supervisores

    Instituições acadêmicas parceirasAporte de recursos e palestrantes: ver seção 9

    Doulas formadasSuporte às gestantes, parturientes e puérperas

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Enap · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    ⚠️ Refeita em 26/09/2026. A crítica que esta seção fazia continua inteira: a tabela do relato premiado traz afirmação na coluna de resultado, não medição. O que mudou é que a própria prefeitura publica, edital a edital, os números do curso, e a maternidade publica a formatura. O dado estava a um clique do relato, e fora dele.

    O que foi medido:

    A série de turmas, pelos editais da própria PBH:

    • 2023, a primeira: 35 (24 a 28/04/2023 · 01/05 a 31/12/2023 · PBH, 12/04/2023)
    • 2024: 56 (13 a 17/05/2024 · 20/05/2024 a 21/02/2025 · PBH, 12/03/2024)
    • 2025: 56 (12 a 16/05/2025 · 19/05/2025 a 13/02/2026 · PBH, 31/01/2025)
    • Doulas formadas, com certificado: 42 (cerimônia em 10/02/2026, na Santa Casa BH · Santa Casa BH, 12/02/2026)
    • Maternidades da rede SUS-BH envolvidas: 7, nominadas: Santa Casa BH, Hospital das Clínicas/UFMG, Maternidade Odete Valadares, Maternidade Sofia Feldman, Hospital Metropolitano Odilon Behrens, Hospital Júlia Kubitschek e Hospital Risoleta Tolentino Neves (2023 a 2026 · PBH e Santa Casa BH)
    • Regime de prática: plantão semanal supervisionado de 12 horas, por nove meses, na maternidade da regional de residência (2024 e 2025 · PBH, 12/03/2024)
    • Carga horária declarada no relato premiado: 400 h: 40 teóricas e 360 práticas (2024 · Enap)

    ⚠️ Duas correções ao que este registro dizia. Ele afirmava "2 turmas (2023 e 2024)": são pelo menos três, porque a de 2025 foi aberta em janeiro daquele ano e se formou em fevereiro de 2026. E o critério de entrada tem seleção, que o relato não menciona: pré-inscrição por formulário, contato para confirmar disponibilidade e entrevista de seleção, com convocação da próxima candidata em caso de desistência ou reprovação.

    ⚠️ E um número que eu NÃO vou calcular. 42 formadas contra 56 vagas dá 75 por cento, e essa conta estaria errada: "vagas ofertadas" não é "inscritas" nem "matriculadas", e o próprio edital diz que a lista é preenchida por ordem de cadastro até fechar as 56. Sem saber quantas começaram, não há taxa de conclusão. Os dois números ficam lado a lado, como saíram de cada fonte.

    Nível de evidência: 2 dado administrativo. Números da prefeitura executora e da maternidade onde a formatura ocorreu.

    ⚠️ O resultado que o projeto se propôs a produzir continua sem medida. O relato premiado declara como objetivo "reduzir a incidência de cesarianas" e nomeia "taxa de cesariana" como o método de avaliação. Nenhuma taxa foi publicada, nem antes nem depois, e nada foi localizado ligando a presença de doula a desfecho de parto na rede SUS-BH. O que este registro passa a ter é quantas doulas foram formadas e onde, que é entrega, não efeito.

    O que foi afirmado:

    • Melhor coordenação e continuidade dos cuidados, e reconhecimento do papel das doulas.
    • Maior satisfação das gestantes e redução das complicações durante a gravidez e o parto.
    • Redução de complicações pós-parto.
    • Que a presença das doulas "tem se tornado um importante diferencial no cuidado às gestantes", segundo a coordenadora da maternidade da Santa Casa BH.

    ⚠️ As três primeiras são as linhas da coluna "resultado alcançado" da tabela do relato premiado. São afirmações sem número, sem série e sem comparação, e é por isso que estão aqui e não acima. A coluna "como avaliou" nomeia métodos plausíveis, quantidade de inscrições e taxa de cesariana, e os valores nunca aparecem.

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2023

    Temas
    SaúdeGêneroEducaçãoInclusãoParticipação social
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    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Gestão ativa das filas de atenção especializada Secretaria Municipal de Saúde, Prefeitura de Sangão

    OndeSangão / SC

    O problema

    O município enfrentava tempo prolongado de espera, faltas, cancelamentos e perda de vagas nas agendas dos especialistas, com demanda crescente.

    Contexto completo

    O relato acrescenta o que estava por trás: falta de comunicação com o usuário e necessidade de fortalecer a continuidade do cuidado.

    Como funciona
    1. Higienização das filas, com contato qualificado a cada usuário da lista.
    2. Reorganização das agendas a partir do que a limpeza revelou.
    3. Ampliação da carga horária do médico regulador e contratação de apoio administrativo dedicado à gestão das filas.
    4. Monitoramento contínuo de faltas e cancelamentos.
    5. Reaproveitamento rápido da vaga ociosa, chamando o próximo.
    6. Capacitação das equipes das UBS para encaminhar melhor, evitando referência desnecessária ao especialista.
    7. Agendamento humanizado, com prontuário eletrônico, WhatsApp e planilha de monitoramento.

    ⚠️ E o passo 6 é o que distingue este caso de pura gestão de agenda. Encaminhamento mal feito enche a fila do especialista com quem a atenção primária resolveria. Mexer nos dois lados ao mesmo tempo é o desenho certo, e é também o que impede saber qual dos dois produziu o resultado.

    PrêmioMostra de Boas Práticas Municipais, Chamamento Público nº 001/2026 · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Aproveitamento das agendas, 2025: cerca de 80,6%
    • Aproveitamento das agendas, 1º trimestre de 2026: cerca de 88%
    • Ganho: cerca de 7,4 pontos percentuais
    • Atendimentos realizados, de 2025 ao 1º trimestre de 2026: mais de 24 mil
    • Pessoas alcançadas: cerca de 4.500

    Fonte: CIGA, Portal de Boas Práticas, registro da prática.

    Apuração da própria secretaria, pelo sistema de prontuário e pelas planilhas de monitoramento.

    O que foi afirmado:

    • Redução do tempo de espera para atendimento especializado, sem número
    • Redução de perdas de vaga por falta e cancelamento
    • Qualificação dos encaminhamentos das UBS, com fortalecimento da resolutividade da atenção primária
    • Continuidade do cuidado e acompanhamento longitudinal

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2025

    Temas
    SaúdeAtendimento ao cidadão
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 23 de setembro de 2026

  • Monitora Saúde Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec), com a Secretaria Municipal de Saúde, Prefeitura de Campo Grande

    OndeCampo Grande / MS

    O problema

    Com o avanço da covid-19, os gestores públicos buscavam medidas para conter o vírus evitando sobrecarregar o sistema de saúde. Campo Grande, observando o avanço entre março e abril de 2020, quando os primeiros casos foram confirmados em São Paulo, no Rio de Janeiro e em outros grandes centros, precisava de duas coisas:

    • Triar quem chegava com suspeita, para controlar quantas pessoas iriam efetivamente às unidades de saúde
    • Monitorar quem já estava confirmado, antes que o quadro se agravasse
    Contexto completo

    E encontrou um obstáculo que o relato registra com precisão: ao buscar soluções prontas no mercado, deparou-se com o fato de que soluções para esse tipo de situação eram inexistentes até então.

    Como funciona
    1. Triagem antes da unidade de saúde. O módulo inicial filtra quem realmente precisa se deslocar, evitando aglomeração e poupando a capacidade das unidades.
    2. Monitoramento ativo do caso confirmado. O paciente é cadastrado e acompanhado com mensagens e telefonemas periódicos para averiguar a situação.
    3. A base da triagem alimenta o monitoramento. No início, os dados da triagem eram o principal banco da segunda etapa.
    4. Desenvolvimento reativo e por módulos. O relato descreve o projeto como deliberadamente reativo, "às necessidades e peculiaridades que foram surgindo", com escopo claro e conciso para cada módulo.

    ⚠️ E o item 4 tem um custo: projeto reativo entrega rápido e não tem linha de base. Não havia como medir antes, porque antes não havia nada.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (25ª edição), Enap · 2021

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Realizar triagens para identificar previamente casos assintomáticos: implantar o módulo de triagem inicial (cerca de 15 mil triagens · julho de 2020 · quantidade de triagens no sistema)
    • Acompanhar os munícipes com covid-19: implantar o módulo de monitoramento dos casos confirmados (cerca de 181 mil monitoramentos sobre 94 mil casos confirmados · setembro de 2020 a abril de 2021 · quantidade de monitoramentos e de casos confirmados)

    Fonte: Enap, relato oficial na 25ª edição, p. 95 a 104 do PDF.

    ⚠️ As 15 mil triagens são "no início da implementação", sem período fechado nem total. É o número mais frágil da tabela.

    O que foi afirmado:

    • Diminuição do número de pacientes internados e, por consequência, menor ocupação de leitos na capital, mesmo recebendo pacientes do interior.
    • Efetividade e assertividade nos públicos-alvo das campanhas de vacinação
    • Políticas mais assertivas no combate à doença, com identificação dos bairros de maior concentração de população infectada
    • Evitar aglomerações nas unidades, com filtragem eficiente dos possíveis pacientes

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2020

    Temas
    SaúdeGoverno digitalDadosAtendimento ao cidadão
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • NAVIONavegação Ampliada para Vigilância Itinerante e One Health Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso do Sul, com a Marinha do Brasil

    OndeMS

    O problema

    As comunidades ribeirinhas enfrentam barreiras estruturais de acesso à saúde: distância geográfica, infraestrutura precária e recursos limitados. Não é falta de serviço no município. É impossibilidade física de chegar até ele.

    Contexto completo

    A consequência vai além do indivíduo. Essas populações estão expostas a patógenos zoonóticos emergentes e reemergentes, na interface entre humanos, animais e ambiente, e são justamente os territórios onde não há vigilância. O ponto cego epidemiológico coincide com o vazio assistencial.

    Isso significa que um patógeno novo pode circular por semanas antes de ser detectado, e a detecção acontece quando ele já chegou à cidade.

    Como funciona
    1. Embarcação da Marinha do Brasil percorre a extensão do Rio Paraguai.
    2. Atendimento de atenção primária (médico, odontológico e laboratorial) aos ribeirinhos que procuram o navio.
    3. Coleta de amostras humanas, de animais e ambientais (incluindo água de consumo e uso geral) nas comunidades.
    4. Testagem a bordo. Testes rápidos, PCR e sorologias.
    5. Monitoramento genômico dos patógenos identificados.
    6. Geração de dados para informar controle e resposta em diferentes regiões geográficas.

    Quem faz o quê:

    SES/MSCoordena; disponibiliza servidores e logística terrestre

    Marinha do BrasilEmbarcação, base em Ladário e militares

    SES/MTDisponibiliza servidores

    Instituições de pesquisa e universidadesCapacidade técnica de genômica

    OPASCooperação

    MunicípiosParceria local

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Enap · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Oferecer atendimento médico, odontológico e laboratorial de atenção primária: Atender 100% dos ribeirinhos que procuraram atendimento no navio (867 ribeirinhos atendidos · nov/2023 e fev/2024 · Total de registros de indivíduos atendidos)
    • Vigilância One Health: coletar amostras humanas, animais e ambientais Coletar amostras de 100% dos ribeirinhos que aderirem à pesquisa, de água de consumo e uso geral (4.730 testes rápidos · 3.730 PCR humanas · 3.120 sorologias humanas · 250 (amostras animais/ambientais) · nov/2023 e fev/2024 · Quantidade de resultados das amostras coletadas)

    Total de exames realizados: mais de 11.800, para 867 pessoas atendidas.

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Política pública inclusiva que provê acesso a serviços de saúde e vigilância de alta tecnologia em tempo real
    • Favorecimento de intervenções terapêuticas mais eficazes
    • Vigilância eficiente para monitorar a disseminação de patógenos para outras regiões

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2023

    Temas
    SaúdeInclusãoDadosMeio ambienteAtendimento ao cidadão
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    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Núcleo de Evidências para Políticas de Equidade em Saúde Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social (Dagep), Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Ministério da Saúde

    OndeBrasil

    O problema

    O SUS trabalha o processo saúde e doença como prática social mediada por determinantes sociais, econômicos, psicológicos, culturais e raciais, com o objetivo de garantir equidade. Para planejar isso, é preciso conhecer a realidade de saúde de cada população.

    Contexto completo

    O planejamento no SUS, segundo o próprio relato, "ainda é frágil e desarticulado", apesar de inúmeras tentativas de institucionalização. E para as populações vulneráveis o problema é anterior: faltava informação organizada com o recorte que as identifica.

    Havia uma condição nova que tornava o trabalho possível: a Portaria nº 344, de 1º de fevereiro de 2017, tornou obrigatório o preenchimento do campo raça e cor em todos os sistemas de informação do Ministério da Saúde.

    Como funciona
    1. Usar os sistemas que já existem. Toda a produção sai do Sinan, do Vigitel e das bases de mortalidade do próprio ministério. Nada de coleta nova.
    2. Verificar a qualidade do recorte antes de usá-lo, que foi a análise de completitude do campo raça e cor enviada aos estados e ao Distrito Federal.
    3. Visualização como parte do produto, e não como enfeite. Uma das servidoras se capacitou especificamente em visualização de dados, cursando design gráfico como segunda graduação e três cursos de editoração e de Power BI.
    4. Publicar para três públicos ao mesmo tempo: gestores, profissionais de saúde e população geral, com os painéis acessíveis a qualquer pessoa.
    5. Construção coletiva das prioridades, com os atores de cada tema, nas etapas do ciclo da política pública.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (23ª edição), Enap · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    ⚠️ O relato afirma expressamente que os resultados são medidos pelos produtos, por ser uma iniciativa recente, com oito meses de implantação, e que os impactos poderão ser acompanhados depois. Este registro respeita essa leitura: o que segue é entrega, não efeito.

    • Painel da População Negra, em Power BI, público: mortalidade por homicídio, mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis e incidência de tuberculose, 2012 a 2016, por raça e cor, em quatro abas: Brasil e regiões, Brasil e UFs, comparativo entre brancos e negros, e dados apenas de negros
    • Nota técnica de completitude: análise do preenchimento do campo raça e cor em todas as notificações do Sinan de 2001 a 2017, enviada a todos os estados e ao DF
    • Cartilha: "Óbitos por suicídio entre adolescentes e jovens negros 2012 a 2016"
    • Boletim epidemiológico: notificações de violência cuja motivação foi estar em situação de rua
    • Vigitel Brasil 2018 população negra: fatores de risco e proteção para doenças crônicas, nas capitais dos 26 estados e no DF
    • Boletim em elaboração: violências contra pessoas LGBT, 2015 a 2017
    • Equipe: 3 servidores, sem alocação de recursos extras (relato oficial)
    • Tempo até o prêmio: 8 meses de implantação (relato oficial)
    • Produtos entregues no período: 5, mais um em elaboração (relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 23ª edição, p. 219 a 242.

    Contagem dos próprios produtos. Os dados que os produtos contêm são de sistemas nacionais de informação em saúde, e essa é a força deles.

    O que foi afirmado:

    • Produção de informação que subsidia a tomada de decisão em saúde para populações vulneráveis
    • Elevação da visibilidade das necessidades específicas dessas populações, contribuindo para a alocação de recursos.
    • Contribuição para o planejamento, monitoramento, avaliação e reorientação das ações de saúde segundo prioridades locais
    • Articulação para incluir identidade de gênero e orientação sexual na Pesquisa Nacional de Saúde 2019 e no Censo 2020 do IBGE.

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2018

    Temas
    SaúdeDadosInclusãoGêneroParticipação social
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS) Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o Fórum de Comunidades Tradicionais

    OndeRJ

    O problema

    O território da Bocaina (entre Rio de Janeiro e São Paulo, na Mata Atlântica) abriga comunidades caiçaras, quilombolas e indígenas Guarani que enfrentam a combinação usual: pressão sobre o território, invisibilidade em políticas públicas, e pesquisa acadêmica que extrai conhecimento sem devolver nada.

    Contexto completo

    O problema que o OTSS ataca não é apenas de acesso a serviços. É de hierarquia entre saberes: a política pública chega ao território com a solução pronta, formulada por quem não vive ali, tratando o conhecimento tradicional como folclore e não como método.

    Como funciona
    1. Coordenação tripartite com representantes dos três povos tradicionais, em reuniões quinzenais.
    2. Planejamento territorializado por mesoterritórios (três deles: RJ, Inter e SP) construídos pelos próprios comunitários com a equipe de base, com reuniões anuais de planejamento.
    3. Colegiados por mesoterritório, cada um monitorando suas próprias ações.
    4. Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT) realiza duas reuniões ampliadas anuais em que avalia as ações do OTSS e propõe as ações estratégicas do período seguinte.
    5. Monitoramento anual dos projetos.
    6. Articulação com movimentos sociais nacionais. CGY (Comissão Guarani Yvyrupa), APIB, CONAQ e CNCTC, e reuniões regulares com IBAMA e financiadores.
    7. Atuação temática: agroecologia, turismo de base comunitária, saneamento ecológico e fortalecimento da pesca artesanal.

    Note a inversão do fluxo de autoridade no passo 4: o Fórum das comunidades avalia o observatório e define o que ele fará. A instituição presta contas ao território, não o contrário.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (27ª edição), Enap · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido (campanha Cuidar e Resistir):

    • Alimentos não perecíveis: 220 toneladas
    • Cestas básicas: 23.147
    • Vales-gás: 36.915
    • Pescado das próprias comunidades: 20 toneladas
    • Produtos agroecológicos: 19 toneladas
    • Comunidades contempladas: 140
    • Famílias beneficiadas: 7.000

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Promoção da justiça socioambiental, economia solidária, educação e conservação da biodiversidade
    • Fortalecimento das organizações do território, de associações de moradores a coletivos de produção
    • Desenvolvimento da autonomia comunitária, ampliando capacidade de intervenção social
    • Promoção de todos os Objetivos da Agenda 2030

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2013

    Temas
    SaúdeMeio ambienteParticipação socialInclusãoEducaçãoDesenvolvimento econômico
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    27º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Creative Commons BY-NC

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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Otimização do Giro de Leitos como Estratégia Gerencial Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM/Ufes)

    OndeVitória / ES

    O problema

    A transição demográfica e epidemiológica aumenta a demanda por assistência de alta complexidade, enquanto os recursos do SUS são limitados. A escassez de leitos produz uma cascata previsível:

    • cancelamento de cirurgias eletivas
    • crescimento da fila de espera cirúrgica
    • retardo no diagnóstico e no início do tratamento
    • demora no atendimento do paciente no recurso adequado
    Contexto completo

    O diagnóstico técnico: o giro do leito depende de duas variáveis. A gestão da alta e o tempo de setup do leito. E o relato aponta o ponto cego:

    "O setup do leito representa o tempo de substituição entre um paciente e outro e geralmente é uma variável não medida nas instituições, mas que impacta diretamente no acesso do usuário ao recurso em tempo oportuno."

    Ou seja: hospitais gerenciam intensamente a alta e ignoram o intervalo entre pacientes. No qual o leito existe, está vago e não atende ninguém.

    Como funciona
    1. Observação empírica do setup elevado no hospital. A percepção que antecede a medição.
    2. Instrumentação da medida: coleta diária de dados do tempo de preparo e reocupação do leito, que antes não era acompanhado.
    3. Aplicação do Lean Six Sigma (DMAIC) sobre o processo de substituição de paciente: mapear, medir, identificar causas de desperdício, intervir, controlar.
    4. Equipe multiprofissional (assistencial e administrativa) trabalhando os diferentes cenários de implantação das soluções.
    5. Monitoramento diário de indicadores hospitalares, incluindo o setup, com ferramentas de TI desenvolvidas para isso.
    6. Gestão da alta trabalhada em paralelo, como a segunda variável do giro.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (27ª edição), Enap · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Reduzir o tempo médio diário de setup do leito: Reduzir o tempo de preparo e reocupação (De 657 minutos (11 h) para 286 minutos (4h46) · fev/2022 a jul/2023 · Coleta de dados)

    Redução de 56,5% no tempo de setup.

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Aumento da capacidade de internação hospitalar
    • Fornecimento de vagas para demandas represadas

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2022

    Temas
    SaúdeGestão de pessoasDadosAtendimento ao cidadão
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    27º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Creative Commons BY-NC

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • PAILIPrograma de Atenção Integral ao Louco Infrator Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), com o Ministério Público de Goiás e o Tribunal de Justiça de Goiás

    OndeGoiânia / GO

    O problema

    A medida de segurança brasileira produz o manicômio judiciário: internação sem prazo, em unidade prisional com fachada hospitalar, onde não há tratamento de saúde mental nem execução penal, e de onde raramente se sai, porque não há a quem devolver a pessoa.

    Contexto completo

    A pergunta que Goiás respondeu de outro jeito: a medida de segurança é pena ou é tratamento? Se é tratamento, quem executa é o SUS, não a administração penitenciária. Toda a arquitetura do PAILI decorre dessa única definição.

    Como funciona
    1. Determinação judicial da medida de segurança pelo juízo competente.
    2. Encaminhamento ao PAILI, e não a uma unidade prisional.
    3. Avaliação e plano terapêutico pela equipe de saúde.
    4. Tratamento na rede territorial. CAPS e serviços do SUS, no município do paciente.
    5. Acompanhamento e relatórios ao juízo, base para a revisão da medida.
    6. Extinção da medida quando cessada a condição que a fundamentou.
    7. Internação apenas excepcional, e em serviço de saúde.

    PrêmioPrêmio Innovare (6ª edição) · 2009

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Pacientes atendidos desde a criação: 933
    • Medidas de segurança extintas: 480
    • Taxa de reincidência: em torno de 5%
    • Em atendimento: 349 no estado
    • Hospitais de custódia em Goiás: nenhum

    Números da SES-GO. Há produção acadêmica independente analisando a experiência. O que pode elevar o nível após leitura (ver pendências).

    O que foi afirmado:

    • Humanização do atendimento fora dos manicômios judiciários
    • Modelo replicável para outros estados

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2006

    Temas
    SaúdeJustiça e direitosSistema prisionalInclusão
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • PJURProjeto de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica Tribunal de Justiça de São Paulo, 5ª Vara das Execuções Criminais da Capital, com a Secretaria de Administração Penitenciária e a Secretaria de Estado da Saúde

    OndeSão Paulo / SP

    O problema

    A medida de segurança é aplicada a quem cometeu crime e é considerado inimputável por transtorno mental, e não tem prazo determinado: dura enquanto durar a "periculosidade", aferida por perícia. Na prática a internação se prolonga não porque a pessoa continue perigosa, mas porque a perícia não sai, o laudo não chega, e não há para onde encaminhar quem recebe alta. A pessoa segue internada sem que ninguém tenha decidido interná-la.

    Contexto completo

    O relato descreve o projeto como melhoria da execução das medidas de segurança "em conjunto com fortalecimento de ações periciais e de assistência em saúde".

    É o mesmo tipo de violação silenciosa do projeto do SEEU: ninguém decidiu manter a pessoa internada. Faltou um laudo. A diferença é que aqui não há sequer uma data a calcular. O critério é clínico, e sem equipe não há critério nenhum.

    Como funciona
    1. Concentração dos casos de medida de segurança em vara especializada.
    2. Avaliação pela equipe própria, sem depender exclusivamente da fila da perícia oficial.
    3. Articulação com a rede de saúde mental (CAPS e serviços territoriais) para o encaminhamento.
    4. Audiências multidisciplinares de desinternação, reunindo profissionais de saúde mental, Ministério Público, Defensoria, família e serviços de atenção psicossocial.
    5. Acompanhamento após a desinternação, pela rede.

    A audiência multidisciplinar de desinternação é o produto replicável. Ela transforma a decisão de soltar de um ato solitário do juiz, baseado em papel, em uma pactuação com quem vai receber a pessoa, que é o que, na prática, torna a alta possível.

    PrêmioPrêmio Innovare (13ª edição) · 2016

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Equipe própria vinculada ao juízo: 10 profissionais (3 médicos, 2 psicólogos, 1 assistente social, 3 residentes, 1 estagiário)
    • Vara especializada: 5ª VEC da Capital, dedicada a medidas de segurança
    • Modelo de audiência: Multidisciplinar, com MP, Defensoria, saúde mental e família
    • Reconhecimento: Innovare 13ª; São Paulo tratado como referência nacional no tema

    Estrutura e modelo verificáveis pelo TJSP. Não foi localizado o número de desinternações, de avaliações realizadas ou de tempo médio de internação (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Celeridade e qualidade nas decisões sobre medidas de segurança
    • Retorno de muitas pessoas ao convívio social
    • Fortalecimento das ações periciais e da assistência em saúde

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2009

    Temas
    SaúdeJustiça e direitosSistema prisionalInclusão
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Padronização dos credenciamentos em saúde no CISAMVE Consórcio Público Interfederativo de Saúde e Serviços do Vale Europeu (CISAMVE)

    OndeBlumenau / SC

    O problema

    O consórcio precisava se adequar à Lei nº 14.133/2021 e convivia com credenciamentos de fluxo descentralizado, documento não padronizado e tempo de tramitação elevado.

    Contexto completo

    O efeito prático é assistencial, e o relato o nomeia: a lentidão dificultava a contratação de serviço especializado, o que atinge a oferta regional de serviços do SUS.

    Como funciona
    1. Padronização de minutas, documentos e procedimentos de credenciamento.
    2. Fluxo integrado entre as áreas técnica, administrativa e jurídica, no lugar de etapas descentralizadas.
    3. Tramitação pelo sistema E-CIGA, que é o sistema de processo eletrônico do consórcio de inovação do próprio estado.
    4. Ambiente digital colaborativo para gestão documental, que o relato descreve como um drive institucional.
    5. Alinhamento jurídico único, com norma interna.
    6. Acompanhamento e monitoramento dos credenciamentos, com revisão contínua dos processos.

    ⚠️ E o passo 1 é o que permite a escala. Minuta padronizada é o que faz o credenciamento de número cinquenta custar o mesmo esforço do de número cinco.

    PrêmioMostra de Boas Práticas Municipais, Chamamento Público nº 001/2026 · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Tempo médio de credenciamento, antes: cerca de 60 dias
    • Tempo médio de credenciamento, depois: até 15 dias
    • Redução: cerca de 75%
    • Aumento da oferta regional de serviços especializados aos municípios consorciados: aproximadamente 15%
    • Procedimentos de média e alta complexidade organizados e geridos: mais de 1.500
    • Municípios consorciados: 16
    • População da região atendida: cerca de 860 mil habitantes

    Fonte: CIGA, Portal de Boas Práticas, registro da prática.

    Contagem administrativa do consórcio.

    O que foi afirmado:

    • Maior segurança jurídica e uniformidade dos processos internos
    • Fortalecimento da governança regional, com integração entre áreas
    • Melhor acesso da população aos serviços especializados do SUS, por efeito indireto
    • Redução de burocracia e aumento da eficiência administrativa

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2025

    Temas
    SaúdeCompras públicasGoverno digital
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    Registro atualizado em 23 de setembro de 2026

  • PadtechSoftware de Triagem de Lesões de Pele Programa de Assistência Dermatológica e Cirúrgica (PAD) da Ufes, com Sesa/ES via ICEPi

    OndeES

    O problema

    O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e atinge desproporcionalmente trabalhadores rurais, pela exposição solar acumulada. O problema no Espírito Santo tinha duas camadas:

    Escassez de especialista. Dermatologista é recurso concentrado nas capitais. O morador da zona rural não chega ao especialista, e o generalista que o atende. Médico de família, enfermeiro, agente comunitário. Não tem formação para distinguir uma lesão banal de um melanoma. O resultado é diagnóstico tardio numa doença cujo prognóstico depende quase inteiramente de detecção precoce.

    Contexto completo

    Gargalo operacional. O PAD, projeto de extensão da Ufes com quase 40 anos de atuação itinerante, operava em papel: prontuário, agendamento, histórico e registro de lesões manuscritos. Cada consulta levava até 50 minutos, o que limitava severamente quantas pessoas o mutirão conseguia atender no fim de semana.

    Como funciona
    1. Mutirão itinerante do PAD chega a um município do interior no fim de semana.
    2. Estudantes de medicina supervisionados por três dermatologistas atendem. Até 18 pacientes a cada 30 minutos.
    3. SADE substitui o papel: prontuário, agendamento, histórico clínico e imagens da lesão são registrados de forma estruturada e digital.
    4. Captura da imagem por smartphone ou dermatoscópio.
    5. Dermalyze analisa a imagem somada às informações clínicas e estima o risco da lesão, indicando hipótese diagnóstica.
    6. Priorização do encaminhamento: os casos de maior risco vão para avaliação especializada com prioridade, em vez de fila por ordem de chegada.
    7. Conduta imediata quando cabível. Crioterapia ou procedimento cirúrgico no próprio mutirão.
    8. Os dados alimentam a base de imagens, que retroalimenta a pesquisa e o treinamento dos modelos.

    Quem faz o quê:

    PAD/UfesExecuta o atendimento itinerante; abriga o Padtech

    Padtech (LIFE/Ufes)Desenvolve SADE e Dermalyze; coordenação do Prof. André Pacheco

    Estudantes de Computação e MedicinaDesenvolvimento, pesquisa e atendimento supervisionado

    DermatologistasSupervisão clínica

    Sesa/ES via ICEPiApoio institucional desde 2022; incubadora

    FAPESFinanciamento via editais universais e de extensão

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Enap · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Tempo de consulta: de até 50 min para 10-15 min (pós-SADE · FAPES / A Gazeta)
    • Consultas dermatológicas: 2.459 (2025 · A Gazeta)
    • Procedimentos cirúrgicos: 1.396 (2025 · idem)
    • Crioterapias: 9.274 (2025 · idem)
    • Municípios atendidos: 12 (2025 · idem)
    • Base de imagens: mais de 20.000 (acumulado · Sesa/ES)
    • Ritmo de atendimento: até 18 pacientes / 30 min (mutirões · A Gazeta)
    • Aceitação do Dermalyze: mais de 90% de avaliação positiva, em teste em 8 municípios (: · idem)

    Municípios atendidos em 2025: Itaguaçu, Afonso Cláudio, Itarana, Baixo Guandu, Pancas, Alfredo Chaves, Laranja da Terra, São Gabriel da Palha, Vila Pavão, Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante e Santa Maria de Jetibá.

    O que foi afirmado:

    • Facilitação do encaminhamento de pacientes para tratamento preventivo de câncer de pele
    • Apoio efetivo a profissionais não especialistas na triagem
    • Reconhecimento internacional da pesquisa produzida pelo grupo
    • Coleta centralizada de dados utilizada por centros de pesquisa no exterior

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2018

    Temas
    SaúdeInteligência artificialDadosGoverno digitalInclusãoAtendimento ao cidadão
    Baixar o e-book (40 MB) ↓Ver no repositório da Enap →

    29º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • ProScheduleSolver, geração de escalas para profissionais da saúde Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    OndePorto Alegre / RS

    O problema

    Montar escala de trabalho é tarefa recorrente em hospital e, na grande maioria, feita manualmente. É comum alocar profissional altamente qualificado, médico ou enfermeiro, para fazer isso, e o resultado costuma ser insatisfatório, gerando conflito e onerando quem ficou com a tarefa.

    Contexto completo

    No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o diagnóstico listou:

    • profissionais de saúde gastando dias para montar as escalas
    • dificuldade de elaborar e de conferir se a escala está correta, pelo número exponencial de possibilidades
    • resultados insatisfatórios: muita hora extra e desequilíbrio entre profissionais nas horas trabalhadas em dias não úteis
    • regras pouco claras para a geração da escala
    • conflito entre profissionais, que julgam a escala do colega melhor que a sua
    Como funciona
    1. Restrições invioláveis e restrições desejáveis, separadas. Um conjunto de regras não pode ser violado; outro é desejável, para que a escala respeite preferências pessoais e conforto no trabalho. É essa separação que torna a escala defensável: o que é obrigatório se cumpre sempre, e o que é preferência se otimiza.
    2. Parametrização pela própria unidade: configuração das áreas, dos turnos e feriados, das restrições obrigatórias e desejáveis, e inserção dos profissionais.
    3. Módulo do AGHUse, e não sistema à parte. Isso significa que nasce dentro do sistema que os hospitais universitários já usam.
    4. Tecnologias livres e de código aberto, evitando custo de licença para quem adotar.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (24ª edição), Enap · 2020

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Tempo para montar a escala: 6 horas (1 hora)
    • Horas extras: (redução de 24,7%)
    • Erros de alocação: ocorriam (zerados)

    Fonte: Enap, relato oficial na 24ª edição, p. 28 a 36 do PDF.

    ⚠️ Os três números vêm sem período de apuração, sem universo e sem método. Não se sabe de quantas unidades, de quantos profissionais nem em que intervalo. É a limitação central deste registro, e chama atenção num relato da 24ª edição, cujo formulário já pedia essas colunas.

    O que foi afirmado:

    • Escala em conformidade com as preferências pessoais e com o conforto no trabalho
    • Adaptabilidade a vários cenários do hospital pela entrada configurável
    • Evitar custo de licença de software para terceiros, pelo uso de tecnologias livres

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2015

    Temas
    SaúdeGestão de pessoasGoverno digitalDados
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Programa TransplantARaviação privada voluntária no transporte de órgãos Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Central de Transplantes (SES-SP), em parceria com o Instituto Brasileiro de Aviação (IBA)

    OndeSão Paulo / SP

    O problema

    Órgãos viáveis são descartados por falha de logística, não por falta de doador. Entre 2017 e 2019 foram 1.529 no país, 487 deles em São Paulo. Coração e pulmão têm até quatro horas entre a captação e o transplante, e voo comercial não cabe nessa janela quando o doador está longe dos grandes centros. Quem morre na fila morre esperando um órgão que existia.

    Contexto completo

    O relato apresenta o recorte brasileiro:

    "De 2017 a 2019, constatou-se que 1.529 órgãos foram descartados por logística, sendo 487 deles recusados no Estado de São Paulo, correspondendo a quase 12% de todos os órgãos disponibilizados."

    A restrição é o tempo de isquemia, e ele é curto:

    Coração e pulmãoaté 4 horas após a captação

    Fígadoaté 12 horas

    Voo comercial não cabe nessa janela quando o doador está fora dos grandes centros: depende de malha, horário e conexão. O resultado, segundo o relato, é mortalidade elevada nas filas. Até 60% para alguns órgãos, como o coração, especialmente em crianças.

    ⚠️ Divergência de magnitude a resolver. O relato afirma ~12% de descarte por logística; a cobertura de imprensa sobre o programa fala em 20% a 30%. As duas cifras não são conciliáveis e nenhuma das fontes consultadas indica a origem primária (presumivelmente SNT/MS ou ABTO). Verificar antes de citar (buscado em 2026-09).

    Como funciona
    1. Identificação de doador potencial pela Central de Transplantes.
    2. Acionamento do TransplantAR pela Central.
    3. Seleção da aeronave adequada na rede de voluntários (autonomia, pista, tempo até o destino).
    4. Contato com o proprietário/operador para autorização do voo.
    5. Coordenação logística. Plano de voo, aeroporto, equipe médica, janela de isquemia.
    6. Execução da missão: transporte da equipe de captação e/ou do órgão ao centro transplantador.

    Facilitadores institucionais obtidos pelo programa: atendimento prioritário em aeroportos parceiros, isenção de tarifas e agilização de procedimentos com apoio da ANAC.

    PrêmioPrêmio Innovare (22ª edição) · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Série acumulada. Set/2024 a abr/2026 (~19 meses):

    • Voos realizados: 100
    • Transplantes viabilizados: 99
    • Corações: 64
    • Fígados: 18
    • Pulmões: 15
    • Pâncreas: 2

    Ponto intermediário (mai/2025, relato do prêmio): 35 voos, 29 corações, 6 pulmões, 4 fígados, 1 pâncreas.

    Ritmo: ~5,3 voos/mês no acumulado.

    Os números são o registro operacional do programa e da Central de Transplantes, divulgados publicamente e consistentes entre o relato (mai/2025) e a cobertura posterior (abr/2026). Não há auditoria nem avaliação independente (buscado em 2026-09).

    O que foi afirmado:

    • Redução do descarte de órgãos por falha logística no Estado de São Paulo
    • Ressignificação da perda para as famílias doadoras
    • Modernização administrativa e inovação "abrangente e difusa" na SES-SP

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2024

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Projeto de melhoria da qualidade no serviço de urgência do Estado de Colima, dentro do Modelo Colima Secretaría de Salud y Bienestar Social do Estado de Colima, com o ICEC, instância estadual de certificação de processos

    OndeMX

    O problema

    A espera para começar a ser atendido no pronto-socorro do Hospital Regional Universitário era de cerca de 2 horas em 2010. A nota técnica do BID descreve o problema como de processo e de informação, não de capacidade clínica: não havia prontuário eletrônico na rede estadual, e as unidades de saúde não trocavam dado de atendimento entre si.

    Contexto completo

    O projeto nasce dentro de uma agenda mais antiga. Desde o fim dos anos 1990 o governo de Colima e a Universidad de Colima mantinham uma aliança para reduzir trâmites e criar um identificador único do cidadão. A partir de 2009 essa agenda foi retomada com os balcões de autoatendimento e o canal web.

    Como funciona
    1. Priorizar os serviços a melhorar por quantidade de problemas relatados e frequência de uso, em vez de começar pelo que é mais fácil de digitalizar.
    2. Adotar a CURP, o identificador nacional de população, como chave de acesso a trâmites e serviços do estado, o que permite ligar o cidadão ao seu histórico.
    3. Redesenhar o processo de atendimento de urgência e submetê-lo a certificação sob sistema de gestão da qualidade.
    4. Construir o prontuário eletrônico SAECCOL, com módulos de nota médica, diagnóstico, receita, arquivo, agenda, referência e contra referência, laboratório, admissão, serviço social e caixa.
    5. Implantar o SAECCOL em todas as unidades da rede, para que referência e contra referência passem a ser eletrônicas.
    6. Acompanhar os indicadores dos processos melhorados por um portal interno, com reunião obrigatória a cada seis meses entre o titular de cada entidade e sua equipe.
    7. Exigir curso de gestão da qualidade como requisito de promoção do servidor, o que amarra a mudança de processo à carreira.

    Quem faz o quê:

    Secretaría de Salud y Bienestar SocialImplanta o prontuário eletrônico e o novo processo de urgência

    ICECConduz a certificação dos processos, com equipe de 10 pessoas desde 2009. A nota do BID usa a sigla sem expandir

    Hospital Regional UniversitarioOpera o processo certificado de urgência

    Universidad de ColimaParceira histórica do modelo desde o fim dos anos 1990

    Club de Leones de Colima, como Aval CiudadanoAplica as pesquisas de saída com usuários do hospital e reporta o resultado à direção

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo · 2013

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Espera para início do atendimento de urgência no Hospital Regional Universitario: de 2 horas para 7 minutos (2010 a novembro de 2013 · BID, nota técnica IDB-TN-662)
    • Prontuários no SAECCOL: 346.639 pacientes (novembro de 2013 · BID, nota técnica IDB-TN-662)
    • Atendimentos registrados no SAECCOL: mais de 1,5 milhão (novembro de 2013 · BID, nota técnica IDB-TN-662)
    • Entidades estaduais com sistema de gestão da qualidade: 30 (2012 · BID, nota técnica IDB-TN-662)
    • Processos certificados: 205 (2012 · BID, nota técnica IDB-TN-662)
    • Trâmites disponíveis no modelo de atendimento: 91, dos quais 49 em linha (2013 · BID, nota técnica IDB-TN-662, dados do ICEC)
    • Constâncias de antecedentes criminais pedidas pela internet: mais de 10.000, alta de 15% sobre 2012 (até outubro de 2013 · BID, nota técnica IDB-TN-662)
    • Candidaturas na primeira edição do Gobernarte: 71 inscrições, 55 habilitadas (2013 · BID, nota de imprensa da premiação)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    A melhoria de qualidade percebida não tem número nas fontes lidas. Ela é apurada por pesquisa de saída com usuários do hospital, aplicada pelo Aval Ciudadano, e a nota técnica descreve o resultado sem publicar a série.

    O que foi afirmado:

    • O governo de Colima afirma que a qualidade do atendimento melhorou em informação prestada pela equipe e em trato recebido, sem apresentar indicador para nenhum dos dois.
    • O BID afirma que o Modelo Colima é um caso de melhoria integral de serviços, e não uma soma de digitalizações isoladas.

    Custo de entradaNão localizado

    Em operação desde2010

    Temas
    SaúdeGoverno digitalAtendimento ao cidadãoDados
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Qualificação da Gestão de Emergências em Arboviroses Subsecretaria de Vigilância em Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, em cooperação com a OPAS

    OndeMG

    O problema

    Arboviroses (dengue, zika, chikungunya) são emergências recorrentes e sazonais, o que deveria torná-las previsíveis. Na prática, a resposta costuma ser reativa: mobiliza-se quando os casos já estão subindo, com equipes que não treinaram juntas e planos de contingência que ninguém releu.

    Contexto completo

    Minas Gerais adiciona uma dificuldade de escala: 853 municípios, com enorme diversidade territorial e capacidades muito desiguais de vigilância.

    Como funciona
    1. Exercícios simulados de surto/epidemia com as áreas técnicas da secretaria estadual.
    2. Oficinas de revisão do Plano de Contingência, identificando lacunas nos sistemas de preparação e resposta.
    3. Capacitações presenciais descentralizadas, 17 no total: 1 na capital e 16 nas macrorregionais, qualificando os municípios para a gestão da emergência.
    4. Alinhamento com as Unidades Regionais de Saúde e municípios, respeitando particularidades de cada região.
    5. Direcionamento das ações para as áreas de maior risco.
    6. Oficina de avaliação ao final, identificando desafios e lições aprendidas para aprimorar as medidas de prevenção, controle e capacidade de resposta em emergências futuras.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Enap · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Fortalecer os sistemas de preparação e resposta a emergências em saúde pública: Qualificar a metodologia de enfrentamento a surtos e emergências por arboviroses (Padronização da metodologia em todo o território de MG; direcionamento das ações para áreas de maior risco · nov/2023 a jul/2024 · Reuniões de monitoramento do projeto)
    • Capacitar as áreas técnicas da SES-MG para resposta à epidemia: Realização de oficina de simulação de surto/epidemia (Nova metodologia incorporada e equipe técnica qualificada para execução e multiplicação · 23–24/nov/2023 · Realização da oficina)
    • Capacitações presenciais: 17 (1 capital + 16 macrorregionais)
    • Municípios no território: 853

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Atuação coordenada e eficiente durante surtos e epidemia
    • Qualificação dos municípios para a gestão da emergência
    • Aprimoramento das medidas de prevenção, controle e capacidade de resposta para emergências futuras

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2023

    Temas
    SaúdeClimaGestão de pessoasParticipação social
    Abrir na página 56 (14 MB) →Ver no repositório da Enap →

    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Rede Bem Estar, prontuário eletrônico da rede municipal de saúde Secretaria Municipal de Saúde e Subsecretaria de Tecnologia da Informação, Prefeitura de Vitória

    OndeVitória / ES

    O problema

    Rede municipal de saúde com papel: o histórico do paciente não acompanha ele entre unidade básica, pronto-atendimento, farmácia e especialidade. O resultado de exame volta em papel, demora e às vezes se perde. Cada equipamento sabe só o que ele mesmo atendeu.

    Como funciona
    1. Um único sistema atende toda a rede, em vez de um sistema por tipo de equipamento.
    2. O prontuário do paciente é o mesmo em qualquer ponto da rede.
    3. Prestadores de serviço, como os laboratórios, enviam o resultado do exame em formato digital direto para o prontuário, com assinatura digital.
    4. O cidadão acessa o próprio resultado por portal de serviços.

    Quem faz o quê:

    Subsecretaria de Tecnologia da InformaçãoDesenvolve e mantém o software

    Secretaria Municipal de SaúdeDona do processo e da operação

    Laboratórios prestadoresEnviam resultado digital assinado

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo · 2014

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Prontuários no sistema: mais de 450.000 (atual · Prefeitura de Vitória)
    • Registros de procedimento: 17.145.000 (atual · Prefeitura de Vitória)
    • Cobertura da rede: rede municipal de saúde completa (atual · Prefeitura de Vitória)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Os dois primeiros são volume acumulado, não efeito. Não há indicador publicado de tempo de atendimento, de exame perdido ou de retrabalho evitado, que seriam as medidas do problema descrito na seção 1.

    O que foi afirmado:

    • A prefeitura afirma que Vitória é a única cidade do Espírito Santo, e uma das poucas do país, com a saúde completamente informatizada.
    • A prefeitura afirma que a integração com laboratório tornou o processo muito mais eficiente e rápido, e que houve redução de custos. Sem número publicado para nenhuma das duas afirmações.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2014

    Temas
    Saúdetecnologiagestao-publica
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Sistema de vigilância de extubação não planejada Unidade de Medicina Intensiva Pediátrica Prof. Dr. Izrail Cat, Complexo Hospital de Clínicas, Universidade Federal do Paraná

    OndeCuritiba / PR

    O problema

    A unidade de terapia intensiva é setor de alta complexidade, e o manejo adequado da ventilação mecânica invasiva influencia a evolução e o prognóstico da criança internada.

    Contexto completo

    A extubação não planejada pode expor o paciente a complicações maiores que a própria doença de base. O relato é direto sobre a gravidade: são eventos potencialmente fatais, associados a maior risco de espasmo de laringe, lesão de traqueia e necessidade de traqueostomia, além de aumentarem o risco de outras complicações e gerarem impacto financeiro para a instituição.

    E há o enquadramento que explica por que isso vira projeto: muitas UTIs usam hoje o índice de extubação não planejada como indicador de qualidade da assistência.

    Como funciona
    1. Identificação dos fatores de risco a partir dos próprios casos. A análise das variáveis presentes nos pacientes que tiveram o evento mostrou que os fatores se agrupam em três pilares: o tubo endotraqueal, o paciente e o ambiente.
    2. Checklist diário em todos os pacientes intubados da unidade, aplicado uma vez por dia, no turno da manhã.
    3. Ciclo PDCA como método de gestão do processo de prevenção.
    4. Notificação e análise sistemática de cada incidente, para determinar a causa e corrigir falhas do processo de trabalho.
    5. Verificação de sensibilidade e especificidade do checklist quanto à ocorrência do evento.

    ⚠️ E o passo 1 tem uma implicação prática que vale nomear: os três pilares dizem que o risco não está só na criança. Tubo e ambiente são responsabilidade da equipe, e é isso que transforma um evento tratado como acidente em algo governável.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (24ª edição), Enap · 2020

    Resultado apurado por controle externo

    O que foi medido:

    • Pacientes internados na UTI pediátrica no período da coleta: 636
    • População do estudo: 358 pacientes
    • Amostra: 286 pacientes
    • Observações realizadas com o checklist: 2.153, uma por dia, no turno da manhã
    • Observações sem o evento adverso: 2.080, ou 96,6%
    • Observações com extubação não planejada: 73, ou 3,4%

    Fonte: Enap, relato oficial na 24ª edição, p. 37 a 49 do PDF.

    É o único dos 18 relatos das edições 24ª e 25ª com desenho de estudo: população, amostra, coleta prospectiva com avaliação diária pelo pesquisador, acompanhamento até o término da ventilação mecânica, confirmação do evento por três fontes independentes (equipe médica, de enfermagem e de fisioterapia) e conferência em prontuário, com critério de exclusão declarado (troca de tubo não conta como extubação não planejada).

    O que foi afirmado:

    • Criação de "cultura da qualidade" na instituição pelo uso rotineiro de indicadores, checklist e ciclo PDCA
    • Possibilidade de corrigir falhas do processo de trabalho e reduzir os eventos, a partir da notificação e da análise sistemática de cada incidente
    • Necessidade de que o plano estratégico comece pelo apoio e pelo reconhecimento dos gestores do hospital, que devem incentivar as lideranças locais da terapia intensiva

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2017

    Temas
    SaúdeDadosGestão de pessoas
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Unidos Contra a Covid-19, programa de mobilização de parcerias Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Vice-Presidência de Gestão e Desenvolvimento Institucional

    OndeRio de Janeiro / RJ

    O problema

    A covid-19 exigiu do setor de saúde um plano de combate na maior crise sanitária do século, e a Fiocruz, cuja missão é fortalecer o SUS, juntou-se à comunidade científica e à OMS. Mas havia desafios de investimento e de celeridade de execução orçamentária.

    Contexto completo

    E havia um problema anterior, que é o que torna o caso interessante: não é comum no Brasil que existam programas de estímulo à doação para universidades, centros de pesquisa e instituições públicas, algo corriqueiro há décadas em instituições da Europa e dos Estados Unidos.

    O relato registra a consequência, medida na própria pandemia: mesmo com a forte onda de doações que aconteceu no país, quase todas foram captadas por organizações não governamentais, e poucas por centros de pesquisa e hospitais com atuação direta no enfrentamento.

    Como funciona

    O relato descreve o programa como pensado em todas as etapas da mobilização: captação, gestão, retorno e fidelização, e não apenas na primeira. Em quatro fases:

    1. Conceito e estrutura, em cerca de 15 dias: modelo do programa, frentes de atuação, formas de captação e estruturação de TI da plataforma de doações. O relato registra o contexto: início do ciclo da pandemia, com grande desconhecimento epidemiológico.
    2. Formalização e governança: publicação de portaria constituindo fundo exclusivo para receber os recursos, regimento interno com os processos de governança e os procedimentos de gestão orçamentária.
    3. e 4. Operação, com as quatro equipes descritas na seção 7.

    ⚠️ E a peça institucional decisiva é a portaria do fundo exclusivo. Sem conta separada, regimento e procedimento de prestação de contas, doação a órgão público esbarra na execução orçamentária, que é justamente o problema de celeridade que o relato aponta na abertura.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (25ª edição), Enap · 2021

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Recursos captados: R$ 494 milhões, junto a empresas, indivíduos e órgãos do Judiciário (relato oficial)
    • Centrais analíticas implantadas: 2, com capacidade de 36 mil testes por dia (relato oficial)
    • Leitos de terapia intensiva apoiados: 195, no Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 (relato oficial)
    • Ventiladores pulmonares entregues à rede do SUS: 250 (relato oficial)
    • Usinas de oxigênio implantadas na região amazônica: 5 (relato oficial)
    • Cestas básicas distribuídas: 60 mil (relato oficial)
    • Expansão da fábrica de vacina: apoiada (relato oficial)
    • Mobilização: centenas de instituições e milhares de indivíduos, em um ano (relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 25ª edição, p. 17 a 23 do PDF.

    ⚠️ Mas a aplicação é contada em insumo, não em desfecho. Trinta e seis mil testes por dia é capacidade instalada, não testes realizados; 195 leitos é estrutura apoiada, não pacientes atendidos; 250 ventiladores é entrega, não uso. O relato conta o que foi comprado e montado, que é o que um programa de captação de fato entrega, e não o que aconteceu depois com isso.

    O que foi afirmado:

    • Uma das mais expressivas campanhas de mobilização do país
    • Constituição de fundo próprio, com mecanismos digitais para facilitar a doação
    • Enfrentamento do desafio de celeridade na execução orçamentária

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2020

    Temas
    SaúdeParticipação socialDesenvolvimento econômicoGestão fiscal
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

Justiça e direitos

23 projetos
  • Acesso à justiça para povos indígenas que vivem em isolamento Opi, Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (exceção 2b)

    OndeSantarém / PA

    O problema

    Povos indígenas isolados escolhem não ter contato, e essa escolha é o exercício de um direito. Mas vivem em áreas cobiçadas por caçadores, mineradores, madeireiros, garimpeiros e grileiros, algumas sequer demarcadas, e o assédio que sofrem é grande. Quem precisa da proteção não pode pedi-la: o titular do direito não pode reivindicá-lo, e essa impossibilidade é ela própria o direito exercido.

    Contexto completo
    "A escolha pelo isolamento é um reflexo do direito à autodeterminação dos grupos de indígenas que assim vivem. Esta legítima escolha traz inúmeros benefícios para a manutenção da coesão social destas populações, para a garantia de sua saúde, entre outros. Apesar disso, o assédio sofrido por elas é bastante grande. Muitas vivem em áreas onde os recursos naturais são cobiçados (por caçadores, mineradores, madeireiros, garimpeiros, grileiros) e outras, ainda, habitam áreas que sequer foram demarcadas."

    Soma-se a isso, segundo a assessoria jurídica do Opi, que os mecanismos legais dirigidos especificamente a esses povos são poucos e mal conhecidos. O que produz vulnerabilidade política antes mesmo da territorial.

    A contradição operacional é esta: o contato é o que os mata. Epidemiologicamente e culturalmente. Logo, qualquer forma de proteção que exija manifestação da comunidade é autocontraditória. O Estado tem de agir sem ser provocado por quem protege, e é justamente essa ação de ofício que costuma não ocorrer.

    Como funciona
    1. Monitoramento territorial pela plataforma Mopi, que reúne informação geoespacial sobre a presença de povos isolados e organiza, por seções temáticas, as invasões, empreendimentos, sobreposições, situação de governança e de saúde que tornam cada território vulnerável.
    2. Construção do caso jurídico a partir dessa base. A evidência territorial vira peça.
    3. Acionamento do principal instrumento disponível: a Restrição de Uso, medida administrativa que a Funai deve adotar para suspender atividades econômicas e evitar contato na área.
    4. Atuação em instâncias de direitos humanos, incluindo o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), onde o Opi participou da aprovação de resolução sobre princípios, diretrizes e recomendações para a garantia dos direitos desses povos.
    5. Incidência legislativa. Denúncia pública, com a COIAB, de proposições que permitiriam contato forçado.

    O elo mais replicável da cadeia é o primeiro: a proteção depende de prova geoespacial da presença, porque sem ela o Estado alega ausência de elemento para agir. Transformar monitoramento em peça jurídica é o método.

    PrêmioPrêmio Innovare (20ª edição) · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Plataforma Mopi: Em operação, com informação geoespacial por território e por tipo de ameaça
    • Resolução do CNDH: Aprovada, com participação do Opi
    • Reconhecimento da validade jurídica dos Protocolos Autônomos: Obtido na mesma resolução
    • Rede articulada: COIAB, APIB, ANMIGA, IPRI

    Os produtos são verificáveis. A plataforma existe, a resolução foi publicada. Não foi localizado o número de Restrições de Uso obtidas ou renovadas por atuação da prática (buscado em 2026-09), que seria o indicador direto.

    O que foi afirmado:

    • Manutenção e efetivação dos direitos dos povos isolados e de recente contato
    • Reversão da invisibilidade jurídica desses povos

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2019

    Temas
    Justiça e direitosMeio ambienteInclusãoDados
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Acordo Nacional entre Poupadores e Bancos sobre os Planos Econômicos Advocacia-Geral da União (mediação) e Supremo Tribunal Federal (homologação), com Febraban, Idec e Febrapo

    OndeBrasília

    O problema

    Trinta anos de litígio produziram 1 milhão de ações sobre o mesmo tema, e mais de 70% dos autores já eram idosos. O problema não era o mérito da controvérsia, era o tempo: numa disputa dessa duração, a demora decide sozinha.

    Contexto completo
    "Poupadores e Bancos litigaram sobre o tema dos expurgos por três décadas e geraram o maior estoque de ações judiciais da história do Judiciário brasileiro. Registros do CNJ apontaram 1 milhão de ações judiciais tratando sobre este tema no ano de 2016."

    E o dado que define a urgência:

    "Em 2017, levantamentos do Idec apontaram que mais de 70% dos poupadores com ações na justiça eram pessoas idosas."

    O tempo é o problema, não o mérito. Uma controvérsia jurídica de trinta anos, com autores na oitava década de vida, tende a se resolver por morte do autor, não por sentença. O litígio, continuado, favorecia quem não tinha pressa.

    Como funciona
    1. Negociação coletiva entre entidades de poupadores e a federação dos bancos.
    2. Mediação da AGU, que traz a União como terceiro com capacidade de convocação.
    3. Firmatura do acordo em dezembro de 2017.
    4. Homologação pelo Plenário do STF na ADPF nº 165 e nos REs com repercussão geral.
    5. Adesão individual voluntária do poupador, com desistência da ação e recebimento conforme tabela.
    6. Pagamento pelos bancos, em parcelas conforme a faixa de valor.
    7. Prorrogações sucessivas do prazo de adesão, homologadas pelo STF.

    PrêmioPrêmio Innovare (15ª edição) · 2018

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Adesões ao acordo: mais de 326 mil
    • Valores pagos: mais de R$ 5 bilhões
    • Estoque de ações na origem: 1 milhão (CNJ, 2016)
    • Prazo vigente para novas adesões: 24 meses a partir de 03/06/2025

    Números do STF e das entidades signatárias.

    O que foi afirmado:

    • Encerramento do maior estoque de ações repetitivas da história do Judiciário brasileiro
    • Solução mais rápida e menos onerosa que a via judicial individual

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2017

    Temas
    Justiça e direitosGestão fiscalParticipação social
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Advocacia Indígena nos TerritóriosFormação dos Operadores Indígenas de Direito Conselho Indígena de Roraima (CIR), coordenado por advogados indígenas

    OndeBoa Vista / RR

    O problema

    A Constituição de 1988 e a Convenção 169 da OIT garantem aos povos indígenas direitos territoriais e de consulta. Mas para saber o que esses direitos dizem, a comunidade dependia de um intérprete de fora, que muitas vezes não conhecia o território nem falava a língua. O direito existia no papel e não chegava a quem era dele.

    Contexto completo

    O diagnóstico é formulado na primeira pessoa do plural, por quem o viveu:

    "Historicamente, os povos indígenas e os seus modos de vida foram ignorados pelo Estado, causando desconhecimento e impactos negativos no território. Outro fator era a falta de indígenas com conhecimento sobre a legislação brasileira, ficando a responsabilidade apenas de um grupo de não indígenas o papel de falar sobre as leis nas oficinas e encontros. Essas questões tornavam as comunidades dependentes de pessoas de fora que muitas vezes não conheciam a realidade dos povos indígenas."

    O problema não é ausência de direito. É intermediação obrigatória. A Constituição de 1988 e a Convenção 169 da OIT garantem direitos territoriais e de consulta aos povos indígenas. Mas para saber o que esses direitos dizem, a comunidade dependia de alguém de fora traduzi-los. Alguém que frequentemente não conhecia o território nem falava a língua. É o mesmo padrão do Escritores do Cárcere: ser falado por intermediários. Aqui, no campo jurídico.

    Como funciona
    1. Formação de lideranças em direito indígena e indigenista.
    2. Oficinas realizadas nos territórios. "Todas as oficinas são realizadas nos territórios". Com duração de dois a quatro dias.
    3. Atuação dos operadores nas suas próprias etno-regiões.
    4. Elaboração de Regimentos Comunitários e do Protocolo de Consulta.
    5. Encontros anuais de avaliação e planejamento conduzidos pelos advogados indígenas.
    6. Visitas de acompanhamento às regiões ao longo do ano, com palestras e rodas de conversa.

    O passo 2 é decisão de método, não logística. Levar a formação ao território. Em vez de trazer a liderança à capital. Mantém o aprendizado ancorado na realidade em que será aplicado e permite que a comunidade inteira participe, não só quem pode viajar.

    PrêmioPrêmio Innovare (21ª edição) · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Tempo de operação: 23 anos (desde set/2001)
    • Lideranças formadas: mais de 200
    • Operadores em atuação: 40
    • Terras indígenas abrangidas: 36, em Roraima
    • Etno-regiões cobertas: 10: Surumu, Baixo Cotingo, Serras, Raposa, Amajari, Murupu, Wai Wai, Alto Cauamé, Serra da Lua e Tabaio
    • Duração das oficinas: 2 a 4 dias, sempre no território

    Fonte: registro no banco do Innovare.

    O que foi afirmado:

    • Fortalecimento da autonomia das comunidades
    • Rompimento da dependência de profissionais de fora dos territórios
    • Fortalecimento dos sistemas jurídicos indígenas
    • Caráter inédito da iniciativa no Brasil

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2001

    Temas
    Justiça e direitosInclusãoEducaçãoParticipação socialMeio ambiente
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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • COMAQacompanhamento da qualidade dos serviços judiciais Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ)

    OndeRio de Janeiro / RJ

    O problema

    O tribunal não sabia o que cada unidade produzia. Sem dado comparável entre varas, a administração judiciária opera por impressão, e a desigualdade entre elas fica invisível.

    Contexto completo
    "A Administração do Tribunal de Justiça diante da necessidade de se modernizar adotando critérios objetivos para conduzir o Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro deparou-se com o desafio de colher e consolidar informações através de relatórios gerenciais."

    O problema é anterior a qualquer tecnologia: o tribunal não sabia o que cada unidade produzia. Sem dado comparável, a administração judiciária opera por impressão, e a desigualdade entre varas é invisível.

    O contexto histórico importa para ler o projeto: o CNJ só foi criado em 2004, pela Emenda Constitucional nº 45, e as Metas Nacionais viriam anos depois. O TJRJ passou a se medir antes de ser obrigado a isso, que é o que distingue a prática.

    Como funciona
    1. Extração automática dos dados do sistema processual.
    2. Consolidação em relatórios gerenciais padronizados.
    3. Definição de critérios objetivos de avaliação.
    4. Acompanhamento mensal do desempenho por órgão.
    5. Interpretação e proposição de medidas de melhoria da estrutura e da organização.
    6. Publicação de indicadores operacionais.

    PrêmioPrêmio Innovare (1ª edição) · 2004

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Processos informatizados à época da criação: 99%
    • Abrangência: 2º grau, 1ª instância e Juizados Especiais
    • Periodicidade: Acompanhamento mensal por órgão
    • Institucionalização: NAQ → COMAQ, com departamento de apoio (DEMAQ) e secretaria-geral própria
    • Desdobramento: Grupo de Sentença (2009) para metas do CNJ

    Estrutura e atribuições verificáveis no portal do TJRJ.

    O que foi afirmado:

    • Adoção de critérios objetivos na condução do Judiciário estadual
    • Melhoria da eficiência dos serviços judiciais

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2004

    Temas
    Justiça e direitosDadosTransparênciaGestão de pessoas
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Defensoras Populares Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE), com o Ministério da Justiça e a UNILAB

    OndeFortaleza / CE

    O problema

    O sistema de justiça foi construído longe dos territórios populares, das mulheres negras e das periferias. Quem mais convive com ele é quem menos consegue usá-lo: entre as participantes do projeto, 52% já perderam alguém para o homicídio e 55% tiveram alguém preso ou apreendido. Elas recebem as decisões do sistema sem ter como entender seus mecanismos.

    Contexto completo

    O diagnóstico é de distância estrutural, não de desconhecimento:

    "Temos um sistema historicamente construído distante dos territórios populares, das mulheres, das pessoas negras e das periferias, marcado por dinâmicas que não dialogam com as experiências concretas desses grupos."

    O efeito é triplo: barreiras de acesso, exclusão social e reprodução de violências de gênero, raça e classe.

    O perfil das participantes dimensiona o contexto, e estes são dados do próprio projeto:

    Principais responsáveis pela renda da casa69%

    Desse total, trabalham na informalidade69%

    Tiveram alguém próximo assassinado52%

    Tiveram alguém preso ou apreendido55%

    Sofreram violência doméstica38%

    Sofreram violência sexual31%

    Esses números não são pano de fundo. São o argumento. Mais da metade das participantes perdeu alguém para o homicídio e mais da metade teve alguém preso. São mulheres que já interagem com o sistema de justiça o tempo todo, na posição de quem sofre suas decisões sem entender seus mecanismos. O projeto não leva a justiça a quem nunca a encontrou; dá instrumento a quem já é atravessada por ela.

    Como funciona
    1. Seleção inclusiva, 100 mulheres escolhidas entre 348 inscritas, por critérios que consideraram vivência de vulnerabilidades, capacidade de articulação em redes comunitárias e disponibilidade.
    2. Composição deliberadamente plural, priorizando negras, indígenas, quilombolas, ciganas, idosas, mães solo, mulheres trans, com deficiência, em situação de violência ou de rua.
    3. Metodologia que parte do problema vivido ("uma violação trazida pela própria turma") para, a partir dele, compreender como o sistema de justiça funciona (ou não funciona) e como pode ser acessado, tensionado e transformado.
    4. Articulação de saberes comunitários, acadêmicos e jurídicos, com escuta ativa das vulnerabilidades emergentes dos territórios.
    5. 200 horas em 12 meses, com exigência de mais de 90% de assiduidade.
    6. Certificação condicionada à elaboração e execução de Planos de Atuação Comunitária (PACs), em ação territorial efetiva.

    O passo 6 é o que distingue este caso de um curso. A formação só se completa quando a participante faz alguma coisa no seu território. Certificado não se ganha por presença, se ganha por intervenção. E o passo 3 inverte a ordem pedagógica usual: não se ensina o Código e depois se aplica a um caso; parte-se de uma violação real trazida pela turma e se reconstrói, a partir dela, o funcionamento do sistema.

    PrêmioPrêmio Innovare (22ª edição) · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Inscrições recebidas: 348
    • Mulheres selecionadas: 100
    • Carga horária: 200 horas em 12 meses
    • Assiduidade: mais de 90%
    • Certificação: Condicionada à execução de Plano de Atuação Comunitária

    Fonte: registro no banco do Innovare.

    O que foi afirmado:

    • Empoderamento jurídico das participantes
    • Redesenho, na prática, da relação entre o sistema de justiça e os territórios populares
    • Compreensão dos mecanismos de (des)estruturação da (in)justiça

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2024

    Temas
    Justiça e direitosGêneroEducaçãoInclusãoParticipação social
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Defesa das garantias pré-processuais dos detidos em flagrante na delegacia Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE-RS)

    OndePorto Alegre / RS

    O problema

    Entre a prisão em flagrante e a audiência de custódia existe um intervalo em que o detido está sob custódia policial sem advogado. É nesse intervalo que se concentram os riscos: interrogatório sem defesa, maus-tratos, auto de prisão lavrado sem contraditório, família sem informação.

    Como funciona
    1. Concentração das lavraturas em três delegacias de Porto Alegre, no Palácio da Polícia.
    2. Plantão 24 horas, incluindo fins de semana e feriados, com dedicação exclusiva.
    3. Entrevista reservada com cada detido.
    4. Acompanhamento do auto de prisão em flagrante.
    5. Contato com a família e com a autoridade policial.
    6. Peça imediata quando cabível.
    7. Audiência de custódia no dia seguinte, com o mesmo órgão.

    Extensão para o interior: plantão virtual de análise de autos de flagrante nos fins de semana, com um defensor por região. Em um fim de semana, 61 autos analisados por defensores distribuídos em 20 regiões do estado.

    PrêmioPrêmio Innovare (17ª edição) · 2020

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Cobertura: Todos os presos em flagrante em três delegacias de Porto Alegre
    • Regime: 24 horas, incluindo fins de semana e feriados
    • Plantão virtual (interior): 61 autos em um fim de semana, 20 regiões
    • Resultado estrutural: Espaço próprio para vítimas de violência doméstica, por ACP da equipe

    Registro da própria Defensoria e cobertura do CNJ.

    O que foi afirmado:

    • Preservação das garantias pré-processuais dos detidos
    • Atuação além da formal, pela presença constante do órgão de defesa

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2012

    Temas
    Justiça e direitosSistema prisionalAtendimento ao cidadão
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Defesa dos direitos indígenasmulticulturalismo e pluralismo jurídico no registro civil e na família Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE-PA), Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos

    OndeBelém / PA

    O problema

    O cartório se recusava a registrar o nome indígena como ele é. A grafia, o nome clânico transmitido pelo pai e a distinção entre nome étnico e sobrenome esbarravam na regra do registro civil, e quem vive em terra indígena distante ainda precisava viajar até a cidade para tentar.

    Contexto completo

    Cada exemplo do relato é uma barreira administrativa distinta:

    "a) Dificuldade da realização do 1º Registro de Nascimento Civil do nome indígena, grafia, bem como respeitando as regras do ordenamento jurídico indígena, cultura e organização parental, bem como o nome da etnia não seja considerado sobrenome e sim nome étnico."

    O exemplo que o relato dá:

    "A etnia Munduruku divide-se em dois grandes clãs; na organização Munduruku o nome clânico que é transmitido é o nome do pai. Contudo os cartórios de registro se recusam a efetuar o registro respeitando a organização social."

    E a segunda barreira, geográfica:

    Como funciona
    1. Escuta da demanda trazida pelos próprios indígenas à Defensoria e aos parceiros.
    2. Qualificação jurídica com base na Convenção 169 e na legislação indigenista.
    3. Atuação junto aos cartórios para que o registro respeite grafia, nome étnico e organização parental do povo.
    4. Mutirões em aldeia. Levar o serviço ao território, em vez de exigir deslocamento.
    5. Conversão do RANI em registro civil de nascimento, inclusive tardio.
    6. Extensão às demais frentes: direito de família e direito penal, com aplicação do pluralismo jurídico.

    PrêmioPrêmio Innovare (14ª edição) · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Povos alcançados: Munduruku, Kayapó, Wai Wai, Kaxuyana, Tunayana, Mahkusu, Tiriyó
    • Municípios citados: Jacareacanga, São Félix do Xingu, Oriximiná
    • Modalidade: Audiências e mutirões em aldeia, com Judiciário, MP, Defensoria e Funai
    • Desdobramento normativo: Ato de 2025 autoriza etnia como sobrenome e aldeia como naturalidade
    • Documentação: Caso Munduruku de registro tardio disponível em casoteca pública

    Não foi localizado o número de registros obtidos (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    Atuação e desdobramentos verificáveis em fontes institucionais.

    O que foi afirmado:

    • Respeito à organização social e ao ordenamento jurídico próprio dos povos atendidos
    • Acesso à documentação civil por indígenas em terras distantes

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2011

    Temas
    Justiça e direitosInclusãoCulturaAtendimento ao cidadão
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Dia do Encontroaproximação entre crianças e adolescentes disponíveis para adoção e pretendentes Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), Corregedoria-Geral da Justiça

    OndePorto Alegre / RS

    O problema

    O Sistema Nacional de Adoção funciona por cruzamento de perfis: o pretendente declara idade, sexo, cor, condição de saúde e número de irmãos que aceita; o sistema cruza. O resultado é conhecido e estável: praticamente todos os pretendentes querem criança pequena, sem irmãos e sem deficiência, e a maior parte de quem está acolhido é adolescente, com irmãos, ou com deficiência.

    Contexto completo

    O sistema, portanto, funciona perfeitamente e não resolve, porque a demanda declarada e a fila real não se encontram. Crianças maiores de dez anos envelhecem no acolhimento até a maioridade, quando saem sem família e sem rede.

    O diagnóstico é sobre o formato da decisão. Ninguém escolhe um filho lendo um projeto. A afinidade não é um atributo cadastrável, e o sistema só oferecia atributos.

    Como funciona
    1. Identificação das crianças e adolescentes aptos à adoção, com prioridade para o perfil de difícil colocação.
    2. Convite aos pretendentes já habilitados, inclusive os que declararam perfis restritivos.
    3. Preparação de ambos os grupos. Ver seção 10, é o ponto crítico.
    4. Encontro lúdico, com atividades conduzidas por equipe técnica.
    5. Observação das afinidades pela equipe.
    6. Aproximação formal e estágio de convivência, pelos ritos legais, quando há interesse mútuo.

    PrêmioPrêmio Innovare (17ª edição) · 2020

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Público prioritário: 10 a 17 anos, grupos de irmãos, com deficiência (TJRS / CNJ)
    • Origem institucional: Meta da Corregedoria-Geral a partir de 2018 (TJRS)
    • Reconhecimento: Vencedor do 17º Innovare (2020), entre 89 concorrentes na categoria (Innovare / CNJ)
    • Difusão: Formatos análogos adotados em outros estados (MPPB)

    Não foram localizados (buscado em 2026-09): número de encontros realizados, crianças e pretendentes participantes, aproximações iniciadas, adoções concluídas e (o indicador decisivo) quantas se mantiveram. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Ampliação da adoção tardia no estado
    • Formação de vínculos por afinidade, em ambiente lúdico

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2018

    Temas
    Justiça e direitosAssistência socialInclusão
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Economia do Cuidado, trabalho não remunerado para fins de remição de pena Defensoria Pública do Paraná (DPPR), sede de Guarapuava, Serviço Social

    OndeGuarapuava / PR

    O problema

    O argumento do relato é preciso e vale reproduzir na sua lógica:

    A Lei de Execução Penal foi pensada para homens. Segundo a Defensoria, quando se desenharam os modelos de cumprimento de pena (e dentro deles o conceito de remição pelo trabalho) pensou-se no "massivo e crescente número de homens privados de liberdade", excluindo as mulheres e suas particularidades.

    Contexto completo
    "Não se imagina, não se materializa, um sistema penal carcerário para mulheres; o que se faz se adapta, de forma a perpetuar o sexismo e a desigualdade de gênero."

    A consequência é concreta: mulheres encarceradas enfrentam penas mais elevadas que as impostas a homens, não acesso a direitos básicos e possibilidade quase inexistente de remição de pena, porque o trabalho que lhes é acessível, sobretudo em prisão domiciliar, não conta.

    E o trabalho existe. O relato constrói o ponto econômico com clareza incomum para uma peça jurídica:

    "Trabalho de cuidado de terceiros no ambiente doméstico é trabalho. Tanto o é que, se colocamos alguém para fazê-lo em nosso lugar, pagamos. Pagamos escolas, pagamos lares de cuidados, pagamos hospitais. Tudo que produzimos no nosso lar gera riqueza que é absorvida pelo Estado, e como não o reconhecer?"

    A interseccionalidade é nomeada: as mulheres atendidas são "periféricas, pobres, racializadas, de baixa escolaridade, mães solo e oriundas de um sistema penal". Condição que as impede de entrar no mercado formal. E o relato acrescenta uma observação que a maior parte das políticas de reinserção evita: o trabalho formal disponível a essas mulheres não é libertador, porque não alcança salário suficiente para sustentar uma família monoparental.

    Como funciona
    1. Análise contextual pelo Serviço Social da Defensoria. A identificação do caso não parte do jurídico, parte da assistência social que conhece a situação da família.
    2. Documentação do trabalho de cuidado efetivamente exercido pela mulher em prisão domiciliar ou semiaberto monitorado.
    3. Pedido judicial de reconhecimento desse trabalho para fins de remição, ancorado no Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ (Grupo de Trabalho instituído pela Portaria CNJ nº 27, de 02/02/2021).
    4. Decisão judicial que, se favorável, reduz a pena na proporção prevista na LEP.

    PrêmioPrêmio Innovare (20ª edição) · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    ⚠️ Refeita em 26/09/2026. A seção dizia que o prêmio tinha reconhecido "a formulação da tese, não um histórico de resultados", e mandava usar o caso "como argumento a replicar, não como evidência de efetividade". Isso era verdade em 2023 e deixou de ser em fevereiro de 2024. A tese foi a juízo e foi deferida.

    O que foi medido:

    A linha de base, que a própria Defensoria levantou antes de propor a tese, no Estudo Social assinado em Guarapuava em 06/05/2023. É ela que dá sentido ao resto:

    • Mulheres que usaram tornozeleira eletrônica no Paraná desde 2017: 8.656 (DPPR, Estudo Social, 06/05/2023, a partir do SAC24, relatório extraído em 22/04/2023)
    • Delas, em semiaberto harmonizado com monitoramento: 4.384 (DPPR, Estudo Social)
    • Mulheres monitoradas nos 16 municípios da 13ª Defensoria de Guarapuava: 441, das quais 224 em Guarapuava, 51 por cento (DPPR, Estudo Social)
    • Delas, atendidas pelo Serviço Social da DPPR Guarapuava: ao menos 80 (DPPR, Estudo Social)
    • Dias remidos por ano de pena cumprida, em 25 processos analisados: média de 13 dias (DPPR, Estudo Social)
    • Dessas 25 mulheres, quantas não tinham nenhum dia de remição desde o início da pena: 8 (DPPR, Estudo Social)

    ⚠️ As 8 de 25 são o número que sustenta a tese inteira. Um terço das mulheres analisadas cumpria pena sem remir um único dia, e a média das demais era de 13 dias por ano. O estudo observa ainda que as que mais remiam eram as que tinham cumprido tempo em penitenciária fechada, onde há trabalho formal. Fora do muro, a mulher trabalha e o trabalho não conta.

    O resultado, em fevereiro de 2024:

    • Mulheres que obtiveram remição por economia do cuidado: 10 (fevereiro de 2024 · DPE-PR, 21/02/2024)
    • Precedência: as primeiras do Brasil. Pesquisa nos tribunais do país em abril de 2023 não achou outra tese sobre trabalho doméstico como fundamento de remição (2023 e 2024 · DPE-PR, 21/02/2024)
    • Comarcas que adotaram a prática: 2: Guarapuava e Maringá (até fev/2024 · DPE-PR, 21/02/2024)
    • Convênios assinados com Ministério Público, Tribunal de Justiça e Departamento de Polícia Penal do Paraná: 2 (2023 · DPE-PR, 15/12/2023)
    • Proposta de Resolução encaminhada ao CNJ, para adoção nacional: enviada em 15/12/2023 pela Defensoria Pública-Geral, com o NUDEM e o NUPEP (dez/2023 · DPE-PR, 15/12/2023)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo. A linha de base vem de documento técnico da própria Defensoria, com sistema de origem nomeado (SAC24) e data de extração declarada; o resultado vem da comunicação institucional dela.

    ⚠️ O que continua faltando é exatamente metade do que a seção antiga pedia. Sabe-se quantas mulheres foram beneficiadas, 10, e não se sabe quantos pedidos foram feitos, então não dá para calcular a taxa de deferimento, que num litígio estratégico é o indicador central. Também não se publicou quantos dias de pena cada uma remiu, que é o que permitiria comparar com os 13 dias por ano da linha de base. Sem isso, o caso mostra que a tese passa, e não o tamanho do efeito.

    O que foi afirmado:

    • Viabilidade e caráter estratégico do reconhecimento judicial do trabalho de cuidado para remição.
    • Enfrentamento do sexismo estrutural na execução penal feminina.
    • Que as decisões representam "um marco na jurisprudência brasileira", segundo a DPE-PR.
    • Que a conquista efetiva o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, segundo a defensora pública responsável pelo atendimento.

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2023

    Temas
    Justiça e direitosGêneroSistema prisionalInclusãoAssistência social
    Página de origem →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • FIDELISgravação audiovisual de audiências Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR)

    OndeCuritiba / PR

    O problema

    O que ficava nos autos não era o que a testemunha disse. A ata de audiência era um resumo ditado pelo próprio magistrado, e era sobre esse resumo, e não sobre a fala, que o tribunal superior decidia.

    Contexto completo

    O relato formula assim:

    "FIDELIS é ao mesmo tempo rompimento e confirmação. Esse software que substituiu as atas de audiências rompeu com uma tradição negativa, a da burocrática obsessão pelo papel. E em outro sentido, confirmou uma tradição altamente positiva da Justiça do Trabalho: a da objetividade."

    A ata de audiência é um resumo ditado pelo magistrado. Entre o que a testemunha falou e o que o processo registra há uma síntese feita por quem vai julgar, e é sobre essa síntese que o tribunal superior decide.

    O problema não é de eficiência, é de fidelidade da prova. O nome do sistema não é acidental.

    Como funciona
    1. Gravação audiovisual integral da audiência.
    2. Marcação eletrônica dos temas conforme a prova oral é produzida.
    3. Indexação por pedido da inicial.
    4. Assinatura digital dos presentes, garantindo integridade.
    5. Publicação em ambiente acessível a advogados com certificação digital.
    6. Consulta por trecho, sem necessidade de assistir ao todo.

    PrêmioPrêmio Innovare (7ª edição) · 2010

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Varas no piloto: 5 (Curitiba, Londrina, Maringá, Pato Branco)
    • Difusão nacional: Acordo CNJ + TRT-9 (2015) para ampliar a todos os tribunais
    • Interesse de outros tribunais: TRT-MG, TRT-5, TRF-1 adotam ou anunciam sistemas de gravação
    • Garantia de integridade: Assinatura digital dos participantes

    Adoção e difusão documentadas por tribunais e pelo CNJ. Não foi localizado dado quantitativo de redução de tempo de audiência (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Redução da demora da audiência pela dispensa do registro escrito
    • Desburocratização e aceleração da prestação jurisdicional
    • Acesso à informação fiel

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2009

    Temas
    Justiça e direitosGoverno digitalTransparência
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Força-Tarefa Lava Jato (FTLJ) Ministério Público Federal, Força-Tarefa da Operação Lava Jato no Paraná

    OndeCuritiba

    O problema

    Crime econômico organizado não é investigável por procurador isolado, com acervo comum e sem dedicação exclusiva. O tempo do esquema é mais rápido que o tempo do órgão.

    Contexto completo
    "A FTLJ deparou-se com práticas endêmicas e sistemáticas de delitos de corrupção, cartel, financeiros e de lavagem de capitais em entes públicos brasileiros, como a PETROBRAS."

    O problema operacional que a estrutura pretendia resolver é anterior ao caso concreto e permanece real: crime econômico organizado não é investigável por procurador isolado, com acervo comum e sem dedicação exclusiva. O tempo do esquema é mais rápido que o tempo do órgão.

    Como funciona
    1. Designação da força-tarefa por ato do Procurador-Geral, com dedicação exclusiva.
    2. Rastreamento financeiro de fluxos suspeitos, com apoio de perícia e de órgãos de controle.
    3. Medidas cautelares. Busca e apreensão, prisões temporárias e preventivas.
    4. Acordos de colaboração premiada (com pessoas) e de leniência (com empresas), fixando devolução de valores.
    5. Denúncia e acompanhamento processual até a execução.
    6. Cooperação internacional para bloqueio e repatriação.

    O elemento tecnicamente mais transferível é o terceiro e o quarto juntos: a combinação de medida cautelar com acordo é o que produziu a devolução de ativos em escala inédita no país. É também o elemento sobre o qual recai boa parte da crítica. Ver seção 10.

    PrêmioPrêmio Innovare (13ª edição) · 2016

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Força-tarefa do Paraná, ao longo de aproximadamente sete anos:

    • Recursos recuperados: R$ 4,3 bilhões
    • Acordos de colaboração: 185
    • Acordos de leniência: 14
    • Devolução ajustada nesses acordos: cerca de R$ 14,3 bilhões
    • Denúncias: 130, contra 533 acusados
    • Condenações: 278 (174 nomes únicos), somando 2.611 anos de pena
    • Fases da operação: 70
    • Buscas e apreensões: 1.343
    • Prisões preventivas / temporárias: 130 / 163

    Números do próprio MPF.

    ⚠️ Duas distinções que o projeto preserva e que a cobertura costuma perder: 1. R$ 4,3 bi recuperados ≠ R$ 14,3 bi ajustados. O segundo é o valor pactuado nos acordos, a pagar ao longo de anos; o primeiro é o efetivamente devolvido. Citar o maior como resultado é o mesmo erro de número registrado no Acordo Poupadores × Bancos. 2. Estes números são da força-tarefa do Paraná. A do Rio de Janeiro tem série própria (56 operações, 105 denúncias, R$ 4,13 bi). Somar as duas produz duplicidade e não foi feito aqui.

    O que foi afirmado:

    • Enfrentamento de práticas "endêmicas e sistemáticas" de corrupção
    • Uso inovador de técnicas especiais de investigação

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2014

    Temas
    Justiça e direitosTransparênciaSegurança pública
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • GesProProjeto de Gestão Administrativa das Promotorias de Justiça Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC)

    OndeFlorianópolis / SC

    O problema

    Quem procura uma promotoria encontra um atendimento que muda conforme a unidade. O Ministério Público se organiza em torno da atuação finalística do promotor, e a gestão administrativa (fluxo de documentos, prazos, atendimento ao público, indicadores) costuma ser improvisada, variando de unidade para unidade conforme o estilo de quem está lá.

    Contexto completo

    O diagnóstico implícito é que o Ministério Público tem excelência jurídica e gestão artesanal. Isso significa que a experiência do cidadão que procura a promotoria depende de qual promotoria ele procurou, que é precisamente o que uma norma de qualidade existe para corrigir.

    Como funciona
    1. Adesão voluntária do promotor de justiça.
    2. Nível 1. Requisitos iniciais da norma, com material de orientação.
    3. Níveis 2 e 3. Aprofundamento progressivo.
    4. Auditorias internas de certificação.
    5. Certificação externa ISO 9001:2015 para as unidades que alcançam o estágio.
    6. Melhoria contínua, com indicadores e pesquisa de satisfação.

    PrêmioPrêmio Innovare (14ª edição) · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Promotorias no nível 1: 70, com previsão de mais 70
    • Órgãos de execução visitados: 150 (até dez/2017)
    • Primeira certificação ISO 9001:2015 do MP brasileiro 25ª PJ da Capital, dez/2016
    • Recertificação: Obtida
    • Reconhecimentos: Innovare 2017 e Prêmio CNMP 2018

    Números do MPSC, com reconhecimento pelo CNMP.

    O que foi afirmado:

    • Profissionalização da gestão das promotorias
    • Melhoria contínua e foco no cidadão

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2015

    Temas
    Justiça e direitosGestão de pessoasAtendimento ao cidadão
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Gestão JudiciáriaBI/eCorreição Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5), Corregedoria-Geral

    OndeSalvador / BA

    O problema

    O gestor da vara recebia relatório consolidado: útil para prestar contas, inútil para agir. O dado existia, o sistema registrava cada movimento, e mesmo assim o relatório dizia que a unidade estava atrasada sem dizer em qual processo.

    Contexto completo
    "A prática emerge da necessidade de melhorar a gestão judiciária de modo a apoiar os gestores com atualizações diárias e permitir identificar gargalos que frequentemente causam demora na tramitação dos processos."

    O e-Gestão já coleta os dados de toda a Justiça do Trabalho, e o PJe registra cada movimento. O gestor de uma vara, porém, recebia relatório consolidado. Útil para prestar contas, inútil para agir: mostrava que a unidade estava atrasada, não em qual processo.

    O problema não era falta de dado. Era distância entre o dado e a ação. Relatório mensal informa; lista de pendência diária resolve.

    Como funciona
    1. Extração dos dados do PJe para o e-Gestão.
    2. Processamento pelo BI, com regras de negócio da corregedoria.
    3. Painéis atualizados diariamente, por unidade e por usuário.
    4. Identificação de gargalos. Tarefas paradas, prazos vencidos.
    5. Link direto ao PJe na tarefa pendente.
    6. Correição eletrônica remota pela Corregedoria-Geral.

    PrêmioPrêmio Innovare (17ª edição) · 2020

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Atualização: Diária, por unidade e por usuário
    • Escopo: Varas e gabinetes do TRT5; correição eletrônica remota
    • Reconhecimento: Innovare 2020, categoria Gestão Judiciária/CNJ; prática no banco do CNJ
    • Funcionalidade-chave: Do painel ao processo em um clique

    Nenhum indicador de efeito foi localizado (buscado em 2026-09): não há dado de redução de tempo de tramitação, de acervo ou de pendências antes e depois.

    . A existência e as funcionalidades são verificáveis; o efeito, não.

    O que foi afirmado:

    • Identificação de gargalos que causam demora na tramitação
    • Planejamento do trabalho por critérios objetivos e com maior transparência
    • Correição implementada de forma remota e mais eficiente

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2017

    Temas
    Justiça e direitosDadosGoverno digitalTransparência
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Juizado Especial Criminal do Torcedor e dos Grandes Eventos Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Cejesp

    OndeRio de Janeiro / RJ

    O problema

    Violência em estádio produz um tipo específico de impunidade: o fato é flagrante, mas o processamento não acompanha o evento. O torcedor detido era conduzido à delegacia, liberado em seguida, e o feito (lesão corporal leve, ameaça, desacato, dano) percorria o rito comum até prescrever ou ser arquivado. O resultado prático é que nada acontecia, e a torcida aprendia isso.

    Contexto completo

    O diagnóstico é de distância. Física e temporal. Entre o fato e a resposta havia quilômetros e meses. O desenho ataca os dois.

    Como funciona
    1. Detenção em flagrante pela Polícia Militar dentro ou no entorno do estádio.
    2. Condução ao posto avançado, no próprio equipamento.
    3. Lavratura do termo circunstanciado no local.
    4. Audiência preliminar imediata, com MP e Defensoria presentes.
    5. Desfecho: transação penal, composição civil, ou afastamento do estádio.
    6. Registro do afastado, para controle na entrada de jogos seguintes.

    O ciclo inteiro cabe no tempo do jogo. É esse encaixe (e não a severidade da pena) que produz o efeito dissuasório.

    PrêmioPrêmio Innovare (4ª edição) · 2007

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Eventos com posto instalado (2023): 155 (TJRJ/CGJ)
    • Estádios e arenas cobertos: Maracanã, Nilton Santos, São Januário, Raulino de Oliveira (Volta Redonda), Jeunesse Arena (TJRJ/CGJ)
    • Anos de operação: desde 2003 no Maracanã (TJRJ)
    • Exemplos de aplicação: audiência com 15 torcedores detidos em um jogo; 17 membros de organizadas impedidos de entrar na final do Carioca (TJRJ)
    • Cadastro nacional de impedidos: criado pelo CNJ (CNJ)

    Os números são de comunicação institucional do tribunal. Não foi localizada (buscado em 2026-09) a série que importa: ocorrências de violência por partida antes e depois, número anual de afastamentos e taxa de reincidência dos afastados. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Redução da violência nos jogos realizados no estádio
    • Maior segurança e conforto para o torcedor

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2003

    Temas
    Justiça e direitosSegurança públicaAtendimento ao cidadão
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • NAINúcleo de Atendimento Integrado ao adolescente a quem se atribui ato infracional Judiciário, Ministério Público, Defensoria, Segurança Pública e Assistência Social, em espaço único (modelo difundido pelo CNJ e pelo MDH)

    OndeBrasil

    O problema

    O art. 88, V, do ECA determina a integração operacional de Judiciário, Ministério Público, Defensoria, Segurança Pública e Assistência Social no atendimento ao adolescente a quem se atribui ato infracional. Escrito em 1990, permaneceu em grande parte não implementado.

    Contexto completo

    Sem integração, o adolescente apreendido percorre, em dias ou semanas: delegacia, Ministério Público, Defensoria, Judiciário, e só então algum serviço socioassistencial. Cada etapa recomeça a coleta de informação, e nenhuma delas vê a pessoa inteira. Só o ato.

    O diagnóstico é de fragmentação com agravante etário. O tempo que o adulto perde em fila, o adolescente perde em formação. E quanto mais longo o percurso, maior a chance de o encaminhamento chegar depois de o problema ter se agravado.

    Como funciona
    1. Apresentação do adolescente ao núcleo, e não à delegacia comum.
    2. Acolhimento inicial por equipe técnica.
    3. Atendimento sucessivo e imediato por MP, Defensoria e Judiciário, no mesmo espaço.
    4. Avaliação socioassistencial concomitante, com a família.
    5. Decisão sobre remissão, medida ou liberação.
    6. Encaminhamento à rede (saúde, educação, assistência) feito ali.

    PrêmioPrêmio Innovare (4ª edição) · 2007

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Instituições integradas: 5 ou mais, em espaço único (MDH / CNJ)
    • Objetivo declarado: Aceleração dos procedimentos por proximidade física (MDH)
    • Difusão: Modelo nacional, com o NAI de Fortaleza como referência (TJCE / MDH)
    • Implementação: Não plenamente implementado no SINASE; poucas experiências consolidadas (MDH)

    Não foram localizados (buscado em 2026-09): número de NAIs em operação no país, tempo entre apreensão e decisão antes e depois, e qualquer dado de reincidência dos adolescentes atendidos. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Atendimento imediato, eficaz, humano e educativo ao adolescente
    • Celeridade dos procedimentos

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2007

    Temas
    Justiça e direitosAssistência socialSegurança pública
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Prevenção do tráfico de pessoas nas comunidades educativas de Pereira, com organização juvenil Alcaldía de Pereira, pela Secretaría de Gobierno e pelo Comité Municipal de Lucha Contra la Trata de Personas, com a Universidad Libre Seccional Pereira

    OndeCO

    O problema

    Pereira é município do Eixo Cafeteiro com histórico de tráfico de pessoas, e o recrutamento acontece hoje sobretudo em ambiente virtual. O público de risco é o adolescente, e a escola é onde ele está todo dia.

    Contexto completo

    Campanha de prevenção falada por adulto para adolescente tem alcance curto: a linguagem do recrutamento é a linguagem de quem recruta, e quem reconhece essa linguagem primeiro é o próprio jovem.

    Como funciona
    1. A prevenção é enquadrada nas ações do Comité Municipal de Lucha Contra la Trata de Personas, e não em campanha isolada.
    2. A aliança com a academia fornece a base de pesquisa. O grupo Derecho, Estado y Sociedad da Faculdade de Direito, Ciências Políticas e Sociais da Universidad Libre desenvolve processos voltados a prevenir e compreender o crime, com foco em contexto educativo e população jovem.
    3. Os grupos de pesquisa de direito e de serviço social, articulados com a Secretaría de Gobierno, produzem documentos e conduzem a sensibilização.
    4. Os jovens se organizam e conduzem a prevenção entre pares na comunidade educativa.
    5. O trabalho alcança também parque, centro comercial, terminal de transporte e corredor viário, onde o público não é escolar.
    6. O registro do público alcançado inclui recorte de idade, identidade de gênero, condição migratória e pertencimento étnico.

    Quem faz o quê:

    Comité Municipal de Lucha Contra la Trata de PersonasEnquadra e coordena as ações de prevenção no município

    Secretaría de Gobierno da prefeituraArticula os grupos de pesquisa e conduz a ação no território

    Universidad Libre Seccional PereiraFornece a base de pesquisa, pelos grupos de direito e de serviço social

    Estudantes organizadosConduzem a prevenção entre pares

    Instituições educativasRecebem a ação, com toda a comunidade escolar

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Pablo Valenti · 2022

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Estudantes alcançados, de 10 a 20 anos: cerca de 400 (até 2022 · BID, nota de imprensa dos vencedores de 2022)
    • Participantes da comunidade LGBTIQ+: 2% (até 2022 · BID, nota de imprensa dos vencedores de 2022)
    • Participantes imigrantes: 2,5% (até 2022 · BID, nota de imprensa dos vencedores de 2022)
    • Participantes afrodescendentes: 5% (até 2022 · BID, nota de imprensa dos vencedores de 2022)
    • Candidaturas na oitava edição do Gobernarte: 68 inscrições de 13 países (2022 · BID, nota de imprensa dos vencedores de 2022)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Os percentuais são composição do público alcançado, não resultado. Eles dizem quem estava na sala, e é informação útil justamente por isso: mostram que o programa registrou recorte étnico-racial, de identidade de gênero e de condição migratória, que é raro. Nenhum deles mede prevenção.

    ⚠️ 400 estudantes é alcance pequeno para uma rede municipal. O número é honesto e dimensiona a iniciativa como experiência, não como política de cobertura.

    O que foi afirmado:

    • A prefeitura afirma que a aliança com a academia, sobretudo com a Universidad Libre, é um dos pilares do enfrentamento.
    • A universidade afirma que seus processos de pesquisa, ao longo de uma década, situaram a prevenção e a capacidade de reação ao crime entre grupos de jovens.
    • O BID afirma que a iniciativa envolve ativamente os jovens para prevenir o tráfico de pessoas pela compreensão e pela consciência do problema.

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2022

    Temas
    Justiça e direitosEducaçãoParticipação socialdireitos-humanos
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Programa Justiça Comunitáriaagentes comunitários de justiça e cidadania Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT)

    OndeBrasília / DF

    O problema

    A maior parte dos conflitos de uma comunidade vulnerável nunca chega ao Judiciário, e isso não significa que estejam resolvidos. Briga de vizinho, pensão não paga, documento que falta, violência doméstica não relatada, herança sem inventário: problemas que se acumulam porque o caminho até a instituição é longo, caro e intimidante.

    Contexto completo

    Quando chegam, chegam tarde e já convertidos em litígio. E há uma camada anterior: muita gente não sabe que o que vive tem nome jurídico.

    O diagnóstico é o de acesso à justiça na sua formulação mais exigente: o problema não é a fila do fórum. É que o direito não circula no território.

    Como funciona
    1. Seleção de moradores por equipe multidisciplinar.
    2. Formação permanente no Centro de Formação e Pesquisa.
    3. Credenciamento como agente comunitário, na condição de voluntário.
    4. Atuação no território. Informação, mediação, encaminhamento.
    5. Articulação com a rede local de serviços públicos.
    6. Supervisão pela equipe do programa, com retaguarda institucional do tribunal.

    PrêmioPrêmio Innovare (2ª edição) · 2005

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Tempo de operação: desde 2000: mais de 25 anos (TJDFT)
    • Eixos de atuação: 3: direitos, mediação, redes (TJDFT)
    • Formação: Centro de Formação e Pesquisa, capacitação permanente (TJDFT)
    • Difusão nacional: Programa apresentado e adotado pelo Ministério da Justiça (MJSP)
    • Expansão: Curso de mediação para a rede escolar (2024) (TJDFT)
    • Reconhecimento: Vencedor do 2º Innovare (2005) (Innovare)

    Não foram localizados (buscado em 2026-09): número de agentes formados e ativos, número de mediações realizadas por ano, taxa de acordo, e qualquer medida de efeito sobre a litigiosidade nas comunidades atendidas. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Democratização do acesso à justiça
    • Empoderamento comunitário e construção da paz

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2000

    Temas
    Justiça e direitosParticipação socialInclusão
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Programa Nacional de Prevenção de Acidentes de TrabalhoTrabalho Seguro Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), com os TRTs

    OndeBrasil

    O problema

    A Justiça do Trabalho julga acidente de trabalho como litígio indenizatório: o dano já ocorreu, o corpo já foi ferido, e o que se discute é quanto vale. O Judiciário estava estruturalmente posicionado no fim da cadeia. Com enorme volume de processos e nenhuma capacidade de reduzir o que os originava.

    Contexto completo

    O Brasil registra centenas de milhares de acidentes de trabalho por ano, com milhares de mortes. Cada um deles se converte, anos depois, em um processo.

    O diagnóstico é de posição na cadeia causal. O tribunal via o resultado e não tocava a causa. A pergunta do programa é se uma instituição judiciária pode legitimamente atuar em prevenção, e a resposta escolhida foi sim, por articulação, não por jurisdição.

    Como funciona
    1. Resolução do CSJT institui o programa e obriga todos os TRTs.
    2. Designação de magistrados gestores em cada regional.
    3. Campanhas nacionais com tema anual comum.
    4. Ações regionais. Seminários, visitas, parcerias com sindicatos, CIPAs e escolas.
    5. Articulação interinstitucional com os ministérios e o MPT.
    6. Difusão de jurisprudência e de boas práticas de segurança.

    PrêmioPrêmio Innovare (9ª edição) · 2012

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Abrangência: Todos os TRTs (24 regionais) (TST/CSJT)
    • Institucionalização: Resoluções CSJT 96/2012 e 324/2022 (JusLaboris/CSJT)
    • Parceiros federais: Saúde, Previdência, Trabalho e AGU (TST)
    • Continuidade: mais de 14 anos de operação ininterrupta (TST)
    • Reconhecimento: Vencedor do 9º Innovare (2012) (Innovare)

    Não foram localizados (buscado em 2026-09): número de ações realizadas por ano, público alcançado, e qualquer correlação entre a atuação do programa e a curva de acidentes de trabalho, que é o indicador declarado do próprio programa e é publicado pela Previdência e pelo Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (MPT/OIT). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Contribuição para a redução do número de acidentes de trabalho no Brasil
    • Fortalecimento da PNSST e da cultura de prevenção

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2011

    Temas
    Justiça e direitosSaúdeGestão de pessoas
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Programa POP Rua JUD da Justiça Federal da 3ª Região Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3)

    OndeSão Paulo / SP

    O problema

    O diagnóstico do TRF-3 formula, em uma frase, o padrão mais recorrente de todo este acervo:

    "A despeito de arcabouço jurídico de proteção às pessoas em extrema vulnerabilidade, os direitos não são exercidos pela falta de documentação básica, essencial, indispensável para a cidadania plena."
    Contexto completo

    E identifica o nó operacional com precisão: os serviços assistenciais, geralmente ofertados pelas prefeituras, encontram dificuldade na falta de documentação de identificação dos usuários. A assistência não consegue atender quem não consegue provar quem é; o órgão de identificação não alcança quem está na rua; e o Judiciário recebe demandas de quem não tem como instruí-las.

    Cada instituição depende das outras duas, e nenhuma pode resolver sozinha.

    Como funciona
    1. Articulação prévia com órgãos públicos e entidades sociais parceiras.
    2. Mutirão em local único, reunindo todos os serviços.
    3. Emissão de documentos por órgãos de identificação presentes no local. IIRGD, Poupatempo, Receita Federal, TRE, Serviço Militar, INSS, CadÚnico e Caixa Econômica Federal.
    4. Atendimento assistencial e de saúde no mesmo espaço.
    5. Atendimento jurídico e ajuizamento de ações, com foco em benefícios assistenciais e previdenciários.
    6. Habilitação ao voto, via presença do TRE.

    PrêmioPrêmio Innovare (20ª edição) · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    ⚠️ Esta seção foi refeita em 26/09/2026. Até então ela dizia que nenhum indicador de atendimento constava, e chamava isso de "pendência nº 1", apostando que os dados existiam e estariam na comunicação institucional do tribunal. Estavam. O que faltava não era o dado, era procurá-lo fora do prêmio: o registro do Innovare não traz número, e o TRF-3 publica um balanço por edição, com abertura por órgão participante.

    O que foi medido:

    • Pop Rua Jud Pantanal, 1ª, Campo Grande/MS: 6 a 8/03/2023 (cerca de 1.000 (1.005 na triagem, somados os três dias) · mais de 3 mil · 65 audiências, 43 acordos e 3 sentenças concedendo benefício · TRF-3, 09/03/2023)
    • Pop Rua Jud Santo André/SP: 17 a 19/10/2023 (820 · mais de 2,6 mil · 3 acordos homologados e 1 processo ajuizado · TRF-3, 23/10/2023)
    • Pop Rua Jud Sampa 3, Parque Jardim da Luz: 24 a 26/10/2023 (cerca de 2.500 · não declarado · 11 acordos e 31 perícias médicas em 19 processos · TRF-3, 30/10/2023)
    • Pop Rua Jud Sampa 6, com a 3ª Semana Nacional do Registro Civil, Praça da Sé: 12 a 16/05/2025 (cerca de 8.000 · não declarado · acordos homologados, sem número publicado · TRF-3, 19/05/2025)
    • Pop Rua Jud Ribeirão Preto, 2ª: 23 e 24/09/2025 (622 na triagem · mais de 3 mil · 28 perícias judiciais, 18 ações propostas e 10 acordos · TRF-3, 25/09/2025)

    A abertura por órgão, em duas edições, que é o que mostra do que o mutirão é feito. Os números da coluna de 2025 estão em TRF-3, 25/09/2025 e os de 2023 em TRF-3, 23/10/2023:

    • Saúde: 1.393 atendimentos (120)
    • Documento de identidade, pelo IIRGD: 150 emitidos (atendido pelo Poupatempo)
    • Poupatempo: não participou (400)
    • Justiça Eleitoral: 329 (136)
    • Cartório de Registro Civil: 400 (não consta)
    • INSS: 130 (200)
    • Caixa Econômica Federal: 155 (100)
    • Defensoria Pública da União: 31 (120)
    • Defensoria Pública Estadual: 126 (130)
    • Receita Federal: 85 (80)
    • Sebrae: 622 (não consta)
    • Exército, alistamento e reservista: 200 (82 certificados)
    • TJSP: 17 (não consta)
    • Procuradoria Federal: 18 (não consta)
    • Assistência social: 262 (não consta)
    • CadÚnico: não consta (70 inscrições)
    • Atendimento a imigrantes: não consta (15)
    • Veterinária: não consta (60)
    • Cortes de cabelo: 119 (222)
    • Refeições: 1.060, mais 700 cafés da manhã (não consta)

    Outros números publicados: 6.500 marmitas no Sampa 3 e 10 mil refeições com 225 cortes de cabelo no Sampa 6; 1.763 atendimentos da 3ª Semana Nacional do Registro Civil em São Paulo, em maio de 2025; mais de 40 organizações públicas e não governamentais no Sampa 3; e, em Ribeirão Preto, 140 pessoas nos chuveiros comunitários, 200 peças de roupa doadas e 16 passagens rodoviárias.

    ⚠️ A contagem de edições do registro estava errada, e por muito. Ele dizia 6. Em outubro de 2023 a então presidente do TRF-3, desembargadora federal Marisa Santos, declarou no balanço do Sampa 3: "Passaram-se dois anos e chegamos à 13ª edição do Pop Rua". Já eram 13 há três anos, e o programa seguiu depois disso. O total atual não foi apurado, porque o tribunal publica por edição e não publica acumulado.

    Nível de evidência: 2 dado administrativo. Os números são do próprio TRF-3, que executa, publicados edição a edição na comunicação institucional. Não há auditoria nem avaliação independente, e não há acompanhamento posterior: o que se conta é o atendimento no dia do mutirão, não o que aconteceu com a pessoa depois.

    O que foi afirmado:

    • Amplo acesso à justiça e a serviços públicos para pessoas em situação de rua.
    • Retirada dessa população da invisibilidade.
    • Garantia do exercício do voto.
    • Extensão do modelo a populações periféricas e rurais de difícil acesso.
    • "O projeto deve seguir no TRF3 porque é uma determinação do Conselho Nacional de Justiça. Todos os tribunais do Brasil têm que se engajar com isso", presidente do TRF-3, out/2023.
    • No Sampa 3, o atendimento teria crescido 30 por cento do primeiro para o segundo dia, segundo a coordenadora do projeto. É percepção declarada da coordenação, sem base publicada.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2022

    Temas
    Justiça e direitosInclusãoAssistência socialPrevidênciaAtendimento ao cidadãoSaúde
    Página de origem →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Projeto MiranteUma Resposta à Violência Institucional Defensorias Públicas do Rio de Janeiro e de São Paulo, com o GENI/UFF

    OndeRio de Janeiro / RJ

    O problema

    A Defensoria não consegue provar o que aconteceu. A letalidade policial cresceu no Rio de Janeiro e em São Paulo, e nos casos que chegam à Defensoria a testemunha presencial tem medo de represália e a prova técnica é ausente ou de baixa qualidade. Sem testemunha e sem perícia, não há como demonstrar nada, e a ausência de prova favorece quem a produziria.

    Contexto completo

    O relato documenta o contexto com dados oficiais e decisões de cortes:

    No Rio de Janeiro: entre 2013 e 2019 houve aumento de 336,1% na letalidade policial, segundo o Instituto de Segurança Pública do RJ. Situação que o relato qualifica como "verdadeiro estado de coisas inconstitucional na política de segurança pública do Estado", gravidade reconhecida pela Corte Interamericana de Direitos Humanos na sentença do Caso Favela Nova Brasília e pelo STF na ADPF nº 635.

    Em São Paulo: após redução dos índices entre 2020 e 2022, "coincidindo com a implementação das câmeras operacionais corporais", as mortes cometidas por policiais militares cresceram 94% no primeiro bimestre de 2024. Em fevereiro de 2024, 79 pessoas foram mortas em decorrência de intervenção policial, aumento de 147% sobre fevereiro do ano anterior. A Corte IDH condenou o Brasil no Caso Airton Honorato (Castelinho).

    O gargalo operacional que o projeto ataca é específico e está declarado:

    "A atuação da Defensoria Pública encontra diversos obstáculos como o medo de represália das testemunhas presenciais e a ausência ou baixa qualidade da prova técnica."

    Somado a "uma situação estrutural de ausência de investigações efetivas para o esclarecimento dos fatos".

    É o diagnóstico decisivo: quando a testemunha tem medo e a perícia é ausente ou frágil, não há como provar nada, e a ausência de prova, no processo penal, favorece quem o produziu.

    Como funciona

    O relato declara seis eixos, e vale lê-los como uma cadeia:

    1. Assistência técnica às famílias de vítimas de letalidade policial. "Que supera a assistência jurídica já prestada pela Defensoria", reunindo profissionais de diferentes áreas para reexaminar provas técnicas e elaborar estudos que colaborem com a busca da verdade.
    2. Análise de laudos periciais e demais documentos de inquéritos e processos, buscando dar às famílias efetiva participação nas investigações. Na forma da sentença da Corte IDH no Caso Favela Nova Brasília e da ADPF 635.
    3. Reconstrução dos fatos em modelagem 3D.
    4. Produção de material audiovisual para preservação da memória das vítimas.
    5. Organização, sistematização e análise dos dados produzidos, permitindo incidência em política pública.
    6. Capacitação de agentes multiplicadores, inclusive lideranças comunitárias e moradores de favelas e periferias.

    A lógica da cadeia: o eixo 1 dá à família um perito; o 2 permite contestar o laudo oficial; o 3 materializa a contestação em algo que um juiz consegue ver; o 4 preserva a memória quando o processo não resolve; o 5 transforma casos individuais em evidência para política pública; e o 6 devolve a capacidade à própria comunidade, para que ela não dependa do projeto. O eixo 6 é o que distingue o Mirante de um serviço de perícia. Capacitar moradores de favela em ciências forenses é transferência de capacidade técnica a quem é o sujeito do problema. A mesma lógica de cogestão do OTSS Bocaina e das Defensoras Populares.

    PrêmioPrêmio Innovare (21ª edição) · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Nenhum indicador de atuação consta do registro consultado (buscado em 2026-09): não há número de casos assistidos, laudos reexaminados, reconstruções 3D produzidas, famílias atendidas ou pessoas capacitadas.

    Os números presentes no projeto são do contexto, não da iniciativa: 336,1% de aumento no RJ (2013-2019), +94% em SP no 1º bimestre de 2024, 79 mortes em fevereiro de 2024, +147% sobre fevereiro anterior. Todos de fontes oficiais (Instituto de Segurança Pública do RJ) e de decisões de cortes.

    . Atribuído pela qualidade e origem dos dados de contexto, não por indicadores da iniciativa.

    O que foi afirmado:

    • Construção de instrumentos de defesa dos setores mais vulneráveis à violência institucional
    • Garantia do direito à memória, verdade, justiça e reparação às vítimas
    • Efetiva participação das famílias nas investigações
    • Incidência na produção de políticas públicas de segurança

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2022

    Temas
    Justiça e direitosSegurança públicaDadosInclusãoParticipação social
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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Protocolos de prevenção e atenção ao tráfico de pessoas de Medellín Alcaldía de Medellín, hoje pela Secretaría de Paz y Derechos Humanos, com o Comité Distrital de Lucha Contra la Trata de Personas

    OndeCO

    O problema

    A vítima de tráfico de pessoas chega ao Estado em situação de urgência e precisa de coisas que estão em órgãos diferentes: abrigo, atenção médica, apoio psicológico, assistência jurídica, transporte, e às vezes repatriação. Sem rota escrita, cada caso é resolvido pela capacidade de articulação de quem atendeu.

    Contexto completo

    Medellín é cidade de origem, trânsito e destino do crime, com casos externos, ou seja de pessoas levadas para outros países, e casos internos. A maioria das vítimas atendidas é de mulheres submetidas a exploração sexual comercial.

    Como funciona
    1. O caso chega por denúncia, por canal do município ou por outra entidade da rota.
    2. O Comité Distrital verifica o caso.
    3. Verificado, o comité ativa a rota de atenção.
    4. Entram as medidas imediatas, os serviços urgentes, que incluem abrigo, transporte e acompanhamento psicológico e jurídico.
    5. Seguem as medidas de médio prazo, com atenção física, mental, social e jurídica, com enfoque de direitos humanos, gênero, migração e interseccionalidade.
    6. O comité acompanha a prestação dos serviços institucionais e apoia a definição das estratégias de prevenção.
    7. A prevenção se apoia em gestão de conhecimento, ou seja no que os casos atendidos ensinam sobre como o recrutamento acontece.

    Quem faz o quê:

    Secretaría de Paz y Derechos HumanosImplementa o protocolo da rota e responde pelo programa

    Comité Distrital de Lucha Contra la Trata de PersonasVerifica o caso, ativa a rota e acompanha os serviços

    Entidades da rotaPrestam abrigo, atenção médica, psicológica e jurídica

    UNODCParceiro técnico do protocolo de identificação e atenção a mulheres vítimas, de 2015

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Pablo Valenti · 2022

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Casos atendidos: 48, sendo 37 na modalidade externa e 11 na interna (2024 · Alcaldía de Medellín)
    • Ativações da rota de atenção: 32 casos (2025 · Alcaldía de Medellín)
    • Famílias vítimas atendidas: 13 (2025 · Alcaldía de Medellín)
    • Candidaturas na oitava edição do Gobernarte: 68 inscrições de 13 países (2022 · BID, nota de imprensa dos vencedores de 2022)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Os contadores de 2025 divergem entre si, e a divergência é de definição, não de erro. A prefeitura reporta 32 ativações da rota e 13 famílias atendidas. A imprensa local, no mesmo ano, publicou 24 casos e 13 vítimas em seis países, em reportagens diferentes. Caso atendido, ativação de rota, vítima e família são quatro unidades de contagem distintas, e nenhuma das fontes declara a definição que usa. ⇒ Antes de citar qualquer número, é preciso dizer qual unidade está sendo contada e em que data foi apurada.

    ⚠️ Caso atendido não é caso ocorrido. Nenhum desses números estima o tamanho do crime na cidade, que é subnotificado por natureza. Ler alta de casos atendidos como alta do crime, ou como piora, é a inversão clássica: rota que funciona atende mais.

    O que foi afirmado:

    • A prefeitura afirma que o protocolo assegura resposta efetiva e coordenada, com enfoque de direitos humanos, gênero, migração e interseccionalidade.
    • A prefeitura afirma que oferece transporte, acompanhamento psicológico e jurídico às vítimas, e abrigo nas estratégias com enfoque diferencial.
    • O BID afirma que a iniciativa usa estratégias de prevenção baseadas em gestão de conhecimento, e separa medidas de proteção imediata de medidas de médio prazo.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2015

    Temas
    Justiça e direitosSegurança públicadireitos-humanosGênero
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • RONDADHRonda de Direitos Humanos Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ), em parceria com a Defensoria Pública da União

    OndeRio de Janeiro / RJ

    O problema

    A população em situação de rua sofre violência de agentes do Estado e não tem como denunciar: não tem documento, não sabe identificar quem agrediu, não chega à Defensoria e, quando chega, o fato já prescreveu na prática. Sem registro, sem testemunha, sem prova.

    Contexto completo

    O contexto de criação é explícito e é o que dá força ao caso: a iniciativa nasceu em 2015, diante da proximidade dos Jogos Olímpicos e da provável intensificação das operações determinadas pelo município.

    Criar o mecanismo de defesa antes do período de risco, e não depois da denúncia, é a decisão institucional que distingue este projeto. O Estado sabia o que ia acontecer; a Defensoria montou a resposta com antecedência.

    Como funciona
    1. Definição dos pontos de maior concentração e de maior risco de operação.
    2. Deslocamento da equipe de defensores e servidores até o local.
    3. Abordagem e escuta, com orientação jurídica no lugar.
    4. Preenchimento do formulário de identificação e mapeamento de violações.
    5. Providências imediatas: documento, encaminhamento a serviço.
    6. Uso agregado dos dados para atuação estrutural da Defensoria.

    PrêmioPrêmio Innovare (15ª edição) · 2018

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Casos de constrangimento ou agressão registrados: 35 (desde a 1ª ronda, em 2016)
    • Territórios cobertos: Aterro do Flamengo, Lapa, Glória, centro e zona norte (:)
    • Parceria: DPRJ + DPU (:)

    Registro da própria Defensoria, divulgado pela ANADEP.

    O que foi afirmado:

    • Prevenção de violações de direitos da população em situação de rua
    • Aproximação dessas pessoas dos órgãos do sistema de justiça
    • Conscientização sobre os próprios direitos

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2015

    Temas
    Justiça e direitosAssistência socialInclusãoParticipação social
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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Unidades Avançadas de Atendimento (UAA) Justiça Federal, Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4)

    OndePorto Alegre

    O problema

    A Justiça Federal tem sede em poucas cidades. Para o cidadão de município sem vara federal, exercer um direito (benefício previdenciário, perícia, ação contra a União) significa viajar, às vezes centenas de quilômetros, às vezes mais de uma vez.

    Contexto completo

    A justiça itinerante clássica resolve parcialmente: leva o serviço, mas vai embora, quem perdeu o dia da visita espera a próxima.

    A inovação está numa conjunção: itinerante e fixa. O deslocamento periódico de juízes convive com atendimento presencial permanente. O que transforma a visita de evento em serviço.

    Como funciona
    1. Acordo de cooperação entre a Justiça Federal, o tribunal estadual e o município.
    2. Instalação do ponto fixo, com servidor local.
    3. Atendimento permanente. Atermação, informação, protocolo.
    4. Deslocamento periódico de juiz e servidores para audiências e perícias.
    5. Videoconferência para atos que dispensam presença física.
    6. Vinculação a uma vara federal, que mantém a competência.

    PrêmioPrêmio Innovare (11ª edição) · 2014

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • UAAs em Minas Gerais: 17 cobrindo 40 comarcas, mais 23 alcançando outras 40
    • Comarcas afetadas pela reorganização de 2026: 83
    • Distribuição mensal impactada: cerca de 1.624 processos/mês
    • Acervo envolvido: cerca de 77.555 processos
    • Serviços na ponta: Atermação, atendimento, perícia médica, audiências e videoconferência

    Números dos tribunais. Não foi localizado dado de atendimentos realizados nas unidades (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Ampliação do acesso à Justiça Federal em locais sem vara
    • Atendimento mais próximo do cidadão

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2013

    Temas
    Justiça e direitosPrevidênciaAtendimento ao cidadãoGoverno digital
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

Meio ambiente

20 projetos
  • Acordos de PescaGestão Participativa de Territórios na Amazônia Paraense Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas/PA)

    OndePA

    O problema

    A regulação pesqueira convencional na Amazônia falhava por três razões simultâneas:

    • Sobrepesca e degradação de estoques em áreas de uso comum;
    • Normas inadequadas ao território, desenhadas em gabinete sem conhecimento das dinâmicas locais de cada lago, rio ou várzea, e por isso não cumpridas;
    • Conflito aberto entre pescadores artesanais e frotas industriais disputando as mesmas áreas.
    Contexto completo

    O resultado era uma regulação formalmente existente e materialmente inaplicável, com fiscalização estatal incapaz de cobrir a escala territorial amazônica.

    Como funciona
    1. Mobilização comunitária no território, identificando os grupos usuários daquele corpo d'água.
    2. Assembleias comunitárias em que os usuários deliberam coletivamente sobre:
    • zonas de pesca permitidas, restritas e proibidas
    • artes de pesca autorizadas (tipos de rede, malhas, apetrechos)
    • períodos de defeso locais
    • espécies-alvo e espécies protegidas
    1. Mediação da Semas, que assessora tecnicamente sem substituir a deliberação da comunidade.
    2. Homologação estatal: a norma construída pela comunidade é validada pelo Estado e passa a ter caráter juridicamente vinculante. Deixa de ser combinado informal e vira regra exigível.
    3. Monitoramento comunitário, com jovens do próprio território capacitados como monitores ambientais.
    4. Comitês de acompanhamento com representação das comunidades, que revisam e fazem cumprir o acordo.
    "A norma é construída pelas comunidades, em conjunto, nessas assembleias. E o Estado faz" a validação Descrição do mecanismo por representante da Semas (ONU Brasil).

    Quem faz o quê:

    Comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas e extrativistasDeliberam e definem as regras; monitoram o cumprimento

    Semas/PAMobiliza, assessora tecnicamente, media e homologa

    Comitês locaisAcompanham a execução e revisam o acordo

    Monitores ambientais (jovens locais)Monitoramento de campo

    Programa Regulariza ParáArticula regularização fundiária e políticas sociais complementares

    PrêmioUN Public Service Awards (UNPSA) · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Acordos de pesca homologados: 15 (até 2026 · Semas/PA)
    • Comunidades com acordo: 337 (até 2026 · Semas/PA (X))
    • Famílias beneficiadas: ~21.000 (até 2026 · idem)
    • Área sob gestão comunitária: 638.000 ha (≈ 6.000 km²) (até 2026 · Semas/PA / ONU Brasil)
    • Comunidades representadas em comitês: 85% (2023 · ONU Brasil)
    • Jovens capacitados como monitores ambientais: 200 (até 2026 · idem)
    • Seletividade do prêmio: 12 premiados entre 700+ candidaturas de 62 países (2026 · ONU)

    Os indicadores medem cobertura e adesão (acordos, comunidades, famílias, área). Não medem diretamente recuperação de estoque pesqueiro ou variação de renda. Essa é a principal lacuna de evidência da iniciativa.

    O que foi afirmado:

    • Conservação de estoques pesqueiros e da floresta amazônica
    • Fortalecimento da segurança alimentar das comunidades
    • Geração de renda para comunidades tradicionais
    • Redução de conflitos entre pesca artesanal e industrial
    • Contribuição aos ODS 11, 14 e 16 (enquadramento da própria Semas)

    Custo de entradaNão localizado

    Em operação desdenao_localizado

    Temas
    Meio ambienteParticipação socialClimaDesenvolvimento econômicoInclusão
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    Registro atualizado em 12 de setembro de 2026

  • Arla Test, fiscalização de emissões atmosféricas veiculares Polícia Rodoviária Federal, Coordenação de Operações Especiais, Ministério da Justiça e Segurança Pública

    OndeBrasil

    O problema

    Desde 1986 o Proconve, programa de controle de poluição do ar por veículos automotores criado pelo Conama e coordenado pelo Ibama, reduziu as emissões veiculares em cerca de 90% em relação aos anos 1980. O Brasil está hoje na Fase P7, que obriga os veículos pesados a diesel fabricados a partir de 1º/01/2012 a usar Diesel S10 e o Arla 32, uma solução de ureia técnica em água desmineralizada, dosada eletronicamente na saída dos gases de escape.

    Contexto completo

    O problema é a fraude. Produzir Arla 32 com água comum mineralizada ou com ureia agrícola barateia o produto e o inutiliza, e o veículo da Fase P7 que não usa Arla 32 original pode poluir até cinco vezes mais.

    E fiscalizar isso era inviável na estrada: o teste de qualidade custava R$ 850,00 e levava cerca de 15 dias para dar resultado.

    Como funciona
    1. Um teste colorimétrico no lugar de uma análise laboratorial. A pergunta que a fiscalização precisa responder na estrada não é "qual a composição exata deste produto", é "este produto está adulterado ou não". O teste responde a pergunta certa, e não a pergunta completa.
    2. 10 segundos entre a aplicação e o resultado, contra até 15 dias.
    3. R$ 0,02 por teste, contra R$ 850,00.
    4. Capacitação mínima: qualquer servidor que passe por um treinamento curto aplica.

    ⚠️ E isso define o limite do caso: o Arla Test indica contaminação, não a mede. Serve para decidir onde olhar.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (24ª edição), Enap · 2020

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Tempo para o resultado do teste: até 15 dias (cerca de 10 segundos · relato oficial)
    • Custo por teste: R$ 850,00 de média (R$ 0,02 · relato oficial)
    • Capacitação necessária: laboratório (treinamento mínimo, qualquer servidor aplica · relato oficial)
    • Redução de emissões do Proconve, desde os anos 1980: (cerca de 90% · relato oficial, contexto)
    • Potencial de poluição de veículo P7 sem Arla original: (até 5 vezes mais · relato oficial, contexto)

    Fonte: Enap, relato oficial na 24ª edição, p. 68 a 80 do PDF.

    O que foi afirmado:

    • Incremento da fiscalização, em função da redução de custo e da rapidez
    • Proteção do programa de despoluição, posto em risco pelos fraudadores de Arla 32
    • Preservação da qualidade de vida, motivação declarada dos dois servidores

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2019

    Temas
    Meio ambienteSegurança públicaMobilidadeClima
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Assessoria regional compartilhada em licenciamento ambiental Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Alto Uruguai Catarinense (Consórcio Lambari)

    OndeConcórdia / SC

    O problema

    Os municípios do Alto Uruguai Catarinense enfrentavam limitações técnicas, operacionais e financeiras para conduzir licenciamento ambiental e atender à exigência legal.

    Contexto completo

    O relato encadeia bem a consequência: a ausência de equipe especializada comprometia a viabilização de obras públicas, aumentava a morosidade administrativa e elevava o custo com contratação externa.

    Como funciona
    1. O consórcio monta a equipe, com biólogos e engenheira sanitarista.
    2. Os municípios rateiam o custo, pelo contrato de rateio próprio do consórcio público.
    3. Assessoria contínua, e não por demanda avulsa: elaboração de processos de licenciamento, acompanhamento técnico e administrativo, e estudos ambientais.
    4. Padronização de procedimentos entre os catorze municípios.
    5. Serviços especializados que cada município sozinho terceirizaria: regularização ambiental, projeto de recuperação de área degradada (PRAD), processo de supressão de vegetação, regularização de cascalheira municipal.
    6. Acompanhamento de obra pública licenciável.
    7. Interlocução direta com os órgãos ambientais, em nome dos municípios.

    ⚠️ E o passo 2 é o que torna o arranjo frágil do jeito que consórcio é frágil: o rateio depende de cada prefeito continuar pagando, e a saída de um município aumenta a conta dos outros.

    PrêmioMostra de Boas Práticas Municipais, Chamamento Público nº 001/2026 · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Municípios atendidos: 14
    • Equipe técnica: 5 profissionais, biólogos e engenheira sanitarista
    • Processos e atividades de licenciamento, em 2025: cerca de 148
    • Horas técnicas aplicadas, em 2025: cerca de 8.870
    • Anos de operação contínua: desde 2016

    Fonte: CIGA, Portal de Boas Práticas, registro da prática.

    O que foi afirmado:

    • Equivalência estimada superior a R$ 4,9 milhões em valor de mercado dos serviços executados. ⚠️ É custo evitado, não despesa reduzida: é quanto os municípios pagariam a consultorias se contratassem fora, e não dinheiro que saiu do caixa e deixou de sair
    • Redução da morosidade nos processos ambientais
    • Maior segurança técnica e jurídica
    • Otimização de recursos públicos pelo compartilhamento de equipe
    • Fortalecimento da capacidade técnica municipal
    • Apoio à viabilização de obras públicas em infraestrutura, mobilidade, saúde e recuperação ambiental

    Contagem administrativa do consórcio.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2016

    Temas
    Meio ambienteGoverno digitalGestão fiscal
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 23 de setembro de 2026

  • Colmeias Urbanas Prefeitura de São José dos Pinhais (PR)

    OndeSão José dos Pinhais / PR

    O problema

    São José dos Pinhais enfrentava três problemas que raramente são tratados como um só:

    • Perda de biodiversidade urbana e escassez de polinizadores, com efeito sobre a cobertura vegetal e a diversidade de espécies florais;
    • Ausência de programas contínuos de educação ambiental, ações pontuais e sem permanência;
    • Medo e desconhecimento da população sobre abelhas, que associava toda abelha a risco de picada e reagia com eliminação de colônias.
    Como funciona
    1. Vistoria técnica e consulta pública para escolher os locais, considerando segurança, sombra, proximidade de áreas verdes e circulação de pessoas.
    2. Instalação das colmeias (meliponários) em praças, escolas e hortas comunitárias.
    3. Sinalização informativa nos locais, esclarecendo que as espécies são inofensivas.
    4. Atividades educativas com estudantes da rede municipal: oficinas, trilhas interpretativas, visitas guiadas e ações de conscientização.
    5. Ações comunitárias. Eventos e campanhas educativas para moradores.
    6. Manejo e manutenção por servidores capacitados, com apoio de parceiros técnicos.
    7. Monitoramento técnico da presença de polinizadores e da vegetação no entorno.

    Quem faz o quê:

    Prefeitura de São José dos PinhaisCoordena, instala e mantém

    Universidades, ONGs especializadas e meliponicultoresCapacitação técnica dos servidores

    Rede municipal de ensinoRecebe as colmeias e as atividades educativas

    Associações de moradores e organizações ambientaisEngajamento e cuidado das colmeias

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Enap · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Estudantes da rede municipal participantes diretos: mais de 5.000 (2023–2025)
    • Moradores alcançados por ações de educação ambiental: cerca de 10.000 (idem)
    • Crescimento da presença de plantas polinizadas em áreas próximas às colmeias: até 35%, com destaque para espécies nativas (monitoramento técnico)
    • Incidentes com abelhas em áreas urbanas: redução (sem cifra) (idem)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Melhoria da cobertura vegetal e da diversidade de espécies florais em praças, parques e hortas
    • Maior aceitação e respeito aos polinizadores urbanos
    • Ampliação da participação de escolas, associações de moradores e organizações ambientais

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2023

    Temas
    Meio ambienteEducaçãoParticipação socialClima
    Abrir na página 136 (40 MB) →Ver no repositório da Enap →

    29º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Composta Blumenau Programa de Educação Socioambiental do SAMAE, Blumenau

    OndeBlumenau / SC

    O problema

    O relato abre com o dado nacional, e ele é o melhor enquadramento possível: a fração orgânica representa de 45% a 55% dos resíduos urbanos no Brasil, e menos de 1% é destinada à compostagem.

    Contexto completo

    O efeito é triplo e está nomeado: emissão de metano, produção de chorume e sobrecarga dos aterros sanitários.

    Como funciona
    1. Diagnóstico da instituição, com perfil do público, geração de resíduo e potencial de implantação.
    2. Planejamento das ações, com cronograma, metodologia e material.
    3. Oficina prática e capacitação de professores e alunos, e também de usuários do CRAS, servidores, técnicos da saúde e agentes de defesa civil.
    4. Entrega e implantação da composteira na instituição, com orientação técnica.
    5. Acompanhamento técnico contínuo e visitas de monitoramento, que é o que separa este caso de uma doação de equipamento.
    6. Integração às atividades pedagógicas, para a compostagem virar conteúdo e não evento.
    7. Formação para compostagem doméstica, levando a prática da escola para a casa.
    8. Estímulo à geração de renda com adubo e biofertilizante.

    ⚠️ E o passo 6 é o que multiplica. Professor capacitado ensina turmas sucessivas: 948 professores alcançaram mais de 3.500 crianças só em 2025, e alcançarão outras no ano seguinte sem nova capacitação.

    PrêmioMostra de Boas Práticas Municipais, Chamamento Público nº 001/2026 · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Composteiras implantadas: mais de 200
    • Instituições atendidas: cerca de 120
    • Capacitações realizadas: mais de 200
    • Professores capacitados: 948
    • Crianças formadas diretamente: mais de 3.500
    • Resíduo orgânico desviado do aterro: cerca de 30 toneladas por ano
    • CO₂ equivalente evitado: cerca de 50 toneladas
    • Pessoas alcançadas em 2025, direta e indiretamente: cerca de 25 mil
    • Impacto indireto, pelo efeito multiplicador: superior a 20 mil pessoas

    Fonte: CIGA, Portal de Boas Práticas, registro da prática.

    Apuração do SAMAE.

    O que foi afirmado:

    • Mudança de hábito e de percepção ambiental nos grupos envolvidos
    • Professores atuando como multiplicadores, com a compostagem integrada à prática pedagógica
    • Ampliação do conhecimento sobre separação e reaproveitamento na comunidade escolar
    • Autonomia, pela produção de adubo, e incentivo ao empreendedorismo sustentável

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2019

    Temas
    Meio ambienteSaneamentoEducação
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 23 de setembro de 2026

  • Garantias Financeiras para Assegurar o Descomissionamento de Instalações de Petróleo e Gás Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)

    OndeBrasil

    O problema

    Quando um campo de petróleo se esgota, alguém precisa selar os poços, remover as plataformas e recuperar a área. O contrato exige garantia financeira para isso, e calcular o valor certo é difícil: se ficar baixo, o Estado herda o passivo ambiental; se ficar alto, imobiliza capital e desestimula investimento.

    Contexto completo

    Os contratos de exploração e produção de petróleo e gás natural exigem garantias financeiras para assegurar:

    • abandono de poços
    • remoção de instalações
    • destinação adequada de resíduos
    • recuperação ambiental

    O problema é que calcular o valor correto dessa garantia é tecnicamente difícil. Se for subestimado, o Estado herda o passivo quando o campo se esgota: poços abandonados sem selagem, plataformas sem remoção, área sem recuperação. Se for superestimado, imobiliza capital desnecessariamente e desestimula investimento.

    E o desafio é agravado porque o cálculo precisa acompanhar o campo ao longo de décadas: produção, reservas e custos mudam durante a vigência do contrato.

    É o problema clássico de passivo ambiental diferido. O dano acontece no fim; a decisão de garanti-lo precisa ser tomada no começo.

    Como funciona
    1. Coleta de dados de produção acumulada, reservas e custos estimados de descomissionamento, já existentes no banco de dados da ANP.
    2. Aplicação do MAP. Correlações exponenciais construídas por especialistas da ANP que relacionam as três variáveis ao longo do tempo do contrato.
    3. Cálculo automático do valor da garantia exigida de cada campo.
    4. Disponibilização transparente dos resultados.
    5. Exigência e acompanhamento das garantias financeiras apresentadas pelos operadores.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (27ª edição), Enap · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Assegurar garantias financeiras de descomissionamento: 100% (R$ 83 bilhões em garantias · 2023)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Adequação do modelo à realidade brasileira, sem equivalente no mundo
    • Transparência na disponibilização dos resultados
    • Incentivo ao aumento das reservas e do fator de recuperação

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2020

    Temas
    Meio ambienteGestão fiscalDadosTransparênciaClima
    Baixar o e-book (8 MB) ↓Ver no repositório da Enap →

    27º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Creative Commons BY-NC

    Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • JUVAMJuizado Especial Volante Ambiental Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Vara Especializada do Meio Ambiente

    OndeCuiabá / MT

    O problema

    Dano ambiental urbano é flagrante, disperso e rápido: descarte irregular de lixo, supressão de vegetação, poluição sonora, aterro de nascente, maus-tratos a fauna. Quando a constatação depende de perícia agendada, o dano já se consolidou, e a prova, muitas vezes, desapareceu.

    Contexto completo

    E há um problema anterior: o cidadão que vê o dano não sabe a quem contar. Órgão ambiental, polícia, prefeitura, Ministério Público, cada um responde por um pedaço, e o telefone certo não é óbvio.

    O diagnóstico tem duas partes, e o desenho responde às duas: o sistema chegava tarde e era difícil de acionar.

    Como funciona
    1. Denúncia do cidadão por telefone, WhatsApp ou e-mail.
    2. Triagem pela equipe do juizado.
    3. Deslocamento da equipe volante ao local.
    4. Constatação in loco da conduta ou atividade lesiva.
    5. Termo circunstanciado e instauração do procedimento.
    6. Audiência de conciliação, com acordo de reparação e componente de sensibilização.

    PrêmioPrêmio Innovare (1ª edição) · 2004

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Denúncias registradas: mais de 500 em cerca de um ano (até 12/09/2025) (TJMT)
    • Abrangência: 3 municípios: Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio do Leverger (TJMT)
    • Canal: Telefone/WhatsApp e e-mail, aberto a qualquer cidadão (TJMT)
    • Conciliação: A maior parte das audiências termina em acordo concluído (TJMT)
    • Longevidade: Desde 2003 (TJMT / Innovare)

    Não foram localizados (buscado em 2026-09): a taxa de acordo em número, o valor ou volume da reparação efetivamente executada, e. O mais importante. Qualquer verificação de que a reparação acordada foi cumprida. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Avanço para o município e benefício para a sociedade
    • Sensibilização do infrator e prevenção da reincidência

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2003

    Temas
    Meio ambienteJustiça e direitosAtendimento ao cidadão
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Map4AllMapeamento Inclusivo para um Futuro Sustentável Highland Research and Development Institute (HRDI), Tailândia

    OndeTailândia

    O problema

    Nas comunidades de montanha do subdistrito de Mae Charim, província de Nan, 587 famílias em 6 vilarejos viviam e cultivavam dentro de reservas florestais nacionais, sem direito legal sobre a terra.

    Contexto completo

    A consequência é um nó que se aperta sozinho:

    • Sem título, não há acesso a serviços públicos nem a crédito;
    • Sem crédito nem assistência, resta o cultivo de subsistência de maior retorno imediato, no caso, o milho, que degrada e exige expansão constante da área;
    • A expansão do milho aprofunda o desmatamento, o que reforça o estigma de "invasor" e a recusa em reconhecer direitos.

    Some-se a isso a fragmentação cartográfica: cada órgão público tinha seu próprio mapa, inconsistente com os demais, o que inviabilizava qualquer decisão coordenada sobre o território.

    O problema não era falta de mapa. Era excesso de mapas que não conversavam, e nenhum deles feito com quem vive ali.

    Como funciona
    1. Mapeamento participativo por lote, com as comunidades identificando e delimitando o que cada família ocupa.
    2. Construção de base geoespacial unificada integrando floresta, área agrícola e lotes domiciliares.
    3. Substituição dos mapas fragmentados das agências por essa base comum.
    4. Planejamento conjunto entre comunidades e órgãos sobre uso do solo.
    5. Transição produtiva. Conversão de área de milho em pomares e sistemas agroflorestais.
    6. Constituição de áreas verdes comunitárias.
    7. Escalonamento para outras comunidades do norte da Tailândia.

    PrêmioUN Public Service Awards (UNPSA) · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Comunidade inicial: 587 domicílios em 6 vilarejos, Mae Charim, província de Nan
    • Famílias de montanha beneficiadas após escalonamento: mais de 39.000
    • Área de cultivo de milho: de 5.000 para 115 hectares: redução de 97,7%
    • Substituição: Pomares e sistemas agroflorestais
    • Área verde comunitária constituída: mais de 2.400 hectares

    Fonte: UN DESA / Map4All.

    O que foi afirmado:

    • Tomada de decisão transparente, coordenação de recursos e planejamento conjunto
    • Melhoria da inclusão de gênero, transparência e empoderamento local
    • Aumento da consciência de conservação nas comunidades

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2013

    Temas
    Meio ambienteParticipação socialInclusãoDadosClimaDesenvolvimento econômico
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Mapeamento diário das manchas de óleo no litoral Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com o Censipam

    OndeBrasil

    O problema

    Em 30 de agosto de 2019 apareceu óleo de origem desconhecida nas praias do litoral nordestino, primeiro na Paraíba, depois em Sergipe e Pernambuco. Ao longo de setembro, outubro e novembro a mancha atingiu os demais estados do Nordeste, mais o Espírito Santo e o Rio de Janeiro: onze estados.

    Contexto completo

    O Ibama montou um Posto de Comando nas áreas mais atingidas, começando em Natal, passando a São Luís e depois a Aracaju, de onde despachava as designações para os Núcleos de Prevenção e Atendimento a Emergências Ambientais dos demais estados. Ibama, Marinha, ANP e Defesa Civil reuniram estruturas e passaram a vistoriar o litoral inteiro.

    E era preciso produzir um mapa diário da situação, sem que houvesse mecanismo para coletar o dado. A melhor informação disponível era um mapa em PDF com as localidades atingidas.

    Como funciona

    A solução foi construída em três fases, e cada uma resolveu o que a anterior quebrou:

    1. Fase inicial. Articulação entre Ibama, Marinha, ANP, Defesa Civil e secretarias estaduais e municipais; canal de comunicação por aplicativo de mensagem; padronização da coleta de campo; definição de quais mapas e informações produzir.
    2. Fase JotForm. Formulário eletrônico online, com três fotos obrigatórias por área (fragmento de óleo, vista longitudinal e vista transversal da linha de praia) e coordenada geográfica carregada automaticamente. ⚠️ Só funcionava com o celular conectado, então o registro chegava quando o vistoriador achava internet, causando erro de localização, e alguém tinha de conferir à mão se a coordenada do sistema batia com a da foto.
    3. Fase QGIS. Criação da geometria das zonas que definem o limite de cada localidade e três scripts que compilam e desenham. Mais o Olhos de Águia, que resolve o defeito da fase anterior: coleta com campos de múltipla escolha e sem depender da rede celular.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (25ª edição), Enap · 2021

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Período de 02/09/2019 a 20/03/2020:

    • Monitorar em tempo real as ocorrências de óleo: publicar diariamente o mapa e a planilha das últimas 24 horas (compilação e mapas de 300 localidades, que levavam 8 horas manualmente, passaram a 50 minutos, mesmo com o total de localidades passando de 1.000 · relato dos analistas que geravam os mapas antes e depois)
    • Produzir e coletar dado de campo em tempo hábil: coleta mais ágil e independente da rede celular (coleta que não levava menos de 5 minutos passou a menos de 1 minuto, com campos de múltipla escolha, e deixou de depender da rede · relato dos agentes de campo)

    Fonte: Enap, relato oficial na 25ª edição, p. 35 a 47 do PDF.

    ⚠️ O método de apuração é autodeclarado, e o relato diz isso na própria tabela: "com o relato dos analistas que geravam os mapas antes e depois" e "com o relato dos agentes de campo". Não há cronometragem. É honesto, é fraco, e é a coluna "como avaliou" do formulário novo da Enap fazendo o seu trabalho: sem ela, esses números apareceriam sem ressalva.

    O que foi afirmado:

    • Informação organizada, transparente e padronizada sobre as ocorrências no litoral, com publicação diária na internet substituindo o mapa em PDF que era a melhor informação disponível antes. ⚠️ Está aqui, e não na tabela acima, porque o próprio relato deixou a coluna "como avaliou" em branco nesta linha. As outras duas linhas dizem a fonte, ainda que seja o relato dos operadores; esta não diz nada. Sem método declarado, é mudança afirmada e não resultado medido, por mais evidente que pareça a diferença entre um PDF e dado estruturado

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2019

    Temas
    Meio ambienteDadosGoverno digitalClima
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Municípios Verdesacordo entre MPF, Governo do Pará e municípios Ministério Público Federal no Pará, Governo do Estado do Pará e municípios signatários

    OndeBelém / PA

    O problema

    O Pará concentrava os municípios com maior desmatamento da Amazônia. O instrumento federal da época (a lista de municípios prioritários do MMA) impunha restrição de crédito e fiscalização reforçada ao município inteiro, mas não oferecia caminho de saída operacional: quem era punido era a prefeitura, que não desmata e também não controlava quem desmatava.

    Contexto completo

    A inovação é de unidade de análise. O desmatamento é feito por indivíduos e a fiscalização individual nunca alcança a escala amazônica. Ao transformar o município em sujeito da meta, com pacto, indicador e consequência, cria-se um ator com poder local, interesse econômico e capacidade de pressão sobre os próprios produtores.

    Como funciona
    1. Adesão do município ao pacto, com meta de redução.
    2. Cadastramento ambiental rural das propriedades do território.
    3. Monitoramento por satélite da evolução do desmatamento.
    4. Apoio técnico estadual e articulação com regularização fundiária.
    5. Saída da lista de municípios prioritários ao atingir os critérios.
    6. Retomada do acesso a crédito e a mercado. A contrapartida econômica.

    PrêmioPrêmio Innovare (9ª edição) · 2012

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Desmatamento no Pará: 2010 3.770 km²
    • Desmatamento no Pará: 2015 1.881 km²
    • Redução no período: cerca de 50%
    • Municípios que adotaram o modelo: ao menos 11 seguindo Paragominas; ~90 signatários do acordo, conforme o relato
    • Pioneiro: Paragominas, primeiro a sair da lista crítica

    Série de desmatamento de monitoramento oficial, divulgada por Imazon e pelo Fundo Amazônia. Sem avaliação de atribuição. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Mudança da base da economia rural do estado, antes extensiva e predatória
    • Redução drástica do desmatamento por adesão municipal

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2011

    Temas
    Meio ambienteClimaDesenvolvimento econômicoDados
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Observatório Produtivo e de Mudança Climática de Manabí Gobierno Autónomo Descentralizado Provincial de Manabí (Prefectura de Manabí), com a ESPAM MFL

    OndeEC

    O problema

    Planejamento territorial em província agrícola depende de saber onde se produz o quê, com que solo e sob que risco climático. Sem essa base, a decisão de obra, de irrigação e de fomento à produção é tomada no escuro, e o risco climático só aparece depois do evento.

    Como funciona
    1. Reúne dado territorial e climático da província, inclusive séries históricas.
    2. Usa sistema de informação geográfica para espacializar produção e risco.
    3. Aplica inteligência artificial para transformar isso em planejamento econômico e gestão de risco climático.
    4. O resultado alimenta decisões de ordenamento territorial, incluindo o traçado das Vias do Bicentenário.
    5. A ESPAM forma técnicos, o que mantém a capacidade dentro da província.

    Quem faz o quê:

    Prefectura de ManabíDona da política e do uso do resultado no planejamento

    ESPAM MFLCapacidade técnica, pesquisa e formação

    Comunidade acadêmica localPesquisadores, docentes e estudantes envolvidos

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Pablo Valenti · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Técnicos formados em estatística, vitimização, segurança e mudança climática: 75 (até 2025 · imprensa equatoriana citando a Prefectura)
    • Candidaturas concorrentes no Gobernarte 2025: 6 premiados entre 119 candidaturas de 11 países (2025 · BID)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Só os 75 técnicos são resultado medido. Os outros números que circulam são alcance declarado e estão no bloco abaixo, de propósito.

    O que foi afirmado:

    • A Prefectura afirma que a tecnologia acompanha o desenvolvimento das Vias do Bicentenário e beneficia diretamente mais de 624.000 cidadãos. É estimativa de alcance, não medição de efeito, e não há metodologia publicada para o número.
    • A Prefectura afirma que o projeto fortalece uma comunidade acadêmica de cerca de 40.000 pesquisadores, docentes e estudantes.
    • O BID afirma que a iniciativa transforma a gestão de uso do solo por meio de SIG e IA.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2025

    Temas
    Meio ambientegestao-publicadesenvolvimento-ruraltecnologia
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Olhos da Matacoibindo o desmatamento ilegal em tempo próximo ao real Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Promotoria de Justiça de Itiquira

    OndeItiquira / MT

    O problema

    A fiscalização ambiental chega meses depois, quando a floresta já caiu e o autor já vendeu. A autuação vira ação de reparação, lenta, cara e quase sempre parcial.

    Contexto completo
    "O desmatamento ilegal no Brasil é, por si só, responsável por 35% das emissões de gases do efeito estufa no país, configurando-se como a atividade de maior impacto nas emissões brasileiras (maior, por exemplo, que a emissão de toda a frota nacional de veículos)."

    O problema operacional é de tempo: a fiscalização ambiental clássica chega meses depois, quando a floresta já caiu, o autor já vendeu e a ação vira reparação. Lenta, cara e quase sempre parcial.

    A pergunta que o projeto responde não é "como punir", é "como chegar antes". E a resposta não exigiu satélite próprio nem convênio: os alertas já existem e são públicos.

    Como funciona
    1. Recebimento do alerta do Global Forest Watch (incêndio diariamente, desmatamento semanalmente).
    2. Cruzamento do polígono com a base fundiária e ambiental para identificar o responsável.
    3. Notificação preventiva ambiental ao proprietário ou possuidor. O passo que dá nome à prática.
    4. Atuação extrajudicial do MP: termo de ajustamento, embargo, acionamento dos órgãos de fiscalização.
    5. Judicialização apenas quando necessário.

    A notificação preventiva é a inovação jurídica, não a tecnológica. O alerta é gratuito e qualquer um pode ver; o que o MP acrescenta é a consequência, e ela chega enquanto ainda é possível interromper.

    PrêmioPrêmio Innovare (16ª edição) · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Sensibilidade da detecção: alterações a partir de 0,09 hectare
    • Frequência dos alertas: incêndio diária, desmatamento semanal
    • Primeira detecção: jul/2018
    • Ampliação: projeto estendido à região sul de Mato Grosso em ago/2020, com o ICV

    Os parâmetros técnicos são verificáveis na plataforma; a adoção e a ampliação estão documentadas pelo MP e pelo ICV. Não foi localizado o número de notificações expedidas, de hectares preservados ou de TACs firmados (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Coibição do desmatamento ilegal em tempo próximo ao real
    • Atuação preventiva, e não apenas reparatória

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2018

    Temas
    Meio ambienteDadosJustiça e direitosClima
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Pesca artesanal regulada por termo de compromisso e monitoramento participativo no PARNA Lagoa do Peixe ICMBio, Parque Nacional da Lagoa do Peixe, com a Colônia de Pescadores Z11

    OndeTavares / RS

    O problema

    O Parque Nacional da Lagoa do Peixe foi criado sobre um território já habitado e já pescado. Como unidade de proteção integral, seu regime admite apenas uso indireto dos recursos naturais. O que, na leitura estrita, torna ilegal a pesca artesanal que sustentava aquelas comunidades há gerações.

    Contexto completo

    O resultado foi um conflito de décadas, amplamente documentado na literatura: fiscalização contra pescadores tradicionais, apreensões, judicialização e desconfiança mútua. Nem a conservação avançava, nem a pesca deixava de existir. Ela apenas deixou de ser contável.

    O diagnóstico é de categoria mal ajustada ao território. O instrumento jurídico foi desenhado para área sem população; o território tem população. Quando a regra proíbe o que não vai parar de acontecer, o efeito prático é perder a informação, e uma pesca invisível é impossível de manejar.

    Como funciona
    1. Cadastro das famílias pescadoras junto ao ICMBio.
    2. Assinatura do Termo de Compromisso com a Colônia Z11, fixando regras de acesso e uso.
    3. Monitoramento participativo contínuo, por pescadores-monitores autorizados.
    4. Leitura conjunta dos dados de abundância e tamanho do camarão-rosa.
    5. Decisão de abertura da safra a partir do monitoramento.
    6. Pesca durante a temporada, dentro das regras pactuadas.
    7. Fechamento quando o monitoramento indica.
    8. Discussão no Conselho Consultivo da unidade.

    O que o termo de compromisso faz juridicamente é suspender a autuação enquanto o compromisso é cumprido. Não transforma o parque em unidade de uso sustentável nem revoga a proteção integral: é uma ponte, prevista em norma, entre a categoria que a lei deu e a realidade que o território tem.

    PrêmioPrêmio Serzedello Corrêa (TCU/ISC) · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Famílias autorizadas: 202: 155 em Tavares, 47 em Mostardas (ICMBio)
    • Vigência do termo: 6 anos (ICMBio)
    • Safras reguladas: 6ª temporada em 2025 (abertura em 09/01/2025) (ICMBio)
    • Monitoramento: Participativo, o ano inteiro, em toda a lagoa, por pescadores-monitores voluntários (ICMBio)
    • Instância de governança: Conselho Consultivo desde 2006 (Portaria IBAMA 18/2006)
    • Reconhecimento: 2º lugar, Prêmio Serzedello Corrêa 2025 (TCU)

    O que foi afirmado:

    • Equilíbrio entre sustentabilidade ambiental e preservação das práticas tradicionais
    • Melhora do diálogo entre a gestão do parque e os pescadores ao longo dos anos

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2019

    Temas
    Meio ambienteParticipação socialDesenvolvimento econômico
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Plano de Execução Civil Ambientalo desafio da recomposição do bem lesado Tribunal de Justiça do Pará, 2ª Vara Cível de Marabá

    OndeMarabá / PA

    O problema

    A sentença ambiental brasileira termina, em regra, em multa. O dinheiro entra em fundo, o infrator segue adiante e a floresta não volta. Em região de fronteira agrícola, onde o dano é contínuo, a multa vira custo previsível da atividade, não impedimento.

    Contexto completo

    O problema é de correspondência entre a pena e o bem lesado. Multa repara o erário; não repara a mata. O plano de execução ataca exatamente esse descasamento.

    Como funciona
    1. Condenação por dano ambiental.
    2. Plano de execução fixando a recomposição proporcional ao dano e por espécie.
    3. Apoio técnico das universidades e dos órgãos ambientais para o projeto de replantio.
    4. Execução pelo condenado, com acompanhamento.
    5. Fiscalização do cumprimento pelo juízo e pelos parceiros.

    PrêmioPrêmio Innovare (15ª edição) · 2018

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Sentenças com recomposição determinada: 30
    • Critério: Recomposição em igual proporção ao dano, por espécie
    • Parceiros técnicos: MP ambiental, secretarias municipais, Unifesspa, IFPA, Ibama

    Número divulgado pelo CNJ. Não foi localizado quantas recomposições foram efetivamente executadas nem a área replantada (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Recuperação de áreas degradadas por determinação judicial
    • Mobilização institucional regional em torno da preservação

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2017

    Temas
    Meio ambienteJustiça e direitosClima
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Programa FPI, Fiscalização Preventiva Integrada na Bacia do Rio São Francisco Ministério Público do Estado da Bahia, em rede interestadual com os MPs de AL, SE, MG e PE

    OndeSalvador / BA

    O problema

    A Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco atravessa cinco estados. Bahia, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais e Pernambuco. O rio é um só; a competência fiscalizatória é fragmentada por fronteira estadual e por órgão setorial.

    Contexto completo

    Os vetores de degradação que o programa enfrenta, na formulação do relato:

    • Grave crise hídrica que impacta o território da bacia;
    • Conflitos em relação ao uso das águas;
    • Impactos socioambientais dos diversos empreendimentos e atividades produtivas.

    O problema estrutural não é a falta de fiscalização. É o descompasso entre a escala do rio e a escala de quem fiscaliza. Um empreendimento na divisa entre dois estados é fiscalizado por dois órgãos ambientais, dois MPs, duas agências de defesa agropecuária, cada um com sua agenda, seu recorte e sua ida a campo. A bacia inteira nunca é olhada de uma vez.

    Como funciona
    1. Articulação interestadual e interinstitucional entre MPs, órgãos ambientais, de patrimônio, de saúde e agências de defesa agropecuária dos cinco estados.
    2. Ações de campo em trechos da bacia, com equipe multidisciplinar reunida.
    3. Diagnóstico dos danos ambientais no local.
    4. Aplicação imediata das sanções administrativas cabíveis.
    5. Atividades de educação ambiental em paralelo. Verificação da implantação da educação ambiental pelo município e eventos de formação sobre recursos hídricos, fauna, agrotóxicos e regularização ambiental de imóveis rurais.
    6. Comunicação pública. Ampla participação nas mídias da região visitada, com função esclarecedora.
    7. Sistematização do diagnóstico para induzir a implementação de políticas públicas.

    Rede declarada de parceiros (parcial): Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), ADEAL (AL), ADEMA (AL), ADAB (BA), CPRH (PE), entre dezenas de órgãos.

    PrêmioPrêmio Innovare (21ª edição) · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    ⚠️ Esta seção foi refeita em 26/09/2026. Até então ela dizia que nenhum indicador de resultado constava, e chamava isso de "pendência nº 1", apostando que os números existiam "por construção", porque um programa que aplica sanção gera auto de infração. Existem. Mas a aposta errou no formato: eles não estão em relatório de operação, estão espalhados em notícia por operação, e não há série consolidada nenhuma em mais de vinte anos de programa.

    O que foi medido:

    Uma semana de uma etapa, no Oeste baiano, em abril de 2018. É o balanço mais detalhado que se achou publicado, e serve para mostrar do que uma operação é feita:

    • Força-tarefa: 220 técnicos e policiais de mais de 30 órgãos e ONGs (CBHSF/FPI, 18/04/2018)
    • Abate clandestino, Correntina: Abatedouro fechado, 1.600 kg de carne apreendidos, multa de R$ 25 mil, e 600 couros de boi encontrados abandonados (CBHSF/FPI, 18/04/2018)
    • Carvoaria e cerâmica, Serra Dourada: 50,5 m³ de toras de angico apreendidos, multa de R$ 15.150, fornos de carvão destruídos com 80 m³ de carvão (CBHSF/FPI, 18/04/2018)
    • Agrotóxicos: 1.280 litros interditados e quase R$ 200 mil em multas, das quais R$ 169 mil em uma só fazenda, por armazenamento sem registro na ADAB (CBHSF/FPI, 18/04/2018)
    • Pesca, pelo Ibama: 2 mil metros de redes irregulares e 10 kg de pescado apreendidos, entre eles o pirá, em extinção (CBHSF/FPI, 18/04/2018)
    • Fauna silvestre: quase 650 animais resgatados em uma semana, e 269 reintroduzidos na natureza (CBHSF/FPI, 18/04/2018)
    • Saneamento: 9 municípios visitados; em Jaborandi, falta de cloro e presença de coliformes fecais na água distribuída à população (CBHSF/FPI, 18/04/2018)

    Duas etapas recentes, nos outros estados da rede:

    • Alagoas: maio de 2024 (1.025 hectares embargados em Craíbas, Girau do Ponciano, Jaramataia e Traipu, por desmatamento de vegetação nativa · MPAL)
    • Sergipe, 8ª etapa: março de 2025 (cerca de 150 profissionais de 26 instituições, percorrendo 9 municípios · MPSE, 31/03/2025)

    O portal do programa declara 56 instituições trabalhando na rede (FPI/CBHSF).

    ⚠️ O que esses números NÃO são: uma série. São recortes de operações diferentes, em estados diferentes, com unidades diferentes (quilos, hectares, litros, metros de rede, animais), e nenhuma das fontes publica acumulado por ano ou por etapa. Em mais de vinte anos de programa, não foi localizada uma única série histórica, e sem ela continua valendo o que o registro já dizia: não dá para saber se a bacia está melhor, igual ou pior.

    ⚠️ E um número que eu quase publiquei sem fonte. A busca devolveu, com aparência de dado oficial, "mais de 43 etapas em 116 municípios" da Bahia. Não consegui localizá-lo em nenhuma página legível: o portal do MP na COP30, apontado como origem, não abre por curl nem por navegador, e a página do portfólio de projetos do MP-BA, que é onde ele deveria estar, não traz o número. Além disso ele contradiz outra fonte: a Polícia Rodoviária Federal publicou, em maio de 2024, a conclusão da 49ª etapa na Bahia. Ou seja, "mais de 43" já estava velho. Fica fora do registro até alguém conseguir ler a fonte.

    Nível de evidência: 2 dado administrativo. Os números vêm dos órgãos que executam a fiscalização, publicados operação a operação. Não há auditoria, avaliação independente nem indicador de qualidade da água da bacia associado ao programa.

    O que foi afirmado:

    • Preservação dos recursos da Bacia Hidrográfica do São Francisco.
    • Potencialização da proteção ambiental em todo o território da bacia.
    • Sensibilização de atores sociais, empreendedores e população para práticas mais sustentáveis.
    • Indução da implementação de políticas públicas a partir do diagnóstico de campo.
    • Valorização do patrimônio cultural e dos povos e comunidades tradicionais da bacia.
    • Que cerca de 80% da carne consumida na região de Santa Maria da Vitória viria de abatedouros clandestinos, segundo técnica da FPI em 2018. É estimativa declarada em entrevista, sem metodologia publicada, e por isso está aqui e não na tabela acima.

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2002

    Temas
    Meio ambienteJustiça e direitosParticipação socialSaneamentoCulturaEducação
    Página de origem →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Programa Mãos que Reciclam Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), Núcleo de Gestão Ambiental (NUGAM)

    OndeVitória da Conquista / BA

    O problema

    O catador sustenta a coleta seletiva do país trabalhando em condições precárias e sem ser reconhecido como parte do serviço. A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê a inclusão dele, e quem gera o resíduo, público ou privado, segue sem cumpri-la.

    Contexto completo
    "O problema que precisava ser resolvido era exatamente a promoção de ações concretas que melhorassem a condição de trabalho dos catadores de materiais recicláveis, com a observância da Política Nacional de Resíduos Sólidos pelos geradores (poder público, setor privado e consumidores), trazendo visibilidade para a categoria, fortalecendo a identidade de cada um deles, libertando-os dos paradigmas de invisibilidade e segregação impostos historicamente pela sociedade e poder público."

    O trabalho se dá em condições precárias, de forma individual e autônoma, nas ruas e em lixões. A Defensoria documentou o perfil em Vitória da Conquista: a maioria dos catadores é negra e ganha no máximo R$ 500 por mês.

    A tese do programa está em uma frase do relato: o catador "de fato exerce o serviço público de coleta, transporte, beneficiamento e destinação adequada de resíduos, em que pese não integrar o sistema". O serviço já é prestado; o que falta é o reconhecimento, e os direitos que vêm com ele.

    Como funciona

    O ciclo de atuação documentado tem cinco etapas:

    1. Busca ativa. A Defensoria vai atrás, não espera o atendimento.
    2. Identificação dos catadores em atuação no território.
    3. Cadastro socioeconômico. Produz o dado que torna a categoria visível.
    4. Apoio à criação de associações. Organização coletiva como via de acesso a política pública.
    5. Integração ao sistema de coleta seletiva solidária, que é o que converte trabalho informal em serviço reconhecido e remunerado.

    Em paralelo: coleta seletiva solidária instituída na própria Defensoria, cartilhas públicas sobre a condição dos catadores e sobre como colaborar com a reciclagem, e articulação para qualificação da gestão administrativa e financeira de associações e cooperativas.

    A Defensoria aplicou a política a si mesma ao instituir a coleta seletiva solidária internamente, detalhe pequeno e de efeito grande: o órgão que cobra o cumprimento da PNRS passa a cumpri-la.

    PrêmioPrêmio Innovare (19ª edição) · 2022

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Famílias atendidas: mais de 1.240 (Relatório NUGAM, 2020)
    • Perfil documentado (Vitória da Conquista): maioria negra, renda de até R$ 500/mês (levantamento da DPE-BA)
    • Abrangência: Atuação em todo o estado da Bahia (após criação do NUGAM)
    • Institucionalização: NUGAM + Política Socioambiental Institucional (:)

    Relatório do próprio núcleo.

    O que foi afirmado:

    • Emancipação e reconhecimento do catador como agente ambiental
    • Superação da política de invisibilidade e desigualdade social
    • Melhoria das condições de trabalho

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2014

    Temas
    Meio ambienteAssistência socialInclusãoSaneamento
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Programa Sustentare Secretaria do Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) do Rio Grande do Sul, com a PROCERGS e a Susepe

    OndeRS

    O problema

    A Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Lei nº 12.305/2010, criou a obrigação de logística reversa, com o retorno do produto ao ciclo produtivo ao fim da vida útil, a ser regrada por acordos setoriais. O acordo setorial da cadeia de equipamentos de TI não foi homologado, e enquanto ele não sai, a obrigação existe sem o instrumento.

    Contexto completo

    O resíduo em questão não é qualquer um: pela diversidade de metais pesados, a sucata eletroeletrônica é uma das fontes mais importantes de intoxicação aguda e crônica em humanos, e quando vai para aterro municipal, construído e operado de forma precária, vira passivo ambiental.

    E os órgãos públicos são geradores em escala. Cada secretaria, autarquia e escola aposenta computador, e sem processo padronizado o destino é decidido caso a caso, ou não é decidido: o equipamento fica estocado, que é a forma mais comum de adiar o problema.

    Como funciona

    A peça central é a classificação na origem, porque é ela que decide a trilha.

    1. A unidade responsável de cada órgão informa a disponibilidade do ativo, classificando-o em Ocioso Micro Completo, Ocioso Outros, Ocioso Recuperável ou Ocioso Inservível.
    2. Trilha de doação: a unidade executora monta relatório mensal dos bens disponíveis e um ranking das entidades candidatas, e o comitê delibera.
    3. Trilha de recondicionamento: coordenada pela PROCERGS, usando o Polo Marista de Formação Tecnológica, com jovens em situação de vulnerabilidade social no recondicionamento.
    4. Trilha de descaracterização: o equipamento sem recuperação é desmontado na planta instalada no Presídio Feminino Madre Pelletier, com mão de obra das apenadas. A empresa parceira, com certificação ambiental, busca o ativo, remunera as presidiárias e faz o descarte dos resíduos.

    E há uma governança de três camadas que explica por que o programa atravessa dezenas de órgãos: a UGP (dois representantes da SPGG) define instruções e coordena; a UEP (seis pessoas na divisão socioambiental da PROCERGS) executa e monitora; o Comitê Deliberativo decide as destinações, reunindo-se quinzenalmente.

    ⚠️ E é também o ponto que exige cuidado: o pagamento às apenadas vem de empresa privada Um arranjo de trabalho prisional sem esses parâmetros publicados não é auditável.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (22ª edição), Enap · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Resíduos eletroeletrônicos descaracterizados: mais de 100 toneladas, enviadas a plantas de reciclagem licenciadas (relato oficial)
    • Computadores destinados a doação: 100 (relato oficial)
    • Servidores treinados no processo de descarte: 350 (relato oficial)
    • Vagas de trabalho para apenadas no Presídio Feminino Madre Pelletier: 6, com meta de 40 (relato oficial)
    • Órgãos que já fizeram descarte pelo programa: 28 estaduais e 2 externos (relato oficial)
    • Entidades que já receberam equipamento: 10 (relato oficial)
    • Escolas no Projeto Ecopontos: 200 da rede estadual (relato oficial)
    • Jovens em vulnerabilidade no recondicionamento: mais de 200 (relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 22ª edição.

    Contagens do próprio programa, a partir da planilha de movimentação mantida pela unidade executora.

    ⚠️ Seis vagas de uma meta de quarenta é 15%, e o relato apresenta as seis como resultado. É o número que mais importa do componente social e o mais distante do objetivo declarado. Ao citar este caso pelo trabalho prisional, citar os dois números juntos.

    O que foi afirmado:

    • Economia em torno de R$ 300.000,00 pelo reuso de cem computadores. ⚠️ É custo evitado, a R$ 3.000 por máquina: são computadores que a entidade receptora não precisou comprar, não despesa que o estado deixou de fazer
    • Economia de logística e transporte, por o recolhimento ser feito pela empresa parceira
    • Neutralização de futuras multas ambientais e redução do custo de fiscalização. ⚠️ Contrafactual sobre autuação que não ocorreu
    • Inclusão sociodigital de dez entidades assistenciais
    • Minimização do impacto ambiental e sobre a saúde humana

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2017

    Temas
    Meio ambienteSistema prisionalInclusãoGoverno digital
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Projeto Brasil MAISMeio Ambiente Integrado e Seguro Polícia Federal

    OndeBrasil

    O problema

    O Brasil tem território vasto, com biomas e clima variados, e capacidade de monitoramento muito menor que ele. Cada instituição com competência ambiental (polícias, órgãos de fiscalização, entes estaduais) opera com dados próprios, ferramentas próprias e visão parcial do mesmo território. O resultado é esforço duplicado onde há sobreposição e vazio de monitoramento onde não há.

    Como funciona
    1. Integração de dados espaciais de múltiplas instituições na plataforma Inteligeo.
    2. Adesão de instituições à RedeMAIS, mediante processo de negociação e instrução.
    3. Acesso compartilhado à base integrada, dando a cada instituição visão que sozinha não teria.
    4. Capacitações avançadas para democratizar o acesso à tecnologia e ao conhecimento.
    5. Uso para tomada de decisão em fiscalização e monitoramento ambiental.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (27ª edição), Inovação Ambiental · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Democratizar o acesso à tecnologia e ao conhecimento: 2 capacitações avançadas ao ano (6 capacitações realizadas · 09/2020 a 08/2023)
    • Fornecer base para tomada de decisões: Disponibilizar plataforma de integração e gestão de dados espaciais (Inteligeo versão 5 implantado · idem)
    • Democratizar o acesso: Promover a adesão do maior número possível de instituições à RedeMAIS (311 instituições com acesso · idem)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Democratização do acesso à tecnologia e ao conhecimento em geointeligência ambiental
    • Base para tomada de decisões em monitoramento e fiscalização

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2020

    Temas
    Meio ambienteSegurança públicaDadosGoverno digitalClima
    Abrir na página 61 (8 MB) →Ver no repositório da Enap →

    27º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Creative Commons BY-NC

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Reorganização do Ministério Público de MG para atuação por bacia hidrográfica Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), CAOMA e coordenadorias regionais

    OndeBelo Horizonte / MG

    O problema

    A atuação ambiental do Ministério Público segue a comarca, unidade criada para a distribuição de processos, não para a gestão de recursos naturais. O resultado é uma incompatibilidade de escala: a poluição lançada num município aparece a trezentos quilômetros dali; a captação a montante seca a jusante; o desmatamento de uma cabeceira assoreia outro município.

    Contexto completo

    Cada promotor via um pedaço do rio e tratava o pedaço. Termos de ajustamento vizinhos podiam fixar exigências diferentes para o mesmo curso d'água, e nenhum deles tinha o quadro completo.

    O diagnóstico é de unidade de análise errada. Não é falta de atuação. É atuação recortada por uma fronteira que o problema ignora.

    Como funciona
    1. Divisão do estado por bacias, seguindo a unidade de gestão hídrica.
    2. Criação de coordenadorias regionais correspondentes.
    3. Vinculação das promotorias ambientais à coordenadoria da sua bacia.
    4. Apoio técnico centralizado pelo CAOMA. Orientação, integração, uniformização.
    5. Atuação articulada dentro da bacia: TACs, ACPs e recomendações com parâmetro comum.
    6. Resolução consensual pelo NUCAM quando cabível.

    O ganho prático mais direto é a uniformidade de parâmetro. Quando duas promotorias da mesma bacia firmam TACs com exigências diferentes para o mesmo tipo de atividade, o poluidor escolhe onde se instalar. A coordenação por bacia fecha essa arbitragem.

    PrêmioPrêmio Innovare (7ª edição) · 2010

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Unidade de organização: Bacia hidrográfica, substituindo a circunscrição judiciária (MPMG)
    • Estruturas criadas: CAOMA, coordenadorias regionais por bacia, promotorias especializadas, NUCAM (MPMG)
    • Permanência: Modelo mantido e integrado à estrutura atual (MPMG)
    • Reconhecimento: Vencedor do 7º Innovare (2010) (Innovare / Jusbrasil)

    Não foram localizados (buscado em 2026-09): número de bacias e de coordenadorias, TACs e ACPs por bacia, e qualquer indicador de qualidade da água ou de passivo ambiental confrontado com a reorganização. Ver seção 9.

    O que foi afirmado:

    • Atuação ambiental homogênea em todo o estado
    • Maior efetividade na proteção dos recursos hídricos

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2009

    Temas
    Meio ambienteJustiça e direitosSaneamento
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • SukatechPrograma de Recondicionamento de Computadores Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás, com a OSC Programando o Futuro

    OndeGO

    O problema

    O setor público acumula equipamento de informática obsoleto e não sabe o que fazer com ele. O resultado são três desperdícios simultâneos:

    • Ambiental, resíduo eletroeletrônico descartado incorretamente ou estocado indefinidamente;
    • Social, equipamento ainda recuperável encostado enquanto escolas e entidades não têm computador;
    • Administrativo. Comissões de patrimônio sem saber como dar baixa nos bens, o que trava o desfazimento e mantém o problema.
    Contexto completo

    O terceiro é o menos visível e o mais determinante: o equipamento não é descartado porque ninguém sabe como processar o desfazimento.

    Como funciona
    1. Comunicação obrigatória pelos órgãos dos equipamentos ociosos ou irrecuperáveis.
    2. Coleta dos resíduos eletroeletrônicos.
    3. Triagem entre o que é recuperável e o que vai para reciclagem.
    4. Recondicionamento dos equipamentos aproveitáveis.
    5. Capacitação de alunos em cursos de tecnologia, que é onde o recondicionamento acontece.
    6. Doação dos computadores recondicionados a entidades.
    7. Destinação ambientalmente correta do que não se recupera.
    8. Campanhas educacionais sobre descarte e economia circular.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Enap · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Certificar alunos em curso de tecnologia: 1.000 (1.537 · Certificados de conclusão)
    • Doar computadores recondicionados: 1.500 (1.858 · Termos de doação)
    • Coletar resíduos eletroeletrônicos: 500 toneladas (616,10 toneladas · Relatório gravimétrico de recebimento)

    Período: junho/2021 a junho/2024.

    Resultados complementares informados:

    • Alunos impactados em campanhas educacionais: mais de 11.646
    • Entidades atendidas com inclusão digital: mais de 72
    • Resíduos reciclados: 260 toneladas

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Descarte correto e sustentável dos bens de informática da administração estadual
    • Acesso público e gratuito às tecnologias de informação e comunicação
    • Promoção da logística reversa e da economia circular

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2020

    Temas
    Meio ambienteEducaçãoInclusãoGoverno digitalDesenvolvimento econômico
    Baixar o e-book (14 MB) ↓Ver no repositório da Enap →

    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

Educação

17 projetos
  • Anuário Indaialense de Violência nas Escolas Equipe de Desenvolvimento Socioemocional, Secretaria de Educação, Prefeitura de Indaial

    OndeIndaial / SC

    O problema

    O relato nomeia o problema com precisão incomum: a falta de dado sistematizado impedia identificar padrão de violência e vulnerabilidade territorial, o que resultava em políticas reativas e fragmentadas.

    Contexto completo

    A demanda declarada era transformar a escola em sentinela, capaz de detectar precocemente sinal de sofrimento, e integrar ao mapeamento de violações o monitoramento da infrequência escolar.

    Como funciona
    1. As 41 escolas atuam como sentinelas, com profissionais formados para escuta qualificada.
    2. Três portas de entrada do dado: revelação espontânea do aluno ou da família, escuta especializada, e percepção do profissional.
    3. Dois eixos integrados: violação de direitos e infrequência escolar, esta pelo Sistema APOIA.
    4. Banco de dados dinâmico, montado sobre infraestrutura existente, sem software proprietário.
    5. Análise segmentada por quatro territórios de CRAS, o que permite resposta por bairro.
    6. Encaminhamento à rede, com notificação legal ao Conselho Tutelar e articulação com Saúde e Segurança.
    7. Publicação anual do Anuário, que é o que torna o diagnóstico público.
    8. Formação continuada dos educadores.

    ⚠️ E o passo 7 é a decisão mais difícil e a mais rara. Publicar anuário de violência nas próprias escolas expõe o município. Quase toda rede prefere o dado interno, e é por isso que a subnotificação, que o relato diz combater, se sustenta.

    PrêmioMostra de Boas Práticas Municipais, Chamamento Público nº 001/2026 · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Escolas monitoradas: 41
    • Territórios de CRAS na segmentação: 4
    • Atendimentos totais em 2025: 1.439
    • dos quais, casos territoriais de violação de direitos: 351
    • dos quais, notificações de infrequência escolar (APOIA): 1.088
    • Revelações espontâneas em 2025: 53
    • Aumento nas notificações do APOIA em relação a 2024: 38,07%
    • Aumento no registro de boletins de ocorrência: 90,91%

    Fonte: CIGA, Portal de Boas Práticas, registro da prática.

    ⚠️ E AGORA O PONTO QUE MUDA A LEITURA DE TODO O REGISTRO: os dois percentuais medem DETECÇÃO, não violência. Notificações do APOIA subiram 38,07% e boletins de ocorrência subiram 90,91%. Isso não significa que a violência aumentou, e não significa que diminuiu. Significa que o sistema passou a enxergar mais. Num sistema de vigilância recém-implantado, subir é o resultado esperado e desejado, porque o ponto de partida é a subnotificação que o próprio relato diz combater. Mas a consequência é dura: enquanto a detecção está crescendo, nenhum número deste caso pode ser lido como efeito sobre a violência. Só depois que a curva de notificação estabilizar é que a série passa a medir o fenômeno em vez de medir o instrumento.

    Registro administrativo da própria rede.

    O que foi afirmado:

    • Fortalecimento do vínculo de confiança entre aluno e escola, evidenciado pelas 53 revelações espontâneas
    • Interrupção de ciclos de negligência e desassistência, por encaminhamento articulado à rede
    • Combate à subnotificação histórica de violência psicológica e sexual
    • Identificação de padrões territoriais para ação estratégica
    • Transparência ética no tratamento dos dados

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2025

    Temas
    EducaçãoAssistência socialDados
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 23 de setembro de 2026

  • CASE Jaboatãoressocialização de adolescentes com a educação na base Fundação de Atendimento Socioeducativo de Pernambuco (Funase), Centro de Atendimento Socioeducativo de Jaboatão dos Guararapes

    OndeJaboatão dos Guararapes / PE

    O problema

    O adolescente cumpre a medida socioeducativa e volta. A internação brasileira reproduz o que deveria interromper: unidade superlotada, escolarização intermitente e violência interna, com a escola entrando como mais uma atividade entre outras em vez de organizar o dia.

    Contexto completo

    O relato descreve a aposta contrária:

    "O sucesso desse trabalho está na excelência dos profissionais envolvidos, que colocam a educação na base de todas as ações executadas na unidade."

    A frase-chave é "na base de todas as ações", e ela é operacional, não retórica: as oficinas de capoeira, robótica, arte e informática passam pelo aparato pedagógico da escola. A escola não é uma atividade entre outras. É a estrutura que organiza a unidade.

    Como funciona
    1. Matrícula de todos no currículo escolar nacional. Sem exceção.
    2. Rotina diária de aulas, e não atividade eventual.
    3. Oficinas vinculadas ao projeto pedagógico, não paralelas a ele.
    4. Convivência em casas, em grupos pequenos.
    5. Preparação para o egresso, com continuidade em projetos posteriores.

    PrêmioPrêmio Innovare (11ª edição) · 2014

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Reincidência no CASE Jaboatão: 13%
    • Reincidência: média Brasil cerca de 35%
    • Reincidência: média Nordeste 54%
    • Adolescentes em atividade escolar: todos
    • Capacidade / ocupação: 72 / ~64

    Números divulgados em cobertura sobre a unidade. Há produção acadêmica sobre o CASE Jaboatão. Ver pendências.

    O que foi afirmado:

    • Modelo brasileiro de ressocialização de adolescentes privados de liberdade
    • Abertura de novos horizontes para egressos do SINASE

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2006

    Temas
    EducaçãoSistema prisionalInclusãoCultura
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • CATRAPOAComissão de Alimentos Tradicionais dos Povos no Amazonas Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), com articulação da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF

    OndeManaus / AM

    O problema

    O PNAE obriga a destinar ao menos 30% da merenda escolar à agricultura familiar, e as comunidades indígenas do Amazonas produzem exatamente o alimento adequado à sua cultura. Mesmo assim a merenda chegava de fora, industrializada, depois de percorrer o rio. A barreira era administrativa: faltavam os documentos exigidos para entrar no programa, a começar pela Declaração de Aptidão ao Pronaf.

    Contexto completo

    O projeto nasceu de uma constatação de campo:

    "A CATRAPOA originou-se de uma visita do MPF/AM à terra indígena Yanomami. Verificou-se que a questão logística dificultava o escoamento da produção e a chegada da alimentação às escolas indígenas no Amazonas."

    A contradição é o ponto: o PNAE obriga a destinar ao menos 30% dos recursos à agricultura familiar, e os povos indígenas e comunidades tradicionais produzem exatamente o alimento adequado à sua cultura, mas a merenda chegava de fora, industrializada, depois de percorrer o rio.

    As barreiras identificadas pelo MPF eram administrativas, não agrícolas:

    • ausência dos documentos exigidos para acesso aos programas, a começar pela DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf) entre produtores indígenas;
    • exigências sanitárias e de formalização incompatíveis com a produção tradicional;
    • logística de escoamento em território de rio.

    O alimento existia, o dinheiro existia e a lei mandava comprar. O que faltava era papel, e é nisso que a prática opera.

    Como funciona
    1. Diagnóstico das barreiras concretas ao acesso aos programas de compra.
    2. Mesa permanente com todos os órgãos que detêm parte da solução. Documentação, sanitário, educação, logística.
    3. Resolução das travas documentais, a começar pela DAP para produtores indígenas.
    4. Adequação dos editais e chamadas públicas à realidade da produção tradicional.
    5. Consolidação em nota técnica. Primeiro estadual, depois nacional.
    6. Replicação por comissões estaduais análogas, sob a marca Catrapovos Brasil.

    O salto decisivo foi transformar solução de caso em norma interpretativa. A Nota Técnica nº 3/2020/6ªCCR/MPF estendeu a todo o país as garantias antes restritas ao Amazonas, e é por isso que a prática deixou de ser projeto e virou política.

    PrêmioPrêmio Innovare (17ª edição) · 2020

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Recursos destinados à compra de alimentos tradicionais para a merenda: mais de R$ 11 milhões (2019–2024)
    • Produtores indígenas e de comunidades tradicionais beneficiados no Amazonas: mais de 1.000 (:)
    • Alcance normativo: Nacional, via NT nº 3/2020/6ªCCR/MPF (desde 2020)
    • Replicação: Comissões estaduais (Catrapovos Brasil) (:)
    • Reconhecimento pela rede estadual: Alimentação escolar indígena do AM tratada como referência nacional pela SEDUC/AM (:)

    Valores e alcance divulgados pelo MPF e pela SEDUC/AM.

    O que foi afirmado:

    • Melhoria da saúde dos estudantes indígenas e de comunidades tradicionais
    • Aumento de renda e mudança de vida das famílias produtoras
    • Substituição de ultraprocessados por alimentos locais na merenda

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2016

    Temas
    EducaçãoCompras públicasDesenvolvimento econômicoInclusão
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Centro de Mídias da Educação de São Paulo (CMSP) Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP)

    OndeSP

    O problema

    Em 19 de março de 2020 a rede estadual de São Paulo começou a suspender aulas, e em 23 de março 100% das atividades presenciais estavam suspensas. A rede tem cerca de 3,5 milhões de alunos e 5,1 mil escolas, e não havia canal para dar aula a distância em escala.

    Contexto completo

    O problema não era só de plataforma. Era de acesso: parte considerável dos alunos não tem computador em casa, acessa a internet pelo celular e tem franquia de dados limitada. Um canal digital que consome franquia exclui exatamente quem mais depende da escola.

    Como funciona
    1. Selecionar professores da própria rede como docentes-estúdio, por processo de seleção aberto, e não contratar apresentador de fora.
    2. Produzir e transmitir a aula ao vivo, com grade por ano e por componente curricular.
    3. Transmitir pelos dois canais em paralelo, aplicativo e televisão aberta, porque televisão alcança quem não tem celular próprio.
    4. Abrir interação no aplicativo durante a aula: chat, questionário e participação por vídeo, o que distingue o desenho da videoaula gravada.
    5. Negociar dados patrocinados com as operadoras, para que o acesso ao aplicativo não consuma a franquia do aluno.
    6. Guardar a aula como conteúdo assíncrono em repositório, para quem não assistiu ao vivo.
    7. Formar o professor pela mesma estrutura, com cursos pela EFAPE e pela Rede do Saber.
    8. Publicar o conteúdo como recurso educacional aberto, em domínio público ou licença livre, o que permitiu a outras redes usarem as aulas.

    Quem faz o quê:

    Seduc-SPConduz o programa, produz a grade e opera a transmissão

    Docentes-estúdioProfessores da rede que dão a aula transmitida

    EFAPE, Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da EducaçãoConduz a formação dos professores no programa

    IP.TVDesenvolveu o aplicativo, que foi doado à Seduc durante a suspensão das aulas, segundo o registro da plataforma

    Operadoras de telefoniaFornecem os dados patrocinados por acordo com o governo estadual

    TV Educação e TV UnespCanais de televisão que transmitem as aulas

    Diretorias de ensino e escolasAcompanham o acesso dos alunos e a busca ativa de quem não acessa

    Seduc do AmazonasParceira na cessão de aulas para o programa paulista

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Eduardo Campos · 2020

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Alunos da rede alcançáveis pelo programa: quase 3,5 milhões (2020 · BID, nota de imprensa dos vencedores de 2020)
    • Professores em formação pelo programa: cerca de 190 mil (2020 · BID, nota de imprensa dos vencedores de 2020)
    • Alunos sem nenhum acesso ao Centro de Mídias: 1,2 milhão, cerca de 1 em cada 3 (abril de 2020 a fevereiro de 2021 · TCE-SP, por Jovem Pan, 29 de março de 2021)
    • Alunos sem nenhum login ou interação na plataforma de ensino a distância: 1.672.413, ou 50,3% (até 31 de janeiro de 2021 · TCE-SP, por Diário de São Paulo)
    • Sessões de usuários únicos no aplicativo: 2,6 milhões, 78% do total (2021 · Seduc-SP, por Diário de São Paulo)
    • Gasto médio mensal do estado com dados patrocinados: R$ 203 mil (abril de 2020 a fevereiro de 2021 · TCE-SP, por Jovem Pan)
    • Valor mensal anunciado dos acordos com as quatro maiores operadoras: mais de R$ 11 milhões (2020 · Governo de São Paulo, por Jovem Pan)
    • Chips de dados anunciados para distribuição: 500 mil alunos (2020 · Governo de São Paulo, por Jovem Pan)
    • Plataformas educacionais em uso na rede no fim de 2024: 15 (dezembro de 2024 · Registro da plataforma, motivo declarado do encerramento)
    • Candidaturas na sétima edição do Gobernarte: 127 iniciativas de 12 países (2020 · BID, nota de imprensa dos vencedores de 2020)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Os dois números de não-acesso são atribuídos ao mesmo TCE-SP, no mesmo mês, e discordam. Um diz 1,2 milhão de alunos sem nenhum acesso, cerca de um terço de 3,5 milhões. O outro diz 1.672.413 alunos, ou 50,3%, sem nenhum login ou interação até 31 de janeiro de 2021. Os 50,3% implicam denominador de cerca de 3,32 milhões, e não 3,5 milhões. ⇒ A leitura mais provável é que sejam duas medições de coisas diferentes, uma de acesso a qualquer canal e outra de login na plataforma, em datas de corte diferentes. Nenhuma das duas foi conferida no relatório do TCE-SP, que não foi lido nesta rodada. Antes de usar qualquer um dos dois números, é preciso abrir o relatório e ver o que cada um conta.

    ⚠️ A audiência da televisão não entra em nenhum dos números. A própria auditoria registra que mediu acesso ao aplicativo e ao portal, e que a audiência de TV não era tecnicamente mensurável. ⇒ Isso significa que o não-acesso medido é não-acesso digital, e não ausência de aula: parte dos alunos contados como sem acesso pode ter assistido pela TV. É a ressalva mais importante deste registro, e ela corta nas duas direções, porque também impede afirmar que a TV alcançou alguém.

    ⚠️ Os R$ 203 mil por mês contra os R$ 11 milhões anunciados admitem duas leituras opostas. Uma é que o acesso patrocinado foi pouco usado, o que conversa com o não-acesso medido. A outra é que o valor anunciado era teto de acordo e o custo real por aluno saiu muito abaixo. As fontes localizadas não permitem escolher, e as duas leituras têm consequência oposta para quem for replicar. ⇒ Tratar a diferença como economia, ou como fracasso, é escolher sem evidência.

    O que foi afirmado:

    • O BID afirma que o programa foi criado para oferecer oportunidade de aprendizagem virtual a quase 3,5 milhões de alunos e formação a cerca de 190 mil professores, depois da suspensão das aulas presenciais.
    • A Seduc-SP afirma que o acesso ao aplicativo cresceu em 2021.
    • A Seduc-SP afirma, em sua base de conhecimento oficial, que em 2025 o uso do CMSP seria descontinuado, e recomenda o uso diário da Sala do Futuro.
    • O registro da plataforma afirma que o encerramento se deu pelo excesso de plataformas educacionais na rede, e não por falha do programa.

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2020

    Temas
    EducaçãoGoverno digitalInclusãoDados
    Página de origem →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Conectados pela Educaçãointernet domiciliar para estudantes em vulnerabilidade Ministério Público do RS, Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Guaíba, com o Comdica

    OndeGuaíba / RS

    O problema

    Na pandemia, a rede pública migrou para o ensino remoto pressupondo uma coisa que não era verdade para todos: conexão em casa. Para o estudante sem internet, "aula online" não foi um formato pior de aula. Foi a ausência de aula, por meses.

    Contexto completo

    O efeito é desigual por construção: o mesmo ato administrativo que manteve o ensino para uns interrompeu o ensino para outros. E a infrequência resultante alimentava o fluxo de busca ativa, que também dependia de contato. Muitas vezes, digital.

    O diagnóstico é de pré-condição material. Não adianta desenhar política educacional sobre uma infraestrutura que parte do público não tem. A conexão deixou de ser conforto e passou a ser condição de acesso ao direito à educação.

    Como funciona
    1. Identificação dos estudantes sem conexão, a partir da rede escolar e da busca ativa.
    2. Articulação da promotoria com município, Comdica e provedores.
    3. Instalação da rede wi-fi na residência, sem custo para a família.
    4. Retorno do aluno às aulas remotas.
    5. Acompanhamento da frequência pela rede escolar.

    PrêmioPrêmio Innovare (18ª edição) · 2021

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Residências com wi-fi instalado: 526 (MPRS)
    • Estudantes alcançados: mais de 1.100 (MPRS)
    • Instalações em 2021: mais de 1.050 (MPRS)
    • Reconhecimento: Vencedor do 18º Innovare (2021) (Innovare / AMP-RS)

    Os números medem entrega de infraestrutura. Não foram localizados (buscado em 2026-09): frequência antes e depois dos alunos atendidos, número de estudantes que retornaram às aulas, e qualquer dado de aprendizagem. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Acesso igualitário, efetivo e universalizado às aulas remotas
    • Redução da exclusão educacional na pandemia

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2020

    Temas
    EducaçãoInclusãoGoverno digital
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Controladoria na Escola Controladoria-Geral do Distrito Federal, Subcontroladoria de Transparência e Controle Social

    OndeDF

    O problema

    O projeto ataca a baixa participação da sociedade civil do Distrito Federal nos processos decisórios, no controle e na avaliação das políticas públicas. O relato descreve uma população historicamente à margem da gestão pública, cuja participação cidadã se esgota no voto, e uma cultura política em que resolver problema público é entendido como monopólio do Estado.

    Contexto completo

    E nomeia o ponto que muda o diagnóstico: a maioria das pessoas, de todas as classes sociais, não sabe como participar. Não é falta de disposição; é falta de caminho.

    Há ainda um problema de método no controle social brasileiro, que o relato identifica com precisão: a prática do controle social no Brasil é focada na análise contábil, e não avalia a qualidade da prestação do serviço. Conferir nota fiscal é outra coisa que olhar se o banheiro da escola funciona.

    Como funciona
    1. Edital e inscrição das escolas, em processo competitivo.
    2. Oficina de formação dos professores na metodologia de auditoria cívica. São eles que conduzem, não a controladoria.
    3. Apresentação da peça de teatro O auto da barca da cidadania, que reuniu mais de cem escolas num centro de convenções.
    4. Aplicação da auditoria cívica pelos estudantes, com o aplicativo Promise Tracker, desenvolvido em parceria com o MIT. Preenchem questionários e entrevistam colegas e professores.
    5. Relatórios enviados ao gestor escolar e à secretaria de educação.
    6. Levantamento de causas com diagrama de Ishikawa, feito pelos próprios estudantes.
    7. Separação dos apontamentos em dois montes: os que a escola resolve e os que só a secretaria resolve. A controladoria apoia e monitora os dois.
    8. Subprojeto Desafio: cada escola realiza um miniprojeto com a comunidade escolar para resolver de forma criativa o problema mais crítico.
    9. Premiação em dinheiro às dez escolas mais pontuadas.

    ⚠️ E o passo 9 é o mais discutível: premiar em dinheiro a escola que melhor auditou a si mesma cria incentivo para achar problema, não necessariamente para resolvê-lo. O ponto fica como alerta de desenho para quem for copiar.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (22ª edição), Enap · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Edição de 2017:

    • Problemas identificados pela auditoria cívica: mais de 15 mil (relato oficial)
    • Escolas participantes: 104, contra 10 na primeira edição (relato oficial e CGDF)
    • Pessoas impactadas diretamente: cerca de 4.000 estudantes (relato oficial e CGDF)
    • Questionários de avaliação preenchidos pelos auditores cívicos: 7.500 (relato oficial)
    • Alunos entrevistados: 3.400 (relato oficial)
    • Professores entrevistados: 891 (relato oficial)
    • Professores formados em controle social: 280 ⚠️ (relato oficial)
    • Levantamentos de causa realizados: mais de 100, apresentados a 100 comunidades (relato oficial)
    • Miniprojetos realizados pelas escolas: mais de 80 (relato oficial)
    • Problemas resolvidos: 1.350 (relato oficial)
    • Problemas passíveis de resolução pela comunidade: cerca de 9.000 (relato oficial)
    • Problemas passíveis de resolução pela secretaria de educação: cerca de 6.000 (relato oficial)
    • Prêmio pago às 10 escolas mais pontuadas: R$ 140.000,00 (relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 22ª edição.

    Contagens do próprio projeto, a partir dos questionários e relatórios da auditoria cívica.

    ⚠️ Divergência entre o relato e a CGDF sobre o número de professores. O relato de inscrição no prêmio diz 280 professores formados; a página da Secretaria de Educação sobre a mesma edição diz 209. Não foi possível determinar qual está certo, nem se um conta formados e o outro participantes. Ao citar, usar a faixa e nomear a divergência.

    ⚠️ A tabela de indicadores do relato mistura fórmula com valor, e isso exigiu interpretação. Vários itens aparecem como "número de problemas resolvidos / número de problemas identificados 100: 1.350"*, isto é, o nome de um percentual seguido de um número absoluto. Os valores acima foram lidos como contagens, que é a leitura que fecha com o resto do texto, mas o documento não permite conferir taxas.

    O que foi afirmado:

    • Fomento à cidadania ativa de estudantes e professores
    • Empoderamento da comunidade para que o controle social continue após o fim do projeto
    • Reforço de valores éticos e zelo pelo bem público
    • Fornecimento aos gestores de educação de informação vinda da ponta para subsidiar decisão
    • Criação de precedente legal para auditoria cívica em outros equipamentos públicos
    • Desenvolvimento inclusivo, com participação de pessoas de várias raças, gêneros, identidades e classes sociais

    Exemplos de conserto entregues, registrados em imagem no relato: reforma dos banheiros do CED 310 de Santa Maria, reforma da entrada do CEF 19 de Ceilândia e sistema agroflorestal implantado no CED Taquara.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2016

    Temas
    EducaçãoParticipação socialTransparênciaInclusão
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Geekie Games na rede estadual de Mato Grosso do Sul Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul, com a Geekie

    OndeMS

    O problema

    Aluno de escola pública chega ao terceiro ano sem preparação específica para o Enem e sem plano de estudo individual. O professor não tem como montar trilha para cada um, e o material de cursinho é caro e padronizado.

    Como funciona
    1. O estado contrata ou recebe a plataforma e a disponibiliza aos alunos da rede.
    2. O aluno faz uma avaliação inicial que mapeia o que ele sabe.
    3. A plataforma monta um plano de estudo personalizado, com texto, videoaula, simulado e jogo.
    4. O aluno estuda no próprio ritmo, por computador, tablet ou celular, a qualquer hora.
    5. A plataforma testa e verifica se houve aprendizado, ajustando o plano.

    Quem faz o quê:

    Secretaria de Estado de EducaçãoContrata, distribui e mobiliza escolas e alunos

    GeekieFornece e opera a plataforma

    EscolasIncentivam e acompanham o uso

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo · 2014

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Alunos que consideraram a plataforma ferramenta importante: 96% dos beneficiados (até 2014 · Geekie)
    • Evolução de quem seguiu o plano personalizado integralmente: cinco vezes maior que a de alunos com mesmo engajamento sem a tecnologia adaptativa (não especificado na fonte · Geekie)
    • Alcance em outra rede estadual, para comparação de escala: até 25 mil alunos do último ano em Mato Grosso (posterior · Secretaria de Educação de Mato Grosso)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Os dois primeiros números são do fornecedor, não do estado nem de avaliação independente. A comparação de evolução cinco vezes maior é a afirmação mais forte e a que mais precisaria de metodologia publicada, que não foi localizada. Satisfação declarada de 96% também não é aprendizado.

    O que foi afirmado:

    • A empresa afirma que a plataforma democratiza o acesso à preparação para o Enem.
    • O BID premiou o arranjo de aliança com o setor privado, sem publicar número próprio.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2014

    Temas
    Educaçãotecnologia
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Lista única de espera por creche Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Prefeitura de Maravilha

    OndeMaravilha / SC

    O problema

    O município tinha demanda histórica por vaga em creche, acompanhada por Termo de Ajustamento de Conduta desde 2013. Doze anos de TAC é o dado que dimensiona o problema: não era fila de um ano ruim, era condição permanente.

    Contexto completo

    E havia um agravante que a maioria dos municípios não tem: a economia de Maravilha atrai famílias de outros municípios e estados, o que amplia a procura de vaga sem que a rede cresça na mesma velocidade.

    Como funciona
    1. Levantamento da demanda reprimida, por faixa etária, com atenção a berçário e maternais, que é onde a fila se concentra.
    2. Diagnóstico da capacidade física e de pessoal de cada Centro de Educação Infantil, para saber o que a rede comporta antes de prometer.
    3. Critérios de priorização definidos e fluxo de atendimento às famílias.
    4. Lista única regulamentada pelo Decreto nº 671/2025.
    5. Publicação mensal da demanda no site oficial, o que transforma a fila em dado público.
    6. Contato formal com a família quando a vaga sai, por atendimento presencial e WhatsApp, com formalização da recusa quando a família não aceita.
    7. Reunião de planejamento com os diretores para reorganizar turmas, somada à aquisição de espaços e à ampliação de um CEIM.
    8. Monitoramento permanente, com acompanhamento do TAC.

    ⚠️ E o passo 5 é o que torna o resto conferível. Uma lista publicada todo mês é o oposto de um número anunciado no fim: qualquer pessoa pode comparar a lista de um mês com a do seguinte.

    PrêmioMostra de Boas Práticas Municipais, Chamamento Público nº 001/2026 · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Demanda manifesta por vaga, novembro de 2024: 391 crianças
    • Demanda manifesta por vaga, novembro de 2025: 183 crianças
    • Variação no período de doze meses: queda de 53,2%
    • Lista publicada entre janeiro e abril de 2026: sem crianças aguardando vaga
    • Crianças matriculadas em creche: 1.082, em 71 turmas

    Fonte: CIGA, Portal de Boas Práticas, registro da prática, campos "Resultados principais" e "Número aproximado de pessoas impactadas".

    O que foi afirmado:

    • Segurança, previsibilidade e confiança das famílias na gestão pública
    • Apoio à permanência dos responsáveis no trabalho
    • Redução de desigualdades de acesso
    • Qualificação do planejamento da rede, com a lista usada como instrumento de gestão e não só de registro

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2025

    Temas
    EducaçãoTransparênciaAtendimento ao cidadão
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 23 de setembro de 2026

  • Primeira Brigada Universitária de Produtos Perigosos do Brasil (BPP/CCS-UFRJ) Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CCS/UFRJ)

    OndeRio de Janeiro / RJ

    O problema

    O Centro de Ciências da Saúde da UFRJ reúne mais de 350 laboratórios em um único edifício, com manipulação rotineira de produtos inflamáveis, tóxicos, radioativos e biológicos.

    Contexto completo

    O relato faz uma distinção técnica que é o coração do problema:

    Diferentemente do ambiente industrial, onde há grandes volumes de poucos produtos perigosos sob rígido controle, os laboratórios universitários operam com alta variedade, dispersão e rotatividade de substâncias, muitas vezes armazenadas sem rastreabilidade centralizada.

    Ou seja: o modelo de brigada industrial, treinada para o risco conhecido de um processo conhecido. Não serve à universidade, onde ninguém sabe com precisão o que há em cada bancada. Até 2015 o CCS não tinha nenhuma estrutura interna especializada.

    O gatilho foi concreto: o vazamento de bromo em 2015, que paralisou o CCS por vários dias.

    Como funciona
    1. Servidores voluntários da própria universidade se formam brigadistas.
    2. Capacitação interna e contínua, com conteúdo adaptado à realidade dos laboratórios.
    3. Atendimento a emergências com produtos químicos, biológicos e radiológicos no prédio.
    4. Ação preventiva permanente: treinamentos internos regulares, orientação a laboratórios, apoio técnico no descarte de reagentes obsoletos, simulações de emergência com múltiplos riscos.
    5. Desenvolvimento do software CCS Chemicals por servidores, para dar a rastreabilidade de substâncias que não existia, atacando a causa do problema, não só a consequência.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Enap · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Ocorrências atendidas: 36 (2015–2025)
    • : acidentes químicos 28 (77,8%) (idem)
    • : incidentes 8 (22,2%) (idem)
    • Tempo de resposta médio: inferior a 10 minutos em ocorrências internas (idem)
    • Ocorrências que exigiram evacuação prolongada ou paralisação por mais de um dia: nenhuma das 36 (idem)

    Fonte: Enap, relato oficial, com dados da SST-QSMSRS/CCS-UFRJ (2023).

    O que foi afirmado:

    • Fortalecimento da cultura de segurança institucional
    • Aumento da percepção de risco entre os trabalhadores
    • Contenção de contaminações e minimização de danos materiais

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2015

    Temas
    EducaçãoSaúdeGestão de pessoas
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    29º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Procurando Sabereducação jurídica nas escolas públicas Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP)

    OndeSão Paulo / SP

    O problema

    O cidadão não sabe o que as instituições de justiça fazem, e o procurador não conhece quem suas decisões afetam. A distância é de mão dupla, e é o próprio desenho institucional que a produz.

    Contexto completo

    O relato formula um problema de mão dupla, e é essa formulação que distingue o projeto:

    Do lado do cidadão:

    "A falta de compreensão da sociedade sobre as instituições do sistema de justiça dificulta o acesso a direitos, a democratização da informação e o funcionamento pleno da cidadania."

    Do lado da instituição:

    "Os Procuradores do Estado têm pouco contato com os destinatários finais das políticas públicas que defendem, em razão de barreiras sociais, geográficas e do próprio desenho institucional."

    Reconhecer que o desenho institucional afasta o procurador de quem ele afeta é uma formulação honesta e rara em relato de prêmio. Ela transforma o projeto de ação educativa em ação de reforma interna, e é o que justifica a categoria em que concorreu (Advocacia, não Educação).

    Como funciona
    1. Cooperação com a Secretaria da Educação, que indica e articula as escolas.
    2. Adesão voluntária de procuradores, organizados em duplas ou trios.
    3. Primeiro encontro. Apresentação das instituições do sistema de justiça em linguagem acessível.
    4. Segundo encontro. Jogos e dinâmicas participativas, com reflexão crítica sobre os papéis institucionais.
    5. Ciclos sucessivos. O projeto opera por ciclos escolares; em jan/2026 foi lançado o 6º ciclo.

    A dupla ou trio é escolha de método, não logística: desloca o encontro da figura de autoridade única para uma conversa entre pessoas, e reduz o risco de a visita virar palestra.

    PrêmioPrêmio Innovare (22ª edição) · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Acumulado desde out/2023 (≈2 anos, dado de jan/2026):

    • Estudantes atendidos: 560
    • Escolas: 23
    • Procuradores voluntários envolvidos: 60
    • Ciclos realizados: 6º ciclo iniciado em jan/2026
    • Piloto Fundação CASA: 15 jovens
    • Estados alcançados: 2 (SP e MS)

    Contagem de atividade da própria PGE-SP, divulgada publicamente. Nenhuma medida de desfecho. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Engajamento dos alunos e "excelente receptividade" pelas escolas
    • Ampliação do repertório do estudante e percepção de possibilidades de participação e questionamento
    • Transformação institucional. Maior sensibilidade social do procurador e compreensão dos impactos concretos das políticas públicas que defende
    • Sistema de justiça mais acessível, humano e conectado à realidade da população

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2023

    Temas
    EducaçãoJustiça e direitosParticipação social
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Programa Escola Viva Secretaria da Educação, Prefeitura de Sorocaba

    OndeSorocaba / SP

    O problema

    O perfil publicado pela UNESCO traz o número que organiza tudo: 38,4% dos moradores de Sorocaba com mais de 14 anos não concluíram nem o ensino fundamental nem o médio. Outros 18% concluíram apenas o fundamental. Somados, 56,4% da população adulta parou antes do ensino médio, numa cidade que, no mesmo perfil, tem PIB per capita de US$ 15.494, contra US$ 10.787 da média brasileira.

    Contexto completo

    Os desafios que o estudo de caso lista para a política de aprendizagem: acesso e qualidade da educação básica, formação de professores, vagas de pré-escola, redução da violência e da desvantagem social, desemprego e qualificação, consciência ambiental, cultura e esporte, e infraestrutura tecnológica.

    Como funciona

    O Escola Viva é um conjunto de projetos, e cada um ataca um lado do mesmo problema:

    1. Oficina do Saber. Educação integral por situações de aprendizagem fora da sala de aula regular, com foco em leitura, matemática, ciências, educação física e artes. Estava em 33 das 46 escolas de ensino fundamental da cidade.
    2. Roteiro Educador. Percursos educativos pela própria cidade, para crianças, estudantes e educadores.
    3. Musicalização. Educação musical.
    4. Sala de Leitura. Formação de leitores no ensino fundamental.
    5. Bebeteca. Espaços de leitura e palestras sobre literatura para crianças de pré-escola e suas famílias.
    6. Clube de Escola. Abre as escolas aos adultos aos sábados, com atividades esportivas e culturais.

    ⚠️ E a escala declarada do Oficina do Saber é honesta de um jeito raro: 33 de 46. O estudo de caso não escreve "implantado na rede"; escreve o numerador e o denominador. Setenta e dois por cento é um número que a própria cidade poderia ter arredondado para cima e não arredondou.

    PrêmioUNESCO Learning City Award · 2015

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Participações no Clube de Escola: 20.986 cidadãos
    • Participações no Roteiro Educador: 57.211 crianças
    • Escolas com a Oficina do Saber: 33 de 46 escolas de ensino fundamental
    • População da cidade, no perfil da publicação: 637.187, em 449,8 km²
    • Adultos acima de 14 anos sem fundamental nem médio completos: 38,4%
    • PIB per capita da cidade: US$ 15.494,01, contra US$ 10.787,37 do país
    • Expectativa de vida ao nascer: 77,2 anos

    Fonte: UIL, Unlocking the Potential of Urban Communities, vol. I, estudo de caso 02, Sorocaba, p. 22 a 33 da publicação.

    Os números são de acompanhamento da Secretaria da Educação, que o estudo de caso descreve produzir relatórios trimestrais e anuais guiados pelos indicadores das Diretrizes 2014-2016.

    ⚠️ São participações, não pessoas, e a diferença importa. "57.211 crianças participaram do Roteiro Educador" numa cidade com 637 mil habitantes é um número grande para uma rede de 46 escolas de fundamental. Ou a mesma criança foi contada a cada passeio, ou o projeto alcançou quase toda a rede várias vezes, e o estudo de caso não diz qual das duas. Está registrado aqui como o relato o publica.

    ⚠️ Três números do estudo de caso pertencem a OUTROS programas de Sorocaba e não ao Escola Viva, e ficam nomeados para que ninguém os atribua errado: 3.365 profissionais de educação formados pelo Escola da Escola; 47.514 crianças com kit e orientação de higiene bucal e 21.277 crianças que plantaram hortas em 53 escolas, ambos do Programa Escola Saudável.

    O que foi afirmado:

    • Impacto sobre "um grande número" de cidadãos de Sorocaba
    • Reconhecimento, pela própria cidade, da importância de aprender e não apenas educar, de valorizar o conhecimento local e de compartilhar conhecimento entre segmentos da sociedade
    • Transformação de espaços públicos em espaços educativos

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2013

    Temas
    EducaçãoCulturaInclusão
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Programa Formando Gerações Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), Memorial do Judiciário

    OndePorto Alegre / RS

    O problema

    Quase todo contato entre cidadão e Judiciário acontece quando já existe um problema, e nessa hora ninguém está aprendendo como a instituição funciona.

    Contexto completo
    "A desinformação do público em geral acerca do papel do Judiciário em nossas vidas e seu funcionamento, o que reflete na forma como todos nós exercemos a cidadania. Atender a necessidade de maior aproximação, sem ser por via judicial, do Judiciário com a comunidade."

    A ressalva "sem ser por via judicial" é o ponto: quase todo contato entre cidadão e Judiciário acontece quando já há um problema, e nessa hora ninguém está aprendendo como a instituição funciona.

    Como funciona
    1. Agendamento de escolas e instituições no Memorial.
    2. Recepção e diagnóstico pelo monitor.
    3. Exposição ajustada ao nível manifestado pela turma.
    4. Peça teatral ou audiovisual no auditório do Memorial.
    5. Júri simulado, com os visitantes nos papéis de juiz, defesa, acusação e jurados.
    6. Desdobramento: o Prêmio FALA, extensão do programa, premia produções dos estudantes em quatro categorias. Artes visuais, literatura, música e audiovisual.

    PrêmioPrêmio Innovare (19ª edição) · 2022

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Sessões realizadas: 296 (2004–2016)
    • Escolas e instituições: 176 (2004–2016)
    • Estudantes alcançados: 10.988 (2004–2016)
    • Municípios: 31 (2004–2016)
    • Prêmio FALA: 16 microcomputadores na 7ª edição (:)

    Contagem do próprio Memorial, divulgada pelo CNJ.

    O que foi afirmado:

    • Combate à desinformação sobre o Judiciário
    • Estímulo ao exercício da cidadania
    • Aproximação entre tribunal e comunidade

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2004

    Temas
    EducaçãoJustiça e direitosCulturaParticipação social
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Projeto Articuladores Comunitários de Contagem Secretaria Municipal de Educação, Prefeitura de Contagem

    OndeContagem / MG

    O problema

    Contagem é descrita pela própria UNESCO como cidade industrial que atrai trabalhadores de muitas regiões diferentes, e o estudo de caso lista os desafios que a migração urbana concentra: exclusão social, racismo, intolerância, violência juvenil e uso de drogas.

    Contexto completo

    O problema de gestão, porém, é outro, e o estudo de caso o nomeia primeiro: a prefeitura tinha 17 secretarias que não conversavam entre si, e 67 bairros cujas necessidades ninguém conhecia de perto. Um aluno em risco aparecia como caso de educação para a escola, de saúde para o posto e de assistência para o CRAS, sem que nenhuma das três soubesse das outras duas.

    Como funciona
    1. Formação específica do professor. O docente da rede faz cursos e seminários coordenados pela Secretaria de Educação antes de atuar.
    2. Atuação em contraturno. O articulador trabalha fora do horário de aula, o que é o que torna o programa viável sem contratação nova.
    3. Visita domiciliar. Ele visita o aluno em casa, para entender a situação concreta da família e oferecer apoio individual. O serviço é dirigido a alunos em vulnerabilidade social.
    4. Relato ao comitê gestor. Os comitês se reúnem uma vez por mês e discutem os casos prioritários trazidos pelos articuladores, sejam eles de aprendizagem, de saúde ou de assistência social.
    5. Resposta intersetorial. Como o comitê reúne as secretarias, a resposta sai de mais de uma delas ao mesmo tempo. O estudo de caso cita ações conjuntas em saúde, educação e fornecimento de equipamento de segurança.
    6. Conselhos de pais e alunos (2017). Organizados por unidade escolar, reúnem-se mensalmente, e representantes se encontram a cada dois meses com o secretário de educação.

    ⚠️ E o passo 2 é a dobradiça econômica de tudo. O professor já está na folha. O que o programa acrescenta é formação e horas de contraturno, e é por isso que o custo de entrada é baixo. É também o ponto mais frágil, porque contraturno docente depende de adesão e de pagamento de hora extra, e o estudo de caso não descreve nenhum dos dois.

    PrêmioUNESCO Learning City Award · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Famílias atendidas por um articulador, só em 2015: 2.100
    • Escolas com o projeto, apoiadas por estudantes de psicologia: 10
    • Periodicidade dos comitês gestores: mensal
    • Periodicidade dos conselhos de pais e alunos (a partir de 2017): mensal, com encontro bimestral com o secretário
    • Bairros da cidade a alcançar: 67
    • Secretarias cuja separação o programa se propôs a romper: 17
    • População da cidade, na publicação de 2017: 653.800 habitantes, em 195 km²

    Fonte: UIL, Unlocking the Potential of Urban Communities, vol. II, estudo de caso 02, Contagem, p. 22 a 31 da publicação.

    O estudo de caso é escrito pela prefeitura e editado pelo UIL, e todos os números são de gestão do programa.

    ⚠️ O prêmio é de seleção independente; o dado não é. O UNESCO Learning City Award tem indicação pela Comissão Nacional do país, teto de duas cidades por país e júri internacional, e isso é o que há de mais independente entre todas as fontes deste acervo. Mas o júri avalia a candidatura da cidade, não audita seus números. Prêmio duro com dado próprio continua sendo dado próprio, e é por isso que este registro é nível 2 e não 4.

    O que foi afirmado:

    • Resultados do primeiro ano descritos como "extremamente positivos" para os 2.100 alunos e famílias atendidos. A avaliação de 2016 combinou formulários on-line preenchidos pelas famílias, um estudo qualitativo e quantitativo da Secretaria de Educação e informações colhidas em conferências
    • Alunos relataram sentir-se apoiados no processo de aprendizagem e na vida diária; famílias reconheceram impacto positivo dos educadores em suas comunidades
    • Melhora da comunicação entre as secretarias, com ganho de eficiência e melhor uso dos recursos municipais
    • Autonomia crescente das comunidades

    ⚠️ Um número do estudo de caso NÃO pertence a este projeto e é fácil de atribuir errado: a redução de 70% em furtos e roubos nas escolas. Ela é resultado declarado da instalação de câmeras nas 115 unidades educacionais e da atuação da guarda civil, que são outra ação da mesma prefeitura. Está registrada aqui para que ninguém a reaproveite como efeito dos articuladores.

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2015

    Temas
    EducaçãoAssistência socialParticipação social
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Projeto Ilé-Iwéformação para a educação antirracista Ministério Público de Sergipe (MPSE), Coordenadoria de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (Copier)

    OndeAracaju / SE

    O problema

    A lei que obriga o ensino de história e cultura afro-brasileira é de 2003 e não era cumprida. O Ministério Público concluiu que o professor não deixava de cumpri-la por escolha, e sim por nunca ter tido formação alguma para isso.

    Contexto completo

    O relato enuncia o problema em quatro itens, e o primeiro é o que define a natureza da prática:

    "Fiscalização e cumprimento da Lei 10.639/03; combate à discriminação racial; formação de uma sociedade antirracista; valorização da cultura afro-brasileira."

    Ilé-Iwé significa escola em iorubá.

    O ponto decisivo é o instrumento escolhido. A Lei nº 10.639/2003 é obrigação legal das redes de ensino, e fiscalizar seu descumprimento é atribuição clássica do Ministério Público. Por recomendação, TAC ou ação civil pública. O MPSE concluiu que o problema não era vontade, era capacidade: o professor não deixa de cumprir a lei por escolha, e sim por não ter tido formação alguma para isso. Então a promotoria trocou a via sancionatória pela formativa.

    Como funciona
    1. Articulação interinstitucional liderada pela Copier/MPSE.
    2. Adesão das redes. Estadual (SEED) e municipais.
    3. Inscrições abertas por edição, para coordenadores pedagógicos e professores.
    4. Formação continuada com os eixos acima, envolvendo UFS/Neabi e o Movimento Negro Unificado (MNU).
    5. Encerramento de edição com avaliação e articulação entre as instituições parceiras.

    Origem: o projeto nasceu a partir do programa "Aracaju sem Racismo", concebido pela Câmara Municipal de Aracaju e pelo MPSE.

    PrêmioPrêmio Innovare (20ª edição) · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Edições concluídas: 5 (a última encerrada em nov/2025)
    • Redes de ensino envolvidas: 1 estadual + 4 municipais (Aracaju, São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros)
    • Instituições parceiras: Copier/MPSE, SEED, secretarias municipais, Laranjeiras, UFS/Neabi, MNU
    • Reconhecimento: Finalista e vencedor do 20º Innovare

    Continuidade e alcance institucional verificáveis pela comunicação do MPSE. Não foi localizado o número de professores e coordenadores formados (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Modificação do ensino de história e cultura afro-brasileira nas redes envolvidas
    • Formação de professores, pedagogos, direção e coordenação escolar
    • Visibilidade à cultura e à história afro-brasileira e à contribuição do povo negro

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2019

    Temas
    EducaçãoInclusãoCulturaJustiça e direitos
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Projeto Óculos Amigo Secretaria de Estado da Inovação, Modernização e Transformação Digital do Paraná

    OndePR

    O problema

    A rede estadual do Paraná tem mais de 2.000 alunos com deficiência severa de acuidade visual, e os que têm cegueira total contavam apenas com alguns livros traduzidos para o braille. Transcrever um livro é caro e lento, então o estudante cego lê só o que alguém decidiu transcrever. Todo o resto, da prova impressa ao cardápio, depende de outra pessoa ler em voz alta.

    Contexto completo

    O acervo disponível antes do projeto:

    "Antes, os estudantes com cegueira total da Rede Estadual de Ensino do Estado do Paraná contavam apenas com alguns livros traduzidos para o braille."

    O gargalo não é a alfabetização em braille. É o acervo.

    O efeito é de dependência permanente de familiares, amigos e professores, com custo direto sobre autonomia e autoestima.

    Como funciona
    1. Identificação do público. Em conjunto com a Secretaria de Educação, seleção dos alunos com cegueira total da rede estadual.
    2. Aprovação do financiamento junto ao Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca-PR), para uso de recursos do Fundo para Infância e Adolescência (FIA).
    3. Aquisição dos equipamentos pela Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef).
    4. Logística de entrega em diversos municípios do estado, com servidores e veículos próprios.
    5. Capacitação por equipe multidisciplinar. De alunos, familiares e professores, nos municípios.
    6. Uso escolar e cotidiano. O relato é explícito em que o uso não se restringe à sala de aula.
    7. Acompanhamento por relatórios.

    Quem faz o quê:

    Secretaria de Inovação (PR)Aquisição e supervisão do projeto

    Sedef: Desenvolvimento Social e FamíliaViabilizou a compra via FIA

    Cedca-PRAprovou o uso dos recursos do fundo

    Seed: EducaçãoParticipação no dia a dia da implementação escolar

    Equipe multidisciplinarCapacitação de alunos, famílias e professores

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Escolha do Público da Categoria 4 · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Entregar tecnologia assistiva que melhorasse a qualidade de aprendizagem de alunos com deficiência visual: 147 alunos com cegueira total recebessem o equipamento (100% · 6 meses · Relatórios de acompanhamento)
    • Alunos atendidos: 147 (100% do público-alvo definido)
    • Investimento total: R$ 2,19 milhões
    • Custo unitário: R$ 14,9 mil por dispositivo
    • Universo de alunos com deficiência visual severa na rede: mais de 2.000

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Melhoria da qualidade de ensino e aprendizagem
    • Melhoria da autoestima da criança
    • Incremento da autonomia, na escola e no ambiente familiar
    • Melhoria dos índices escolares e da intensidade de leitura

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2023

    Temas
    EducaçãoInclusãoInteligência artificialAssistência socialGoverno digital
    Abrir na página 209 (14 MB) →Ver no repositório da Enap →

    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • RETRERelatório de Estudantes com Tendência à Reprovação Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional de Pernambuco

    OndePE

    O problema

    Pernambuco tinha em 2009 um dos piores quadros educacionais do país: 53,5% de distorção idade-ano no Ensino Médio, a 5ª maior do Brasil, com IDEB 3,0. Por trás dos números havia um problema operacional: a escola só descobria que tinha perdido o aluno depois de perdê-lo. Reprovação e abandono são desfechos de fim de ano, mas se constroem ao longo dele, em faltas acumuladas e notas baixas que o sistema registrava sem sinalizar.

    Contexto completo

    O ponto de partida, em 2009:

    Distorção idade-ano (TDI)41,2% (9ª maior) · 53,5% (5ª maior)

    Taxa de abandono9,5% (5ª maior) · 15,7% (20ª maior, dado de 2007)

    Taxa de aprovação72% · 78%

    IDEB3,0 (22ª entre UFs e DF) · 3,0 (18ª)

    Como funciona
    1. Extração dos dados de frequência e desempenho do SIEPE, o sistema de gestão da rede estadual.
    2. Processamento que identifica os alunos em risco de reprovação e abandono.
    3. Relatório por escola, com gráficos interpretáveis pelo gestor escolar.
    4. Busca ativa pela escola junto aos alunos sinalizados.
    5. Monitoramento da distorção idade-ano, como indicador de médio prazo.
    6. Uso nas reuniões táticas entre escolas e Gerências Regionais de Educação (GRE).

    Evolução técnica: começou como macro de Excel, compartilhada por e-mail e pendrive; depois de consolidada nas escolas, chamou a atenção da Secretaria de Educação, que incorporou a lógica ao próprio SIEPE. O sistema passou a gerar o relatório nativamente, abolindo a macro.

    Essa trajetória é a parte mais instrutiva do caso: a inovação provou valor com a ferramenta mais precária possível e só então foi absorvida pelo sistema corporativo. O caminho inverso: especificar o módulo no sistema antes de saber se alguém usaria. É o que costuma falhar.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Enap · 2024

    Resultado apurado por controle externo

    O que foi medido:

    • TDI: EF Anos Finais 41,2% (9ª maior) (33,1% (15ª posição) · −8,1 p.p.)
    • TDI: Ensino Médio 53,5% (5ª maior) (33,6% (14ª posição) · −19,9 p.p.)
    • Abandono: EF Anos Finais 9,5% (5ª maior) (1,5% (3ª menor do país) · −8,0 p.p.)
    • Abandono: Ensino Médio 15,7% (20ª maior) (2,5% (a menor do Brasil) · −13,2 p.p.)
    • IDEB: Ensino Médio 3,0 (22ª) (1º lugar nacional · :)

    Período de apuração declarado: 2009–2021. Verificação: Censo Escolar.

    O que foi afirmado:

    • Tornar o abandono "praticamente nulo" na rede estadual
    • Cumprimento da missão de busca ativa e monitoramento da distorção idade-ano

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2015

    Temas
    EducaçãoDadosInclusãoGoverno digital
    Baixar o e-book (14 MB) ↓Ver no repositório da Enap →

    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Recomposição das aprendizagens na alfabetização Secretaria do Sistema de Educação, Prefeitura de Morro da Fumaça

    OndeMorro da Fumaça / SC

    O problema

    A rede identificou defasagens significativas na alfabetização e no letramento matemático dos estudantes dos anos iniciais, agravadas pelas dificuldades acumuladas nos últimos anos.

    Contexto completo

    A necessidade declarada foi garantir a aprendizagem na idade certa, com atendimento direcionado a quem tinha maior dificuldade.

    Como funciona
    1. Avaliação diagnóstica feita pelas escolas, que identifica quem tem maior dificuldade.
    2. Agrupamento por NÍVEL de aprendizagem, e não por turma regular. O relato aponta isso como a inovação central.
    3. Atendimento semanal no contraturno, em pequenos grupos, no espaço da própria escola.
    4. Planejamento específico do professor para cada grupo, com metodologias variadas, lúdicas e interativas.
    5. Acompanhamento contínuo por registro e avaliação periódica, mais monitoramento da frequência.
    6. Articulação direta e periódica entre professor titular, professor de contraturno, psicopedagogo, coordenação e famílias.

    ⚠️ E o passo 6 é o que sustenta o passo 2. Sem conversa periódica entre o professor titular e o do contraturno, a criança recebe duas aulas desconexas e o contraturno vira babá.

    PrêmioMostra de Boas Práticas Municipais, Chamamento Público nº 001/2026 · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Crianças alfabetizadas no município, antes: 68%
    • Crianças alfabetizadas no município, em 2025: 78%
    • Variação: 10 pontos percentuais em um ano
    • Ano em que a rede projetava alcançar os 78%: 2028, portanto três anos de antecipação
    • Pessoas alcançadas: 1.500, contando estudantes do 2º ao 5º ano e famílias

    Fonte: CIGA, Portal de Boas Práticas, registro da prática, campos "Resumo", "Resultados principais" e "Número aproximado de pessoas impactadas".

    O índice é da rede municipal, apurado por avaliação da própria rede.

    O que foi afirmado:

    • Redução de defasagens escolares acumuladas
    • Promoção do letramento e do raciocínio matemático funcional
    • Recuperação da autoestima e da autonomia dos estudantes
    • Institucionalização do fluxo pedagógico, com rede de apoio contínua
    • Atendimento humanizado e personalizado, respeitando o ritmo individual

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2025

    Registro atualizado em 23 de setembro de 2026

Segurança pública

14 projetos
  • Credenciamento de empresas de desmonte e rastreabilidade de peças Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, com o Detran-MG

    OndeMG

    O problema

    A Lei Federal nº 12.977/2014 e a Resolução Contran nº 611/2016 criaram a exigência de controlar e rastrear as peças que vêm da desmontagem de veículos em fim de vida útil, por meio do credenciamento das empresas aptas a desmontar, reciclar, recuperar ou comercializar partes e peças.

    Contexto completo

    O problema prático em Minas Gerais era executar isso: credenciar as empresas e rastrear o que sai delas, para que o consumidor final receba peça com certificação técnica de segurança e de origem legal.

    Como funciona
    1. Credenciamento digital da empresa, por tramitação virtual de documentos, no lugar do processo em papel.
    2. Etiqueta de rastreabilidade por peça, vendida em cartelas às empresas credenciadas.
    3. Certificação técnica antes do lançamento no sistema: a origem e a segurança da peça são atestadas por técnico responsável antes de ela entrar no Sirp.
    4. Consulta pública ao consumidor final sobre a procedência da peça, em site do governo.
    5. Controle fiscal por nota eletrônica, possibilitado pela rastreabilidade.
    6. Encontros regionais com a sociedade, entidades da sociedade civil e órgãos públicos, em todo o estado, antes e durante a implantação.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (24ª edição), Enap · 2020

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Cartelas de etiquetas de rastreabilidade faturadas: 8.250 (14/06/2017 a 04/05/2020)
    • das quais, para peças avulsas: 5.813, suficientes para rastrear 290.650 peças
    • das quais, para veículos desmontados por empresas credenciadas: 2.437, suficientes para rastrear cerca de 130.247 peças
    • Total de peças rastreáveis: cerca de 420.897
    • Documentos digitais analisados no credenciamento: cerca de 9.752 (01/01/2018 a 04/05/2020)

    Fonte: Enap, relato oficial na 24ª edição, p. 18 a 27 do PDF.

    ⚠️ Atenção a uma troca que o relato faz e o leitor pode não notar: "redução dos índices de furto e roubo de veículos em Minas Gerais" aparece como OBJETIVO, e o resultado registrado embaixo dele são as etiquetas. Não há nenhum dado de furto ou roubo, antes ou depois. A capacidade de rastrear 420 mil peças é o meio; a redução do furto seria o fim, e ele não é medido. É o teste de objetivos contra resultados falhando num caso que, no mais, mede bem.

    O que foi afirmado:

    • Redução dos índices de furto e roubo de veículos em Minas Gerais.
    • Consulta precisa sobre a procedência das peças, com certificação de origem e de segurança atestada por técnico responsável
    • Agilidade na análise documental e ampliação do acesso aos processos em versão digital, com auditoria possível em qualquer fase e acesso do solicitante a todas elas
    • Economia para o Estado e para os usuários em recursos materiais e em tempo de conclusão dos processos
    • Observância das regras ambientais, pela destinação correta do veículo em fim de vida
    • Serviço público de qualidade, com a Polícia Civil e o Detran-MG alcançando os objetivos

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2017

    Temas
    Segurança públicaGoverno digitalMeio ambienteTransparência
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Criança e Adolescente Protegidosidentidade com biometria na escola Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), com o Governo do Estado e a Polícia Civil do Paraná

    OndeCuritiba / PR

    O problema

    Quando uma criança desaparece, a família em geral só tem fotografia. Foto de criança envelhece rápido e deixa de servir para identificação, e sem digital cadastrada não há como emitir alerta em aeroportos, portos e fronteiras.

    Contexto completo
    "Um dos objetivos estratégicos do projeto é a localização de crianças desaparecidas ou sequestradas. Segundo o Sicride, órgão policial responsável pela investigação de crianças desaparecidas, quando tal ocorre, na maioria das vezes a família só tem registros fotográficos da criança, porém, se ela tiver a impressão digital cadastrada, o Sicride pode emitir alerta para o serviço de emissão de passaporte, polícia federal, portos, aeroportos e fronteiras secas."

    O raciocínio é operacional: foto de criança envelhece rápido; digital, não. Uma criança desaparecida aos 4 anos é irreconhecível aos 12, mas a impressão digital permanece, e um dia ela fará a carteira de identidade, momento em que o cadastro a reencontra.

    É uma política de busca que opera por décadas, e não por semanas. Esse é o seu ganho e, como mostra a seção 10, também a origem da sua principal ressalva.

    Como funciona
    1. Mutirão na escola pública, levando o serviço ao aluno.
    2. Coleta das impressões digitais e dos dados civis.
    3. Emissão gratuita da carteira de identidade.
    4. Integração com o Sicride, que em caso de desaparecimento pode emitir alerta a passaporte, Polícia Federal, portos, aeroportos e fronteiras secas.
    5. Reencontro pelo cadastro quando a pessoa solicitar documento no futuro.

    PrêmioPrêmio Innovare (12ª edição) · 2015

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Meta de crianças identificadas: mais de 1,5 milhão
    • Municípios do piloto: 3: Londrina, Maringá, Ibiporã
    • Abrangência: Estadual, desde maio de 2016
    • Custo para a família: Zero
    • Sicride: resolução de casos 100%, conforme a Polícia Civil

    Números do TJPR, do Governo do Paraná e da Polícia Civil. Não foi localizado quantas crianças foram efetivamente identificadas. O número disponível é de expectativa, não de execução (buscado em 2026-09).

    ⚠️ "100% de resolução" do Sicride exige a mesma leitura crítica aplicada em outros projetos: resolução de quê. Casos encerrados, crianças localizadas com vida, ou casos arquivados? O projeto registra o número como divulgado e não o converte em taxa de localização.

    O que foi afirmado:

    • Fortalecimento da rede de segurança pública contra desaparecimentos
    • Garantia do direito à identificação desde a primeira infância

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2014

    Temas
    Segurança públicaInclusãoDadosAtendimento ao cidadão
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • NUPVENúcleo de Prevenção à Violência Extrema e Projeto Sin@is Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Procuradoria-Geral de Justiça

    OndePorto Alegre / RS

    O problema

    Grupos extremistas recrutam adolescentes em comunidades virtuais e em jogos on-line, e a radicalização tem terminado em ataques a escolas. O Estado só tinha como agir depois do ataque, quando já não havia o que prevenir.

    Contexto completo
    "O mundo digital oferece novas ferramentas à comunicação e mobilização social, mas também facilita a propagação de discursos de ódio, radicalização e violência, pelo que é fundamental entender os riscos e desenvolver estratégias eficazes para a prevenção e combate à violência, especialmente em ambientes virtuais."

    O relato registra que comunidades virtuais e jogos on-line vêm sendo usados como canais de recrutamento por grupos extremistas, e que a resposta disponível ao Estado chegava sempre depois do ato, quando o problema já era de polícia e de luto, não de prevenção.

    Como funciona
    1. Capacitação em massa da rede de proteção e das famílias, com material próprio (Guia de Prevenção à Radicalização e Mobilização à Violência), que descreve as trajetórias de radicalização, fatores de risco e o papel da internet.
    2. Canais diretos de comunicação entre sociedade civil, famílias, escolas, forças de segurança e MP. A notificação chega ao núcleo.
    3. Análise do evento pelo NUPVE, com produção de laudos técnicos especializados.
    4. Intervenção personalizada sobre o adolescente e seu entorno.
    5. Acompanhamento até o desengajamento, em articulação com a rede (saúde mental, assistência, escola) e, quando o caso escala, com medidas judiciais (busca e apreensão, internação).

    PrêmioPrêmio Innovare (22ª edição) · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Eventos de violência extrema analisados pelo NUPVE:

    • 2024: 158
    • 2025: 491
    • 2026 (até 12/08): 263

    Perfil dos identificados (2026, até 12/08):

    • Suspeitos identificados: 188
    • Menores de 18 anos: 184: 97,87%
    • Sexo masculino (casos com autoria identificada): mais de 80%
    • Municípios gaúchos envolvidos nas ocorrências: 126

    Capacitação (2026, até 12/08):

    • Capacitações realizadas: 56
    • Municípios alcançados: 58
    • Pessoas capacitadas: 9.366

    Acumulado de capacitação: 162 capacitações, quase 20 mil pessoas, 272 municípios.

    Medidas (2026, até 12/08):

    • Mandados de busca e apreensão cumpridos: 27
    • Laudos técnicos especializados: 37
    • Internações de adolescentes: 2
    • Internação psiquiátrica: 1

    Cooperação internacional: Kosovo, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Índia e Argentina.

    Série produzida e divulgada pelo próprio MPRS, sem auditoria ou avaliação independente (buscado em 2026-09).

    O que foi afirmado:

    • Seis ataques evitados em 2026 (cinco no Brasil, um no exterior)
    • Ampliação da capacidade das escolas de prevenir e responder à violência extrema
    • Articulação efetiva da rede de proteção em torno do tema

    ⚠️ "Ataques evitados" não é indicador medível. Ver seção 10, item 1. Está registrado aqui, e não na tabela acima, deliberadamente.

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2024

    Temas
    Segurança públicaEducaçãoJustiça e direitosAssistência social
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Pacto pela Vida, política de segurança pública de Pernambuco Secretaria de Defesa Social e Secretaria de Planejamento e Gestão, Governo do Estado de Pernambuco

    OndePE

    O problema

    Pernambuco tinha uma das maiores taxas de homicídio do país. O ápice medido na série histórica estadual foi 2.040 homicídios em 2017, e a violência era tratada como problema de polícia, sem meta de governo nem cobrança sobre as demais áreas.

    Como funciona
    1. Define meta pública de redução de mortes violentas intencionais.
    2. Distribui responsabilidade entre secretarias, e não só na Defesa Social.
    3. Monitora por rotina periódica de reunião, com dado por território.
    4. Cobra resultado dos gestores na mesma cadência do monitoramento.
    5. Ajusta a operação a partir do que o dado mostra.

    Quem faz o quê:

    Secretaria de Defesa SocialOperação policial e dado criminal

    Secretaria de Planejamento e GestãoRotina de pactuação e monitoramento de metas

    Demais secretariasAções de prevenção sob a mesma meta

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo · 2013

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Homicídios no ápice da série histórica: 2.040 (2017 · Secretaria de Defesa Social de Pernambuco)
    • Homicídios de janeiro a abril: 942 (2026 · Secretaria de Defesa Social de Pernambuco)
    • Queda em relação ao ápice: 53,8% (2017 a 2026 · Secretaria de Defesa Social de Pernambuco)
    • Queda de homicídios em relação a 2022: 26,5% (2022 a 2026 · Secretaria de Defesa Social de Pernambuco)
    • Queda de feminicídios no primeiro quadrimestre: 36,8%, de 38 para 24 (2025 a 2026 · Secretaria de Defesa Social de Pernambuco)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Atenção à atribuição, e este é o ponto mais importante do registro. Os números de 2026 são do programa sucessor, não do Pacto pela Vida. O Pacto correu de 2007 a 2023 e foi premiado em 2013. Usar a queda medida em 2026 como resultado do que o BID premiou seria atribuir a uma política o efeito de outra. O registro guarda a série porque ela é o contexto, e marca a divisão.

    O que foi afirmado:

    • O BID afirma, na página da edição de 2013, que Pernambuco reduziu drasticamente a taxa de homicídio graças ao Pacto pela Vida. Sem número na página do prêmio.
    • O governo atual afirma que o método de metas foi mantido no programa sucessor.

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2007

    Temas
    Segurança públicagestao-publica
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Painel Integrado de SegurançaInovação em Dados para Gestão de Resultados Polícia Civil do Estado do Paraná (PCPR)

    OndePR

    O problema

    A PCPR tinha os dados, mas não conseguia usá-los:

    • Dispersão: informações sobre crimes letais, prisões, operações e atividade cartorária espalhadas por sistemas distintos e planilhas sem integração;
    • Relatórios manuais e lentos, incompatíveis com decisão tempestiva;
    • Ausência de indicadores padronizados, impedindo comparar unidades e medir efetividade;
    • Gestão cartorária manual e reativa, sem controle automatizado de acervo, acumulando passivo de procedimentos investigativos.
    Contexto completo

    O diagnóstico não foi improvisado: veio da elaboração do Planejamento Estratégico da PCPR em 2019, construído coletivamente com metodologia SWOT, que identificou a fragilidade na gestão da informação como fraqueza institucional.

    Como funciona
    1. Diagnóstico estratégico (2019) define quais indicadores importam, alinhados às metas do Planejamento Estratégico. Os indicadores vêm da estratégia, não do que o sistema já media.
    2. Reuniões de alinhamento com Delegado-Geral e Delegado Divisional do Interior para ajustar indicadores às necessidades das unidades de atividade-fim.
    3. Integração às bases institucionais existentes, preservando segurança e integridade dos dados.
    4. Planilhas online padronizadas preenchidas pelas unidades para suprir as lacunas que os sistemas não cobriam. A solução pragmática que destravou o projeto sem exigir novos sistemas.
    5. Modelagem e construção dos painéis com filtros por período, região, área de subordinação, comarca, unidade e natureza criminal.
    6. Power BI Gateway automatiza a atualização diária.
    7. Capacitação dos gestores em encontros de apresentação e interpretação dos indicadores.
    8. Uso na decisão: os painéis orientam saneamento de cartórios por força-tarefa, liberação de extrajornadas remuneradas para ações de saturação e priorização de investigações.
    9. Melhoria contínua a partir de feedback dos usuários; reuniões periódicas de performance com os dados como base.
    10. Divulgação de indicadores nas redes sociais oficiais da instituição.

    Quem faz o quê:

    Servidora especialista em BIDesenvolve e mantém todos os painéis

    Alta gestão (Delegado-Geral, Corregedoria, chefias)Patrocina, define indicadores e decide com base neles

    Unidades de atividade-fimAlimentam as planilhas e consomem os painéis

    Divisões e subdivisões do interiorPlanejamento operacional orientado por dados

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Escolha do Público da Categoria 1 · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Todos os números vêm do relato oficial da PCPR publicado pela Enap:

    • Prisões e apreensões: não medido (10.760 · 14.875 · +38,2% (2023→2024))
    • Crimes letais elucidados: : (1.570 (84%) · 1.647 (98%) · +14 p.p.)
    • Operações de repressão qualificada: 240 (531 · 669 · +179% (2022→2024))
    • Inquéritos relatados: 95.935 (: · 128.672 · +33,9%)
    • Inquéritos concluídos: 70.252 (: · 82.363 · +17,2%)
    • Acervo cartorário: : (: · : · −28%)

    Crimes letais considerados: homicídios dolosos, homicídios dolosos no trânsito e feminicídios.

    Números do próprio órgão, sem auditoria externa.

    O que foi afirmado:

    • Planejamento orientado por dados tornou-se rotina nas divisões e subdivisões do interior
    • Aumento da transparência institucional
    • Cultura de dados fortalecida, com equipes treinadas
    • Economicidade indireta por otimização de recursos operacionais e humanos

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2019

    Temas
    Segurança públicaDadosGoverno digitalTransparênciaGestão de pessoas
    Baixar o e-book (40 MB) ↓Ver no repositório da Enap →

    29º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Programa Seguridad Inteligente, prevenção do tráfico de pessoas a partir das representações sociais Secretaría de Estado de Participación Ciudadana da Província de Tucumán

    OndeAR

    O problema

    O recrutamento para o tráfico de pessoas passa por oferta que parece boa: emprego, viagem, relacionamento. Hoje boa parte dessa abordagem acontece em rede social, e quem recebe a oferta é adolescente.

    Contexto completo

    O problema que o programa nomeia é de representação social: o crime é imaginado como sequestro de estranho na rua, e acontece como proposta atraente feita por alguém que parece confiável. Enquanto a imagem do crime estiver errada, a pessoa não reconhece o risco quando ele aparece.

    Como funciona
    1. Partir da representação social do crime, ou seja do que as pessoas daquele lugar acreditam sobre como o tráfico acontece.
    2. Envolver as autoridades de segurança comunitária e o vínculo delas com a sociedade civil.
    3. Levar oficinas à comunidade educativa, pública e privada, com estudantes, docentes e famílias.
    4. Construir com os participantes as mensagens e os materiais de prevenção, em vez de distribuir cartilha pronta.
    5. Estender a ação a centro esportivo, espaço público e localidades do interior da província, onde a escola não alcança.
    6. Repetir o percurso a cada ano, com agenda planejada.

    Quem faz o quê:

    Secretaría de Estado de Participación CiudadanaConduz o programa e as oficinas

    Autoridades de segurança comunitáriaFazem a ponte com a sociedade civil no território

    Comunidade educativaRecebe as oficinas e participa da construção das mensagens

    Organizações da sociedade civilParceiras na dinâmica participativa

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Pablo Valenti · 2022

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Estudantes formados nas oficinas do programa: mais de 700 (sem período declarado na fonte · Comunicación Tucumán, governo da província)
    • Pessoas alcançadas pelos programas de participação cidadã da província, entre eles este: mais de 20.000 (2024 · Comunicación Tucumán, governo da província)
    • Candidaturas na oitava edição do Gobernarte: 68 inscrições de 13 países (2022 · BID, nota de imprensa dos vencedores de 2022)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ As 20.000 pessoas são do conjunto de programas da secretaria, não deste programa. A fonte provincial apresenta o número para os programas de participação cidadã de 2024, com o Seguridad Inteligente entre eles. Atribuir o total a este programa é somar o que não é dele, e é o erro de atribuição que esta coleta já pagou duas vezes.

    ⚠️ Os mais de 700 estudantes não têm período declarado. Número acumulado sem janela de tempo não se compara com nada.

    ⚠️ Nenhum dos dois números mede prevenção. Pessoa formada em oficina é indicador de meio.

    O que foi afirmado:

    • A província afirma que os programas promoveram cultura cívica baseada em paz, prevenção e convivência.
    • A província afirma que as oficinas tratam cidadania digital, prevenção de violência digital e prevenção de cibercrime, dirigidas a crianças, adolescentes, jovens, adultos, estudantes, docentes e organizações da sociedade civil.
    • O BID afirma que o programa enfatiza as autoridades de segurança comunitária e o vínculo delas com a sociedade civil e com a comunidade educativa, para criar dinâmicas participativas e construir mensagens de prevenção.

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2016

    Temas
    Segurança públicaEducaçãoParticipação socialJustiça e direitos
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Programa Vínculos para a prevenção social da violência e do delito com governos locais Ministerio de Seguridad da Província de Santa Fe, pela Secretaría de Seguridad Pública

    OndeAR

    O problema

    A prevenção da violência é obrigação provincial na Argentina, mas o conflito acontece em rua, praça e bairro, que são jurisdição do governo local. Em Santa Fe o governo local costumava não ter nem equipe nem recurso próprio para política de prevenção, e a província não tinha como chegar a 365 municípios e comunas com programa desenhado de cima.

    Contexto completo

    O contexto provincial da época é de reforma policial em curso e de taxa de homicídio alta em Rosário, o que colocava a segurança no centro da agenda pública.

    Como funciona
    1. A província publica a convocatória, com as linhas de trabalho a que o projeto precisa se alinhar.
    2. O governo local monta o projeto com diagnóstico da situação, e não com pedido de compra.
    3. O projeto identifica problemas concretos do território.
    4. O projeto define metas coletivas e as ações para chegar nelas.
    5. A província avalia o projeto e aprova o apoio.
    6. O governo local executa junto com atores públicos e privados do lugar.
    7. O governo local presta contas, e a província publica os projetos aprovados e a prestação de contas.

    Quem faz o quê:

    Ministerio de Seguridad, pela Secretaría de Seguridad PúblicaDefine linhas, avalia projetos, financia e acompanha

    Município ou comunaFaz o diagnóstico, desenha e executa o projeto, e presta contas

    Associações civis e fundações acreditadasPodem apresentar projeto e participam da execução

    Sociedade civil organizada localParticipa da discussão do diagnóstico

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo · 2013

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Municípios e comunas aderidos à convocatória: 196 (2014 · Governo de Santa Fe, notícia oficial)
    • Candidaturas na primeira edição do Gobernarte: 71 inscrições, 55 habilitadas (2013 · BID, nota de imprensa da premiação)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    Adesão de 196 governos locais mede alcance, não efeito. Não foi localizada série de violência ou de delito atribuída ao programa, nem avaliação que compare município aderido com município não aderido.

    O que foi afirmado:

    • O governo de Santa Fe afirma que o programa reduz fator de risco de violência e delito, fortalece a capacidade de gestão local e favorece espaço público mais seguro, sem apresentar indicador para nenhum dos três.
    • O BID afirma que o programa fortaleceu o processo de consulta da província com a sociedade civil.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2013

    Temas
    Segurança públicaParticipação socialInclusão
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Programa de combate à violência doméstica contra a mulher do Espírito Santo Secretaria de Estado da Segurança Pública e Secretaria das Mulheres, Governo do Estado do Espírito Santo

    OndeES

    O problema

    Violência doméstica tratada por uma ação isolada não reduz homicídio de mulher: falta delegacia preparada, falta dado, falta atendimento à vítima e falta qualquer coisa dirigida ao agressor, que continua livre para repetir.

    Como funciona
    1. Criação de novos núcleos de enfrentamento à violência de gênero em diferentes órgãos, como Polícia Civil e Secretaria de Segurança Pública.
    2. Novos procedimentos de coleta e tratamento de informação estratégica.
    3. Formação permanente do efetivo policial.
    4. Atendimento à vítima, com serviço psicossocial e visitas de rotina.
    5. Atendimento ao agressor, com grupos reflexivos e promoção de masculinidades positivas.

    Na evolução posterior entrou o monitoramento eletrônico do agressor por tornozeleira, associado a medida protetiva determinada pelo Judiciário, hoje disponível em dez municípios.

    Quem faz o quê:

    Secretaria de Segurança PúblicaNúcleos, formação e monitoramento eletrônico

    Polícia CivilInvestigação e atendimento especializado

    Secretaria das MulheresPolítica e atendimento psicossocial

    JudiciárioDetermina a medida protetiva que aciona a tornozeleira

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Eduardo Campos · 2016

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Redução da taxa de homicídio de mulheres no estado: 21,4% (até 2016 · BID, página do Gobernarte 2016)
    • Homicídios de mulheres: 75, menor número desde 1996 (2025 · Governo do Espírito Santo)
    • Feminicídios: queda de 15,4%, de 39 para 33 (2024 a 2025 · Governo do Espírito Santo)
    • Registros de violência doméstica sob a Lei Maria da Penha: 8.039, alta de 7,2% (janeiro a abril de 2026 · Governo do Espírito Santo)
    • Municípios com monitoramento eletrônico de agressor: 10 (2026 · Governo do Espírito Santo)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Os dois últimos indicadores andam em direções opostas e isso não é contradição. Homicídio de mulher cai enquanto registro de violência doméstica sobe. Subida de registro pode significar mais violência ou mais denúncia, e nenhuma fonte separa as duas. O registro guarda os dois números justamente para não contar só o que favorece.

    O que foi afirmado:

    • O governo estadual afirma que o Mulher Segura é referência para o Brasil.
    • O BID afirma que a estrutura de cinco ações é o que explica o resultado.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2016

    Temas
    Segurança públicadireitos-humanosGênero
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Programa de mediação em comunidades atendidas pelas UPPs Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), com a Secretaria de Segurança e o CNJ

    OndeRio de Janeiro / RJ

    O problema

    A ocupação de favelas cariocas pelas Unidades de Polícia Pacificadora, a partir de 2008, produziu um vazio pouco previsto: o grupo armado que resolvia briga de vizinho, dívida, som alto e separação saiu de cena, e o Estado que entrou no lugar não tinha como resolver nada disso.

    Contexto completo

    A polícia não era treinada para conflito de convivência, e o Judiciário estava a uma distância. Geográfica, econômica e simbólica, que a maior parte dos moradores nunca havia percorrido.

    O diagnóstico é o de um vácuo de regulação cotidiana. Não é que faltasse segurança: faltava quem decidisse as pequenas coisas. E é das pequenas coisas que a violência interpessoal nasce.

    Como funciona
    1. Capacitação dos policiais da UPP em técnicas de mediação.
    2. Instalação do núcleo de Justiça na comunidade, por acordo interinstitucional.
    3. Atendimento ao morador no próprio território. Orientação, mediação, assistência jurídica.
    4. Encaminhamento ao juizado especial quando o caso exige decisão.
    5. Educação em direitos como atividade permanente do núcleo.

    PrêmioPrêmio Innovare (8ª edição) · 2011

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Componentes: Capacitação policial em mediação + núcleos de Justiça nas comunidades (OLERJ / AMAERJ)
    • Parceiros do acordo: MJ, CNJ, TJRJ e Governo do Estado (OLERJ)
    • Serviços concentrados no núcleo: Mediação comunitária, educação em direitos, assistência jurídica gratuita, juizados especiais (OLERJ)
    • Reconhecimento: Vencedor do 8º Innovare (2011) (Innovare / AMAERJ)
    • Estudo de caso: Análise acadêmica da mediação policial na Santa Marta (literatura)

    Não foram localizados (buscado em 2026-09): número de policiais capacitados, núcleos instalados, atendimentos e mediações realizadas, e qualquer dado de desfecho. O projeto permanece em basico por essa razão. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Aproximação entre Justiça e comunidades pacificadas
    • Resolução pacífica de conflitos de vizinhança

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2010

    Temas
    Segurança públicaJustiça e direitosParticipação social
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • ProhomenPrograma de Resolução Operacional de Homicídios para a Meta Enasp Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), com a Polícia Civil do Rio de Janeiro

    OndeRio de Janeiro / RJ

    O problema

    O Rio tinha cerca de 60 mil inquéritos de homicídio parados, abertos até 2007 e nunca concluídos. Cada um é uma morte sem resposta para a família da vítima. E o próprio Estado não sabia quantos eram: o levantamento da Meta 2 da Enasp começou falando em 8.524 e chegou a sete vezes mais.

    Contexto completo
    "O Prohomen é uma ação de intervenção provocada pela necessidade de alinhamento de práticas e processos a um determinado objetivo estratégico e respectiva meta... no que toca ao processamento de inquéritos instaurados até 31 de dezembro de 2007 em razão de crimes de homicídio."

    A Meta 2 da Enasp (Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública) determinou concluir todos os inquéritos de homicídio abertos até 31/12/2007 e ainda pendentes. No Rio, o levantamento revelou a dimensão real: o total passou de 8.524 para cerca de 60.000 inquéritos.

    O primeiro resultado do programa foi descobrir o tamanho do problema. Um acervo sete vezes maior que o estimado diz que, até ali, nem o número era conhecido. O que é, em si, a informação mais grave do projeto.

    Como funciona
    1. Levantamento completo do acervo. A etapa que revelou os 60 mil.
    2. Classificação por perfil do inquérito.
    3. Encaminhamento padronizado por perfil.
    4. Sistema informatizado de acompanhamento, com indicadores.
    5. Parceria operacional com a Polícia Civil para diligências.
    6. Monitoramento pelo CNMP, via "Inqueritômetro".

    PrêmioPrêmio Innovare (8ª edição) · 2011

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Acervo identificado: de 8.524 para cerca de 60.000 inquéritos
    • Eficiência na obtenção de laudos: até 83%
    • Reconhecimento: Recomendado pelo CNMP como modelo nacional
    • Acompanhamento: Inqueritômetro do CNMP

    Números do CNMP e do MPRJ.

    ⚠️ "Eficiência de até 83% na obtenção de laudos" é indicador de meio. Obter laudo não é concluir inquérito, e concluir inquérito não é elucidar homicídio. O projeto registra o número como está e não o converte no que ele não mede.

    O que foi afirmado:

    • Altas taxas de resolução de casos
    • Desburocratização e padronização das rotinas

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2010

    Temas
    Segurança públicaJustiça e direitosDados
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Promotoria comunitária do Júri de Santo Amaroinstrumentos de pacificação e cidadania Ministério Público do Estado de São Paulo, III Tribunal do Júri de Santo Amaro

    OndeSão Paulo / SP

    O problema

    Em 1995 o Jardim Ângela foi o distrito com mais homicídios de São Paulo, 1,7 por dia. Em 2004 o número voltava a subir e 75% dos casos não tinham autoria conhecida. A promotoria do júri só age depois do homicídio, e sem autoria identificada quase nunca chega a agir.

    Contexto completo

    A área de atuação cobre Jardim Ângela, Jardim São Luís, Parque Santo Antônio, Capão Redondo e Parelheiros. Cerca de um milhão de pessoas na Zona Sul de São Paulo.

    "Em julho de 2004, inconformados com o gradativo aumento do número de homicídios (75% com autoria desconhecida), os promotores de justiça do III Tribunal do Júri de Santo Amaro implementaram uma mudança conceitual no modo de atuação da Promotoria. A forma tradicional... limitava-se a enfrentar os resultados..."

    O contexto histórico: em 1995, o Jardim Ângela foi o distrito com mais homicídios da cidade, 1,7 por dia, cerca de 50 por mês.

    A frase decisiva do relato é "limitava-se a enfrentar os resultados". Um promotor do júri chega sempre depois do homicídio. E 75% sem autoria conhecida significa que, na maior parte das vezes, nem depois ele chega. A mudança conceitual foi deslocar a atuação para antes.

    Como funciona
    1. Presença permanente no território, com reuniões externas regulares.
    2. Articulação com entidades comunitárias, igrejas e movimentos já organizados.
    3. Tribunal Popular como espaço de deliberação pública.
    4. Formação de orientadores jurídicos populares entre os moradores.
    5. Rede de atendimento a vítimas de violência doméstica.
    6. Atuação no júri, mantida, mas deixando de ser a única.

    PrêmioPrêmio Innovare (4ª edição) · 2007

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Homicídios no Jardim Ângela (1995): 1,7 por dia: o maior da cidade
    • Redução no período: Homicídios caem quase à metade
    • Tendência comparada: Queda mais acentuada no Jardim Ângela que em Grajaú, a partir de 2003
    • População coberta: cerca de 1 milhão de pessoas
    • Autoria desconhecida no início: 75% dos homicídios

    Séries de mortalidade e estudos acadêmicos sobre a região (Revista de Saúde Pública, Saúde e Sociedade, IEA-USP).

    O que foi afirmado:

    • Pacificação e ampliação da cidadania no território
    • Redução de homicídios por atuação articulada da Promotoria com a comunidade

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2004

    Temas
    Segurança públicaJustiça e direitosParticipação socialInclusão
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Protocolo Cinco Respostas, proteção a famílias e à vida dos cidadãos Governo do Estado de Minas Gerais

    OndeMG

    O problema

    Atendimento à mulher em situação de violência costuma ser fragmentado: a polícia faz uma coisa, o Ministério Público outra, a assistência social outra, e ninguém trata a família nem o agressor. O resultado é reincidência.

    Como funciona
    1. Estabelece procedimento padrão para proteger a mulher vítima de violência.
    2. Prevê cuidado para a família dela, e não só para a vítima.
    3. Prevê tratamento para o agressor.
    4. Articula Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público, Judiciário, secretarias municipais de desenvolvimento social e organizações da sociedade civil sob o mesmo protocolo.
    5. Implantação piloto numa cidade e extensão às demais a partir dela.

    ⚠️ O detalhe operacional das cinco respostas não foi localizado (buscado em 2026-09): a página do prêmio nomeia o protocolo e lista os atores, sem descrever cada resposta. Esta é a lacuna que mais impede a replicação.

    Quem faz o quê:

    Polícia Militar e Polícia CivilResposta imediata e investigação

    Ministério Público e JudiciárioMedidas legais

    Secretarias municipais de desenvolvimento socialAtendimento à família

    Organizações da sociedade civilApoio complementar

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Eduardo Campos · 2016

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Famílias diretamente assistidas em Barbacena: 690 (até 2016 · BID, página do Gobernarte 2016)
    • Intervenções em ambiente familiar de conflito: mais de 3.500 (até 2016 · BID, página do Gobernarte 2016)
    • Cidades alcançadas pela extensão: 18, além de Barbacena (até 2016 · BID, página do Gobernarte 2016)
    • População alcançada: aproximadamente 260 mil pessoas (até 2016 · BID, página do Gobernarte 2016)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Todos os números são de 2016 ou anteriores, vindos da página do prêmio. Não há dado posterior, o que é coerente com a situação não localizada.

    O que foi afirmado:

    • O BID afirma que o modelo articula o trabalho de diferentes atores públicos sob o protocolo Cinco Respostas.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2016

    Temas
    Segurança públicadireitos-humanosGêneroAssistência social
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Provas Dependentes da Memória na formação da Polícia Judiciária Academia de Polícia "Dr. Coriolano Nogueira Cobra" (Acadepol), Polícia Civil do Estado de São Paulo

    OndeSão Paulo / SP

    O problema

    A condenação criminal se apoia sobretudo em prova oral, e a memória humana é reconstrutiva e contaminável. O modo como a polícia pergunta, e como conduz um reconhecimento, altera aquilo que a testemunha vai lembrar depois.

    Contexto completo
    "O sistema de justiça criminal costuma ser considerado como o 'reino das provas dependentes da memória'. Isso porque, sem prejuízo da relevância das provas periciais e documentais, pesquisas indicam que as condenações proferidas por juízes fundamentam-se nas chamadas provas orais, é dizer, fontes de provas cujas informações importantes para a apuração de um crime se encontram armazenadas na memória."

    A memória humana é reconstrutiva e contaminável, e o modo como a polícia pergunta, e como conduz um reconhecimento, altera aquilo que a testemunha passa a "lembrar". No Brasil, reconhecimento fotográfico mal conduzido é a causa recorrente de condenações de inocentes, com concentração conhecida em pessoas negras.

    Este é um caso raro de política pública que ataca uma causa técnica de injustiça, e não um sintoma administrativo. O erro não está na lei nem na falta de recurso. Está no procedimento de coleta.

    Como funciona
    1. Inserção curricular na formação inicial dos novos policiais civis.
    2. Formação continuada dos servidores já em exercício.
    3. Conteúdo duplo. Disciplina legal da coleta + base científica sobre funcionamento da memória.
    4. Metodologia ativa, com avaliação do aluno do primeiro ao último dia, e não só por prova final.
    5. Difusão por relato de experiência publicado na Revista do Sistema Único de Segurança Pública.

    PrêmioPrêmio Innovare (21ª edição) · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Policiais civis treinados: mais de 1.500
    • Publicação técnica: Relato de experiência na Revista do SUSP
    • Especialização: Acadepol passou a conferir título de especialista a delegados e médicos-legistas

    Contagem de formação da própria Academia. A publicação na Revista do SUSP é relato de experiência, não avaliação de efeito (buscado em 2026-09).

    O que foi afirmado:

    • Fortalecimento do ensino policial ancorado em referências científicas e éticas
    • Melhoria da qualidade da prova produzida na fase extrajudicial

    ⚠️ Dois números do relato são projeção, não resultado, e estão deliberadamente fora da tabela acima: "nos próximos meses serão mais de 3.000" treinados e "para 2025 há a previsão de contratação de mais 3.500 novos agentes". O segundo, além de projeção, é contratação de pessoal. Não é resultado deste projeto.

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2022

    Temas
    Segurança públicaJustiça e direitosEducação
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Sinesp Infoseg, Sistema de Pesquisa Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Ministério da Justiça

    OndeBrasil

    O problema

    O Ministério da Justiça tem o papel de acompanhar a Política Nacional de Segurança Pública, e para isso a integração entre as bases federais, estaduais e municipais precisava ser rápida. A arquitetura legal já existia: o Decreto nº 6.138/2007 criou a Rede Infoseg e a Lei nº 12.681/2012 instituiu o Sinesp.

    Contexto completo

    O problema não era a falta de integração; era a usabilidade da integração. Em 2015 o Infoseg legado tinha ausência de evolução tecnológica, dificuldade de uso, complexidade de acessibilidade e obsolescência. O diagnóstico do próprio relato é uma lista de sintomas com um número embaixo de cada um:

    • Quinze passos para obter acesso à ferramenta, num fluxo descrito como complexo, manual e burocrático
    • Cerca de 10.000 chamados por mês ao suporte técnico telefônico
    • Custo anual do atendimento em 2017: R$ 11.717.673,36
    • Cerca de 33.000 usuários, num público potencial de aproximadamente 800.000 servidores
    Como funciona
    1. Consolidar a consulta, não os dados. As bases continuam com os seus donos. O que a ferramenta faz é consultar de uma vez a Receita Federal (CPF e CNPJ), Condutores, Renavam, o Banco Nacional de Mandados de Prisão do CNJ, o Sinarm da Polícia Federal, o Sisdepen do Depen e Rais/Caged do Ministério do Trabalho.
    2. Reduzir o fluxo de acesso de quinze passos para quatro. É a mudança que produz a queda dos chamados, e é de processo, não de tecnologia.
    3. Pesquisa por múltiplos argumentos e em lote. O usuário deixa de consultar uma base por vez, com um dado por vez.
    4. Rastreabilidade de cada consulta. O sistema registra quem, o quê, quando e onde acessou. Numa ferramenta que expõe dado criminal e pessoal a 800 mil servidores potenciais, a trilha é parte do mecanismo, não um acessório.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (22ª edição), Enap · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Passos para obter acesso: 15 (4 · 74%)
    • Chamados de suporte por mês: cerca de 10.000 (195 · 98%)
    • Usuários: cerca de 33.000 (58.000 · 75%)
    • Consultas por mês: cerca de 2.000.000 (12.200.000 · "84%" ⚠️)
    • Abrangência: (27 estados e 417 órgãos federais)
    • Custo de desenvolvimento: (R$ 3.572.353,10)

    Fonte: Enap, relato oficial na 22ª edição.

    Contagens do próprio sistema e da central de atendimento. O relato registra que as etapas de entrega são aferidas por empresa independente, pela metodologia de ponto de função. ⚠️ Isso verifica entrega contra pagamento, não efeito: não é avaliação independente de resultado.

    ⚠️ Um dos cinco percentuais está calculado com o denominador errado, e é o mais chamativo. De 2 milhões para 12,2 milhões de consultas o aumento é de 510%, não de 84%: os 84% saem de dividir o ganho pelo valor novo (10,2 de 12,2). Conferi as outras quatro linhas e todas usam o valor antigo, corretamente: 15 para 4 dá os 74%, 10.000 para 195 dá os 98%, a despesa dá os 97,6% e 33.000 para 58.000 dá os 75%. O defeito não é o método, é a inconsistência dentro da mesma lista.

    ⚠️ A economia anual é projeção de um único mês, e isto muda como o número deve ser citado. O relato apresenta despesa de atendimento caindo de R$ 11.717.673,36 (2017) para R$ 288.000,00 ao ano, e conclui retorno do investimento em quatro meses. Mas o próprio texto diz de onde vem o segundo número: "mês de janeiro R$ 24.000,00, previsão ano de 2018". São 24 mil vezes doze. A queda de chamados, de 10.000 para 195, essa é observada; a cifra anual é uma extrapolação de trinta dias e precisa ser dita assim.

    O que foi afirmado:

    • Economia de R$ 11.429.673,36 ao ano com atendimento, e retorno do investimento em quatro meses. ⚠️ Projetado a partir de um mês, ver acima
    • Ambiente seguro e auditável, com rastreabilidade do uso
    • Base de conhecimento nacional para as agências de segurança
    • Possibilidade de implantação nos países do Mercosul

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2017

    Temas
    Segurança públicaDadosGoverno digitalTransparência
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

Sistema prisional

13 projetos
  • Amparando Filhostransformando realidades com a comunidade solidária Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO)

    OndeGoiânia / GO

    O problema

    A prisão de uma mulher produz, ao mesmo tempo, uma presa e várias crianças sem cuidador principal, e o sistema de justiça registra apenas a primeira. A maior parte das mulheres presas é mãe e era a principal responsável pelos filhos.

    Contexto completo
    "O Programa tem como objetivo principal amparar integralmente filhos de mães presas. Sabe-se que do abrupto rompimento da relação mães/filhos advindo da prisão materna advêm diversos efeitos colaterais..."

    O encarceramento feminino no Brasil cresceu muito acima do masculino nas últimas duas décadas, e a maior parte das mulheres presas é mãe e era a principal responsável pelos filhos. A prisão de uma mulher, na prática, produz simultaneamente uma presa e várias crianças sem cuidador principal, e o sistema de justiça registra apenas a primeira.

    É a mesma categoria de problema que o acervo já encontrou nos Órfãos do Feminicídio: a vítima que o processo não enxerga porque ela não é parte. Aqui, a decisão judicial cria o dano colateral. O que torna a responsabilidade do Judiciário mais direta, não menos.

    Como funciona
    1. Identificação das mulheres presas com filhos, a partir do próprio sistema de justiça.
    2. Localização das crianças e de quem assumiu o cuidado.
    3. Mobilização da comunidade solidária. Voluntários, instituições, doações.
    4. Atendimento psicológico, educacional, assistencial e material.
    5. Organização de visitas humanizadas, dentro ou fora da unidade.
    6. Expansão por adesão de outros tribunais, com apoio metodológico do TJGO.

    PrêmioPrêmio Innovare (14ª edição) · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Crianças alcançadas: ao menos 500
    • Estados com o programa: Goiás + 7 (MA, AC, AL, RJ, RN, PI, PA)
    • Reconhecimento: Innovare 14ª edição, categoria Tribunal

    Números divulgados pelo TJGO e pelo CNJ.

    O que foi afirmado:

    • Amparo integral aos filhos de mães presas
    • Mitigação dos efeitos do rompimento abrupto do vínculo
    • Transformação de realidades por meio da comunidade solidária

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2015

    Temas
    Sistema prisionalAssistência socialInclusãoJustiça e direitos
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Cidadania Prisionalpauta de audiências organizada pela data do direito Vara de Execuções Penais de Governador Valadares (TJMG)

    OndeGovernador Valadares / MG

    O problema

    O projeto nasce de um fato que o próprio nome denuncia: há gente presa que já cumpriu a pena. Não por decisão, mas por trâmite. O extrato de pena diz uma data, o processo anda em outra, e a diferença entre as duas é privação de liberdade sem fundamento.

    Contexto completo

    O objetivo declarado é retirar das unidades prisionais todos os que já cumpriram pena e continuam presos por burocracia.

    O diagnóstico é de organização de pauta, não de direito material. A vara sempre soube a data. A pauta é que era organizada por outro critério, e o critério errado custa dias de liberdade.

    Como funciona
    1. Relatório gerencial do sistema lista quem completa a fração em cada data futura.
    2. Pauta é montada a partir dessa lista, e não da fila de petições.
    3. Audiência agendada para a data do implemento.
    4. Atos preparatórios concentrados e praticados oralmente na própria audiência.
    5. Incidentes disciplinares resolvidos na hora, evitando que travem a apreciação.
    6. Decisão no ato.

    PrêmioPrêmio Innovare (10ª edição) · 2013

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Critério de pauta: Data do implemento, extraída de relatório gerencial (Innovare / Migalhas)
    • Garantia declarada: Comparecimento invariável na data da fração (Innovare)
    • Reconhecimento: Vencedor do 10º Innovare (2013) (Innovare / ConJur)
    • Modernização associada: SEEU implantado na comarca (CNJ)

    Não foram localizados (buscado em 2026-09): número de presos soltos por excesso de prazo ao início do projeto, audiências realizadas por ano, e a redução em dias entre implemento e decisão. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Fim do tempo de paralisação do processo de execução
    • Nenhum preso permanece além do tempo de pena por burocracia

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2012

    Temas
    Sistema prisionalJustiça e direitosGoverno digital
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    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Começar de NovoPortal de Oportunidades para presos e egressos do sistema prisional Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o STF e os tribunais estaduais

    OndeBrasil

    O problema

    O egresso do sistema prisional sai com dívida, sem documento, sem endereço fixo e com antecedente que o elimina em qualquer triagem de RH. A reincidência brasileira é alta e o emprego é a variável que mais consistentemente a reduz. Mas a política de reinserção historicamente se resumia a campanhas de sensibilização. Apelo moral a empregadores, sem mecanismo.

    Contexto completo

    O diagnóstico é o mesmo que se repete no acervo: o direito existe e o caminho até ele não. Nada proíbe contratar um egresso. Só que nada organiza o encontro entre a vaga e a pessoa.

    Como funciona
    1. Instituições cadastram vagas e cursos no Portal de Oportunidades e mantêm o anúncio atualizado.
    2. Presos, egressos e equipes de acompanhamento consultam as oportunidades.
    3. Encaminhamento feito pelos tribunais, varas de execução e, depois, pelos Escritórios Sociais.
    4. Nas contratações do Judiciário, o edital/contrato exige o percentual de 4% a 6% de egressos.
    5. Acompanhamento da pessoa no pós-soltura. Documentação, benefício, saúde, trabalho.

    PrêmioPrêmio Innovare (7ª edição) · 2010

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Escritórios Sociais (2025): mais de 60 unidades (CNJ)
    • Estados cobertos: 22 de 27 (CNJ)
    • Atendimentos/ano: mais de 30.000 (CNJ)
    • Cota nas contratações do Judiciário: 4% a 6% dos postos (CNJ)
    • Portal de Oportunidades: ativo, alimentado por entes públicos e privados (CNJ)

    Não foram localizados (buscado em 2026-09) os números que decidiriam a avaliação: quantas contratações efetivas resultaram do portal, qual o cumprimento real da cota de 4% a 6%, quanto tempo os contratados permaneceram no emprego, e qual a reincidência dos atendidos comparada à de um grupo semelhante. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Redução dos índices de reincidência criminal
    • Promoção da cidadania e da reeducação social e profissional

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2009

    Temas
    Sistema prisionalJustiça e direitosInclusão
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Da Tranca Pra Ruaa execução penal na voz dos presos Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo, Núcleo de Execução Penal (Nepe)

    OndeVila Velha / ES

    O problema

    O preso não sabe qual é a própria pena. Não sabe quando progride de regime, o que é remição, o que conta como falta grave, o que atrasa o livramento. Essa ignorância não é acessória. É o principal motor da superlotação e do conflito: gera pedido fora de hora, expectativa frustrada, revolta e, do outro lado, gente que já cumpriu o requisito e continua presa porque ninguém pediu.

    Contexto completo

    A Defensoria enfrenta o problema um a um, em visita: milhares de pessoas, um defensor, a mesma explicação repetida. Não escala.

    O diagnóstico é de assimetria de informação dentro da própria pena. A informação existe, está na LEP, e não chega a quem ela governa.

    Como funciona
    1. Definição do conteúdo com os defensores do Nepe.
    2. Seleção e preparo dos presos que apresentam as aulas.
    3. Gravação das videoaulas dentro da unidade.
    4. Exibição coletiva aos demais internos.
    5. Mutirão de análise da situação processual de quem participou. A aula gera demanda, e a demanda é atendida no mesmo movimento.
    6. Replicação do material em outras unidades.

    O passo 5 é o que separa esta prática de uma campanha educativa. Informar sem atender produziria frustração em massa. Aqui a informação e o atendimento vêm juntos, e é isso que faz a diferença.

    PrêmioPrêmio Innovare (12ª edição) · 2015

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Participantes no PSVV (2016): mais de 200 presos, com situação jurídica analisada (DPE-ES)
    • Unidades alcançadas: PSVV, São Mateus; previsão para Colatina (DPE-ES)
    • Reconhecimento: Vencedor do 12º Innovare (2015) (Innovare)

    Não foram localizados (buscado em 2026-09): número total de presos alcançados desde 2015, quantos benefícios foram concedidos em decorrência da análise processual, e qualquer medida de conhecimento antes e depois da exibição. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Ampliação do conhecimento dos presos sobre a própria execução penal
    • Redução da tensão decorrente da desinformação

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2015

    Temas
    Sistema prisionalJustiça e direitosEducação
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Da pena alternativa criminal às tecnologias sociais Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Unidade Universitária de Mundo Novo, com a 1ª Vara de Mundo Novo

    OndeMundo Novo / MS

    O problema

    A Unidade Universitária da UEMS em Mundo Novo precisa de manutenção como qualquer espaço público: jardinagem, limpeza, parte elétrica, alvenaria, marcenaria, esgotamento sanitário e hidráulico, fachada, calçadas, estacionamentos, acessibilidade para cadeirantes e idosos.

    Contexto completo

    E não tem gente para isso. A unidade dispunha de um jardineiro e duas pessoas na limpeza, todos terceirizados, mais uma pessoa cedida pela prefeitura. O relato expõe a desproporção de forma que dispensa cálculo:

    • duas funcionárias para mais de 6.000 m² de construção, todos os dias
    • um jardineiro para mais de 9.000 m² de jardim

    E os serviços especializados, eletricista, pedreiro, marceneiro, encanador, não eram atendidos diretamente pela universidade.

    Como funciona
    1. Articulação institucional com a 1ª Vara (maio de 2017), para que a universidade fosse reconhecida como local de cumprimento de pena. Foi a primeira vez que isso aconteceu naquele espaço de educação superior.
    2. Informação à comunidade acadêmica, em reunião com docentes, técnicos, terceirizados e representantes dos discentes, antes do primeiro recebimento.
    3. Planejamento dos serviços por urgência e por especialidade do reeducando. Não é fila: a tarefa é escolhida considerando o que a pessoa sabe fazer.
    4. Controle de presença por folha mensal na secretaria, com horário de início e fim.
    5. Catalogação de todas as atividades e relatório fotográfico durante a execução.
    6. Prestação de contas ao Judiciário na primeira semana do mês seguinte, com as folhas de presença encaminhadas à Vara, que as anexa aos autos de cada pessoa.

    ⚠️ E o passo 6 é o que torna o arranjo auditável, porque a hora cumprida vira documento nos autos. Sem isso, um programa de prestação de serviços comunitários é palavra contra palavra.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (23ª edição), Enap · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Período de maio de 2017 a março de 2019, 22 meses:

    • Em cumprimento regular: 23 (6.320 · 790,0 · R$ 63.200,00)
    • Concluíram o período imposto: 9 (726 · 90,0 · R$ 7.260,00)
    • Paralisaram: 13 (322 · 40,0 · R$ 3.225,00)
    • Transferidos a pedido próprio: 6 (72 · 9,0 · R$ 720,00)
    • Não se apresentaram: 4 (0 · 0 · R$ 0)
    • Total: 55 (52 homens e 3 mulheres) (7.440 · 929,0 · R$ 74.405,00)
    • Pessoas encaminhadas: 55, das quais 51 compareceram (relato oficial)
    • Horas de serviço comunitário cumpridas: 7.440, equivalentes a 929 dias de 8 horas (relato oficial)
    • Equivalência declarada: mais de quatro anos de serviço de um funcionário contratado pelo estado, considerando 220 dias úteis por ano (relato oficial)
    • Áreas de atuação: limpeza e asseio, jardinagem, pintura, alvenaria, elétrica, apoio à secretaria e à biblioteca (relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 23ª edição, p. 23 a 58.

    As horas vêm das folhas de presença mensais, que são anexadas aos autos judiciais, portanto documentadas fora da universidade.

    ⚠️ A coluna "Economia" é contrafactual e o próprio relato a chama de estimativa. Os R$ 74.405,00 saem de multiplicar os 929 dias por uma diária de R$ 80,00. A universidade não deixou de pagar esse valor: ela não teria contratado ninguém, porque o problema declarado é justamente não haver como contratar. Os números confiáveis aqui são as horas e as pessoas.

    O que foi afirmado:

    • Melhorias substanciais na manutenção dos espaços: jardins, limpeza, infraestrutura, elétrica, alvenaria, pintura, esgotamento sanitário, fachadas, calçadas, estacionamentos e acessibilidade
    • Inclusão e ressocialização da comunidade carcerária pela humanização, realizando atividades que fazem a pessoa se sentir útil.
    • Oferta aos reeducandos de cursos de qualificação de curta duração para melhorar o currículo. ⚠️ Sem número de participantes nem de conclusões
    • Melhoria dos serviços prestados na biblioteca e na secretaria
    • Fortalecimento da prática de inclusão prevista no Plano de Desenvolvimento Institucional 2014-2018 da universidade
    • Divulgação do nome da UEMS junto ao Judiciário e à sociedade

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2017

    Temas
    Sistema prisionalInclusãoEducaçãoJustiça e direitos
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Identifique-se Secretaria de Estado da Justiça do Espírito Santo (Sejus/ES)

    OndeES

    O problema

    Cerca de 90% das pessoas ingressavam no sistema prisional capixaba sem documentação civil válida (Sejus/ES). Sem RG e CPF, a pessoa presa fica impedida de matricular-se em ensino, entrar em programas de qualificação e trabalho, acessar atendimento de saúde e, depois da soltura, abrir conta bancária, assinar carteira ou requerer benefícios. O que empurra o egresso de volta à reincidência.

    Contexto completo

    A barreira era operacional: emitir documento exigia deslocar a pessoa presa até um cartório ou posto de identificação, com escolta, agendamento e risco. Um custo que na prática significava não emitir.

    Como funciona
    1. A unidade prisional ou o escritório social identifica a pessoa sem documentação e abre a solicitação no fluxo padronizado do setor.
    2. O setor faz o resgate documental: localiza registros civis preexistentes via acesso ao sistema CRC Nacional (Central de Informações do Registro Civil), em convênio com o SINOREG/ES.
    3. Havendo certidão de nascimento/casamento localizada, ela é obtida; não havendo, aciona-se o processo de registro tardio.
    4. Coleta biométrica in loco: equipe leva kit de identificação à unidade prisional, coletando digitais e foto sem deslocar a pessoa presa.
    5. Emissão do RG/CIN em parceria com a Polícia Civil do ES (PCES) e do CPF em parceria com a Receita Federal.
    6. Entrega do documento à pessoa e registro no controle do setor, que alimenta o indicador do projeto.

    Quem faz o quê:

    Sejus/ES: Subgerência de Atenção Psicossocial (SAP)Coordenação do projeto e do setor de documentação

    Unidades prisionais e escritórios sociaisIdentificação da demanda e abertura da solicitação

    Polícia Civil do ES (PCES)Emissão de RG / Carteira de Identidade Nacional

    Receita FederalEmissão de CPF

    SINOREG/ESAcesso ao CRC Nacional para resgate de certidões

    PrêmioUN Public Service Awards (UNPSA) · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Documentos emitidos (total): ~30.500 (2017 – 2026 · Governo ES)
    • RG / CIN emitidos: 11.642 (2017 – 2026 · idem)
    • CPF emitidos: 9.218 (2017 – 2026 · idem)
    • Certidões emitidas: ~9.600 (2017 – 2026 · idem)
    • Documentos emitidos (corte anterior): 10.000+ RG, 9.000 CPF, 8.500 certidões (até data não especificada · Sejus/ES)

    Os números vêm do controle interno do próprio setor. Não há avaliação independente que meça o efeito sobre reincidência.

    O que foi afirmado:

    • Contribuição para redução da reincidência criminal, declarado pela Sejus/ES, sem estudo publicado que isole o efeito do projeto.
    • Documentação como "porta de entrada para o exercício da cidadania". Enquadramento adotado pela ONU no Brasil (ONU Brasil).

    Custo de entradaNão localizado

    Em operação desde2017

    Temas
    Sistema prisionalInclusãoAtendimento ao cidadãoAssistência social
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 12 de setembro de 2026

  • Mutirão Carceráriorevisão concentrada de processos de execução penal Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com os tribunais estaduais, MP, Defensoria e OAB

    OndeBrasil

    O problema

    O país não sabia quem estava preso e por quê. O processo de execução penal só anda por provocação; a maior parte das pessoas presas não tem advogado constituído; e as varas de execução acumulam estoque maior do que a capacidade de análise. O resultado é uma população carcerária em que uma fração significativa está presa por inércia processual. Pena cumprida, requisito implementado, prisão provisória sem fundamento renovado.

    Contexto completo

    O diagnóstico é o mais grave que o acervo registra: não se tratava de má política, e sim de ausência de conferência. A informação existia em cada processo. Ninguém a estava lendo.

    Como funciona
    1. Seleção do estado e pactuação com o tribunal local.
    2. Convocação de juízes e montagem da força-tarefa.
    3. Levantamento do universo de presos e processos.
    4. Análise individual de cada processo, com apoio de MP, Defensoria e OAB.
    5. Decisão imediata sobre benefícios e sobre a legalidade da prisão.
    6. Inspeção das unidades e relatório de condições.
    7. Recomendações ao tribunal e aos órgãos estaduais.

    O passo 6 é o que transformou o mutirão em política. A revisão produziu, como subproduto, o primeiro retrato sistemático das condições prisionais brasileiras, e é dele que derivam a geolocalização das unidades, o BNMP e boa parte da agenda posterior do DMF/CNJ.

    PrêmioPrêmio Innovare (6ª edição) · 2009

    Resultado apurado por controle externo

    O que foi medido:

    • Processos reexaminados: ao menos 491.000 (2008–2014 · CNJ)
    • Casos com reconhecimento de direitos: 85.000 (2008–2014 · CNJ)
    • Benefícios concedidos: mais de 80.000 (progressão, liberdade provisória, trabalho externo) (2008–2014 · CNJ)
    • Presos que saíram da prisão por decisão no mutirão: ao menos 42.500: 8% dos casos revistos (2008–2014 · CNJ)
    • Presos soltos por pena já cumprida: ao menos 45.000 (2008–2014 · CNJ)
    • São Paulo: 36.318 solturas (~9% dos processos revistos) e 71.166 condenados com direitos reconhecidos (mutirão de SP · CNJ / IBCCRIM)
    • Mutirão processual penal recente: mais de 21.000 pessoas libertadas (ciclo 2023–2024 · CNJ)

    O número que deveria ser lido duas vezes

    8% a 9% dos processos revistos terminaram em soltura. Isso não mede o sucesso do mutirão. Mede a taxa de erro do sistema que ele foi conferir. Em qualquer outro serviço público, uma conferência que encontra irregularidade em quase um a cada onze casos. Com privação de liberdade como consequência. Seria tratada como falha crítica.

    E os 45 mil soltos por pena já cumprida são a medida direta de prisão sem título: pessoas que deveriam estar na rua e só saíram porque alguém foi olhar.

    O que foi afirmado:

    • Redução da superlotação e melhoria das condições carcerárias
    • Melhoria da gestão das varas de execução penal

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2008

    Temas
    Sistema prisionalJustiça e direitosDados
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Otimização Eletrônica de Benefícios de Execução Penal Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), Varas de Execuções Penais de Curitiba

    OndeCuritiba / PR

    O problema

    O direito existe, a data é calculável, e o processo não se move até que alguém peça. Quem não tem defensor, familiar ou iniciativa própria cumpre pena além do devido.

    Contexto completo
    "A lei de execução penal de 1984 determina que, cumprida certa fração da pena, o sentenciado tem direito a progressão de regime ou livramento condicional (cumprido o requisito subjetivo). Na prática verifica-se que, cumprido tal lapso temporal, os incidentes..."

    O problema é de omissão sistêmica, não de decisão: o direito existe, a data é calculável, e o processo simplesmente não se move até que alguém (defensor, familiar, o próprio preso) peça, quem não tem quem peça cumpre pena além do devido.

    É a forma mais silenciosa de violação de direito do sistema penal brasileiro: não há decisão negando nada. Há um cálculo que ninguém fez.

    Como funciona
    1. Cálculo automático das frações de pena a partir dos dados da execução.
    2. Alerta automático ao magistrado quando o requisito temporal para progressão ou livramento condicional é atingido.
    3. Instrução do incidente com os documentos já disponíveis no sistema.
    4. Decisão judicial sobre o requisito subjetivo, que permanece humana.
    5. Unificação processual: um único controle da execução por apenado, em vez de processos dispersos.

    Reorganização que o sistema permitiu em Curitiba: três Varas de Execuções Penais e duas Varas de Penas e Medidas Alternativas foram reunidas em uma única unidade judicial, com secretaria própria.

    PrêmioPrêmio Innovare (13ª edição) · 2016

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Redução do tempo para concessão de benefícios: até 98%
    • Redução do volume de trabalho nas varas do Paraná: até 73%
    • Reorganização em Curitiba: 3 VECs + 2 varas de penas alternativas → 1 unidade
    • Alcance: Nacional, via SEEU/CNJ

    Números do TJPR e do CNJ.

    ⚠️ "Até 98%" e "até 73%" são tetos, não médias. O projeto os registra com o "até" que consta da fonte, deliberadamente. Sem a linha de base (quanto tempo levava antes) e sem a média, o número impressiona e informa pouco. É a mesma disciplina aplicada ao Acordo Poupadores × Bancos, onde valor pactuado e valor pago também são coisas diferentes.

    O que foi afirmado:

    • Celeridade e transparência nas audiências de execução penal
    • Eliminação de acervo represado

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2016

    Temas
    Sistema prisionalJustiça e direitosGoverno digitalDados
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Projeto Escritores do Cárcere Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, Programa Novos Rumos

    OndeNatal / RN

    O problema

    A pessoa presa é tratada como objeto do processo e nunca como quem fala. Sendo em geral negra, pobre e periférica, ela atravessa todas as etapas do sistema de justiça criminal representada por intermediários.

    Contexto completo

    O relato nomeia o problema com precisão incomum: a obliteração da fala.

    "A obliteração da fala de pessoas privadas de liberdade, especialmente aquelas pertencentes a grupos coletivamente vitimizados (como pessoas negras, pobres e periféricas), que historicamente foram silenciadas ou representadas por intermediários no sistema de justiça criminal."

    Quatro problemas derivados, na formulação do próprio projeto:

    1. Silenciamento institucional. O preso é tratado "apenas como objeto do processo penal, sem direito a expressão ou protagonismo";
    2. Vitimização secundária. A revitimização causada por instituições que ignoram as narrativas dos apenados;
    3. Falta de reconhecimento e reparação simbólica. Ausência de espaço para elaborar subjetivamente os conflitos e as violências vividas;
    4. Ausência de políticas humanizadoras no cárcere.

    É o problema menos tangível de todo o acervo, e o diagnóstico é o que o torna defensável. Todos os demais casos prisionais aqui documentados atacam faltas materiais. Documento, qualificação, espaço físico. Este ataca a condição de ser falado por outros: no processo penal, a pessoa presa é descrita pela denúncia, pela sentença, pelo laudo e pela imprensa, e quase nunca por si mesma.

    Como funciona
    1. Estímulo à escrita de pessoas privadas de liberdade sobre vivências, conflitos e trajetórias.
    2. Metodologia da escrevivência, com o autor falando de si, sem intermediação editorial centralizadora.
    3. Acompanhamento das obras ao longo da produção.
    4. Publicação de parte delas.
    5. Registro historiográfico do sistema prisional potiguar a partir dessas narrativas.
    6. Coordenação judicial. O projeto é conduzido por um magistrado e uma servidora, dentro do programa de execução penal do tribunal.

    Quem faz o quê:

    TJ-RN: Programa Novos RumosCoordena; juiz Fábio Wellington Ataíde Alves e servidora Guiomar Veras de Oliveira

    SEAP/RNAdministração penitenciária: acesso às unidades

    Pastoral CarceráriaPresença e mediação junto à população prisional

    Fórum Estadual do Livro, da Literatura e das BibliotecasCirculação literária das obras

    GMF do TJ-RN, Secretaria de Administração e Governo do RNApoio institucional

    PrêmioPrêmio Innovare (22ª edição) · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    ⚠️ Refeita em 26/09/2026. A seção dizia que faltava "o mais básico: quantas pessoas participaram", e faltava mesmo, porque a única fonte era o registro do prêmio. O número existe e saiu na cobertura da premiação, em dezembro de 2025.

    O que foi medido:

    • Internos envolvidos no projeto: mais de 80, em unidades prisionais do Estado (dez/2025 · Agora RN, 04/12/2025)
    • Obras acompanhadas, apoiadas e algumas publicadas: mais de 20 (dez/2025 · Agora RN, 04/12/2025)
    • Remição por texto produzido: 4 dias de pena, após avaliação técnica e parecer do juiz coordenador (dez/2025 · Agora RN, 04/12/2025)
    • Criação do projeto: 2012 (Agora RN, 04/12/2025)
    • Autores revelados, nomeados: Newton Albuquerque, Amanda Karoline, Lucas Barbosa de Melo Júnior, Carlos Romeu e Dalvanete Alves (dez/2025 · Agora RN, 04/12/2025)

    ⚠️ O "mais de 10 obras" que estava aqui era de 2025 e já estava velho: são mais de 20. E o ano de início, que eu cheguei a duvidar, está certo: a cobertura diz "criado em 2012", batendo com o registro. O "existente desde 2015" que apareceu em busca era paráfrase de mecanismo de busca, não afirmação de fonte.

    ⚠️ A ressalva que esta seção já fazia continua valendo, e agora com número. Mais de 20 obras em 14 anos é pouco mais de uma por ano, mas o projeto envolve mais de 80 pessoas agora. Ou seja, obra publicada nunca foi a unidade de produção: a unidade é o texto que gera remição, e esse não é contado publicamente.

    Nível de evidência: 2 dado administrativo. São contagens do próprio projeto, declaradas por quem o coordena.

    ⚠️ Mas o canal é imprensa, não o executor, e isso é um degrau abaixo dos outros registros de nível 2 deste acervo. O portal do TJRN responde 403 e "Service Unavailable", por Akamai, tanto por curl quanto em navegador real, e a API pública do Innovare não devolve esta prática por busca de nome. Os números vêm da cobertura da cerimônia de premiação, citando o juiz coordenador e a servidora que secretaria o projeto. Quem reconferir deve tentar o TJRN primeiro.

    O que foi afirmado:

    • Que o projeto foi pioneiro ao conectar a remição de pena à escrita literária e autobiográfica, metodologia "posteriormente referendada pelo CNJ" na Resolução nº 391/2021. A resolução existe; a precedência do projeto sobre ela é afirmação da cobertura.
    • Que Amanda Karoline é hoje membro da Academia Brasileira de Letras do Cárcere e autora best-seller.
    • Reflexão, responsabilização e reconstrução de identidade por meio da escrita.
    • Que o impacto ultrapassa o RN, segundo a coordenadora-geral do GMF.

    ⚠️ Um número que NÃO é do projeto, e que era fácil atribuir errado. Amanda Karoline teve a pena reduzida de 19 para 15 anos e 7 meses, o que circulou junto com a cobertura do projeto. A reportagem é explícita: a redução veio "em função de trabalhos prestados na unidade prisional", não da escrita (Tribuna do Norte). Não entra como resultado daqui.

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2012

    Temas
    Sistema prisionalCulturaEducaçãoJustiça e direitosInclusão
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    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Projeto Fortalecendo os Vínculos Familiares Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA)

    OndeSão Luís / MA

    O problema

    Filho sem registro não entrava no presídio para visitar o pai. A direção das unidades só admitia filhos formalmente registrados, o que deixava de fora enteados e crianças sem reconhecimento de paternidade, e rompia o vínculo de quem já estava preso.

    Contexto completo

    O relato descreve duas barreiras que se somam:

    "A configuração da família brasileira tem se mostrado heterogênea, o que conflita diretamente com a visão de muitos diretores de estabelecimentos prisionais, na qual apenas filhos registrados podem ingressar na unidade. Tal entendimento impede, por exemplo, que enteados convivam com seus padrastos, os quais muitas vezes ocupam por completo o papel paterno em suas vidas, violando por consequência o direito à convivência familiar."
    "Em razão da falta do reconhecimento de paternidade ou mesmo da inexistência de registro civil dos filhos de internos, estes eram impossibilitados de visitá-los, ocasionando um rompimento dos vínculos familiares."

    Escala do problema à época: a comarca de São Luís tinha 13 unidades prisionais e 2.653 internos (fevereiro de 2013). Sem dado específico sobre quantos filhos estavam sem certidão.

    O obstáculo à convivência familiar não era jurídico nem de segurança. Era um documento. É o mesmo padrão que o acervo já registrou em quatro projetos: o direito existe e o formulário impede.

    Como funciona
    1. Identificação dos internos com filhos não registrados ou sem paternidade reconhecida.
    2. Atendimento dentro da unidade prisional.
    3. Termo de reconhecimento voluntário de paternidade, quando é o caso.
    4. Articulação com cartório e Judiciário para agilizar o registro.
    5. Emissão da certidão e liberação da visita.
    6. Efeito cascata: acesso a saúde, escola e benefícios.

    PrêmioPrêmio Innovare (11ª edição) · 2014

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Atendimentos: 140 (out/2013 – dez/2014)
    • Atendimentos: cerca de 130 (apenas em 2015)
    • Contexto da comarca: 13 unidades prisionais, 2.653 internos (fev/2013)

    Números da Defensoria, divulgados por cobertura independente.

    O que foi afirmado:

    • Restabelecimento dos vínculos familiares rompidos
    • Acesso das crianças a vacinação, escola e programas sociais

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2013

    Temas
    Sistema prisionalJustiça e direitosInclusãoAssistência social
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    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Responsabilidade compartilhadahumanização do sistema prisional e proteção social Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul (PGE-RS), com Judiciário, Ministério Público, Susepe, Defensoria Pública e OAB-RS

    OndePorto Alegre / RS

    O problema

    O sistema prisional produz litígio estrutural: ações civis públicas, interdições, medidas cautelares internacionais. Cada instituição responde por um pedaço. E nenhuma responde pelo conjunto. O Executivo é réu; o Judiciário decide; o MP fiscaliza; a Defensoria demanda. Ninguém coordena.

    Contexto completo

    O diagnóstico da prática é que o problema é de governança, não de vontade. Um sistema com muitos responsáveis parciais e nenhum responsável pelo todo produz decisões que se contradizem, e o custo disso recai sobre quem está preso.

    Como funciona
    1. Constituição da instância com todas as instituições que atuam no sistema.
    2. Reuniões deliberativas para fixar diretrizes comuns.
    3. Definição do modelo de unidade. Perfil e capacidade máxima.
    4. Encaminhamento articulado das ações de cada instituição.
    5. Acompanhamento do cumprimento junto às instâncias judiciais e internacionais.

    PrêmioPrêmio Innovare (14ª edição) · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Instância deliberativa: Constituída, com 6 instituições
    • Medidas cautelares da CIDH sobre o CPPA: Suspensas
    • Procuradorias setoriais: mais de 40, modelo reconhecido pelo DMF/CNJ
    • Parâmetro fixado: Ocupação compatível com a capacidade de engenharia

    Resultados divulgados pela PGE-RS, com reconhecimento do CNJ. Não foi localizado dado de ocupação efetiva das unidades depois do acordo (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Humanização do sistema prisional e proteção social
    • Superação de desafios históricos na garantia de direitos humanos e nas condições de custódia

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2016

    Temas
    Sistema prisionalJustiça e direitosParticipação social
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Ressocializar ConstruindoInovação que Forma, Sustenta e Transforma o Sistema Prisional Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP/CE)

    OndeCE

    O problema

    O sistema prisional brasileiro enfrenta uma armadilha dupla:

    Falta de espaço para ressocializar. Políticas de educação e trabalho na prisão dependem de estrutura física (sala de aula, oficina, galpão) que a maior parte das unidades não tem e para a qual raramente há orçamento de obra. Sem o espaço, a política existe no papel.

    Contexto completo

    Ociosidade e ausência de qualificação. A pessoa presa sem formação profissional sai do sistema sem condição de disputar emprego, o que realimenta a reincidência.

    A inovação do Ceará está em perceber que os dois problemas são a solução um do outro.

    Como funciona
    1. Qualificação profissional de pessoas privadas de liberdade em ofícios da construção civil, pelo projeto Sou Capaz (SAP + SENAI/CE), financiado pelo Fundo Estadual de Combate à Pobreza.
    2. Certificação nos ofícios: pedreiro de alvenaria, eletricista, rebocador, pintor, encanador hidráulico, serralheiro.
    3. Aplicação da mão de obra qualificada na construção de salas de aula e galpões-oficina dentro das unidades penais, e na manutenção das instalações.
    4. Os espaços construídos recebem as atividades de educação, qualificação e trabalho. Inclusive as empresas do programa Cadeias Produtivas.
    5. Remição de pena pelo trabalho: jornada de 40 horas semanais; a cada 3 dias trabalhados, reduz-se 1 dia de pena.
    6. Remuneração repartida: 50% para a família da pessoa presa, 25% em depósito judicial para uso futuro (na saída), 25% para o sistema prisional.

    Quem faz o quê:

    SAP/CE: Coordenadoria de Inclusão Social do Preso e do EgressoCoordena a política e certifica

    SENAI/CEExecuta a qualificação profissional do Sou Capaz

    Fundo Estadual de Combate à PobrezaFinancia a qualificação

    Pessoas privadas de liberdadeExecutam as obras e a manutenção; são o público e a mão de obra

    Empresas parceiras (Cadeias Produtivas)Instalam operações nos galpões e empregam

    Seduc/CEParceira na educação formal e no Livro Aberto

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Enap · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Internos certificados pela Coordenadoria de Inclusão Social: 25.478 (SAP/CE)
    • Internos capacitados pelo projeto Sou Capaz (SENAI): mais de 22.246 (idem)
    • Empresas parceiras: 20 (idem)
    • Órgãos estaduais parceiros: 5 (idem)
    • Universidades privadas parceiras: 1 (idem)
    • Empresas instaladas dentro de unidades (Cadeias Produtivas): 8, expandindo para mais de 20 ativas (SAP/CE)
    • Participantes mensais do Livro Aberto (remição por leitura): mais de 10.000, em 28 unidades prisionais (SAP/CE)
    • Posição nacional em atividades complementares de educação para PPL: 1º lugar (idem)
    • Seletividade do prêmio: 6 finalistas entre 112 inscritos na Categoria 1 (SAP/CE)

    Ressalva importante sobre o escopo dos números. Os indicadores acima, 25.478 certificados, 22.246 capacitados, 20 empresas. São do ecossistema de ressocialização da SAP/CE como um todo, não do "Ressocializar Construindo" isoladamente. O projeto inscrito no concurso é a frente de construção dos espaços, e nenhuma fonte pública consultada informa quantos espaços foram construídos, quantas pessoas trabalharam nas obras ou quanto custou (buscado em 2026-09). Isso não é falha de pesquisa contornável: o Ressocializar Construindo foi finalista, não premiado, e o volume da Enap publica relato completo apenas dos premiados. O relato de inscrição, que teria exatamente esses números, não é público. Obter os indicadores específicos da frente de construção é a pendência nº 1 deste projeto, e depende de contato direto com a SAP/CE.

    O que foi afirmado:

    • Transformação do sistema prisional estadual por meio da educação e do trabalho
    • Ressocialização de pessoas privadas de liberdade e egressos
    • Mão de obra qualificada disponível para manutenção das unidades penais
    • Redução de reincidência. Objetivo declarado da política, sem estudo publicado que a meça

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2019

    Temas
    Sistema prisionalEducaçãoDesenvolvimento econômicoInclusão
    Baixar o e-book (40 MB) ↓Ver no repositório da Enap →

    29º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • SAABSistema de Apreciação Antecipada de Benefício na execução penal Vara de Execuções Penais de Teresina (TJPI)

    OndeTeresina / PI

    O problema

    Na execução penal, o direito nasce numa data certa e calculável. Mas quem o aciona é a petição. O preso (ou seu defensor, quando há) precisa pedir; o pedido entra na fila; o Ministério Público se manifesta; o juiz decide. Entre o dia em que o requisito se cumpre e o dia em que o benefício é concedido, passam-se meses. Esses meses são prisão sem título. Pena cumprida a mais.

    Como funciona
    1. Varredura no SEEU identifica processos com requisito objetivo a vencer em 60 dias.
    2. Remessa automática ao MP pela Secretaria da vara.
    3. Parecer sobre requisitos subjetivos e conduta carcerária.
    4. Decisão antecipada, com eficácia diferida para a data do implemento.
    5. Execução no dia, condicionada ao bom comportamento no intervalo.

    A cláusula "condicionado à manutenção do bom comportamento" é a peça jurídica que torna o desenho viável. Permite decidir antes sem decidir no vazio, porque a decisão se desfaz se o pressuposto mudar.

    PrêmioPrêmio Innovare (14ª edição) · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Antecedência da análise: 60 dias antes do implemento (TJPI)
    • Instrumento: Portaria de 29/11/2016, em vigor (TJPI)
    • Reconhecimento: Vencedor do 14º Innovare (2017); destaque do CNJ (Innovare / CNJ)
    • Ações associadas: Mutirões de cálculo de pena; emissão da carteira do livramento condicional (TJPI)

    Não foram localizados (buscado em 2026-09) os números decisivos: quantos processos passaram pelo fluxo por ano, quantos benefícios foram concedidos na data exata, e (o indicador que definiria o valor da prática) a redução média, em dias, entre o implemento do requisito e a concessão, comparada ao período anterior a 2016. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Nenhum preso ultrapassa o tempo de pena por demora processual
    • Redução da superlotação e da tensão nas unidades

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2016

    Temas
    Sistema prisionalJustiça e direitosGoverno digital
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

Assistência social

12 projetos
  • Adote um "Boa-Noite" Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Coordenadoria da Infância e Juventude

    OndeSão Paulo / SP

    O problema

    O país tem 33.900 pretendentes habilitados à adoção e cerca de 4.300 crianças e adolescentes disponíveis, oito pretendentes para cada uma. Mesmo assim elas seguem no abrigo: 91% têm 8 anos ou mais e apenas 6% dos pretendentes aceitam esse perfil. A fila de quem espera adotar não é a fila de quem espera ser adotado.

    Contexto completo

    O descompasso é aritmético, não uma carência:

    Pretendentes habilitados no país (CNJ)33.900

    Crianças e adolescentes disponíveis para adoçãocerca de 4.300 (23% em São Paulo)

    Proporção com 8 anos ou mais91%

    Proporção de pretendentes que aceita esse perfil6%

    Não falta quem queira adotar. Falta quem queira adotar quem está disponível. Oito pretendentes para cada criança, e a criança de 10 anos segue no abrigo até completar 18. O projeto não tenta aumentar a fila de pretendentes: tenta mudar o perfil desejado.

    Como funciona
    1. Indicação pelas varas de crianças e adolescentes sem pretendente compatível.
    2. Produção do perfil. Foto e relato, apresentando a criança como sujeito, não como caso.
    3. Publicação no site e campanha de mídia.
    4. Contato do interessado, encaminhado à vara competente.
    5. Habilitação e aproximação pelo rito do ECA. O projeto não substitui o procedimento legal.

    PrêmioPrêmio Innovare (15ª edição) · 2018

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Adoções realizadas: mais de 70
    • Varas envolvidas: cerca de 70
    • Tempo de operação: 7+ anos
    • Custo da campanha e do site: zero: produção doada pela F/Nazca

    Números do TJSP, divulgados também pelo CNJ.

    O que foi afirmado:

    • Visibilidade a jovens como sujeitos de direitos
    • Contribuição para a evolução da concepção social de adoção
    • Aumento das adoções de crianças acima de 8 anos ou com deficiência

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2017

    Temas
    Assistência socialJustiça e direitosInclusãoParticipação social
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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Apadrinharamar e agir para materializar sonhos Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, 4ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Capital

    OndeRio de Janeiro / RJ

    O problema

    O sistema de acolhimento é organizado em torno de duas saídas: reintegração à família de origem ou adoção. Para uma parte significativa das crianças e adolescentes, nenhuma das duas vai acontecer, e o sistema não tem nada a oferecer a elas.

    Contexto completo

    São, tipicamente, os que passaram dos oito anos, os grupos de irmãos e as crianças com deficiência. Ficam no acolhimento até os 18, quando saem sem família, sem rede e sem referência adulta, e o Estado registra isso como desligamento.

    Como funciona
    1. Inscrição do interessado, com escolha da modalidade.
    2. Avaliação pela equipe técnica da vara.
    3. Parecer do Ministério Público.
    4. Sentença judicial autorizando o apadrinhamento.
    5. Vinculação ao acolhido, conforme a modalidade.
    6. Acompanhamento pela equipe e pela instituição de acolhimento.

    Que o vínculo dependa de sentença não é burocracia: é o que distingue apadrinhamento de visita informal e cria responsabilidade verificável por parte do adulto.

    PrêmioPrêmio Innovare (12ª edição) · 2015

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Crianças e adolescentes alcançados: cerca de 300 (CNJ / IBDFAM)
    • Instituições de acolhimento: 13, na capital (CNJ / IBDFAM)
    • Modalidades: 3: afetivo, provedor e colaborativo (TJRJ / CNJ)
    • Rito: Parecer do MP + sentença autorizativa (IBDFAM)
    • Reconhecimento: Vencedor do 12º Innovare (2015) (Innovare)

    Não foram localizados (buscado em 2026-09): quantos apadrinhamentos foram efetivamente formalizados, quantos se mantiveram ao longo do tempo, quantos foram interrompidos, e o que aconteceu com os apadrinhados após os 18 anos, que é o desfecho para o qual o projeto existe. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Convivência familiar e social saudável para crianças sem perspectiva de adoção
    • Apoio material e acompanhamento do desenvolvimento escolar e pessoal

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2014

    Temas
    Assistência socialJustiça e direitosInclusão
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    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Auxílio Desacolhimento e auxílio aluguel para mulheres em situação de violência Secretaria Municipal de Assistência Social, Prefeitura de Joinville

    OndeJoinville / SC

    O problema

    O relato abre pelo conceito e não pelo número, e o conceito é preciso: a proteção social de mulheres em situação de violência doméstica exige ação conjunta entre políticas, setores e instituições, e a provisão de benefício eventual é uma forma concreta de ampliá-la.

    Contexto completo

    O problema prático que o desenho ataca está na seção de benefícios, e é o mais conhecido da área: a dependência financeira é uma das principais barreiras para romper o ciclo de violência. O relato cita para isso o Visível e Invisível 2025, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

    Como funciona
    1. O benefício entra na lei de benefícios eventuais, e não em programa próprio. A Lei Municipal nº 9.454/2023 incluiu o Auxílio Desacolhimento no rol de benefícios da assistência social.
    2. Dois públicos distintos, com portas distintas. O Auxílio Desacolhimento atende quem sai da Casa Abrigo; o auxílio aluguel atende quem tem medida protetiva por determinação judicial.
    3. Critérios de concessão escritos, elaborados em reuniões intersetoriais.
    4. Fluxo próprio para cada um, incluindo o fluxo de encaminhamento das mulheres com determinação judicial.
    5. Reestruturação orçamentária, a partir da atualização promovida pela Lei nº 14.674/2023, com duas dotações distintas: uma no bloco de Proteção Social Especial e outra no bloco de Benefícios Eventuais.
    6. Acompanhamento especializado no CREAS, pelo PAEFI, articulado ao pagamento. O benefício não vai sozinho.

    ⚠️ E o passo 6 é o que distingue transferência de renda de proteção. Pagar o aluguel sem acompanhamento resolve o mês; o relato amarra o pagamento ao PAEFI, que é o serviço que acompanha a família. Quem copiar só a primeira metade copia o custo e não o efeito.

    PrêmioMostra de Boas Práticas Municipais, Chamamento Público nº 001/2026 · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Mulheres e dependentes atendidos desde 2023: 44
    • Registros de "retorno ao lar" entre as mulheres desligadas do serviço, 2023: 21,7%
    • Registros de "retorno ao lar", anos seguintes: 13% a 15%
    • Mulheres que assumiram novo endereço no município após o acolhimento, 2023: 8,7%
    • Mulheres que assumiram novo endereço no município, 2025: 20,0%

    Fonte: CIGA, Portal de Boas Práticas, registro da prática. O relato atribui os percentuais ao Relatório Mensal de Atendimento da Casa Abrigo Viva Rosa, dos anos de 2023 a 2025.

    Os percentuais vêm do relatório mensal do próprio serviço de acolhimento, que é o registro administrativo de quem executa.

    O que foi afirmado:

    • Que a provisão de benefício eventual representa, além de transferência de renda, condição concreta de enfrentamento ao ciclo de violência
    • Que a articulação entre benefício e acompanhamento especializado no PAEFI configura proteção social efetiva
    • Que a inclusão na legislação municipal em 2023 teve o propósito de tornar a iniciativa contínua

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2023

    Temas
    Assistência socialGêneroJustiça e direitos
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    Registro atualizado em 23 de setembro de 2026

  • Gerador de Público Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc), Ministério do Desenvolvimento Social, com a Diretoria de Tecnologia da Informação

    OndeBrasil

    O problema

    O Bolsa Família condiciona o benefício à frequência escolar e ao acompanhamento de saúde. Para que esse acompanhamento aconteça, os Ministérios da Educação e da Saúde precisam receber, a cada período, a lista de quem deve ser acompanhado: o Público para Acompanhamento (PA). Produzir essa lista cabe ao MDS, e a periodicidade chega a ser bimestral no caso da educação.

    Contexto completo

    O processo existia desde 2006 e, até 2014, ainda consumia grande esforço de equipe e demorava. Sobre bases com 76.464.300 pessoas e 26.950.657 famílias no Cadastro Único e 14.001.338 famílias na folha do Bolsa Família, cada geração levava cerca de 8 horas de máquina só para as condicionalidades. A demora, a complexidade e a dependência intensiva de gente aumentavam o risco de erro e de perda de prazo acordado com os parceiros.

    E havia um problema maior que a demora. Cada nova demanda exigia desenvolver um programa específico. Se outro programa social quisesse a mesma base com um recorte diferente, idade, município, característica familiar, era preciso alterar a solução ou escrever outra. Na prática, isso limitava o uso da maior base de dados sociais do país: quem quisesse focalizar uma política nos mais pobres dependia da fila de desenvolvimento do MDS.

    Como funciona

    O ganho de tempo é o resultado visível; o mecanismo é outro, e são duas mudanças que precisam acontecer juntas.

    1. Ambiente tecnológico capaz de processar o volume. Em 2013 o MDS adquiriu uma ferramenta de Big Data (Teradata) e contratou consultoria especializada. Sem isso, nada do resto seria possível sobre 76 milhões de registros.
    2. Parametrização no lugar de programação. Em 2015 desenhou-se o modelo parametrizável e em 2016 construiu-se a solução que permite ao gestor de negócio, e não ao desenvolvedor, definir as regras de seleção, gerar e exportar. Uma lista nova passou a custar cerca de um dia de parametrização, contra um ciclo de desenvolvimento.

    E há uma consequência de controle que o relato registra: como o histórico das regras fica gravado, é possível auditar com que critério cada lista foi gerada, em cada momento. Numa política que decide quem recebe transferência de renda, isso é relevante.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (22ª edição), Enap · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Condicionalidades de saúde do PBF: 7 a 8 milhões de crianças e 20 milhões de mulheres (semestral · 7 minutos)
    • Condicionalidades de educação do PBF: 14 milhões de alunos (bimestral · 5 minutos)
    • Brasil Carinhoso: 3 milhões de crianças (anual · 1 minuto)
    • Pronatec/Mediotec: 4 milhões de alunos (anual · 1 minuto)
    • Criança Feliz: 4 milhões (trimestral · 2 minutos)
    • Tempo de geração das listas: cerca de 8 horas de máquina (1 a 7 minutos · relato oficial)
    • Custo de uma lista nova: desenvolvimento de solução específica (cerca de 1 dia de parametrização · relato oficial)
    • Programas atendidos com a solução: as condicionalidades (5 listas para 5 programas distintos · relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 22ª edição.

    Tempos de processamento da própria aplicação, apresentados pelo órgão na inscrição no prêmio.

    ⚠️ Não há "antes" para as cinco listas, só para as condicionalidades. As oito horas referem-se à geração das condicionalidades no ambiente anterior. Brasil Carinhoso, Criança Feliz e Pronatec/Mediotec não existiam como lista automatizada antes, então "1 minuto" não se compara com nada: compara-se com um ciclo de desenvolvimento cujo prazo

    O que foi afirmado:

    • Redução do risco operacional e maior segurança no processo de geração
    • Redução de erros e de retrabalho
    • Atendimento rápido a demandas, tanto operacionais quanto de análise sobre os programas
    • Possibilidade de auditoria das regras e do conteúdo, pelo histórico gravado
    • Viabilização da integração entre políticas sociais, uma premissa do desenho do Bolsa Família
    • Redução do custo operacional.

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2017

    Temas
    Assistência socialDadosGoverno digitalEducaçãoSaúde
    Página de origem →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • MOPS, Mapa de Oportunidades e Serviços Públicos Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (Sagi), Ministério do Desenvolvimento Social

    OndeBrasil

    O problema

    O Plano Brasil sem Miséria, lançado em 2011, trouxe dois desafios operacionais concretos: identificar os bolsões de pobreza para ação específica, e dispor de informação confiável para encaminhar quem chega ao CRAS ou ao CREAS.

    Contexto completo

    Na ponta, isso significava que o agente público precisava ter em mãos uma lista atualizada da localização e dos serviços disponíveis de postos de saúde, conselhos tutelares, centros de atendimento à população de rua, além de oportunidades de capacitação e emprego no município. Essa lista não existia de forma organizada: a informação estava espalhada por vários sites de governo.

    E os sistemas que existiam respondiam na escala errada. A maioria apresentava dado agregado por município, quando a demanda do gestor era submunicipal: onde dentro da cidade está cada equipamento público, e onde estão as áreas de maior concentração de pobreza, por setor censitário.

    Como funciona
    1. Agregar o que estava disperso. O MOPS reúne num portal informação de vários sites de governo, integrando dados da Sagi com as secretarias nacionais de Assistência Social, de Renda de Cidadania e de Segurança Alimentar. Isso trouxe o Censo SUAS, as coordenações municipais e estaduais do Bolsa Família e os programas de segurança alimentar.
    2. Descer da escala municipal para a submunicipal, migrando o Censo Demográfico do IBGE e, depois, a base georreferenciada do Cadastro Único e do SIG-PBF.
    3. Diagnóstico socioterritorial por raio. O usuário seleciona uma área, com alcance de 1 km a 15 km, e o sistema devolve o perfil socioeconômico do entorno e cartogramas.
    4. Método multicritério para priorizar. Numa evolução, o MOPS ganhou o Promethee, método de classificação por preferência ponderada, para ordenar alternativas de implantação por critérios sociais.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (22ª edição), Enap · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Acessos totais, jan/2012 a jan/2018: mais de 600 mil (relato oficial)
    • Média mensal de acessos, antes e depois da integração do Cadastro Único (dez/2016): de 7 mil para 19 mil (relato oficial)
    • Efeito da integração com o Plano Progredir: +8% nos acessos mensais (relato oficial)
    • Abrangência de uso: gestores, técnicos e usuários dos 27 estados (relato oficial)
    • Telecentros e centros vocacionais incorporados pelo Progredir: quase 3 mil (relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 22ª edição.

    Contagem de acessos do próprio portal.

    O que foi afirmado:

    • O caso do Ministério do Esporte, que é o mais substantivo do relato: usou o sistema para definir onde instalar equipamentos públicos de esporte, com priorização por proximidade de bolsões de pobreza e demanda demográfica, em mais de 500 unidades a selecionar, inclusive dentro do mesmo município. A geolocalização e o diagnóstico do entorno permitiram comparar propostas entre bairros de municípios de regiões diferentes, e o Promethee ordenou as prioridades.
    • Uso frequente pelas equipes do Acessuas Trabalho para identificar no município ofertas de curso e de emprego, permitindo encaminhamento mais ágil
    • Ferramenta-chave para a gestão local dimensionar e localizar áreas de pobreza e mapear a rede socioassistencial, educacional e de saúde

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2011

    Temas
    Assistência socialDadosGoverno digitalAtendimento ao cidadão
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Organizar para conhecer, enfrentar e resolverabrigo não é família Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPE-CE), Núcleo de Atendimento à Infância e Juventude (NADIJ)

    OndeFortaleza / CE

    O problema

    A Defensoria não sabia quantas nem quais crianças estavam acolhidas, nem há quanto tempo. O acolhimento é medida protetiva provisória, e sem acompanhamento a provisoriedade se dissolve na rotina: a criança é esquecida no abrigo.

    Contexto completo
    "As crianças e adolescentes acolhidas enfrentam várias dimensões de vulnerabilidade (em especial a econômica e afetiva), sendo obrigação institucional da Defensoria Pública conhecer concretamente a realidade e atuar para viabilizar-lhe, na máxima brevidade possível, no mínimo, a convivência familiar (seja ela biológica ou adotiva), evitando o seu 'esquecimento' em abrigos."

    O título diz a tese inteira: abrigo não é família. O acolhimento é medida protetiva provisória, e o risco é que a provisoriedade se dissolva na rotina. O antídoto escolhido não é sistema nem norma. É presença física periódica.

    Como funciona
    1. Calendário fixo de duas visitas semanais.
    2. Visita à instituição, com contato direto com as crianças e com a equipe técnica.
    3. Levantamento da situação individual. Processo, família, tempo de acolhimento.
    4. Providências jurídicas para reintegração familiar, adoção ou acesso a direitos.
    5. Fechamento do ciclo em 13 semanas e reinício.
    6. Replicação para outras comarcas do estado.

    PrêmioPrêmio Innovare (10ª edição) · 2013

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Instituições visitadas em Fortaleza: 26
    • Frequência: 2 por semana, ciclo completo em 13 semanas
    • Público alcançado por ciclo: cerca de 500 crianças e adolescentes
    • Replicação: Juazeiro do Norte e outras regiões do Ceará
    • Desdobramentos documentados: Acesso ao BPC; pedido de interdição de abrigo com transferência de crianças

    Cobertura e periodicidade documentadas pela própria Defensoria.

    O que foi afirmado:

    • Redução do tempo de permanência de crianças e adolescentes em acolhimento
    • Prevenção do "esquecimento" institucional

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2012

    Temas
    Assistência socialJustiça e direitosInclusão
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    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Programa Estadual Cuidar de Quem Cuida Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Secretaria de Estado de Assistência Social

    OndeMS

    O problema

    Milhares de pessoas cuidam em tempo integral de um familiar com deficiência, e a maioria são mulheres: mães, tias, avós, irmãs. O ciclo é fechado. Não há renda para contratar um cuidador, então alguém da família assume; quem cuida em tempo integral não consegue trabalhar fora; sem trabalhar, segue sem renda para contratar. O cuidado é feito, tem valor econômico real, e ninguém o paga.

    Contexto completo

    O diagnóstico do relato nomeia quem carrega o problema, e isso importa:

    "Milhares de pessoas, majoritariamente mulheres, mães, tias, avós, irmãs, por razões diversas, cuidam diuturnamente de pessoas com deficiência. São pessoas que tiveram suas vidas impactadas pela necessidade de cuidar de um familiar, que passou a depender total ou parcialmente de ajuda para realizar tarefas elementares da vida cotidiana. São pessoas que se viram impossibilitadas pelas circunstâncias da vida de trabalhar fora, de gerar sua própria renda, justamente por não ter como arcar com os custos de um cuidador."

    A armadilha é econômica e circular: não há renda para contratar cuidado, então alguém da família cuida em tempo integral; quem cuida em tempo integral não pode trabalhar; sem trabalhar, não há renda para contratar cuidado. O trabalho de cuidado é feito, tem valor econômico real, e não é pago por ninguém.

    Há ainda a dimensão da saúde de quem cuida: "quem cuida acaba por adoecer durante o processo de cuidado contínuo".

    Como funciona

    Critérios de elegibilidade cumulativos:

    Renda familiar per capita mensalaté 1/6 do salário mínimo (renda bruta)

    Idade do cuidador18 anos ou mais

    Vínculofamiliar ou responsável legal pela pessoa com deficiência

    Grau de dependência da PCDgrau 2 ou 3

    Dedicaçãotempo integral, sem percepção de renda formal

    Outros benefícios na famílianenhum programa de transferência de renda federal, estadual ou municipal: exceto o BPC da própria PCD

    Fluxo:

    1. Cadastramento via plataforma digital.
    2. Verificação in loco por técnicos visitadores, que conferem as informações prestadas no cadastro.
    3. Habilitação e início do pagamento do benefício.
    4. Acompanhamento periódico da família.
    5. Inserção prioritária em programas e serviços complementares.

    Quem faz o quê:

    Secretaria de Assistência Social (MS)Coordena o programa e paga o benefício

    20 técnicos visitadoresVerificação in loco nos 79 municípios

    Secretaria de Estado de SaúdeParceria para localizar beneficiários e capacitar equipes

    MunicípiosPactuação na Comissão Intergestores Bipartite (CIB/MS)

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Enap · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Vagas disponibilizadas na 1ª etapa: 2.000 (2024)
    • Pessoas habilitadas: mais de 800 (19/07/2024)
    • Recursos repassados: R$ 737.100,00 (até 19/07/2024)
    • Municípios cobertos: 79 (todos do estado) (:)
    • Equipe de verificação: 20 técnicos visitadores (:)
    • Situação: Programa por prazo indeterminado, com lista de espera (:)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Promoção da dignidade humana dos cuidadores
    • Visibilidade ao autocuidado e prevenção de negligência, maus-tratos e violência
    • Contribuição à inclusão social e à autonomia de pessoas com deficiência e seus cuidadores

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2023

    Temas
    Assistência socialInclusãoGêneroSaúdeDesenvolvimento econômico
    Baixar o e-book (14 MB) ↓Ver no repositório da Enap →

    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Programa Territórios Sociais Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP), Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

    OndeRio de Janeiro / RJ

    O problema

    Existe uma população que é pobre, tem direito a programa social e não aparece em nenhum cadastro. Ela não é excluída por decisão, é excluída por invisibilidade: ninguém sabe que ela existe, então nenhuma política a alcança. O termo usado pela própria prefeitura é família invisível.

    Contexto completo

    Isso inverte a lógica habitual do serviço público, em que o cidadão procura o Estado.

    Como funciona
    1. Identificação do público-alvo, por território.
    2. Visita domiciliar e entrevista, que é a busca ativa propriamente dita.
    3. Cruzamento com o Cadastro Único para descobrir quem está de fora.
    4. Criação de plano de ação integrado entre as secretarias envolvidas.
    5. Inserção da família nos cadastros e programas a que tem direito.
    6. Monitoramento de resultado, com acompanhamento das famílias ao longo do tempo.

    Quem faz o quê:

    IPPCoordena, faz o trabalho de campo e o dado

    Secretarias municipaisRecebem a família encaminhada e prestam o serviço

    ONU-Habitat BrasilParceria técnica, citada pelo BID

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Pablo Valenti · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Pessoas alcançadas: cerca de 90.000 em dez territórios (2019 · BID, página do Gobernarte 2019)
    • Pessoas alcançadas: 294.118 (até 2025 · IPP, Prefeitura do Rio)
    • Famílias em acompanhamento: 40.746 (dado anterior, ano não especificado na fonte · Prefeitura do Rio)
    • Famílias em extrema pobreza sem registro no Cadastro Único: 29.937 (dado anterior, ano não especificado na fonte · Prefeitura do Rio)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ O número que mais importa é o das 29.937 famílias em extrema pobreza sem Cadastro Único, porque ele mede exatamente o problema que o programa existe para resolver. Os 294.118 medem alcance, não solução.

    O que foi afirmado:

    • A prefeitura afirma que o programa tira famílias da vulnerabilidade extrema.
    • O BID afirma que a iniciativa contribui para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2017

    Temas
    Assistência socialgestao-urbanagestao-publica
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Quero Impactar Gerência Geral de Atração de Investimentos, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Prefeitura do Recife

    OndeRecife / PE

    O problema

    A legislação de incentivo fiscal às doações para entidades que executam projetos sociais é, segundo o diagnóstico que o relato cita, de difícil entendimento, de processo moroso e de alcance muito limitado. A fonte é a publicação "Incentivos regulatórios à filantropia individual no Brasil", do projeto Sustentabilidade Econômica das Organizações da Sociedade Civil, do Gife com a FGV Direito SP e o Ipea.

    Contexto completo

    Dois obstáculos concretos:

    1. Só valem projetos pré-aprovados, por órgão governamental ou por fundo setorial, e apenas nas áreas de cultura, esporte, saúde e assistência à criança e ao adolescente, à pessoa com deficiência e ao idoso. Áreas tão relevantes quanto essas, como direitos humanos e meio ambiente, ficam de fora.
    2. Os mecanismos são ineficazes para engajar o doador pessoa física, sobretudo pela forma como a dedução opera.

    E há o tamanho do que se deixa de mobilizar: cerca de 32 milhões de contribuintes declaram Imposto de Renda por ano.

    Como funciona
    1. Análise dos dados de doação dos fundos municipais e das organizações da sociedade civil, somada a dados da Receita Federal, para identificar a demanda reprimida.
    2. Criação das regras em conjunto com as secretarias envolvidas: Desenvolvimento Econômico, Educação, Esporte, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, e a Procuradoria-Geral do Município.
    3. Plataforma que apresenta os projetos e amplia o conhecimento sobre as formas de incentivo, em especial as baseadas no Imposto de Renda.
    4. Módulo de emissão de boleto para a doação direta ao projeto cadastrado.
    5. Fomento ativo: contato com entidades de classe e com pessoas físicas e jurídicas.
    6. Retorno ao doador sobre as etapas do projeto que ele impactou.

    ⚠️ E define o limite: o Quero Impactar só alcança as áreas que a lei federal já incentiva. Direitos humanos e meio ambiente, que o próprio diagnóstico aponta como excluídos, continuam fora.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (25ª edição), Enap · 2021

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Aumento de doações a projetos sociais aprovados em fundos e leis de incentivo: R$ 5.000.000,00 (R$ 10.175.886,93 · 2019 · dados fornecidos pelos fundos e projetos)
    • Aumento de doações a projetos sociais aprovados em fundos e leis de incentivo: R$ 5.000.000,00 (R$ 5.153.329,94 · 2020 · dados fornecidos pelos fundos e projetos)
    • Total convertido desde a inauguração: (R$ 15.329.216,80 · jul/2019 em diante)

    Fonte: Enap, relato oficial na 25ª edição, p. 90 a 94 do PDF.

    Dados dos fundos municipais e dos projetos, e não da plataforma, o que é uma boa escolha: mede o dinheiro que chegou ao destino, não o clique.

    ⚠️ HÁ UM ERRO ARITMÉTICO GRAVE NO RELATO, E ELE É DEMONSTRÁVEL. O texto afirma que os R$ 15.329.216,80 convertidos desde julho de 2019 correspondem a "cerca de R$ 901.718.635,00 mensais". É impossível: o valor mensal declarado é 59 vezes maior que o total da mesma frase. E a origem do erro é reconstituível: R$ 15.329.216,80 divididos por 17 meses dão exatamente 901.718,6353. O relato pegou esse resultado e o imprimiu como "901.718.635,00", perdendo a vírgula decimal. O valor correto é de cerca de R$ 901 mil por mês, e não R$ 901 milhões. Ao citar este caso, use os valores anuais da tabela, que são consistentes entre si e com o total. O valor mensal publicado deve ser descartado.

    O que foi afirmado:

    • Ser a primeira plataforma web de financiamento coletivo do setor público do país
    • Dinamizar a economia recifense pela destinação de recursos de impostos federais a projetos locais
    • Dar visibilidade aos projetos sociais da cidade e sensibilizar para a doação
    • Facilitar o processo de doação, online e transparente
    • Gerar retorno ao doador sobre as etapas do projeto impactado
    • Melhoria da arrecadação do Fundo Municipal da Pessoa Idosa, citado como exemplo.

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2019

    Temas
    Assistência socialParticipação socialGestão fiscalDesenvolvimento econômico
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Rede Cadastro Único Departamento do Cadastro Único (DECAU), Ministério da Cidadania

    OndeBrasil

    O problema

    O Cadastro Único identifica e caracteriza socioeconomicamente as famílias de baixa renda do país: mais de 27 milhões de famílias, cerca de 75 milhões de pessoas. O uso dos seus dados é obrigatório para selecionar beneficiários de programas voltados a essa população, e ao final de 2018 havia 28 programas federais usuários.

    Contexto completo

    A ampliação começou sobretudo com o Plano Brasil Sem Miséria, em 2011, e consolidou o cadastro como porta de entrada dos programas sociais não contributivos. Mas o uso mais intensivo revelou os desafios de um registro administrativo que atende a um conjunto heterogêneo de intervenções, sob órgãos com perfis e formas de operação muito diferentes:

    • Os gestores dos programas não compreendiam suficientemente os conceitos, a base e os procedimentos do cadastro, em especial os processos de qualificação cadastral
    • Os programas não tinham capacidade de processar e usar as bases adequadamente
    • Não havia canal estável de acesso às bases nem de comunicação entre a gestão do cadastro e quem o usava
    Como funciona
    1. Oficinas presenciais que capacitam e criam vínculo. A primeira ensinou conceitos básicos, formulários, processos de qualificação e formas de acesso. A segunda apresentou o portal e dados do perfil socioeconômico e do acesso simultâneo a programas. A terceira discutiu os compromissos do termo de uso, com o Banco Mundial e o Ministério de Desenvolvimento Social do Chile apresentando o Registro Social de Hogares, e com o gestor municipal do Cadastro Único de São Paulo, para aproximar quem decide de quem opera na ponta.
    2. Termo de uso como instrumento formal. A Portaria MDS nº 501/2017 instituiu o termo, que formaliza a relação e os compromissos entre a gestão do cadastro e os programas usuários; a Portaria nº 502/2017 instituiu a Política de Controle de Acesso aos dados.
    3. Portal da Rede, ambiente virtual restrito, meio oficial de transferência das bases mensais e de comunicação entre os partícipes.
    4. Cessão da base de acompanhamento das ações de atualização cadastral, pela qual são convocadas famílias com cadastro desatualizado há mais de dois anos (Revisão Cadastral) ou com indício de inconsistência, em especial subdeclaração de renda (Averiguação Cadastral). Com isso, os programas podem adotar um cronograma único de atualização, em vez de cada um convocar a mesma família no seu calendário.

    ⚠️ E o item 2 mostra o que o projeto realmente é: uma governança de dados construída por portaria e por reunião presencial, sem sistema novo. O portal é acessório; o termo de uso é o mecanismo.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (23ª edição), Enap · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Programas sociais usuários que assinaram o termo de uso: 28 (relato oficial)
    • Cobertura da adesão: todos os programas que têm norma estabelecendo o Cadastro Único como instrumento de gestão, até o início de 2019 (relato oficial)
    • Oficinas realizadas: 4, com média de 20 programas por atividade (relato oficial)
    • Participantes do evento de lançamento: cerca de 150 (relato oficial)
    • Usuários com acesso ao Portal da Rede: 73, entre gestores e técnicos (relato oficial)
    • Frequência de disponibilização da base: mensal, com download pelo portal (relato oficial)
    • Equipe: 5 servidores efetivos da Coordenação-Geral de Apoio à Integração de Ações (relato oficial)
    • Custo do lançamento e da 1ª oficina: R$ 30.743,00, com recursos do Acordo de Empréstimo BIRD nº 7841-BR, Projeto Unesco 914BRZ3002 (relato oficial)
    • Custo da 3ª oficina: zero para o ministério: organizada e custeada pela iniciativa World without Poverty, parceria entre Nações Unidas e Banco Mundial (relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 23ª edição, p. 297 a 317.

    ⚠️ Setenta e três usuários com acesso ao portal, para 28 programas, dão cerca de 2,6 pessoas por programa. É uma rede pequena, de gestores e técnicos, e não um canal de massa. O registro é de governança entre órgãos, não de serviço.

    O que foi afirmado:

    • Promoção do uso adequado da base de dados, que é o objetivo declarado
    • Integração dos programas usuários aos processos de averiguação e revisão cadastral: as bases de acompanhamento são usadas com frequência na gestão do Bolsa Família, da Tarifa Social de Energia Elétrica e, até 2017, do Bolsa Verde.
    • Que isso permite que os benefícios sejam direcionados a quem de fato atende aos requisitos. ⚠️ É a afirmação mais importante do relato e não tem nenhum número: não há taxa de erro de inclusão ou de exclusão antes e depois
    • Reconhecimento da cobertura e da qualificação do Cadastro Único como porta de entrada dos programas não contributivos

    Programas que acessam com maior frequência, segundo o relato: a Aneel, para a Tarifa Social de Energia Elétrica; o INSS, que carrega extrações mensais no Portal CNIS e no Sistema FBR para operar o Benefício de Prestação Continuada e o Facultativo de Baixa Renda; e o Incra, que cruza a base para o Sistema de Informações de Projetos de Reforma Agrária.

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2017

    Temas
    Assistência socialDadosTransparênciaGoverno digital
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Segurança alimentar em tempos de pandemia Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, com quase 20 órgãos municipais

    OndeBelo Horizonte / MG

    O problema

    Em Belo Horizonte o primeiro caso de covid-19 foi confirmado em 14 de março de 2020, e em 17 de março a prefeitura decretou situação de emergência em saúde pública.

    Contexto completo

    O relato dimensiona a insegurança alimentar com dados nacionais do período: para 21% da população brasileira de 18 anos ou mais, cerca de 33 milhões de pessoas, faltou alimento em casa e não havia dinheiro para repor. Nas classes D e E, 43%. E entre beneficiários do Bolsa Família, 50%, mais que o dobro da média nacional.

    Ao mesmo tempo o custo subia: em Belo Horizonte a cesta básica passou de R$ 461,28 em março para R$ 552,37 em novembro de 2020, alta de 20%, quase 17 pontos acima da inflação estimada para o ano, de 3,12%. E o rendimento médio real em Minas caiu 6,25% no mesmo período.

    E havia uma restrição que o desenho teve de respeitar: não podia haver aglomeração, nem para cadastrar nem para retirar.

    Como funciona
    1. Credenciamento de redes de supermercados, por termo de referência e edital, no lugar de a prefeitura comprar, estocar e distribuir.
    2. Consolidação de cadastros que já existiam, de quase 20 órgãos municipais, em vez de abrir cadastro novo. É o que evita a fila de inscrição.
    3. Um algoritmo que distribui os beneficiários por loja, conforme a capacidade de atendimento de cada unidade e a proximidade do endereço de cadastro.
    4. Retirada em qualquer caixa, com documento oficial com foto e CPF, evitando aglomeração, fila, demora e atendimento vexatório.
    5. Retaguarda de sistemas: consulta externa no site da prefeitura, integração da base com o georreferenciamento da oferta, e integração com os supermercados para controle.

    ⚠️ E o item 3 tem duas variáveis, não uma. O algoritmo não otimiza só distância: pondera capacidade da loja. Otimizar só proximidade concentraria milhares de pessoas no mesmo supermercado de bairro, o que reintroduziria a aglomeração que o desenho existia para evitar.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (25ª edição), Enap · 2021

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Proximidade da loja de retirada: 59% dos beneficiários referenciados a menos de 1 km do endereço de cadastro, e 80% a menos de 2 km (relato oficial)
    • Investimento direto em cestas básicas e kits de higiene, de março a abril: quase R$ 300 milhões (relato oficial)
    • Órgãos municipais mobilizados: quase 20 (relato oficial)
    • Custo da cesta básica em BH: de R$ 461,28 (março) para R$ 552,37 (novembro de 2020), alta de 20% (Dieese, citado no relato)
    • Rendimento médio real em Minas, novembro de 2020: R$ 1.902,00, 6,25% abaixo do usual de R$ 2.029,00 (PNAD Covid-19, citada no relato)

    Fonte: Enap, relato oficial na 25ª edição, p. 80 a 89 do PDF.

    ⚠️ E os dados de contexto são de fonte externa e bem citados (Dieese, PNAD Covid-19), o que é incomum. Mas eles descrevem o problema, não o efeito da política: não há nada sobre insegurança alimentar em Belo Horizonte antes e depois.

    O que foi afirmado:

    • Resposta rápida para garantir segurança alimentar à população mais impactada pela redução de renda e pelas restrições de acesso a alimentos
    • Atendimento digno, sem aglomeração, fila, demora nem atendimento vexatório
    • Modelo jurídica e economicamente viável, ágil e seguro

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2020

    Temas
    Assistência socialSaúdeInclusãoDados
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Trampo Justo Tribunal de Justiça de São Paulo, Corregedoria Geral da Justiça, em parceria com o CIEE

    OndeSão Paulo / SP

    O problema

    Aos 18 anos o adolescente acolhido é desligado e passa a se sustentar sozinho. Vem de família em situação de risco, com escolaridade defasada e sem nenhuma experiência de trabalho, e a data do desligamento é conhecida desde sempre.

    Contexto completo

    O relato descreve um desligamento com data marcada e nenhuma preparação:

    "Oriundos de famílias em situação de risco, pobres e periféricas, com grau de instrução não raro defasado em relação à idade e sem experiência profissional, esses adolescentes estarão obrigados a se sustentar sozinhos quando saírem do sistema de acolhimento."

    O problema não é imprevisível. É agendado. Todo mundo sabe a data do aniversário de 18 anos. A falha não é de informação, é de preparo, e o projeto ataca exatamente a janela em que o preparo ainda é possível: "aproveita-se o momento em que o adolescente ainda está sob cuidados de técnicos".

    Como funciona
    1. Identificação dos adolescentes acolhidos próximos da maioridade, pela rede do Judiciário.
    2. Articulação com empresas, via CIEE, para oferta de vagas e bolsas.
    3. Encaminhamento e seleção, com acompanhamento dos técnicos da casa de acolhimento.
    4. Contratação como aprendiz ou pela CLT.
    5. Campanha institucional do TJSP para ampliar a adesão de empresas. Com apoio, entre outros, das associações extrajudiciais do estado.

    PrêmioPrêmio Innovare (16ª edição) · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Jovens empregados: 60 (2019)
    • Em processo seletivo: 25 (2019)
    • Parceiro operacional: CIEE (:)

    Contagem do tribunal, divulgada por Agência Brasil e pelo TJSP.

    O que foi afirmado:

    • Desenvolvimento da autonomia dos adolescentes ainda durante o acolhimento
    • Ampliação das oportunidades de emprego e estudo

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2018

    Temas
    Assistência socialDesenvolvimento econômicoJustiça e direitosInclusão
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

Desenvolvimento econômico

11 projetos
  • Abertura do Mercado Livre de Gás no Rio de Janeiro Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (AGENERSA)

    OndeRJ

    O problema

    O mercado de gás natural brasileiro era, na prática, cativo: o consumidor industrial só podia comprar da distribuidora que atende sua área geográfica, sem poder negociar preço ou fornecedor.

    Contexto completo

    A Lei Federal nº 14.134/2021 (Nova Lei do Gás) trouxe diretrizes para abrir esse mercado. Mas a distribuição de gás canalizado é competência dos estados. E no Rio de Janeiro, faltava o instrumento regulatório estadual que permitisse a migração na prática.

    O gargalo específico: não existia no estado um contrato que regesse o uso do sistema de distribuição por quem compra o gás de terceiros. Sem esse contrato, a indústria não tinha como usar a rede da distribuidora para receber gás comprado de outro fornecedor. A permissão federal existia e era inócua.

    Como funciona
    1. Estudos e análises técnicas sobre a abertura do mercado estadual.
    2. Articulação com órgãos federais (MME, MDIC, EPE e ANP) para harmonizar a norma estadual com a política nacional.
    3. Proposta de minuta do CUSD apresentada pela concessionária distribuidora.
    4. Consulta à sociedade civil sobre a minuta.
    5. Aprimoramento regulatório e homologação do CUSD-Industrial pela AGENERSA.
    6. Migração das indústrias ao mercado livre, comprando gás de fornecedor de sua escolha e usando a rede da distribuidora sob o novo contrato.
    7. Audiência pública de acompanhamento (12/05/2025) em que os próprios agentes apresentam dados públicos e validados sobre os resultados.

    Quem faz o quê:

    AGENERSACapitaneia o processo, regula e homologa o CUSD

    Concedente estadualDiretrizes de política pública

    Concessionária distribuidora (Naturgy)Propõe a minuta; opera a rede

    MME, MDIC, EPE, ANPHarmonização com a política federal

    Grandes usuários de gás (CSN, Gerdau, Ternium)Migram e reportam resultados

    Firjan e sociedade civil organizadaParticipam do processo e mapeiam potencial

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Enap · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Dados apresentados pelos próprios agentes na audiência pública de 12/05/2025:

    • Posição do RJ no mercado nacional de gás: maior volume de gás natural circulando entre as UFs (2024) (Distribuidora Naturgy)
    • Migração da CSN: 1.300.000 m³/dia integralmente ao mercado livre (Comunicação oficial da CSN aos investidores)
    • Redução de custo obtida pela CSN: 15% no preço da molécula de gás (idem)
    • Indústrias com potencial imediato de migração: 12, somando mais de 500.000 m³/dia (Mapeamento da Firjan)
    • Economia anual estimada dessa migração: mais de R$ 50 milhões (idem)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Consenso entre governo estadual, distribuidora, consumidores e sociedade civil sobre os avanços
    • Segurança jurídica e transparência do processo
    • Experiências positivas e seguras de migração relatadas por CSN, Gerdau e Ternium, destacando o papel do CUSD na gestão de riscos
    • Atração de investimentos, geração de emprego e renda, e incentivo a matriz energética mais limpa

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2021

    Temas
    Desenvolvimento econômicoGestão fiscalMeio ambienteParticipação socialTransparência
    Abrir na página 148 (40 MB) →Ver no repositório da Enap →

    29º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • GO RecifeGeração de Oportunidade Prefeitura do Recife, Secretaria de Trabalho e Qualificação, com a EMPREL

    OndeRecife / PE

    O problema

    O modelo tradicional de agência pública de emprego tinha três falhas estruturais, agravadas pela pandemia:

    • Atendimento exclusivamente presencial, o trabalhador precisa se deslocar para se cadastrar e para saber de vagas;
    • Sem integração entre agências, uma vaga cadastrada numa unidade não circulava para as demais, fragmentando artificialmente um mercado que é único;
    • Sem perspectiva de crescimento da oferta. A agência registrava as vagas que chegavam, sem mecanismo para atrair mais empresas.
    Contexto completo

    A pandemia somou desemprego em alta e renda média em queda. R$ 831,66 na Região em 2021, ampliando a demanda justamente quando o canal presencial ficou mais difícil.

    Como funciona

    Para o candidato: cria perfil profissional, gera currículo, visualiza todas as oportunidades do GO Recife e do SINE, recebe alertas quando surge vaga compatível e se candidata com um clique. Com um cadastro só para concorrer a diversas vagas.

    Para a empresa: cadastra-se uma única vez, publica vagas em tempo real e o sistema notifica automaticamente todos os usuários que dão "match" com os requisitos.

    Para o prestador de serviço: divulga o trabalho e faz busca ativa; o tomador cria uma oportunidade de serviço e recebe propostas.

    Para a qualificação: ofertas de cursos gratuitos da prefeitura e de parceiros.

    Apoio por IA: integração com ChatGPT para ajudar o usuário a criar e reescrever o perfil profissional. A equipe percebeu que muitos usuários travavam nessa etapa.

    Atendimento assistido: quem procura a agência presencial recebe todo o auxílio necessário para criar o cadastro. O digital não eliminou o presencial, deslocou sua função para o apoio.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (27ª edição), Enap · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Formato de meta declarada × resultado alcançado, que este repositório recomenda:

    • Ter constantemente novas oportunidades: Média mensal mínima de 100 vagas criadas diretamente no GO Recife (158 vagas/mês · out/21 a dez/22 · Total de vagas ÷ meses)
    • Construir banco de candidatos atrativo: Mínimo de 20.000 candidatos até dez/2022 (mais de 44.000 · out/21 a dez/22 · Usuários cadastrados)
    • Ter grande número de empresas: Mínimo de 1.000 empresas até dez/2022 (mais de 1.400 · out/21 a dez/22 · Empresas cadastradas)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    Todas as três metas superadas. Candidatos com folga de 120%.

    O que foi afirmado:

    • Promoção de oportunidades de trabalho e geração de renda
    • Interação entre trabalhadores, empresas, prestadores, tomadores e ofertantes de cursos
    • Ampliação do acesso além do canal presencial

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2021

    Temas
    Desenvolvimento econômicoGoverno digitalInclusãoEducaçãoAtendimento ao cidadão
    Abrir na página 203 (8 MB) →Ver no repositório da Enap →

    27º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Creative Commons BY-NC

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Hubine, Hub de Inovação do Banco do Nordeste Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB)

    OndeFortaleza / CE

    O problema

    O Banco do Nordeste é o maior banco de desenvolvimento regional da América Latina, e a sua missão declarada é atuar como banco de desenvolvimento da região. Para cumpri-la, observou um contexto que o pressionava dos dois lados:

    • Do lado do mercado financeiro, as fintechs revolucionando o setor bancário
    • Do lado do cliente, o empreendedor nordestino carecendo de sofisticação tecnológica e de ineditismo, e precisando de investimento
    • Do lado da economia, um contraste que o relato usa como argumento: entre 2014 e 2015 o PIB brasileiro caiu 3,8% enquanto a indústria de tecnologia da informação cresceu 20%
    Como funciona
    1. Inovação vira diretriz do Planejamento Empresarial, isto é, entra no instrumento estratégico formal do banco, não numa carta de intenções.
    2. Orçamento próprio, no Plano de Dispêndios Globais. Há rubrica de inovação, incluindo apoio financeiro às startups do coworking.
    3. Disciplinamento interno para apresentar, avaliar, selecionar e implementar ideias inovadoras, com concurso de ideias entre funcionários.
    4. Adequação do fluxo de TI, com a criação de uma categoria "inovação" no atendimento de demandas corporativas, porque metodologia ágil não roda em fila de TI desenhada para outra coisa.
    5. Processo de aquisição de solução inovadora no mercado, com base no marco legal da inovação.
    6. Instrumentos financeiros: editais de subvenção econômica não reembolsável para startups, e produtos de crédito próprios (FNE Sol, FNE Água, FNE Inovação, FNE Semente).

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (23ª edição), Enap · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Período de 2016 a 2018:

    • Crédito especializado para inovação: de R$ 590 milhões (2016) para R$ 750 milhões (2018), variação de 27% (relato oficial)
    • Editais de subvenção econômica para startups: 2, somando R$ 9 milhões não reembolsáveis: R$ 4 milhões em 2017 e R$ 5 milhões em 2018, crescimento de 25% (relato oficial)
    • Eventos de capacitação em inovação: 90, envolvendo 2.700 participantes, internos e externos (relato oficial)
    • Startups com troca de experiência: pelo menos 180, incluindo parceiros internacionais como a Start-Up Chile (relato oficial)
    • Empresas no coworking: elevação de 100% entre 2016/2017 e 2017/2018 (relato oficial)
    • Ideias coletadas nos concursos internos: 347, nos programas InovaBNB 2016 e 2017, com premiação das melhores de cada ano (relato oficial)
    • Custo com pessoal do Hubine, 2016 a 2018: R$ 4,3 milhões (relato oficial)
    • Equipe: 4 funcionários em 2016, 5 em 2017 e 8 em 2018, com a inauguração de Salvador (relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 23ª edição, p. 143 a 158.

    Contagens do próprio banco, acompanhadas pelos instrumentos corporativos de Planejamento Empresarial e Programa de Ação.

    ⚠️ Mas ele não é atribuível ao Hubine sozinho. O crédito cresceu no mesmo período em que o banco criou quatro produtos novos de FNE, foi reconhecido como agência de fomento e enfrentou um ciclo econômico próprio. O relato apresenta a variação como impacto da unidade, sem isolar nada.

    O que foi afirmado:

    • Definição de diretrizes estratégicas estabelecendo a inovação como prática no Planejamento Empresarial
    • Disciplinamento interno para apresentação, avaliação, seleção e implementação de ideias
    • Práticas de metodologias ágeis na concepção de processos, produtos e serviços
    • Adequação do processo de atendimento de demandas de TI
    • Definição de processo de aquisição de soluções inovadoras pelo marco regulatório da inovação
    • Conexão entre academia, governo e sociedade

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2016

    Temas
    Desenvolvimento econômicoGoverno digitalGestão de pessoasParticipação social
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • PITCH GOV.SP Subsecretaria de Parcerias e Inovação, Secretaria de Governo do Estado de São Paulo, com a Prodesp e a ABStartups

    OndeSP

    O problema

    São dois problemas que se encaixam, e o programa existe porque eles se encaixam.

    Contexto completo

    Do lado do governo, inovar é irracional para quem decide. Os benefícios de uma mudança nunca são claros de antemão, o custo político de uma implementação malsucedida é alto, e o uso de recurso público pode ser questionado pelos órgãos de controle. Para o gestor que conhece o preço de ser responsabilizado, adiar a decisão arriscada é a escolha racional. Some-se a inércia burocrática e o prazo da contratação, que quando mal planejada demora tanto que a solução buscada já ficou obsoleta. O resultado é que quase toda solução nasce dentro de casa.

    Do lado das empresas, existe um desejo que não encontra porta. A Associação Brasileira de Startups apurou que 94% das suas associadas têm dificuldade de realizar projetos com o setor público, mesmo em modelos gratuitos. A maioria não enxerga o governo como agente do ecossistema de inovação, e sim como fonte de entrave. E os órgãos, por sua vez, recebem propostas que os interessam sem tempo nem capacidade técnica para avaliar todas.

    Como funciona
    1. Adesão voluntária dos órgãos. O relato é explícito ao dizer que o processo precisa ser aberto e voluntário, porque engajamento e interesse são condição para o teste dar certo.
    2. Definição dos desafios. Na segunda edição, o Sebrae-SP conduziu um workshop de design thinking para ajudar os gestores a achar desafios realmente relevantes. A razão declarada é operacional: quanto mais importante o desafio, maior o esforço que o gestor aceita fazer e maior o risco que aceita correr.
    3. Edital de chamamento público, com cerca de um mês de inscrição e campanha de divulgação junto à ABStartups, aceleradoras, coworkings e fundos.
    4. Comitê de análise com a Unidade de Inovação, as secretarias que propuseram os desafios, a ABStartups e a Prodesp, avaliando por quatro critérios: maturidade da empresa, modelo de negócio, equipe e aderência ao desafio.
    5. Convênio de teste sem repasse financeiro, em nenhuma direção.

    ⚠️ E a conta chega depois: o mesmo desenho que barateia o teste não cria caminho para a contratação, que é a barreira que o próprio relato nomeia e não resolve.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (22ª edição), Enap · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Inscrições de startups nas duas edições: mais de 550 (305 na primeira) (relato oficial e Governo de SP)
    • Órgãos participantes: 6 na 1ª edição, 11 na 2ª, em 8 áreas temáticas (relato oficial)
    • Soluções recomendadas para teste na 2ª edição: 12 (relato oficial)
    • Custo total do programa: R$ 168.000,00: R$ 108 mil na 1ª edição e R$ 60 mil na 2ª, de contratação da ABStartups pela Prodesp (relato oficial)
    • Repasse financeiro às startups: zero, em nenhuma direção (relato oficial)

    Resultados dos testes individuais, que são o que o programa entrega:

    • Nama e Poupatempo, chatbot de atendimento: mais de 71,3 milhões de mensagens trocadas e cerca de 2,5 milhões de agendamentos em um ano; atende cerca de 10 mil pessoas por dia
    • Aquarela e Secretaria de Saúde, IA sobre bases de saúde: cerca de 917 mil registros de óbitos e nascimentos analisados, e ranking dos 645 municípios por qualidade de preenchimento, que virou base de uma premiação estadual
    • Árvore de Livro e Secretaria da Educação, leitura digital: testes em 40 escolas entre março e dezembro de 2017. Ao fim, nenhuma escola se disse contrária ao livro digital: 27% ofereceriam só digital e 73% ofereceriam digital e físico
    • ClassApp e Centro Paula Souza, comunicação escola e família: testado em 9 escolas técnicas, com altas taxas de uso e satisfação

    Fonte: Enap, relato oficial na 22ª edição.

    Números de uso das próprias soluções e do programa.

    ⚠️ O relato se confunde entre as edições ao contar os testes. Num parágrafo diz que "na primeira edição, nove testaram as suas soluções"; no seguinte, fala das "nove startups que realizaram testes na segunda edição". Os números de órgãos (6 e 11) e de soluções recomendadas (12) são consistentes; a contagem de testes por edição, não.

    O que foi afirmado:

    • Mudança de cultura e maior busca por programas de inovação e tecnologia em São Paulo, indicada pelo crescimento de 6 para 11 órgãos
    • Procura de outros estados e municípios interessados em criar programa próprio
    • Capacitação dos gestores em práticas de trabalho inovadoras, incluindo a elaboração de termos de referência para serviços de inovação
    • Selo de impacto social para as startups participantes

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2015

    Temas
    Desenvolvimento econômicoGoverno digitalCompras públicasParticipação social
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Pix Banco Central do Brasil

    OndeBrasil

    O problema

    O Banco Central mantém a Agenda BC#, e um dos seus pilares é a competitividade. Ao longo dos anos o órgão vinha apontando falhas no mercado de pagamentos brasileiro e aprimorando a regulação para reduzir as fricções de um mercado concentrado.

    Contexto completo

    O relato lista as lacunas que o Pix veio suprir, e a lista é o diagnóstico: falta de competitividade, lentidão na adoção de novas tecnologias, baixa inclusão social, tarifas altas, concentração, inconveniência para o usuário, alto custo de aceitação para empresas, demora no recebimento do recurso, casos de uso limitados e demora na liquidação.

    Como funciona

    O relato enumera as características que, juntas, definem o arranjo:

    1. Velocidade. Um Pix leva no máximo 10 segundos, e metade é concluída em até 6.
    2. Disponibilidade plena, inclusive fins de semana e feriados.
    3. Multiplicidade de casos de uso: entre pessoas, em ponto de venda, no comércio eletrônico, para contas, e com o governo tanto como pagador quanto como arrecadador.
    4. Conveniência, com iniciação por dados manuais, chave de endereçamento ou QR Code.
    5. Arranjo aberto, com estrutura ampla de participação entre instituições distintas.

    E duas peças de infraestrutura construídas pelo próprio Banco Central: o SPI, sistema de liquidação, e o DICT, o diretório que resolve a chave de endereçamento.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (25ª edição), Enap · 2021

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Período de 16/11/2020 a 30/04/2021, seis meses de operação plena:

    • Fomentar a competitividade do mercado de pagamentos: HHI abaixo de 10% na quantidade de transações no primeiro ano (HHI mantido baixo em todos os seis meses: 9,7%, 10%, 9,8%, 9,5%, 9,2%, 8,9%, 9,1% · cálculo do HHI)
    • Reduzir custos para pagadores e recebedores: Diminuir a tarifa da TED para pessoa física e jurídica (Gratuito para pessoa física; média de R$ 0,33 para pessoa jurídica · declaração dos participantes pelo documento 1201. ⚠️ "Dados informados são declaratórios", ressalva do próprio Banco Central)
    • Promover a inclusão financeira: Incluir 5% da população no primeiro ano (Mais de 18 milhões de cidadãos que não realizavam TED, em seis meses · estatísticas Pix do BCB)
    • Aumentar a fatia dos meios digitais em ao menos 10% no primeiro ano: (Além dos 18 milhões, mudança de perfil de uso entre quem já usava · estatísticas Pix do BCB)

    Fonte: Enap, relato oficial na 25ª edição, p. 48 a 56 do PDF.

    Estatísticas do próprio Banco Central, publicadas em https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/estatisticaspix.

    ⚠️ A meta de inclusão era 5% da população no primeiro ano, e o resultado de 18 milhões é reportado em seis meses. Dezoito milhões sobre cerca de 214 milhões de brasileiros dão cerca de 8,4%, portanto a meta foi superada em metade do prazo. É essa conta que mede o objetivo social declarado, e é ela que vale citar.

    O que foi afirmado:

    • Pagamento perfeito para uso entre pessoas, em ponto de venda, comércio eletrônico, contas e com o governo
    • Potencial de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado de pagamentos
    • Experiência tão simples quanto mandar uma mensagem de texto

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2020

    Temas
    Desenvolvimento econômicoGoverno digitalInclusãoDados
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Portal Único de Comércio Exterior, novo processo de exportações Secretaria Especial da Receita Federal e Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Ministério da Economia

    OndeBrasil

    O problema

    O Siscomex foi lançado em 1993 e era de vanguarda: integrava registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior num fluxo único computadorizado, servindo de interface entre importadores, exportadores e os órgãos de governo.

    Contexto completo

    Vinte e cinco anos depois, o crescimento do comércio exterior o havia ultrapassado. A limitação do Siscomex diante das necessidades dos órgãos anuentes levou à criação de procedimentos e sistemas paralelos de controle que se sobrepunham, com duplicidade e morosidade no processamento.

    O efeito sobre o exportador era direto: interagir com diversos sistemas e repartições, de forma independente e desarmônica, gerando imprevisibilidade e tempo perdido. O processo antigo começava com um Registro de Exportação, seguia por Declaração de Exportação em versões diferentes conforme o porte, e terminava em etapas fragmentadas sob instâncias distintas.

    E havia um problema de infraestrutura por trás: o Brasil tem gargalos logísticos históricos, com filas nos portos e atrasos no transporte. Investir em infraestrutura é caro e lento.

    Como funciona
    1. Uma declaração no lugar de quatro documentos. A DU-E reúne informação comercial, administrativa, aduaneira, fiscal e logística da operação, e serve tanto ao controle aduaneiro quanto ao administrativo, inclusive posterior ao embarque. É também a base da estatística de exportação do país.
    2. Cada dado é informado uma vez, por quem o tem. Se a informação já existe em outro sistema, ela é transmitida para a DU-E; se é registrada na DU-E, ela transmite aos demais. A redundância desaparece por desenho, não por disciplina.
    3. A Nota Fiscal Eletrônica como pré-requisito, o que ancora a declaração num documento que já existe e já é fiscalizado.
    4. Integração de 100% dos órgãos anuentes e uso intensivo de gerenciamento de risco, possibilitado pelo fluxo único: com toda a informação num lugar, dá para escolher o que inspecionar em vez de inspecionar por regra fixa.
    5. Transição faseada, com ambiente de simulação aberto ao setor privado desde dezembro de 2016, mais de um ano e meio antes da obrigatoriedade.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (23ª edição), Enap · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Tempo médio de liberação de carga no modo hidroviário: 13 dias (7 dias, contra meta de 8 · banco de dados da Secretaria da Receita Federal)
    • Órgãos anuentes integrados: parciais, com sistemas paralelos (100% · relato oficial)
    • Cobertura do novo processo: (100% das exportações brasileiras · relato oficial)
    • Investimento da Receita Federal desde 2014: (cerca de R$ 16 milhões na solução de TI · relato oficial)
    • Mapeamento de processos, 1ª fase: (cerca de 300 horas de reunião com os órgãos anuentes · relato oficial)
    • Documentos substituídos pela DU-E: 4 (RE, DE web, DE grande porte e DSE) (1 · relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 23ª edição, p. 275 a 296.

    O que foi afirmado:

    • Retorno potencial à sociedade superior a USD 11,5 bilhões, ou mais de R$ 40 bilhões. O cálculo declarado é: segundo estudo de referência internacional, cada dia reduzido no processo gera economia potencial de 0,8% do valor da mercadoria; aplicando os 6 dias de redução ao total exportado pelo Brasil em 2018, USD 239,5 bilhões, chega-se a USD 11,5 bilhões
    • O novo processo quase dobrou a capacidade de processamento de carga de exportação, com baixo investimento, aproveitando melhor a capacidade já instalada nos portos
    • Redução expressiva no tempo de concessão de licenças e liberação mais ágil para embarque, citando a análise das exportações de carnes

    ⚠️ Os R$ 40 bilhões são a maior cifra de todo o acervo e a que tem a inferência mais longa, e o problema está no denominador. A aritmética fecha: 0,8% × 6 dias × USD 239,5 bilhões = USD 11,5 bilhões. Mas os 6 dias foram medidos na liberação de carga do modo HIDROVIÁRIO, e os USD 239,5 bilhões são a pauta INTEIRA de exportação do Brasil, por todos os modais. Aplicar a redução medida num modal ao valor total supõe que o ganho foi igual em todos, o que o relato não demonstra. ⚠️ E o "0,8% do valor da mercadoria por dia" vem de um "estudo de referência internacional" não identificado, o que impede conferir a origem, o período e o contexto do parâmetro. Ao citar este caso, citar os 13 para 7 dias, que são medidos, e tratar os R$ 40 bilhões como o que são: uma estimativa de potencial, com duas premissas não demonstradas.

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2018

    Temas
    Desenvolvimento econômicoGoverno digitalDadosGestão fiscal
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Programa BRDE LABS 2022 no Paraná Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE)

    OndePR

    O problema

    Bancos de desenvolvimento têm um instrumento só: crédito. Mas startup em estágio inicial frequentemente não precisa de empréstimo. Precisa de cliente, validação e acesso. E o ecossistema de inovação precisa de algo que o banco tem de sobra e não usa para isso: relacionamento com o setor produtivo.

    Contexto completo

    O problema declarado é do lado da oferta: faltava ao BRDE um instrumento contínuo de apoio não-creditício às startups e de fomento ao ecossistema de inovação dos três estados do Sul.

    Como funciona
    1. Definição do foco temático da edição (agronegócio, indústria, ESG).
    2. Parceria com aceleradora para curadoria técnica. No PR, a Hotmilk/PUCPR.
    3. Apresentação de desafios reais por empresas parceiras ou pelo próprio banco.
    4. Busca de soluções tecnológicas desenvolvidas por startups.
    5. Provas de conceito, quando pertinente.
    6. Contratação das startups selecionadas.
    7. Capacitação interna dos comitês de seleção do banco.

    A 1ª edição ilustra bem o mecanismo: dez cooperativas agroindustriais paranaenses. Frimesa, Copacol, Coopavel, Primato, Lar, Castrolanda, Cocamar, Integrada, Cocari e C.Vale. Apresentaram seus próprios desafios, e as startups buscaram soluções para eles. O banco não escolhe o problema: quem tem o problema o traz.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (27ª edição), Inovação Ambiental · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Promover a cultura do engajamento e iniciativas inovadoras: Capacitação dos membros dos comitês de seleção do BRDE (70 horas de treinamento fornecidas · dez/2022 · Certificados de participação e aulas gravadas)
    • Endereçar questões do BRDE relacionadas a ESG: Contratação de uma startup para cada um dos 4 desafios (4 startups contratadas · abr e mai/2023 · Assinatura dos contratos)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Instrumento contínuo de apoio não-creditício a startups
    • Fomento ao ecossistema de inovação dos três estados do Sul
    • Respeito às necessidades e particularidades de cada ecossistema local

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2019

    Temas
    Desenvolvimento econômicoMeio ambienteGoverno digitalClima
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    27º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Creative Commons BY-NC

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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Programa Centelha Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Finep, com CNPq, Confap e Fundação CERTI

    OndeBrasil

    O problema

    O fomento à inovação no Brasil é concentrado: programas federais operados centralmente alcançam sobretudo os ecossistemas já maduros do Sudeste e Sul, e as boas ideias que surgem fora deles não chegam ao edital.

    Contexto completo

    A cultura empreendedora inovadora, por sua vez, é desigualmente distribuída. Não porque falte talento, mas porque falta porta de entrada local.

    Como funciona
    1. Metodologia validada e padronizada desenvolvida centralmente (Fundação CERTI).
    2. Chamada pública lançada por cada FAP estadual, com identidade e calendário próprios.
    3. Sistema Web comum da Fundação CERTI, usado por todos os estados participantes.
    4. Inscrição de ideias inovadoras por empreendedores locais.
    5. Capacitação dos inscritos, independentemente de aprovação.
    6. Seleção e contratação dos projetos de P,D&I.
    7. Apoio financeiro e suporte ao desenvolvimento.

    Quem faz o quê:

    MCTI e FinepRealização, apoio técnico e financeiro

    CNPqParceria

    ConfapArticulação das fundações estaduais

    Fundação CERTIMetodologia e Sistema Web

    FAPs estaduaisExecução descentralizada: chamada, seleção e acompanhamento

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Enap · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura do empreendedorismo inovador em todo o território nacional: 15.471 ideias inovadoras inscritas, oriundas de 1.009 municípios, envolvendo 38.770 empreendedores em suas equipes, com 473 projetos de P,D&I contratados (09/12/2018 a 15/04/2022 · Relatório de Execução do Objeto do Termo de Colaboração com a CERTI)
    • Estados participantes na 1ª edição: 19

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Disseminação da cultura empreendedora inovadora em todo o território nacional
    • Transformação de ideias inovadoras em negócios de sucesso

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2018

    Temas
    Desenvolvimento econômicoInclusãoDados
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    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • San Miguel se Llena de Nuevas Oportunidades, programa de reinserção produtiva de migrantes retornados Gobierno Municipal de San Miguel, El Salvador, com a Swisscontact

    OndeSV

    O problema

    Quem volta ao país depois de migrar chega sem renda, muitas vezes com dívida da viagem, e num lugar onde a rede de contatos de trabalho se desfez. Sem ocupação em pouco tempo, a pessoa tenta migrar de novo, e é isso que o programa tenta interromper.

    Contexto completo

    Para o governo municipal o problema tem outra face: recepção de pessoa retornada é atribuição tratada como federal, e a prefeitura é onde a pessoa efetivamente mora depois de voltar.

    Como funciona

    O modelo Nuevas Oportunidades opera por fases, na descrição da própria Swisscontact:

    1. Sensibilização, que é alcançar a pessoa retornada e apresentar a via de empreendimento ou de emprego.
    2. Pré-incubação, com formação em administração e desenho do modelo de negócio.
    3. Incubação, com assessoria personalizada e capital de partida para implantar a iniciativa produtiva.
    4. Acesso a mercado, que é onde o negócio deixa de depender do programa.
    5. Acompanhamento do resultado, com contagem de quantas pessoas estão ocupadas e quantos negócios seguem abertos.

    Quem faz o quê:

    Gobierno Municipal de San MiguelEnte local do programa, com acesso ao território e à pessoa retornada

    SwisscontactAplica o modelo, forma, assessora e entrega capital de partida

    Ministério das Relações Exteriores de El SalvadorConduz cursos de empreendimento para pessoas retornadas, inclusive em San Miguel

    Pessoas retornadasPercorrem as fases e abrem ou conduzem o negócio

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Pablo Valenti · 2022

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Pessoas atendidas: 130 (de 2018 até 2022 · BID, nota de imprensa dos vencedores de 2022)
    • Pessoas atendidas que estavam trabalhando: 60% (até 2022 · BID, nota de imprensa dos vencedores de 2022)
    • Negócios abertos por pessoas migrantes: 24 (de 2018 até 2022 · BID, nota de imprensa dos vencedores de 2022)
    • Candidaturas na oitava edição do Gobernarte: 68 inscrições de 13 países (2022 · BID, nota de imprensa dos vencedores de 2022)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Os 60% não têm data de corte nem definição de trabalho. A fonte diz que 60% das 130 pessoas estão empregadas, sem dizer quando isso foi apurado nem se conta o próprio negócio como ocupação. Como 24 delas abriram negócio, é provável que trabalho por conta própria esteja incluído, e isso muda a leitura do número.

    ⚠️ 130 pessoas é o tamanho do programa, e é pequeno. O número é honesto e serve para comparar custo por pessoa atendida. Ele não sustenta afirmação sobre o fluxo migratório do município.

    O que foi afirmado:

    • O BID afirma que a prefeitura aplica o modelo em parceria com a Swisscontact desde 2018.
    • A Swisscontact afirma que o percurso de quatro fases leva a pessoa retornada da sensibilização ao acesso a mercado.
    • Nenhuma fonte localizada afirma que o programa reduziu nova tentativa de migração, que seria o resultado final do desenho.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2018

    Temas
    Desenvolvimento econômicoInclusãoAssistência social
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Serviço de inspeção de produtos de origem animal executado por consórcio Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da AMFRI (CIM-AMFRI)

    OndeItajaí / SC

    O problema

    Produto de origem animal só pode ser vendido com inspeção oficial. Município pequeno raramente consegue manter serviço de inspeção próprio, com veterinário, estrutura e rotina de fiscalização, e sem ele a agroindústria familiar fica informal ou restrita ao próprio território.

    Contexto completo

    O relato descreve o efeito: falta de formalização de pequenas agroindústrias e de produtores familiares, e fragilidade da cadeia produtiva do pescado, numa região litorânea onde o beneficiamento é atividade de subsistência de famílias.

    Como funciona
    1. Os municípios delegam ao consórcio a execução do serviço de inspeção, em vez de cada um manter o seu.
    2. Equipe técnica única, com padronização dos procedimentos entre os municípios.
    3. Registro de estabelecimentos pela estrutura do consórcio.
    4. Adesão ao SISBI-POA no escopo de carne e derivados, o que dá equivalência nacional.
    5. Selo ARTE obtido por estabelecimentos da região, que é o selo para produto artesanal de origem animal.
    6. Apoio à formalização de pequenas agroindústrias e produtores familiares.

    ⚠️ E o passo 1 é a decisão política, não técnica. O município transfere ao consórcio uma competência de fiscalização própria, e é isso que costuma travar arranjos desse tipo.

    PrêmioMostra de Boas Práticas Municipais, Chamamento Público nº 001/2026 · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Estabelecimentos registrados, antes: cerca de 40
    • Estabelecimentos registrados, depois: quase 110
    • Crescimento: cerca de 175%
    • Municípios consorciados alcançados: 8
    • Equivalência ao SISBI no escopo de carne e derivados: obtida
    • Selo ARTE: obtido por estabelecimentos da região

    Fonte: CIGA, Portal de Boas Práticas, registro da prática.

    ⚠️ O crescimento de 175% é conta deste acervo, e vale como ordem de grandeza e não como precisão: os dois números são "cerca de 40" e "quase 110". De 40 para 110 dá 175%.

    O registro de estabelecimentos é contagem do próprio serviço. A equivalência ao SISBI, essa sim, é atestada por auditoria federal, e é o que aproxima este caso do nível 3 sem alcançá-lo, porque a auditoria certifica o serviço e não o resultado econômico alegado.

    O que foi afirmado:

    • Fortalecimento da formalização de pequenas agroindústrias e produtores familiares
    • Fortalecimento da cadeia produtiva do pescado e permanência de famílias na atividade de beneficiamento
    • Padronização técnica e ampliação do acesso ao serviço oficial
    • Fortalecimento da segurança dos alimentos nos municípios participantes

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2023

    Temas
    Desenvolvimento econômicoSaúdeGestão fiscal
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 23 de setembro de 2026

  • Tesouro Direto Impacta (TD Impacta) Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Ministério da Fazenda

    OndeBrasil

    O problema

    Empreendedores sociais no Brasil enfrentavam duas barreiras somadas:

    Inadequação do apoio disponível. Falta de suporte técnico e financeiro ajustado ao estágio do negócio, quem está na ideação precisa de coisa diferente de quem está acelerando, e a oferta existente não distinguia.

    Contexto completo

    Barreiras estruturais de acesso. Desigualdade regional, racial e de gênero filtrando quem chega ao capital e ao apoio técnico, independentemente da qualidade da ideia.

    Como funciona

    Trilha 1. Criação. Apoia empreendedores na fase inicial até o lançamento de um MVP (produto mínimo viável) e a formalização do negócio com CNPJ.

    Trilha 2. Aceleração. Apoia startups já em operação com formação, mentoria e aporte, visando crescimento de faturamento e de alcance.

    Trilha 3. Inovação Aberta. Conecta desafios a pilotos, que são avaliados e, quando validados, implementados.

    Elementos comuns: mais de 100 horas de formação oferecidas, aportes financeiros por doação, seleção com marcadores de diversidade (gênero, raça, região) e governança compartilhada entre os executores.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Enap · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Geral:

    • Aportes financeiros: mais de R$ 5 milhões em doações
    • Empreendedores apoiados: 40
    • Inscrições recebidas: mais de 1.400, de todas as regiões
    • Selecionados com marcador de diversidade (gênero, raça ou região): 75%
    • Horas de formação oferecidas: mais de 100

    Trilha Criação:

    • Empreendedores apoiados: 20
    • Lançaram um MVP: 100%
    • Formalizaram o negócio com CNPJ: 80%

    Trilha Aceleração:

    • Startups apoiadas: 10
    • Pessoas beneficiadas diretamente: mais de 119 mil
    • : por ações de educação e reinserção financeira 58 mil
    • : pequenos empreendedores atendidos 42 mil
    • : crianças e adolescentes com acesso a educação básica 300
    • Aumento do faturamento médio das startups: mais de 40%
    • Novos modelos de negócio lançados: 5
    • Novos produtos desenvolvidos: 3
    • Investimento captado: 1

    Trilha Inovação Aberta: 10 pilotos avaliados, 5 em implementação.

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Redução de barreiras regionais, raciais e de gênero no acesso a apoio e capital
    • Fortalecimento do ecossistema de negócios de impacto

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2023

    Temas
    Desenvolvimento econômicoInclusãoGêneroGestão fiscal
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    29º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

Compras públicas

9 projetos
  • Central de Planejamento, Compras e Licitações Secretaria de Administração e Fazenda, Prefeitura de Capão Alto

    OndeCapão Alto / SC

    O problema

    O relato lista seis sintomas do mesmo defeito: morosidade nos processos de compra, retrabalho, baixa integração entre setores, excesso de contratações emergenciais, e o que dá urgência a tudo, risco de perda ou devolução de recursos por não executar dentro do prazo legal.

    Contexto completo

    ⚠️ E o número de partida diz o tamanho da máquina: dezessete procedimentos licitatórios em um exercício inteiro. Capão Alto é município pequeno, e o caso só faz sentido lido nessa escala.

    Como funciona
    1. Criação da Central, que centraliza o que estava espalhado pelas secretarias.
    2. Reorganização dos fluxos administrativos, com definição clara de atribuições e responsabilidades.
    3. Integração formal entre secretarias requisitantes, setor contábil, compras e licitações.
    4. Formação e fortalecimento de equipe técnica própria, com redistribuição de atribuições.
    5. Padronização dos procedimentos.
    6. Fortalecimento do planejamento das demandas, que é o que antecipa a compra e tira a pressão do emergencial.
    7. Ampliação do uso de atas de registro de preços e de credenciamentos.
    8. Adequação da estrutura física, com mobiliário e equipamentos.

    ⚠️ E o passo 2 é o que costuma faltar em quem copia. Criar a central sem redefinir quem faz o quê produz uma unidade nova recebendo o mesmo processo desorganizado, com uma etapa a mais.

    PrêmioMostra de Boas Práticas Municipais, Chamamento Público nº 001/2026 · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Procedimentos licitatórios, exercício anterior: 17 em todo o ano
    • Procedimentos licitatórios, até maio de 2026: cerca de 48, em menos de cinco meses
    • Compras diretas no Fundo Municipal, antes: 1.266
    • Compras diretas no Fundo Municipal, no mesmo período: 925
    • Redução das compras diretas: superior a 26%
    • Recursos de convênio sob risco de devolução que passaram a ter melhores condições de execução: cerca de R$ 1,3 milhão
    • Pessoas alcançadas: 2.700, segundo o registro

    Fonte: CIGA, Portal de Boas Práticas, registro da prática, campos "Resumo", "Resultados principais" e "Número aproximado de pessoas impactadas".

    ⚠️ E há uma contradição dentro do próprio registro, sobre o número mais citado do caso. O campo "Resumo" diz "de 17 para 30 licitações em menos de 5 meses"; o campo "Resultados principais" diz "aproximadamente 48 licitações até maio de 2026". São 30 e 48 no mesmo documento, para o mesmo indicador e o mesmo período. Ao citar este caso, citar a contradição junto, ou não citar o número. Este acervo adota o 48 na tabela por vir do campo de resultados, e registra o 30 aqui.

    Contagem administrativa da própria prefeitura.

    O que foi afirmado:

    • Maior eficiência administrativa e redução da morosidade
    • Economicidade, transparência e segurança nos procedimentos
    • Transformação de um modelo fragmentado e reativo em gestão centralizada, integrada e preventiva
    • A maior movimentação financeira da história do município, conforme o campo "Resumo"
    • Melhoria dos serviços entregues à população, por ampliação da capacidade de execução

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2026

    Temas
    Compras públicasGestão fiscalTransparência
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 23 de setembro de 2026

  • ColaboraGov SustentávelCentro de Serviços Compartilhados Secretaria de Serviços Compartilhados (SSC), Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)

    OndeBrasil

    O problema

    Em 2023 a reorganização da estrutura federal transformou 23 ministérios (dezembro/2022) em 39, sem alterar o número total de cargos públicos. Replicar em cada pasta nova a estrutura completa de apoio, de pessoal a compras e TI, significaria multiplicar estruturas comuns e drenar para a atividade-meio o efetivo que deveria fazer política pública.

    Contexto completo

    A aritmética não fechava: mais ministérios, mesmo efetivo. Replicar em cada nova pasta a estrutura completa de apoio (pessoal, orçamento, compras, logística, TI) significaria multiplicar estruturas comuns e drenar para a atividade-meio o efetivo que deveria fazer política pública.

    A resposta de desenho veio antes da solução: muitos dos novos ministérios já foram concebidos com unidade de suporte administrativo deliberadamente reduzida, pensada para funcionar apenas como ponte de gestão de demandas, pressupondo que existiria algo do outro lado da ponte. O ColaboraGov é esse outro lado.

    Como funciona
    1. Adesão do órgão, com definição dos serviços a compartilhar.
    2. Transferência da execução das atividades de apoio ao ColaboraGov, que as opera com processo padronizado e mesmo patamar de qualidade, prazo e transparência para todos os aderentes.
    3. Compras conjuntas: consolidação das demandas dos ministérios no Plano Anual de Contratações e condução de planejamentos para contratações compartilhadas.
    4. Gestão contratual compartilhada do parque de contratos resultante.
    5. Rateio de custos pelo SplitGov, sistema próprio que padroniza e dá transparência à divisão de despesas compartilhadas.
    6. Governança interministerial pelo CIG-SC.
    7. Painéis públicos de acompanhamento (ver seção 6).

    Quem faz o quê:

    Secretaria de Serviços Compartilhados (SSC/MGI)Opera o ColaboraGov: apenas com servidores e colaboradores da própria Secretaria

    Comitê Interministerial de Governança de Serviços Compartilhados (CIG-SC)Governança e decisão

    13 ministérios aderentesTransferem a execução das atividades de apoio

    Unidades regionais (25)Atendem órgãos parceiros nos estados

    Ministérios atendidos incluem Fazenda, MGI, Igualdade Racial, Previdência Social e Mulheres, entre outros, 13 ao todo desde janeiro de 2024.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Enap · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Todos os números vêm do relato oficial publicado pela Enap, salvo indicação.

    Eficiência operacional. O dado mais forte do projeto:

    • Folha de pagamento operada: R$ 1 bilhão/mês, dos 13 ministérios
    • Servidores que a operam: 13
    • Servidores que o modelo anterior exigiria: 54
    • Interrupções durante a implantação: nenhuma

    Compras e contratos (2024):

    • Demandas consolidadas no Plano Anual de Contratações: 1.791
    • Planejamentos para contratações compartilhadas: 11
    • Contratos vigentes sob gestão compartilhada: ~1.730
    • Tempo de cálculo de rateios (SplitGov): de 60 dias para minutos
    • Cobertura do SplitGov: 100% dos modelos usados no ColaboraGov

    Sustentabilidade social:

    • Cota para mulheres em situação de violência doméstica em contratos terceirizados: 22 contratadas em Brasília: pioneirismo na aplicação do Decreto nº 11.837/2023
    • Redução de jornada de terceirizados (44h → 40h): mais de 2.000 colaboradores beneficiados
    • Recesso de fim de ano a terceirizados: 2.543 colaboradores
    • Salas de amamentação: 1 instalada, 1 em implantação, com projeto-padrão replicável

    Sustentabilidade ambiental:

    • Reforma sustentável do Bloco C (acessibilidade universal, sistema a vácuo, mictórios secos, LED, sensores, reuso de água): liberação de 143.000 m²
    • Substituição de veículos a combustão por híbridos 0 km: 19 veículos; locação atendendo 10 órgãos
    • Compra de energia no mercado livre (ACL): inédita no Executivo federal; em fase final de estudo

    Escala institucional:

    • Ministérios atendidos: 13 (dobro dos 6 de 2023) (Zênite)
    • Unidades regionais: 25 (idem)
    • Órgãos parceiros nos estados: 38 (idem)
    • Unidades diretamente atendidas: 198 (idem)

    O que foi afirmado:

    • Redirecionamento do esforço dos órgãos para as políticas finalísticas
    • Economia de recursos por redução de estrutura de apoio
    • Potencial de reaplicação das ações sustentáveis em toda a administração federal

    Transparência

    Ferramentas públicas de acompanhamento citadas no relato: Compartilha Serviços, Compartilha Gestão, Painel de Responsabilidades, Painel de Acompanhamento de Contratações, Painel de Layouts, SplitGov e Painel de Monitoramento do PLS.

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2023

    Temas
    Compras públicasGestão fiscalGestão de pessoasGoverno digitalMeio ambienteInclusão
    Abrir na página 169 (40 MB) →Ver no repositório da Enap →

    29º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • GO MEIA Nova Cara das Compras Públicas Prefeitura do Recife, Secretaria de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia, com a EMPREL

    OndeRecife / PE

    O problema

    O Recife tinha milhares de microempreendedores individuais ativos e uma única contratação de MEI em toda a história da prefeitura. A licitação convencional favorece a empresa de maior porte, e contrato de valor baixo não compensa o custo de participar. Do outro lado do balcão, conserto simples em escola ou posto de saúde levava meses. A lei já permitia a contratação direta nesses casos: faltava o mecanismo que ligasse um lado ao outro.

    Contexto completo

    O diagnóstico está em uma frase do relato:

    "Apesar de o município ter milhares de MEIs ativos, em toda a história da Prefeitura do Recife havia sido registrada apenas uma contratação de MEI."

    Duas ineficiências se alimentavam mutuamente:

    De um lado, o microempreendedor excluído. A licitação convencional, com sua complexidade documental, favorece a empresa de maior porte. Contratos de valor baixo não compensam o custo de participar. O resultado é capacidade ociosa e exclusão do orçamento público.

    Do outro, o equipamento público quebrado. O modelo centralizado e burocrático fazia com que problemas simples de manutenção em escolas, postos de saúde e centros comunitários levassem meses.

    O ponto crucial: a lei já permitia resolver isso. A contratação direta para serviços de pequeno valor com dispensa de licitação já existia. Faltava o mecanismo que conectasse o gestor que precisa do serviço ao microempreendedor capaz de prestá-lo. O problema não era legal. Era de infraestrutura de encontro entre oferta e demanda.

    Como funciona
    1. O gestor da unidade cadastra a demanda com poucos cliques. Diretor de escola, administrador de posto de saúde. A decisão é descentralizada: não passa por órgão central de compras.
    2. A IA identifica automaticamente os CNAEs compatíveis com o serviço pedido.
    3. Os MEIs correspondentes são notificados por WhatsApp. Sem baixar aplicativo, sem aprender sistema novo. É a decisão de desenho que torna a plataforma acessível a quem tem pouca familiaridade digital.
    4. Os MEIs enviam propostas; a IA as ranqueia por menor preço.
    5. O gestor avalia e seleciona.
    6. Execução do serviço. O valor proposto deve incluir o material. O que evita processo separado de aquisição, simplificação pequena e decisiva.
    7. Pagamento via PIX mediante apresentação de nota fiscal, com recursos de custeio já previstos no orçamento da própria unidade.
    8. Avaliação pós-serviço, que alimenta a confiança do sistema.
    9. Relatórios automáticos e rastreabilidade digital de todas as etapas.

    Quem faz o quê:

    Secretaria de Transformação Digital, Ciência e TecnologiaConcepção e gestão da política

    EMPREL (Empresa Municipal de Informática)Desenvolvimento interno da plataforma

    Gestores de unidades (escolas, postos de saúde)Cadastram demandas e contratam diretamente

    SebraeCapacitação dos MEIs; grupos focais de avaliação

    Desenvolve RecifeCadastramento presencial e mobilização

    MEIs cadastradosApresentam propostas e executam

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Enap · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Todos os números vêm do relato oficial publicado pela Enap.

    • MEIs cadastrados na plataforma: mais de 11.500
    • Oportunidades publicadas: 227
    • Propostas recebidas: 3.312
    • Serviços efetivamente contratados: 97
    • Contratações de MEI antes da iniciativa: 1, em toda a história da prefeitura
    • Redução de custos nas contratações: até 21%
    • Replicação nacional: Programa federal Contrata+Brasil (fev/2025)

    O que foi afirmado:

    • Melhoria da qualidade e da manutenção dos equipamentos públicos
    • Fortalecimento do ecossistema empreendedor local, com aumento de autoestima e confiança dos microempreendedores, relatado em grupos focais conduzidos pelo Sebrae. É o dado qualitativo mais bem originado, ainda que não quantificado
    • Formação de rede de colaboração entre MEIs, que passaram a trocar experiências e formar parcerias para demandas mais complexas
    • Melhoria na percepção dos cidadãos sobre os equipamentos públicos
    • Efeito multiplicador da circulação de recursos na economia local

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2024

    Temas
    Compras públicasDesenvolvimento econômicoGoverno digitalInteligência artificialInclusãoAtendimento ao cidadão
    Abrir na página 124 (40 MB) →Ver no repositório da Enap →

    29º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • PPP de Energia Renovável para Prédios Públicos de Pernambuco Secretaria de Administração do Estado de Pernambuco (SAD/PE)

    OndePE

    O problema

    A conta de luz de prédios públicos é uma das maiores despesas de custeio de qualquer estado, e opera com três ineficiências simultâneas:

    • Compra cativa: o poder público compra energia da distribuidora local a tarifa regulada, sem negociar preço, enquanto grandes consumidores privados migram para o mercado livre e pagam menos;
    • Nenhuma geração própria: o estado é comprador puro, exposto integralmente à variação tarifária ao longo de décadas;
    • Ausência de capital para investir: construir geração própria exigiria investimento de centenas de milhões que o orçamento estadual não comporta.
    Contexto completo

    O caso é especialmente agudo em hospitais. Consumidores de alta tensão que operam 24 horas e não podem reduzir consumo.

    Como funciona
    1. Licitação da concessão, com teto de contraprestação mensal de R$ 2,3 milhões.
    2. Disputa por deságio sobre esse teto. Vence quem cobra menos do estado.
    3. Assinatura da concessão administrativa de 28 anos com o vencedor.
    4. Migração das unidades consumidoras ao ACL no 7º mês após a assinatura. É aqui que a economia começa, muito antes da usina ficar pronta.
    5. Construção da usina em até 36 meses, em Salgueiro, no sertão pernambucano.
    6. Operação e manutenção pelo concessionário, que entrega a energia por contrato formal de suprimento e gerencia as UCs no mercado livre.
    7. Pagamento da contraprestação mensal pelo estado ao longo da concessão.
    8. Reversão da usina ao poder público ao término dos 28 anos.

    Quem faz o quê:

    Secretaria de Administração (SAD/PE)Poder concedente; conduz a licitação e gere o contrato

    Programa de Parcerias Estratégicas (PPPE)Estrutura e modela o projeto

    Enerfín do Brasil (grupo Elecnor)Concessionária: constrói, opera, mantém e gerencia as UCs no ACL

    Secretarias de Saúde e RessocializaçãoTitulares de 14 das unidades consumidoras migradas

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Enap · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Economia realizada: R$ 21,9 milhões (20 meses · Enap: descrição da inscrição)
    • Redução de emissões: 6.285 toneladas de CO₂/ano (anual · idem)
    • Unidades consumidoras atendidas: 52 (Grupo A, alta tensão) (2022– · Canal Solar)
    • Municípios alcançados: 17 (2022– · Enap)
    • Unidades de saúde entre os prédios: 26 ou 28: ver nota (2022– · Enap, relato oficial)
    • Indicadores do contrato (SMD): 6 operacionais + 7 gerenciais + 25 socioambientais (vigente · idem)
    • Resolução normativa nacional gerada: ANEEL RN nº 1.080/2023 (dez/2023 · idem)
    • Deságio obtido no leilão: 12,11% (R$ 2.041.943/mês contra teto de R$ 2,3 mi) (ago/2022 · Fotovolt/Arandanet)
    • Capacidade da usina: 65,5 MWp (: · idem)
    • Investimento privado: ~R$ 210 milhões (28 anos · idem)
    • Economia projetada: R$ 62,3 milhões (28 anos · Canal Solar)
    • Redução de despesa projetada: 20% ao mês (contrato · Fotovolt/Arandanet)

    O número de R$ 21,9 milhões vem do relato oficial do órgão publicado pela Enap. É declaração do executor, não apuração independente. Atenua parcialmente: o contrato opera com Verificador Independente que audita mensalmente o desempenho da concessionária e publica relatórios, embora essa verificação recaia sobre o serviço prestado, não sobre a cifra da economia.

    Hipótese confirmada pela fonte primária. O relato oficial afirma textualmente que a economia de R$ 21,9 milhões e a redução de 6.285 t de CO₂e são "decorrentes da aquisição de energia no Ambiente de Contratação Livre (ACL)". A cronologia fecha: os 52 prédios migraram ao mercado livre entre junho/2023 e outubro/2024, enquanto a usina só entraria em operação em outubro de 2025. Todo o resultado premiado veio da migração ao mercado livre. A usina de R$ 210 milhões ainda não havia gerado um único quilowatt quando o prêmio foi concedido. Isso não desmerece o projeto. A usina é a perna de longo prazo, cria ativo público e trava o custo por 28 anos. Mas inverte completamente a lição prática: a parte que entregou a economia foi a barata, rápida e sem obra. Um estado que queira replicar o resultado financeiro de Pernambuco pode começar pela migração ao ACL e decidir sobre a usina depois.

    O que foi afirmado:

    • Promoção de desenvolvimento social, econômico e sustentável
    • Pioneirismo na combinação de compra no ACL com autoprodução por PPP
    • Interiorização do investimento (usina no sertão, em Salgueiro)

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2022

    Temas
    Compras públicasMeio ambienteClimaGestão fiscalDesenvolvimento econômico
    Baixar o e-book (40 MB) ↓Ver no repositório da Enap →

    29º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Painel de Preços Secretaria de Gestão (Seges), Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão

    OndeBrasil

    O problema

    Antes de comprar, o gestor público precisa saber se a proposta que recebeu é compatível com o mercado. Essa estimativa de preço sustenta tudo o que vem depois: alocação orçamentária, identificação de proposta inexequível ou de sobrepreço, decisão de negociar, justificativa de economicidade, prorrogação de contrato.

    Contexto completo

    O governo federal não tinha ferramenta própria para isso. Para instruir o processo, a maior parte dos gestores pedia cotação diretamente ao mercado, esperando resposta de fornecedor, o que produzia distorções de preço e demora. O relato registra que essa fase levava semanas, às vezes meses, e que a rotina praticamente não mudara desde a Lei nº 8.666/1993, vinte e quatro anos antes.

    O ponto onde o problema fica constrangedor é este: cerca de 800 das mais de 6.500 unidades compradoras contratavam ferramentas privadas de pesquisa de preço, a um custo anual estimado em R$ 8 milhões, e essas ferramentas apenas davam acesso aos preços armazenados no portal da transparência do próprio governo federal. O governo comprava de volta o seu próprio dado.

    Como funciona

    O mecanismo não é o painel; é a inversão da fonte do preço de referência.

    1. A referência deixa de vir do fornecedor e passa a vir do próprio governo. Em vez de perguntar quanto custa, o gestor consulta quanto já foi pago, em contratações homologadas por outros órgãos.
    2. Business Intelligence de autoatendimento sobre uma base complexa. A dificuldade real era localizar e comparar itens nos catálogos CATMAT (materiais) e CATSER (serviços). A camada de BI cria visões simples sobre isso, e o usuário navega até o detalhe da compra para conferir que está comparando o mesmo item, que é a condição de um balizamento confiável.
    3. Três passos, para um público de qualificação muito desigual. Só o SIASG tem cerca de 500 mil usuários, servidores e fornecedores, espalhados pelo país. A ferramenta foi desenhada para concluir a tarefa em três passos.
    4. Norma junto com a ferramenta. O relato é explícito ao dizer que em 2014 o Ministério do Planejamento já havia tentado exigir o uso do Comprasnet como método principal de balizamento e não obteve sucesso. Desta vez, o arcabouço normativo foi construído junto com a ferramenta, mais plano de comunicação, capacitação e videoaulas.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (22ª edição), Enap · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Tempo para concluir a pesquisa de preços: 30 a 60 dias (cerca de 7 minutos, em 3 passos · relato oficial)
    • Acessos: (122 mil por mês, ou 6.100 por dia · relato oficial)
    • Servidores capacitados na ferramenta: (1.063, em diferentes esferas e poderes · relato oficial)
    • Órgãos federais com acesso a ferramenta de pesquisa de preços: cerca de 10%, em versões pagas (acesso livre e gratuito a todos · relato oficial)
    • Unidades compradoras contratando ferramenta privada: cerca de 800 de mais de 6.500 (levantamento 2015-2016, no relato)
    • Custo de desenvolvimento: (cerca de R$ 1,5 milhão · relato oficial)
    • Equipe: (3 servidores da Secretaria de Gestão · relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 22ª edição.

    Números da própria ferramenta e de levantamento interno do Ministério do Planejamento.

    ⚠️ Os 7 minutos e os 30 a 60 dias não são medidos do mesmo jeito. Os sete minutos vêm da própria ferramenta; os trinta a sessenta dias vêm, segundo o texto, "de relatos e experiências no último ano". O ganho é grande sob qualquer medida, mas o "antes" é estimativa, não série.

    O que foi afirmado:

    • Economia da ordem de R$ 4 milhões/ano com a não contratação de ferramentas similares. ⚠️ É custo evitado: licenças que deixaram de ser compradas, não despesa reduzida observada
    • Adoção espontânea por municípios e por órgãos do Legislativo e do Judiciário, sem obrigação
    • Fomento à crítica e à análise dos dados registrados no sistema de compras
    • Identificação de desvios e de comportamento indevido de usuários no registro das próprias compras.
    • Consolidação de um novo paradigma no procedimento de pesquisa de mercado

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2017

    Temas
    Compras públicasTransparênciaDadosGoverno digital
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Robô AliceAnalisador de Licitações, Contratos e Editais Controladoria-Geral da União (CGU)

    OndeBrasil

    O problema

    As compras públicas movimentam cerca de 20% do PIB brasileiro (proporção superior à média da OCDE, de aproximadamente 15%), e nesse volume mesmo taxas baixas de fraude e erro viram valores enormes. O número de editais publicados por dia pela administração federal é grande demais para análise humana prévia, então o controle acontecia depois: quando a irregularidade aparecia, o contrato já estava assinado e o dinheiro gasto, e a recuperação é rara, lenta e cara.

    Contexto completo

    Nas palavras do relato, o robô "realiza tarefas repetitivas que demandariam centenas de humanos".

    Como funciona
    1. Coleta automática de dados de compras públicas. Editais, licitações e contratos publicados.
    2. Análise por inteligência artificial, aplicando regras e modelos de risco sobre o conteúdo.
    3. Avaliação de risco de cada certame.
    4. Emissão de alertas sobre possíveis irregularidades, encaminhados para atuação.
    5. Integração às rotinas da CGU. O alerta entra no fluxo de trabalho dos auditores, não num relatório paralelo.
    6. Suspensão ou cancelamento para correção dos certames com problema confirmado.

    Quem faz o quê:

    CGUDesenvolve, opera e atua sobre os alertas

    MGIParceria institucional

    Órgãos da administração federalPublicam os certames analisados

    Servidores da CGUAvaliam os alertas e decidem a atuação

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (27ª edição), Enap · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Compras suspensas ou canceladas para correções: mais de R$ 9,7 bilhões (acumulado desde a implementação)
    • Universo de atuação: compras públicas, ~20% do PIB brasileiro
    • Equivalência de esforço: tarefas que "demandariam centenas de humanos"

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Fortalecimento da eficiência e da integridade nas contratações públicas
    • Apoio ao combate a vulnerabilidades e fraudes
    • Garantia de conformidade dos certames e uso adequado dos recursos públicos

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2017

    Temas
    Compras públicasTransparênciaDadosInteligência artificialGestão fiscal
    Abrir na página 43 (8 MB) →Ver no repositório da Enap →

    27º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Creative Commons BY-NC

    Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • SICAF 100% digital Departamento de Normas e Sistemas de Logística (Delog), Secretaria de Gestão, Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão

    OndeBrasil

    O problema

    O SICAF é o registro cadastral de quem vende para a administração federal. Inscrito nele, o fornecedor está cadastrado perante qualquer órgão que use o Comprasnet, e o cadastro é consultado da licitação ao pagamento, inclusive para registrar sanção. Entre 2011 e 2015 recebeu, em média, 19.434 cadastros de pessoa jurídica e 5.706 de pessoa física por ano.

    Contexto completo

    Uma auditoria da Controladoria-Geral da União identificou quatro fragilidades, e as quatro apontam para a mesma coisa:

    • Inserção manual de informação por servidores das unidades cadastradoras, sem cotejamento automático com as outras bases do governo federal
    • Dependência da conformidade documental conferida por servidor
    • Ausência de incentivo para atualização tempestiva do cadastro
    • Duplicidade de dados cadastrais

    E há o veredito que resume tudo: no censo de serviços públicos de 2017, o SICAF foi considerado o serviço mais burocrático e o que exigia a maior quantidade de documentos de toda a administração federal avaliada.

    Como funciona
    1. Presunção de boa-fé como diretriz de desenho. O relato é explícito: usou as diretrizes de presunção de boa-fé e racionalização dos métodos de controle, do Decreto nº 9.094/2017, para reformular o sistema. É uma decisão sobre risco, não sobre tecnologia.
    2. Certificado digital obrigatório como identidade, no lugar da conferência documental por servidor. A verificação de quem é a empresa deixa de ser feita por pessoa e passa a ser feita pela cadeia de certificação.
    3. Cotejamento automático com outras bases do governo, que era exatamente o que a auditoria da CGU apontou faltar.
    4. Extinção das unidades cadastradoras. Sem conferência presencial, os mais de 1.800 postos de atendimento deixam de ter função, e cerca de 4 mil agentes públicos passam a outras atividades.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (23ª edição), Enap · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Custo indireto anual por fornecedor: R$ 1.556,63 (R$ 380,70 · Standard Cost Model do BID)
    • Unidades cadastradoras (postos de atendimento): mais de 1.800 (extintas · relato oficial)
    • Agentes públicos na atividade: cerca de 4.000 (realocados para outras atividades · relato oficial)
    • Órgãos federais com acesso a ferramenta de pesquisa de preço, à época: cerca de 10% (ver Painel de Preços)
    • Usuários do SICAF: mais de 380 mil (relato oficial)
    • Tempo de cadastro: deslocamento a posto de atendimento (poucos minutos, sem intermediário · relato oficial)
    • Investimento: (cerca de R$ 1 milhão · relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 23ª edição, p. 185 a 196.

    Números do próprio ministério.

    ⚠️ Este registro quase foi classificado como nível 3, e não foi, deliberadamente. O relato apresenta a economia de R$ 65 milhões ao final do primeiro ano como "economia validada pela Controladoria-Geral da União". Se confirmada, seria o único caso em todo o acervo de economia declarada por um órgão e conferida por outro, e o registro subiria para auditado. O acervo não localizou o documento da CGU que a sustenta (buscado em 2026-09), e classificar como auditado a partir da afirmação do próprio interessado seria fazer exatamente o que este repositório existe para não fazer. Fica em 2 até que a validação apareça, e a pendência (a) abaixo é a que a busca.

    O que foi afirmado:

    • Economia de R$ 65 milhões ao final do primeiro ano, validada pela CGU. ⚠️ Custo de conformidade evitado, não despesa reduzida, e a validação não foi confirmada na fonte
    • Serviço público mais ágil e menos burocrático, com 4 mil agentes em novas atividades
    • Fim da necessidade de atendimento presencial e de intermediários

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2018

    Temas
    Compras públicasGoverno digitalDesenvolvimento econômicoTransparência
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Sistema de Alerta Preventiva y Reactiva (SAPR) Dirección General de Contrataciones Públicas (DGCP), República Dominicana

    OndeRepública Dominicana

    O problema

    O controle de compras públicas opera tradicionalmente depois do dano: a auditoria identifica a irregularidade meses ou anos após o contrato assinado e o dinheiro gasto. A recuperação do recurso é rara, lenta e cara.

    Contexto completo

    Os padrões que indicam risco. Mesmo fornecedor vencendo repetidamente, propostas com preços idênticos, desclassificações convenientes de concorrentes. São visíveis nos dados, mas invisíveis ao analista humano que examina um processo por vez, sem ver o padrão agregado.

    Como funciona
    1. Todo processo de compra é registrado no SECP, o sistema eletrônico nacional.
    2. O SAPR monitora continuamente 41 variáveis desses processos.
    3. Regras de detecção disparam alertas quando identificam padrões de risco, entre eles:
    • adjudicações repetidas ao mesmo fornecedor
    • preços idênticos entre propostas concorrentes (indício de conluio)
    • desclassificações suspeitas de concorrentes
    • adjudicação a empresas recém-registradas no Registro de Proveedores del Estado (RPE)
    • adjudicação a preços anormalmente baixos
    • fornecedores com objeto social excessivamente amplo (empresa que "faz de tudo")
    1. O alerta é encaminhado à equipe da DGCP para análise.
    2. Conforme a gravidade, a DGCP atua preventivamente (suspensão ou cancelamento do processo antes da adjudicação) ou reativamente (encaminhamento para apuração). Daí o nome do sistema.
    3. Novas regras de alerta são incorporadas periodicamente conforme novos padrões são identificados.

    Quem faz o quê:

    DGCPOpera o SAPR, analisa alertas e decide suspensão/cancelamento

    Órgãos compradoresRegistram os processos no SECP

    RICG (Red Interamericana de Compras Gubernamentales)Difusão regional do modelo

    Open Contracting PartnershipDocumentação e padrão de dados abertos

    PrêmioUN Public Service Awards (UNPSA) · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Alertas emitidos: mais de 44.000 (2024 · RICG)
    • Processos suspensos: 25 (2024 · idem)
    • Processos cancelados: 94 (2024 · idem)
    • Valor redirecionado: RD$ 14,1 bilhões (2024 · idem)
    • Processos impactados: mais de 360.000 (2021–2026 · DGCP)
    • Valor redirecionado (acumulado): mais de US$ 778,3 milhões (2021–2026 · idem)
    • Variáveis monitoradas: 41 (2024 · RICG)

    Os números são do próprio órgão operador.

    O que foi afirmado:

    • Redução de corrupção em compras públicas
    • Efeito dissuasório sobre fornecedores e órgãos compradores
    • Maior confiança no sistema de contratações

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2021

    Temas
    Compras públicasTransparênciaDadosGestão fiscal
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 12 de setembro de 2026

  • TáxiGov Central de Compras, Secretaria de Gestão, Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão

    OndeBrasil

    O problema

    Para deslocar servidor a serviço, cada órgão da administração federal fazia do seu jeito. Uns compravam veículos e arcavam com aquisição, manutenção, seguro, garagem, abastecimento e depois o desfazimento; outros contratavam locação, com ou sem franquia mínima; uns tinham motorista terceirizado, outros motorista de carreira.

    Contexto completo

    O defeito central era a ociosidade, e ela estava embutida no contrato. A demanda era dimensionada pelo pico de uso, para que não faltasse carro na hora de maior necessidade. Nas outras horas do dia, o veículo ficava parado, e o custo do carro parado é o mesmo do carro andando.

    Somava-se a isso a atuação isolada: cada órgão repetia licitação, gestão e pagamento, perdendo escala e padronização, e replicando estrutura. O gasto do grupo de transporte era da ordem de R$ 48 milhões por ano, dos quais o transporte de dirigentes representava um terço; o escopo a atacar era portanto de cerca de R$ 32 milhões anuais. Havia ainda baixa gestão da qualidade e pouco uso de tecnologia, o que dificultava o controle e aumentava o risco de fraude.

    Já existiam iniciativas isoladas de uso de táxi, com economia real, mas com voucher em papel e controle manual, o que trocava o custo do veículo pelo custo de gerir o papel.

    Como funciona

    Três decisões distintas, que costumam ser confundidas numa só.

    1. Trocar posse por uso. O objeto contratado deixa de ser o veículo, ou a sua locação, e passa a ser a corrida. A ociosidade some do contrato porque o carro parado não é mais do governo.
    2. Centralizar a contratação e a gestão. Em vez de cada órgão assinar e gerir o seu contrato, a Central de Compras assina um só, em nome de todos. Cada ministério adere por Termo de Adesão (TA) e Termo de Execução Descentralizada (TED), conforme o planejamento de demanda. Isso elimina a repetição de licitações e ganha escala.
    3. Instrumentar o serviço. Cada corrida registra origem, destino, solicitante, órgão, motivo, horário, valor e coordenadas de GPS. Sobre isso roda um painel, alimentado por processo automático a partir do banco da contratada, que permite achar padrão de uso e distorção.

    ⚠️ E a segunda decisão tem preço político, não técnico: o órgão perde a gestão do próprio contrato. Foi a principal barreira enfrentada, e é a que o replicador precisa negociar antes de desenhar qualquer coisa.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (22ª edição), Enap · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Período de 13 de fevereiro de 2017 a 31 de janeiro de 2018, a partir dos registros das corridas:

    • Custo do serviço no período: R$ 2,05 milhões, 60,30% menor que os modelos anteriores, uma redução de mais de R$ 3 milhões (painel do TáxiGov)
    • Custo médio por quilômetro: R$ 3,45, inferior aos aferidos no diagnóstico (painel do TáxiGov)
    • Contratos de transporte substituídos: 31 (relato oficial)
    • Veículos desmobilizados: mais de 200, cedidos ou realocados (relato oficial)
    • Tempo médio de atendimento ao usuário: 8 minutos, contra 15 exigidos na licitação (painel do TáxiGov)
    • Avaliação do serviço pelo usuário: 4,97 de 5, para o taxista e para o veículo, em avaliação obrigatória ao fim de cada corrida (painel do TáxiGov)
    • Unidades em operação: 24, cerca de 85% da administração direta no DF e entorno (relato oficial)
    • Corridas realizadas: mais de 81 mil, somando mais de 595 mil km (painel do TáxiGov)
    • Servidores e colaboradores cadastrados: mais de 25 mil (painel do TáxiGov)
    • Servidores que efetivamente usaram: mais de 7 mil (painel do TáxiGov)
    • Entidades da administração indireta que aderiram: 4: Enap, Susep, ICMBio e Ibram (relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 22ª edição.

    Números do painel do próprio TáxiGov, extraídos dos registros de corrida.

    ⚠️ Só 7 mil dos 25 mil cadastrados usaram o serviço, isto é, 28%. O relato apresenta os 25 mil como resultado. Cadastro não é uso.

    O que foi afirmado:

    • Redução do custo de gestão, manutenção e operação da frota administrativa
    • Desoneração de servidores para outras atividades e desmobilização de estruturas acessórias, como garagens e oficinas
    • Maior transparência e controle da utilização e do gasto, com rastreabilidade das corridas
    • Retirada do foco da administração sobre gestão de frota, que não é atividade fim

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2017

    Temas
    Compras públicasMobilidadeGestão de pessoasDados
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

Governo digital

9 projetos
  • CORETOConexões Revolucionárias para Ecossistemas de Inovação Prefeitura do Recife, Secretaria de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia (SECTI), com EMPREL e ABDI

    OndeRecife / PE

    O problema

    Ecossistemas de inovação falham por um problema de informação, não de capacidade: existem organizações com problemas reais e existem resolvedores capazes, e os dois não se encontram.

    Contexto completo

    Os sintomas que o projeto ataca, inferidos de seus próprios objetivos declarados:

    • Baixa visibilidade dos talentos locais, startups, laboratórios e grupos de pesquisa desconhecidos de quem poderia contratá-los;
    • Prospecção lenta de soluções inovadoras por parte de órgãos e empresas;
    • Cultura frágil de inovação orientada a desafios no setor público, que tende a especificar soluções em vez de enunciar problemas;
    • Articulação limitada de políticas de inovação aberta.
    Como funciona
    1. Cadastro de resolvedores. Startups, universidades, grupos de pesquisa, talentos individuais.
    2. Enunciado do desafio por uma organização pública ou privada, com apoio editorial da equipe do CORETO e modelos-padrão que traduzem o problema para linguagem compreensível ao resolvedor.
    3. Matchmaking por IA, calculando grau de compatibilidade entre desafio e resolvedores.
    4. Curadoria e validação humana das conexões sugeridas pela IA, com camada de mentoria.
    5. Ciclos de desafios públicos ou privados, conduzidos periodicamente.
    6. Acompanhamento e mobilização do ecossistema por eventos e capacitações.

    Quem faz o quê:

    SECTI (Prefeitura do Recife)Coordena a execução estratégica

    EMPRELApoio técnico e desenvolvimento

    ABDIEspecialistas externos; apoio ao lançamento dos primeiros desafios e à expansão nacional

    Organizações demandantesEnunciam desafios

    ResolvedoresStartups, universidades, grupos de pesquisa, talentos

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Enap · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    O relato apresenta uma tabela de correlação entre objetivos, metas e resultados, formato que permite conferir, porque permite ver se a meta foi batida:

    • Aumentar a visibilidade dos talentos locais: Cadastro de 500 resolvedores (mais de 1.000 talentos cadastrados ✅)
    • Reduzir o tempo de prospecção de soluções: Matchmaking automático em 5 dias (IA entrega matches em até 3 dias ✅)
    • Fomentar a cultura de inovação colaborativa: Envolver 20 organizações (mais de 80 organizações parceiras ativas ✅)
    • Ampliar a articulação de políticas de inovação aberta: Realizar 5 ciclos públicos ou privados (9 ciclos realizados ✅)
    • Incentivar a replicação do modelo: Validar a metodologia com atores nacionais (modelo em expansão para redes nacionais com apoio da ABDI ✅)

    Agregados: mais de 100 desafios articulados com mais de 200 resolvedores.

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Impacto positivo no ecossistema de inovação
    • Modelo de governança em rede transparente, escalável e baseado em dados
    • Potencial de replicação em outros territórios

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2023

    Temas
    Governo digitalInteligência artificialDesenvolvimento econômicoParticipação socialDados
    Abrir na página 180 (40 MB) →Ver no repositório da Enap →

    29º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Carteira de Trabalho Digital Secretaria de Trabalho, Ministério da Economia, com a Secretaria de Governo Digital

    OndeBrasil

    O problema

    Para ser contratado, o trabalhador precisava da carteira de trabalho. Para obtê-la, precisava agendar, comparecer a um posto da Secretaria do Trabalho ou da rede Sine, esperar cerca de 15 dias e voltar para retirá-la. Em caso de extravio, repetia tudo, e perdia todas as anotações.

    Contexto completo

    O relato dimensiona a distância envolvida: o país tem 5.570 municípios e a rede tinha cerca de 2,9 mil postos, somando 400 unidades da Secretaria do Trabalho e 2,5 mil do Sine. Muitas vezes o trabalhador viajava de um município a outro para conseguir o documento.

    E dá o caso extremo: com a entrada de imigrantes venezuelanos pela fronteira em Pacaraima, em Roraima, foi preciso montar operações logísticas extraordinárias só para atender à demanda pelo documento.

    Como funciona
    1. A carteira deixa de ser emitida a pedido e passa a existir por padrão. Quem tem CPF já tem carteira. É a inversão que zera o tempo de emissão, porque não há emissão: há consulta.
    2. A base é o registro que o empregador já envia ao governo para fins trabalhistas e previdenciários. A carteira reflete o que já está lá, o que permite ao trabalhador fiscalizar os próprios vínculos.
    3. Mudança legislativa para dar validade jurídica. O aplicativo existia desde novembro de 2017; só em setembro de 2019 passou a ter a mesma validade da carteira em papel, junto com a versão web.
    4. O seguro-desemprego entra pelo mesmo canal, com solicitação e recurso.
    5. Os servidores do balcão são realocados para atividade de maior complexidade, como o julgamento de recursos contra indeferimento de seguro-desemprego.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (24ª edição), Enap · 2020

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Tempo médio de emissão: 15 dias (zero, pois a carteira já está emitida para quem tem CPF · relato oficial)
    • Custo de confecção e distribuição: R$ 12 milhões (R$ 5 milhões, correspondentes à manutenção do sistema · relato oficial)
    • Pedidos de seguro-desemprego pelo aplicativo, abril de 2020: (cerca de 370 mil, ou 57,50% do total do mês · relato oficial)
    • Jornada do trabalhador: deslocamento a posto, duas vezes (100% digital · relato oficial)
    • Rede de atendimento: cerca de 2,9 mil postos para 5.570 municípios (servidores realocados para atividade de maior complexidade · relato oficial)
    • Equipe mobilizada: (10 profissionais · relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 24ª edição, p. 51 a 57 do PDF.

    ⚠️ Mas o mês apurado é abril de 2020, e isso precisa ser dito junto com o número. Era o primeiro mês pleno de pandemia no Brasil, com postos de atendimento fechados e demanda recorde por seguro-desemprego. Os 57,5% de pedidos digitais medem a soma de "o canal funciona" e "não havia alternativa". Nem menciona o contexto.

    O que foi afirmado:

    • Jornada 100% digital para o cidadão
    • Trabalhadores beneficiados pela desburocratização e pela possibilidade de fiscalizar as próprias relações contratuais, já que a carteira reflete o que o empregador informa
    • Empregadores beneficiados pela desnecessidade de registro na carteira física
    • Servidores realocados para atividades de maior complexidade

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2019

    Temas
    Governo digitalAtendimento ao cidadãoGestão de pessoasPrevidência
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Conecta gov.br Secretaria de Governo Digital, Ministério da Economia

    OndeBrasil

    O problema

    Prestar um serviço público costuma exigir duas coisas: que o cidadão apresente documentos e preencha formulários, e que o governo valide manualmente o que ele informou.

    Contexto completo

    E o relato aponta o absurdo dessa dupla exigência: muitas dessas informações já foram apresentadas antes pelo próprio cidadão, como nome e data de nascimento, ou são geradas pelo próprio governo, como a certidão de antecedentes criminais. O resultado é insatisfação, custo operacional e mais risco de erro e de fraude.

    A integração de dados é a solução conhecida. O obstáculo é outro: os órgãos nem sempre percebem o problema como seu.

    Como funciona

    O programa atua em dois eixos, e o primeiro é cultural.

    1. Difundir o princípio "apenas uma vez" (once only principle), já consolidado em Estônia, Dinamarca, Reino Unido, Canadá e Uruguai. A abordagem tem passos: apresentar o conceito e os ganhos, convidar o órgão a fazer um diagnóstico dos próprios serviços, e inscrever a interoperabilidade no plano de transformação digital do órgão.
    2. Contratação centralizada do acesso aos dados. Como boa parte do dado do governo é operada pelo Serpro e pela Dataprev, o Ministério da Economia custeia o acesso de forma centralizada, e não cada órgão por si.
    3. Priorização por alcance. A escolha de quais dados disponibilizar partiu do levantamento das necessidades comuns e considerou quantos serviços públicos se beneficiariam de cada um.
    4. Negociação com o detentor do dado para autorizar o acesso pelo barramento.
    5. Barramento de interoperabilidade que gerencia e contabiliza cada transação.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (25ª edição), Enap · 2021

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Período de janeiro de 2020 a abril de 2021:

    • Promover a integração nos serviços públicos: 900 serviços até 2020 (406 serviços · 45% · os órgãos relatam mensalmente, nos planos de transformação digital, os serviços integrados)
    • Quantificar os impactos da integração de dados: R$ 1,6 bilhão de economia (R$ 632 milhões · 40% · quantidade de transações no barramento, com a economia unitária da calculadora de interoperabilidade)
    • Expandir a política nos órgãos federais: 100 órgãos aderentes (34 órgãos · 34% · pelo barramento, que gerencia o acesso)

    Fonte: Enap, relato oficial na 25ª edição, p. 57 a 65 do PDF.

    ⚠️ A economia de R$ 632 milhões é calculada, não observada. Vem de multiplicar as transações do barramento por uma "economia unitária revelada pela calculadora de economia com interoperabilidade". É custo de conformidade evitado por modelo, da mesma família das cifras do Portal Único e do SICAF

    ⚠️ Há divergência dentro do próprio relato sobre o alcance. A tabela informa 34 órgãos aderentes; o texto diz que as iniciativas "já estão presentes em mais de 55 órgãos e entidades". São contagens diferentes, provavelmente de adesão formal contra alcance de sensibilização.

    O que foi afirmado:

    • Simplificação dos serviços públicos pela integração de dados
    • Redução de custo operacional e do risco de erro e de fraude
    • Mudança cultural para um governo integrado, pelo princípio "apenas uma vez"

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2020

    Temas
    Governo digitalDadosAtendimento ao cidadãoTransparência
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • EITA!RecifeDo Fomento à Inovação Aberta ao Marketplace de Soluções Prefeitura do Recife, Secretaria de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia

    OndeRecife / PE

    O problema

    As secretarias do Recife não tinham os próprios problemas mapeados, e por isso não conseguiam pedir ajuda a quem saberia resolvê-los. A barreira à inovação aberta não era falta de quem resolvesse: era falta de problema enunciado, e a prefeitura não tinha estrutura para organizar esse encontro.

    Contexto completo

    O relato acusa o próprio governo:

    "As secretarias muitas vezes não tinham os problemas mapeados e não conseguiam realizar ações efetivas, resultando em falta de soluções inovadoras e consulta a atores externos."

    Ou seja: a barreira à inovação aberta não era a falta de quem resolvesse. Era a falta de problema bem enunciado. Uma secretaria que não sabe descrever sua própria dor não consegue pedir ajuda, e o ecossistema externo, mesmo disponível, fica sem porta de entrada.

    O segundo problema era de escala de fomento: faltava atuação estruturada da prefeitura para transformar Recife numa cidade aberta à inovação, inclusive em políticas públicas.

    Como funciona
    1. Seleção de problemas complexos enfrentados pela cidade.
    2. Trabalho com a secretaria responsável para identificar e mapear as dores e os objetivos de longo prazo. A etapa que o diagnóstico apontou como ausente.
    3. Lançamento do desafio em ciclo de inovação, aberto a comunidades de dentro e de fora do governo.
    4. Desenvolvimento de MVPs pelos proponentes.
    5. Teste no Living Labs, sem custo para a prefeitura. O ambiente que permite avaliar antes de comprar.
    6. Implantação das soluções aprovadas.
    7. Medição do desfecho. Economia gerada, efeito no serviço público.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (27ª edição), Enap · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Identificar desafios: pelo menos 3 por ano (9 desafios lançados em 2 ciclos · jan/2022 a jul/2023)
    • Obter solução com ROI: pelo menos 1 por ano (3 soluções implantadas (detalhe abaixo) · jan/2022 a jul/2023)
    • Eficiência orçamentária: redução de 15% (economia de 83% no valor dos MVPs; soluções testadas no Living Labs sem custo · ago/2021 a jul/2023)
    • Taxa de sucesso na resolução dos desafios: 25% por ciclo (66% no 1º ciclo · nov/2021 a dez/2022)

    As três soluções implantadas e seus efeitos:

    • Supervisão: economia de mais de R$ 2 milhões para o Recife
    • Absens: redução de 4% no absenteísmo: mais de 99 mil vagas deixaram de ser perdidas nas unidades de saúde
    • Integra.ai: zeragem de filas de exames, como oftalmologia

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Transformação do Recife em cidade aberta à inovação
    • Resolução efetiva de desafios complexos da cidade
    • Engajamento de comunidades de dentro e de fora do governo

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2021

    Temas
    Governo digitalSaúdeDesenvolvimento econômicoParticipação socialDadosGestão fiscal
    Abrir na página 175 (8 MB) →Ver no repositório da Enap →

    27º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Creative Commons BY-NC

    Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Justiça na era virtualdigitalização integral do STJ Superior Tribunal de Justiça (STJ)

    OndeBrasília

    O problema

    A morosidade do Judiciário tinha uma causa física: autos em papel viajavam entre instâncias, os arquivos ocupavam prédios inteiros, e cada peça só podia ser lida por uma pessoa de cada vez. Quem esperava a decisão esperava o papel chegar.

    Contexto completo
    "A morosidade do Judiciário é uma das reclamações da sociedade. A utilização de tecnologias permite aos gestores encontrar soluções para tornar a justiça mais rápida, menos onerosa, seja do ponto de vista econômico seja em relação ao meio ambiente."
    Como funciona
    1. Recebimento dos processos físicos. Cerca de 1.200 por dia.
    2. Digitalização pela equipe do programa.
    3. Indexação e validação das peças.
    4. Tramitação eletrônica dentro do tribunal.
    5. Devolução dos autos físicos à origem.
    6. Integração progressiva com os demais tribunais.

    PrêmioPrêmio Innovare (6ª edição) · 2009

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Processos digitalizados: mais de 1 milhão
    • Páginas digitalizadas: cerca de 300 milhões
    • Fluxo diário no início: 1.200 processos/dia
    • Equipe: 429 pessoas, sendo 242 surdas
    • Pioneirismo: 1º país com tribunal nacional totalmente digitalizado
    • Difusão internacional: Referência adotada pelo Banco Mundial

    Números do STJ, com cobertura independente.

    O que foi afirmado:

    • Justiça mais rápida e menos onerosa
    • Ganho ambiental pela eliminação do papel

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2009

    Temas
    Governo digitalJustiça e direitosInclusãoGestão de pessoas
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • MAGMA IndonesiaMultiplatform Application for Geohazard Mitigation and Assessment Pusat Vulkanologi dan Mitigasi Bencana Geologi (PVMBG), Badan Geologi, Ministério de Energia e Recursos Minerais

    OndeIndonésia

    O problema

    A Indonésia tem 262 milhões de habitantes em mais de 17 mil ilhas, sobre a convergência de três placas tectônicas. Antes do MAGMA, não havia sistema integrado de risco geológico:

    • A informação circulava hierarquicamente por carta, fax e e-mail, lenta, fragmentada e inacessível ao cidadão;
    • A população desconhecia o risco geológico do próprio território;
    • A escassez de especialistas somada à dimensão do arquipélago inviabilizava educação de risco em escala presencial.
    Contexto completo

    O problema não era falta de dado técnico. O órgão já monitorava vulcões. Era latência e alcance: o dado existia e não chegava a tempo a quem precisava agir.

    Como funciona
    1. Digitalização e integração dos dados geológicos em bases únicas, substituindo planilhas e relatórios dispersos.
    2. Análise quase em tempo real pelos técnicos do PVMBG dentro da própria plataforma.
    3. Publicação simultânea em portal web e app Android, incluindo:
    • notificações de desastre
    • relatórios de atividade vulcânica
    • rastreamento de cinzas vulcânicas
    • informação de deslizamentos, terremotos e mapas de risco
    • comunicados oficiais à imprensa
    1. VONA (Volcano Observatory Notice for Aviation). Módulo de alerta dedicado à aviação, que entrega informação de cinza vulcânica em quase tempo real às companhias e ao controle aéreo.
    2. Módulos especializados: SIGERTAN (deslizamentos) e MAGMACRS (relato comunitário. O cidadão reporta ocorrência de volta ao sistema).
    3. Retroalimentação por pesquisa de usuário. A decisão de fazer app Android, e não iOS, veio de pesquisa de preferência do público.

    Quem faz o quê:

    PVMBG / Badan GeologiDesenvolve, opera e alimenta a plataforma

    BMKG (meteorologia e geofísica)Dados de terremoto e tsunami

    BNPB (gestão de desastres)Uso operacional para resposta

    Ministério dos Transportes e AirNav IndonesiaConsumo do VONA para aviação

    VAAC Darwin, VAAC Tokyo, IATA, Governo de Hong KongParceiros internacionais de cinza vulcânica

    CidadãosConsumo da informação e relato comunitário via MAGMACRS

    PrêmioUN Public Service Awards (UNPSA) · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Visitantes únicos no site: 28.325 (até ago/2017 · OECD OPSI)
    • Downloads do aplicativo: 6.219 (até ago/2017 · idem)
    • Registros na base de dados: ~400.000 (até ago/2017 · idem)
    • Usuários consultados no desenho: mais de 700 (2015–2017 · MAGMA Indonesia)
    • Países de origem dos visitantes: Indonésia (22.150), EUA (4.537), Austrália (345), Japão (293), Filipinas (287) (até ago/2017 · OECD OPSI)

    Atenção ao corte temporal: os números medidos disponíveis são de agosto de 2017. Quase uma década antes do prêmio da ONU. A plataforma seguiu em operação e expansão desde então, mas não localizei série atualizada (buscado em 2026-09). Atualizar estes indicadores é a pendência nº 1 deste projeto.

    Os indicadores medem alcance, não vidas salvas ou perdas evitadas, que é o resultado que a política persegue e que nenhuma fonte mede.

    O que foi afirmado:

    • Fortalecimento dos sistemas de alerta precoce
    • Apoio à decisão rápida das autoridades
    • Redução de perda de vidas e de danos à infraestrutura
    • Cobertura pelo Wall Street Journal e viralização no Twitter indonésio (26–27/jul/2017) como indicadores indiretos de alcance

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2015

    Temas
    Governo digitalDadosAtendimento ao cidadãoClimaInclusão
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Plataforma de Cidadania Digital Secretaria de Governo Digital, Ministério da Economia

    OndeBrasil

    O problema

    A transformação digital nos órgãos federais estava em estágios muito desiguais: alguns, como a Receita Federal e o Ministério da Educação, tinham muitos serviços digitais; a grande maioria não conseguia alavancar os seus projetos.

    Contexto completo

    E o universo de serviços federais não estava em canal único. O relato nomeia a consequência com uma imagem que vale o diagnóstico inteiro: em grande parte dos casos, é o cidadão quem faz o papel de "despachante" ou integrador dos serviços públicos, gastando esforço enorme para descobrir as regras, os locais de prestação e as exigências de cada um.

    Três defeitos decorriam disso:

    • Experiência diferente a cada sítio da administração que o cidadão navega
    • O cidadão transportando informação entre instituições, levando de uma a outra dados que já estão em alguma base do governo, porque cada órgão conhece só um pedaço da vida dele
    • Balcões físicos (o Na Hora no DF, a UAI em Minas) para os quais é preciso se deslocar várias vezes, sem transparência sobre prazo e etapa do atendimento
    Como funciona
    1. Soluções comuns para problemas comuns. A plataforma entrega ao órgão o que ele precisaria construir sozinho, com economia e escalabilidade. A aposta é que a maior parte dos serviços públicos tem a mesma forma, e que a diferença entre eles é conteúdo, não arquitetura.
    2. Uma ferramenta de automação distribuída de graça, com aquisição centralizada no ministério e distribuição aos órgãos, mais repasse de conhecimento.
    3. Um kit de transformação por fases, adaptável à realidade de cada serviço, com fases de diagnóstico (Questione), de escuta do usuário (Personalize) e de redesenho (Reinvente), entre outras.
    4. Avaliação pelo usuário como parte da plataforma, e não como pesquisa separada, para que a percepção retroalimente mudanças do serviço.
    5. Unificação de domínio: os canais digitais do governo passam a ser registrados sob gov.br.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (23ª edição), Enap · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Solicitações anuais do Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) digitalizadas: cerca de 730 mil por ano (relato oficial)
    • Orçamento previsto para 2019 na ferramenta de automação: R$ 2,3 milhões para automatizar 400 serviços públicos (relato oficial)
    • Equipe do Ministério da Economia na iniciativa: cerca de 80 pessoas (relato oficial)
    • Equipe por serviço, no órgão parceiro: pelo menos 2 pessoas (relato oficial)
    • Meta declarada: 1.000 serviços transformados e canais unificados em 24 meses (relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 23ª edição, p. 255 a 274.

    O que foi afirmado:

    • Redução de custos que pode chegar a R$ 120 milhões por ano com o novo sistema do Certificado Internacional de Vacinação, estimada com base em metodologia da OCDE. ⚠️ É custo de conformidade evitado pela sociedade, não despesa reduzida pelo governo, e é apresentada como potencial ("pode chegar a")
    • Pioneirismo do Brasil na disponibilização digital do CIVP, documento exigido em mais de 100 países, em especial para comprovar imunização contra febre amarela
    • Automação do credenciamento de laboratórios na Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários do MAPA. ⚠️ O relato diz expressamente que "o impacto deste processo está sendo mensurado ainda", e espera aumento de eficiência sem quantificá-lo
    • Nova lógica de apoio à modernização: solução comum para problema comum, com economia e escalabilidade
    • Maior controle do governo sobre a emissão dos certificados

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2016

    Temas
    Governo digitalAtendimento ao cidadãoTransparênciaDados
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • SAPIENSSistema de Inteligência Jurídica da AGU Advocacia-Geral da União (AGU)

    OndeBrasília

    O problema

    A AGU representa a União em 22 tribunais federais, com produção jurídica dispersa por milhares de unidades. Esse conhecimento não era pesquisável: a tese boa ficava presa na unidade que a escreveu, a produção seguia desligada da gestão, e o advogado seguinte reescrevia do zero o que alguém já tinha resolvido.

    Contexto completo

    A inovação central não é o sistema. É a inversão da pesquisa. No SAPIENS, "a própria edição do documento se converte em uma sofisticada pesquisa de modelos e subsídios jurisprudenciais similares". O advogado não para de escrever para pesquisar: escrever é pesquisar. Esse é o desenho que vale copiar, e ele independe da tecnologia empregada.

    Como funciona
    1. Toda produção jurídica nasce no sistema. Não há peça fora dele.
    2. Durante a redação, o sistema busca modelos, teses e subsídios similares e os oferece.
    3. Consolidação nacional de modelos e teses, acessíveis a qualquer unidade.
    4. Etiquetas inteligentes classificam tarefas por regra do próprio usuário e automatizam encaminhamentos.
    5. Fluxo de intimações integrado ao Judiciário.
    6. Gestão sobre a mesma base. Produção e controle no mesmo lugar.

    PrêmioPrêmio Innovare (17ª edição) · 2020

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Usuários internos e externos: mais de 100.000
    • Intimações movimentadas por mês: 1 milhão
    • Armazenamento: 1 petabyte
    • Equipe dedicada: 40 profissionais, 4 diretorias + 1 secretaria
    • Alcance: 22 tribunais federais

    Números da própria AGU. Sem auditoria nem avaliação independente (buscado em 2026-09).

    O que foi afirmado:

    • "Revolucionou o processo de trabalho na AGU"
    • Forma "radicalmente inovadora e única" de integrar inteligência à edição do documento
    • Modernização do sistema de justiça brasileiro

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2013

    Temas
    Governo digitalInteligência artificialJustiça e direitosDados
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • VERIFY.GOV.KHPlataforma Nacional de Verificação de Documentos Ministry of Post and Telecommunications (MPTC), Camboja

    OndeCamboja

    O problema

    A validação de documentos públicos dependia de autenticação física: carimbo, assinatura reconhecida, cópia autenticada. Isso produz três custos simultâneos:

    • Custo e tempo para o cidadão e a empresa, que precisam se deslocar para autenticar cada via;
    • Fraude documental, difícil de detectar por quem recebe o documento (empregador, banco, universidade estrangeira);
    • Ineficiência interinstitucional: cada órgão que recebe um documento de outro órgão precisa checar a autenticidade por canal próprio, sem meio comum.
    Como funciona
    1. O órgão emissor gera o documento já com QR code padronizado pela plataforma; o registro de autenticidade é gravado com uso de blockchain.
    2. O documento circula normalmente, em papel ou em arquivo digital. 3, quem recebe o documento aponta a câmera do celular para o QR code. Sem instalar aplicativo, com conexão mínima. Alternativamente, usa o app Verify.gov.kh (iOS/Android).
    3. A plataforma retorna a confirmação de autenticidade e os dados registrados, permitindo comparar com o documento em mãos.
    4. Recursos de IA apoiam a detecção de adulteração.

    Quem faz o quê:

    MPTCDesenvolve, opera e mantém a plataforma; define o padrão de QR

    Ministérios e órgãos emissores (16)Emitem documentos no padrão da plataforma

    Instituições de ensino (31)Emitem diplomas e certificados verificáveis

    Cidadãos, empresas, órgãos receptoresVerificam gratuitamente

    PrêmioUN Public Service Awards (UNPSA) · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Documentos verificados: mais de 4 milhões (acumulado até 2026 · Biometric Update)
    • Ministérios usuários: 16 (2026 · idem)
    • Instituições de ensino usuárias: 31 (2026 · idem)
    • Países que adotaram a tecnologia: Timor-Leste; Filipinas (sistema nacional de identidade) (2025–2026 · Biometric Update)
    • Seletividade do prêmio: 12 premiados entre 700+ candidaturas de 62 países (2026 · ONU)

    Os números medem volume de uso e adoção institucional. Não há medição pública de fraudes evitadas, tempo economizado por usuário ou custo evitado, que seriam os indicadores de efeito.

    O que foi afirmado:

    • Redução de fraude documental
    • Redução de custo e tempo para cidadãos e empresas
    • Maior eficiência na troca de documentos entre instituições

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2022

    Temas
    Governo digitalTransparênciaAtendimento ao cidadãoDados
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 12 de setembro de 2026

Gênero

9 projetos
  • Berdaya SrikandiAbordagem Cultural para Melhorar a Economia das Mulheres Costeiras Secretaria de Agricultura, Assuntos Marinhos e Pesca da Cidade de Parepare, Indonésia

    OndeIndonésia

    O problema

    As mulheres costeiras de Parepare (em sua maioria esposas de pescadores) viviam em vulnerabilidade econômica estrutural:

    • Sem fonte de renda própria, dependendo integralmente do rendimento do marido, que é sazonal e incerto;
    • Acesso limitado a educação, capacitação empresarial e a espaços de decisão;
    • Normas sociais e culturais restringindo a mobilidade. O que fecha o caminho das soluções convencionais de geração de renda, que pressupõem sair de casa e do bairro.
    Contexto completo

    A última barreira é a que define o desenho da política. Um programa de capacitação que exija deslocamento regular não alcança mulheres cuja mobilidade é socialmente restringida. Qualquer solução precisava trabalhar com a norma cultural, não contra ela.

    Como funciona
    1. Organização em grupos de mulheres costeiras.
    2. Capacitação educativo-facilitativa, com abordagem culturalmente ancorada.
    3. Beneficiamento do pescado. Transformação da matéria-prima local em produtos de maior valor.
    4. Diversificação de produtos a partir do mesmo insumo.
    5. Acesso a mercado para os produtos dos grupos.
    6. Geração de renda própria para as participantes.

    PrêmioUN Public Service Awards (UNPSA) · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Grupos de mulheres: 40
    • Participantes ativas: cerca de 500 mulheres costeiras
    • Vendas totais dos grupos: Rp 8,79 bilhões (≈ US$ 530 mil)
    • Renda média por participante: ≈ Rp 1,75 milhão/mês
    • Produção beneficiada de pescado: mais de 140 toneladas
    • Variedade de produtos: 59 tipos, com valor agregado superior ao anterior

    Fonte: PELAKITA e Koridor.

    O que foi afirmado:

    • Movimento social que eleva a dignidade das mulheres costeiras
    • Fortalecimento da economia familiar
    • Abertura de caminhos para desenvolvimento mais inclusivo
    • Preservação cultural como instrumento de empoderamento

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desdenao_localizado

    Temas
    GêneroDesenvolvimento econômicoInclusãoCulturaAssistência social
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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Botão do Pânicodispositivo de proteção para mulheres sob medida protetiva Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) e Prefeitura de Vitória

    OndeVitória / ES

    O problema

    A Lei Maria da Penha garante o afastamento do agressor. Mas a ordem judicial não vigia a porta de casa. Entre o descumprimento da medida e a chegada da polícia há um intervalo em que a mulher está sozinha, e é nesse intervalo que a maior parte dos feminicídios de vítimas com protetiva acontece.

    Contexto completo

    Há também um efeito menos visível: a mulher sob ameaça deixa de sair. Para de trabalhar, muda o trajeto, evita o filho na escola. A proteção no papel não devolve a vida cotidiana.

    O diagnóstico é sobre o intervalo. A proteção jurídica existe; a proteção no tempo real do risco, não.

    Como funciona
    1. Concessão da medida protetiva pela vara especializada.
    2. Avaliação de risco e entrega do dispositivo à mulher.
    3. Acionamento pela vítima em caso de aproximação do agressor.
    4. Disparo do alerta com localização por GPS e gravação do áudio.
    5. Deslocamento policial, articulado com a Patrulha Maria da Penha.
    6. Uso do registro como prova do descumprimento.

    PrêmioPrêmio Innovare (10ª edição) · 2013

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Dispositivos distribuídos: 100 (TJES / Prefeitura de Vitória)
    • Mortes evitadas (declarado): 12, logo após a implantação em 2013 (magistrada responsável, via TJES/CNJ)
    • Tempo de operação: desde 2013 (TJES)
    • Convênio: Renovado por mais 5 anos (2019) (Prefeitura de Vitória)
    • Difusão: Modelo replicado por outros tribunais (CNJ / TJPA)

    Não foram localizados (buscado em 2026-09): número de acionamentos, tempo médio de resposta policial, acionamentos com aproximação confirmada, e a série de feminicídios em Vitória antes e depois. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Efeito inibidor sobre os agressores
    • Efeito encorajador. Mulheres retomam trabalho e circulação
    • Contribuição para a redução da violência doméstica em Vitória

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2013

    Temas
    GêneroSegurança públicaJustiça e direitos
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Decreto nº 11.430/2023Política de Cotas para Mulheres em Situação de Violência Doméstica Departamento de Normas e Sistemas de Logística (DELOG/SEGES), Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

    OndeBrasil

    O problema

    A mulher não sai da relação violenta porque não tem renda, e não tem renda porque sofre violência. A violência de gênero dificulta qualificação e inserção no trabalho, e sem autonomia econômica a saída fica fechada.

    Contexto completo

    O relato constrói o argumento assim:

    O Brasil é um dos países com maiores índices de violência contra mulheres do mundo. A violência de gênero pavimenta uma trajetória de vulnerabilidades, dificultando qualificação profissional, inserção laboral e atuação social. "Um ciclo vicioso de vulnerabilidade é delineado, no qual devido à violência sofrida, as mulheres não conseguem ter autonomia econômica, e ao não ter autonomia, acabam ficando presas a relações abusivas."

    O diagnóstico identifica o ponto exato de intervenção: autonomia econômica é condição para sair, e a violência é justamente o que a impede. Quebrar o ciclo exige entrar por fora dele. Com trabalho e renda.

    Há um segundo problema, tratado no mesmo movimento: a terceirização de serviços carrega estigma de desumanização e precarização das relações de trabalho. A política usa esses contratos como instrumento de inclusão, e não apenas de contratação barata.

    Como funciona
    1. A Lei 14.133/2021 autoriza a reserva de vagas e o critério de desempate por equidade de gênero, mas sem regra aplicável.
    2. O Decreto nº 11.430/2023 regulamenta, fixando a cota de 8% e as regras de implementação.
    3. Acordos de Cooperação Técnica (ACT) são firmados com estados e o DF, viabilizando a adoção da regra pelos órgãos federais sediados nesses territórios, porque a identificação das mulheres em situação de violência depende da rede estadual de proteção, não do órgão contratante.
    4. Os editais de contratação de serviços com dedicação exclusiva de mão de obra passam a prever a reserva.
    5. A empresa contratada preenche as vagas reservadas com mulheres encaminhadas pela rede.
    6. Equidade de gênero funciona como critério de desempate em licitações.

    Quem faz o quê:

    DELOG/SEGES/MGIElaborou a proposta do decreto e conduz a política

    Estados e DF (7 ACTs)Identificam e encaminham as mulheres pela rede de proteção

    Órgãos federais contratantesAplicam a reserva nos editais

    Empresas terceirizadasContratam as mulheres nas vagas reservadas

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Enap · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Cota para mulheres em situação de violência: 8% das vagas (Contrato-piloto do MGI: 14 mulheres contratadas · 01/03/24 a 19/07/24 · Relatório gerencial)
    • Formalização de ACT com estados parceiros: : (7 ACTs formalizados · 08/03/23 a 19/07/24 · Publicação de extratos no DOU)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    Dado posterior: o ColaboraGov reporta 22 mulheres já contratadas em Brasília pela mesma política, número mais recente que o do relato de 2024.

    O que foi afirmado:

    • Marco em regulamentação de ação afirmativa via contratações públicas
    • Enfrentamento do estigma de desumanização e precarização na terceirização
    • Contribuição à quebra do ciclo violência → dependência econômica → violência

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2023

    Temas
    GêneroInclusãoCompras públicasAssistência socialDesenvolvimento econômico
    Baixar o e-book (14 MB) ↓Ver no repositório da Enap →

    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • FRIDAatendente virtual da Delegacia da Mulher ("Chame a Frida") Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)

    OndeManhuaçu / MG

    O problema

    Minas tem 853 municípios e 73 delegacias da mulher. A maioria das mulheres não tem uma por perto, e quem tem precisa enfrentar deslocamento, fila e a exposição de contar o que aconteceu num balcão.

    Contexto completo
    "Apesar do avanço na legislação que persegue e pune os agressores, as vítimas ainda enfrentam um tortuoso e longo caminho para serem ouvidas: as dificuldades vão desde ausência de estrutura, como delegacias especializadas (em Minas Gerais existem apenas 73 DEAMs), equipes qualificadas..."

    O problema é geográfico e de constrangimento ao mesmo tempo: em um estado com 853 municípios e 73 delegacias especializadas, a maioria das mulheres não tem uma DEAM por perto, e, quando tem, comparecer significa deslocamento, fila e exposição pública.

    A barreira que o projeto ataca não é a lei, é o balcão. A Lei Maria da Penha existe desde 2006; o gargalo é o caminho físico até ela.

    Como funciona
    1. A mulher inicia a conversa no WhatsApp, de onde estiver.
    2. Fluxo automatizado de acolhimento e esclarecimento por mensagens pré-programadas.
    3. Triagem de risco preliminar.
    4. Encaminhamento: agendamento na unidade, marcação do exame ou acionamento imediato da polícia.
    5. Operacionalização da demanda sem deslocamento desnecessário e sem fila.

    PrêmioPrêmio Innovare (18ª edição) · 2021

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Municípios em operação: 50
    • Expansão no Norte de Minas: mais de 20 cidades
    • Ampliação em uma única leva (Agosto Lilás): 29 municípios
    • Contexto do problema: 73 DEAMs em Minas Gerais
    • Reconhecimentos: Innovare 18ª; 1º lugar Inova Prêmio 2020; prêmio Marie Claire/Instituto Avon

    Cobertura territorial documentada por comunicação oficial do governo de Minas. Não foi localizado o número de atendimentos realizados (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • "Elevado grau de satisfação" das usuárias e dos policiais civis que utilizaram o serviço
    • Fim de deslocamentos desnecessários e de filas
    • Triagem eficaz dos atendimentos

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2020

    Temas
    GêneroSegurança públicaGoverno digitalAtendimento ao cidadão
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Modelo de formação para a liderança social e política das mulheres de Medellín Alcaldía de Medellín, pela Secretaría de las Mujeres

    OndeCO

    O problema

    Formação política para mulheres costuma terminar no certificado. A participante sai com conteúdo sobre direitos e sem lugar onde exercê-lo, porque a estrutura que a mantinha fora da decisão continua igual depois do curso.

    Contexto completo

    O problema que a Secretaría de las Mujeres endereçou tem duas partes. A primeira é capacidade individual e coletiva de liderança. A segunda é a estrutura, e é ela que o desenho do modelo questiona explicitamente, em vez de tratar a ausência das mulheres como falta de preparo delas.

    Como funciona

    O mecanismo está descrito pela fonte do prêmio em nível de princípio, e não de fluxo operacional:

    1. Formar para a ação, e não para o certificado, o que significa que a prática faz parte do percurso.
    2. Combinar teoria e prática no mesmo processo formativo.
    3. Questionar as estruturas que dificultam a participação política das mulheres, como parte do conteúdo e não como contexto.
    4. Trabalhar capacidade individual e capacidade coletiva ao mesmo tempo.
    5. Acompanhar o que a participante faz depois, porque é isso que o indicador de 66% mede.

    O detalhe operacional, quantidade de horas, forma de seleção, tamanho de turma e vínculo com espaço de decisão, não foi localizado.

    Quem faz o quê:

    Secretaría de las Mujeres de MedellínFormula e conduz o modelo de formação

    ParticipantesPercorrem a formação e atuam depois em ação de defesa de direitos

    Espaços de planejamento local e orçamento participativoDestino de parte das participantes, segundo a descrição do BID

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Eduardo Campos · 2016

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Participantes envolvidas depois em alguma ação de defesa de direitos: 66% (até 2016 · BID, página da edição Gobernarte 2016)
    • Candidaturas na quarta edição do Gobernarte: 137 iniciativas (2016 · BID, página da edição Gobernarte 2016)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Os 66% são percentual sem denominador publicado. A fonte não diz quantas mulheres participaram, e sem isso o número não se compara com nada. Ele também não define o que conta como ação de defesa de direitos, e essa definição é o que decide o valor do indicador.

    O que foi afirmado:

    • A prefeitura afirma que muitas participantes passaram a atuar na gestão de recursos públicos por processos de planejamento local e orçamento participativo, sem apresentar quantidade.
    • O BID afirma que o desenho questiona as estruturas que dificultam a participação política das mulheres.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2016

    Temas
    GêneroParticipação socialEducaçãoInclusão
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • NUDEM/BHNúcleo de Defesa dos Direitos da Mulher em Situação de Violência Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPMG)

    OndeBelo Horizonte / MG

    O problema

    Antes de 2006, a mulher agredida em casa entrava no sistema de justiça pela porta errada: o caso virava lesão corporal leve, ia para o juizado especial criminal, e terminava em transação penal. Não raro com pagamento de cesta básica. A Lei nº 9.099/1995, pensada para desafogar a Justiça, havia transformado violência doméstica em infração de menor potencial ofensivo.

    Contexto completo

    E a mulher precisava de três coisas ao mesmo tempo. Proteção imediata, separação e guarda, e acompanhamento. Que estavam em três lugares diferentes, cada um com sua fila.

    O diagnóstico é de fragmentação com prazo. A demanda é uma só, urgente e multidimensional; o serviço era vários, lentos e desconectados.

    Como funciona
    1. Acolhimento da mulher no núcleo.
    2. Avaliação jurídica e psicossocial conjunta.
    3. Requerimento de medidas protetivas de urgência e acompanhamento do cumprimento.
    4. Ajuizamento das ações de família decorrentes.
    5. Encaminhamento aos demais serviços da rede.
    6. Acompanhamento continuado do caso.

    PrêmioPrêmio Innovare (3ª edição) · 2006

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Início: agosto de 2005, antes da Lei Maria da Penha (DPMG)
    • Longevidade: 21 anos de operação contínua (DPMG / ANADEP)
    • Expansão: 7 comarcas: BH e mais 6 (DPMG)
    • Escopo: Protetivas + família + psicossocial + rede + educação em direitos (DPMG)
    • Reconhecimento: Vencedor do 3º Innovare (2006) (Innovare)

    Não foram localizados (buscado em 2026-09): número de atendimentos por ano, medidas protetivas requeridas e deferidas, tempo médio entre o pedido e a decisão, e qualquer dado sobre descumprimento de medida entre as assistidas. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Atendimento integral e especializado à mulher em situação de violência
    • Fortalecimento da rede de enfrentamento

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2005

    Temas
    GêneroJustiça e direitosAssistência social
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Projeto Borboletaintervenções com autores de violência doméstica, vítimas e dependentes Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Porto Alegre

    OndePorto Alegre / RS

    O problema

    A Lei Maria da Penha prevê equipe multidisciplinar e programas de reeducação do agressor desde 2006, e eles não existiam. Faltava estrutura, não previsão legal: vítima, filhos e ofensor ficavam todos sem atendimento especializado.

    Contexto completo
    "Ausência de ações e espaços especializados, no Poder Judiciário e também junto às demais instituições e serviços da rede prevista na Lei Maria da Penha, para intervenções com os envolvidos em situação de violência doméstica: mulheres vítimas e dependentes, e com os ofensores, para cumprimento dos preceitos da lei protetiva."

    O ponto é preciso: a Lei Maria da Penha prevê equipe multidisciplinar (arts. 29 a 32) e programas de recuperação e reeducação do agressor (art. 35, V, e art. 45). O que faltava não era previsão legal. Era o serviço que a executasse.

    Como funciona
    1. Encaminhamento pelo juizado de autores a Grupos Reflexivos de Gênero. Espaço de escuta e reflexão para que o ofensor reconheça a prática de violência de gênero, passe por processo de autorresponsabilização e, ao final, mude comportamento e atitudes.
    2. Acolhimento da vítima pela Equipe Multidisciplinar em sala própria, em paralelo e separadamente.
    3. Atendimento dos dependentes.
    4. Qualificação profissional em parceria, como via de autonomia econômica.
    5. Prevenção em escolas e na comunidade.

    A separação física e institucional entre o atendimento da vítima e o do autor é o que distingue este desenho, e é a diferença em relação a arranjos de "atendimento familiar conjunto", que expõem a vítima. Ver o contraste com Somos Marias na seção 11.

    PrêmioPrêmio Innovare (19ª edição) · 2022

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Homens encaminhados a grupos reflexivos: mais de 2.000 (desde 2011)
    • Homens atendidos em grupos reflexivos de gênero: 681 (2011–2019)
    • Mulheres acolhidas pela Equipe Multidisciplinar: 719 (2019)
    • Beneficiados por oficinas e qualificação profissional: mais de 4.000 (desde 2016)
    • Reincidência entre participantes dos grupos: inferior a 5% (:)

    Números do tribunal, divulgados pelo CNJ.

    ⚠️ Os números de encaminhados (2.000+) e de atendidos em grupo (681 até 2019) não são a mesma coisa e a diferença importa: encaminhar não é concluir. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Quebra do ciclo de violência
    • Autorresponsabilização e transformação de comportamentos dos autores
    • Promoção da equidade de gênero

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2011

    Temas
    GêneroJustiça e direitosAssistência social
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Projeto Violeta Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher

    OndeRio de Janeiro / RJ

    O problema

    A Lei Maria da Penha dá à mulher o direito à medida protetiva de urgência. Na prática, o pedido percorria delegacia, distribuição e vara, e o deferimento saía dias depois.

    Contexto completo

    A janela entre denunciar e estar protegida é o momento de maior risco de feminicídio, porque a denúncia é o gatilho reconhecido da escalada. Um direito que demora quatro dias não protege exatamente quando é preciso.

    Como funciona
    1. Registro da ocorrência na delegacia.
    2. Encaminhamento imediato do pedido de medida protetiva ao juízo, sem a tramitação ordinária.
    3. Apreciação judicial prioritária.
    4. Atendimento psicossocial pela equipe multidisciplinar, em paralelo.
    5. Acompanhamento do caso pelo espaço Violeta da comarca.

    PrêmioPrêmio Innovare (11ª edição) · 2014

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Tempo até a medida protetiva: de 4 dias para cerca de 4 horas
    • Casos incluídos no projeto: 3.490 (jan–nov/2025)
    • Institucionalização: Provimento nº 65/2018
    • Expansão: Espaços em comarcas da capital e do interior

    Números do TJRJ, divulgados também pelo CNJ e pela AMB.

    O que foi afirmado:

    • Aumento da confiança das mulheres no Judiciário e da disposição para denunciar
    • Acolhimento e segurança imediata à vítima

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2013

    Temas
    GêneroJustiça e direitosSegurança públicaAtendimento ao cidadão
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Órfãos do Feminicídio Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem)

    OndeManaus / AM

    O problema

    Depois do feminicídio, o filho pode acabar morando com quem matou a mãe. A criança que fica órfã também é vítima, muitas vezes presenciou a violência, e ninguém acompanhava para onde ela ia.

    Contexto completo

    O relato nomeia a lacuna:

    "O problema a ser resolvido era o acompanhamento psicossocial das crianças e adolescentes, consequentes vítimas do crime, que ficam órfãos, mas continuam a integrar famílias disfuncionais ou são destinadas a instituições de abrigamento. Era importante observar que essas crianças também são vítimas ou presenciaram cenários de violência doméstica e que o destino e os cuidados que lhe serão ofertados são tão importantes quanto a punição do agressor."

    E registra o desfecho mais grave: após a tragédia, os filhos podem acabar vivendo com parentes, em abrigamento. Ou até mesmo com o indivíduo que cometeu o crime.

    Contexto local citado no relato: o CNJ apurou em 2017 que o Amazonas era o terceiro estado em proporção de novos casos de feminicídio (5,9 por 100 mil mulheres); a cada dois minutos uma mulher é vítima de violência doméstica em Manaus.

    A formulação "o destino dos filhos é tão importante quanto a punição do agressor" é a tese do projeto. O sistema de justiça está inteiro montado para a segunda metade dessa frase.

    Como funciona
    1. Identificação do caso a partir do feminicídio.
    2. Atendimento jurídico à criança e à família responsável. Guarda, tutela, pensão, benefícios.
    3. Acompanhamento psicossocial de órfãos e responsáveis.
    4. Encaminhamentos à rede: transferência escolar, acesso prioritário a benefícios sociais, saúde.
    5. Articulação de direitos coletivos. Em nov/2025 a Defensoria formalizou pedido de prioridade habitacional para órfãos do feminicídio e mulheres vítimas de violência.

    O acompanhamento é da família inteira que resta, não só da criança, porque quem assume o cuidado em geral é uma avó ou tia que não estava preparada para isso e não tem renda para absorver o custo.

    PrêmioPrêmio Innovare (18ª edição) · 2021

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Famílias acompanhadas: aproximadamente 27 (mar/2025)
    • Pessoas atendidas (órfãos e familiares): mais de 133 (mar/2025)
    • Reconhecimentos nacionais: Innovare 2021; Selo FBSP 2026 (:)

    Contagem da própria Defensoria, divulgada publicamente. Sem auditoria nem avaliação independente (buscado em 2026-09).

    O que foi afirmado:

    • Reconstrução da vida das crianças e adolescentes atendidos
    • Interrupção da perpetuação do ciclo de violência
    • Garantia de acesso a direitos e benefícios

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2018

    Temas
    GêneroAssistência socialJustiça e direitosInclusão
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

Gestão de pessoas

7 projetos
  • CPNUConcurso Público Nacional Unificado Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)

    OndeBrasil

    O problema

    O serviço público federal encolheu pela metade em proporção à população: 170 servidores por 100 mil habitantes em 1991, 78 em 2022. O quadro envelheceu, quase um oitavo do efetivo pode se aposentar a qualquer momento, e não havia modelo de entrada que repusesse. O problema não era o formato do concurso, era a erosão da capacidade do Estado.

    Contexto completo

    Os números do relato oficial:

    Servidores federais por 100 mil habitantes170 em 1991 → 78 em 2022

    Servidores federais civis ativos (2022)568 mil

    Como % da população economicamente ativa5,3%: o menor percentual desde 2009

    Servidores acima de 60 anos16%

    Servidores em abono de permanência~12%

    O índice brasileiro é inferior ao de diversos países da OCDE.

    A causa estrutural é a descontinuidade: os concursos federais se concentraram em picos (1988-1998, 2003-2010, 2012-2016), sem modelo institucionalizado de entrada. Some-se a isso o custo para o candidato (várias inscrições, vários deslocamentos, aplicação concentrada em capitais) que filtra por renda e por geografia, não por mérito.

    Como funciona
    1. Consolidação da demanda: o MGI agrega as vagas autorizadas dos órgãos federais.
    2. Cogestão das regras: o Comitê Consultivo e Deliberativo, com representantes dos 21 órgãos aderentes, elabora coletivamente as regras do concurso, que se materializam no edital. As regras não são impostas pelo MGI. São negociadas com quem vai receber os aprovados.
    3. Organização em 8 blocos temáticos, agrupando cargos por afinidade de perfil profissional.
    4. Inscrição única, com taxa reduzida e política de isenção.
    5. Aplicação simultânea em 228 municípios. Leva a prova ao candidato, em vez do contrário.
    6. Correção e classificação centralizadas.
    7. Alocação dos aprovados entre os órgãos conforme classificação e opções.

    Quem faz o quê:

    MGICoordenação geral; Grupo Técnico Operacional Executivo

    Comissão de Governança e Comitê Consultivo e DeliberativoInstâncias colegiadas de decisão; elaboram as regras

    21 órgãos aderentesDefinem vagas e perfis; recebem os aprovados

    Banca (Cesgranrio na 1ª edição)Elaboração, aplicação e correção

    AGU, SECOM/PR, INEP, IPEA, EnapApoio jurídico, comunicação, avaliação e pesquisa

    MJSP (PF, PRF, Senasp), SSPs estaduais, ABINSegurança do certame

    TCU e CGUSupervisão e acompanhamento

    Inmet, Cemaden, Defesas Civis estaduaisMonitoramento de desastres naturais e climáticos

    DATAPREVSuporte tecnológico

    A presença de Inmet, Cemaden e Defesas Civis na rede de parceiros não é decorativa. Ver a seção 9, sobre o adiamento da prova pela calamidade no Rio Grande do Sul.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Enap · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Todos os números vêm do relato oficial publicado pela Enap.

    Escala:

    • Inscritos: 2.114.145
    • Vagas unificadas: 6.640, de 21 órgãos, em 8 blocos temáticos
    • Municípios de aplicação: 228
    • Aprovados: 6.719

    Perfil dos aprovados. O indicador que o projeto declarou perseguir:

    • Mulheres: 36,9%
    • Homens: 63,1%
    • Negros: 24,8%
    • Pessoas com deficiência: 6,8%
    • Indígenas: 2,3%

    Cidades de origem dos aprovados, por região: 323 no Sudeste, 291 no Nordeste, 167 no Sul, 65 no Norte e 62 no Centro-Oeste, 908 municípios distintos.

    Custo relativo, em comparação com concursos anteriores:

    • CPNU: 2024 (2.114.145 · 228 · 0,21)
    • INSS: 2022 (1.023.494 · 97 · 0,49)
    • Receita Federal: 2023 (156.373 · 27 · 4,21)
    • CGU: 2022 (65.579 · 11 · 5,80)
    • ANVISA: 2016 (65.579 · 1 · 35,8)

    Números do próprio órgão. Atenuante: o certame foi supervisionado pelo TCU e acompanhado pelo Conselho de Transparência da CGU.

    O que foi afirmado:

    • Igualdade de oportunidades, eficiência e impessoalidade
    • Aproximação do perfil dos aprovados ao perfil da população. Os dados de perfil existem, mas não há comparação publicada com edições fragmentadas anteriores que isole o efeito do modelo
    • Seleção de força de trabalho "vocacionada" pelos blocos temáticos
    • Bases para modelo periódico de reposição

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2023

    Temas
    Gestão de pessoasAtendimento ao cidadãoInclusãoGoverno digitalGestão fiscal
    Baixar o e-book (40 MB) ↓Ver no repositório da Enap →

    29º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Centro de Serviços Compartilhados da Infraero Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero)

    OndeBrasil

    O problema

    Estudo do BNDES com a McKinsey, em 2010, projetou o crescimento da demanda da aviação civil até 2030 e apontou a necessidade de investimento pesado em toda a infraestrutura sob gestão da Infraero. Para não onerar o Tesouro, o governo federal decidiu conceder aeroportos à iniciativa privada.

    Contexto completo

    Isso muda o problema da empresa. A Infraero passa a operar uma rede menor e a precisar de eficiência e rentabilidade para se manter. Um grupo de trabalho redefiniu os direcionadores estratégicos e, sob o direcionador de garantir níveis adequados de serviço, o diagnóstico apontou o alvo: as atividades-meio estavam duplicadas pela organização inteira. Cada aeroporto e cada superintendência regional mantinha a sua estrutura de RH, TI, manutenção e finanças, com repetição de processos, perda de escala e replicação de estruturas.

    ⚠️ É importante ler o contexto com clareza. Este não é um projeto de melhoria de serviço ao cidadão: é um projeto de redução de custo numa empresa que estava encolhendo, e o relato não esconde isso.

    Como funciona

    A implantação foi dividida em três etapas, e o ganho está amarrado à ordem delas.

    1. Centralização dos serviços (1ª etapa). Mapear e identificar os serviços e processos a serem prestados por cada localidade, conforme especialização por área, e definir as regras do modelo de gestão. Em paralelo, revisão da estrutura organizacional: criação do centro de serviços em Brasília e desativação das unidades de apoio de Belém, Belo Horizonte e Porto Alegre, que eram as antigas superintendências regionais.
    2. Gestão dos processos (2ª etapa). Avaliação, padronização e otimização dos processos, definição de acordos de nível de serviço e estruturação de um catálogo de serviços com os custos associados.
    3. Gestão da demanda interna e tecnologia (3ª etapa). Implantação da solução de TI de gestão de serviços para a Central Única, alocação de pessoal e infraestrutura, e regras de avaliação de desempenho dos serviços prestados.

    ⚠️ O movimento de pessoal é parte do mecanismo, não um efeito colateral. Para viabilizar a extinção das unidades foram usados: movimentação de empregados para outras dependências, cessão a órgãos públicos e plano de demissão voluntária para quem não aderiu à movimentação, sob o Programa Especial de Adequação do Efetivo, aprovado pelo então Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (22ª edição), Enap · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Redução de custos com estrutura organizacional: R$ 20,6 milhões anuais (relato oficial)
    • Redução de custos de efetivo: R$ 11,7 milhões (relato oficial)
    • Redução de custos de infraestrutura: R$ 6,7 milhões (relato oficial)
    • Aumento de produtividade: 36% ⚠️ (relato oficial)
    • Redução calculada da reestruturação: R$ 75 milhões em cinco anos (relato oficial)
    • Unidades desativadas: 3: Belém, Belo Horizonte e Porto Alegre (relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 22ª edição.

    Números da própria empresa, descritos no Plano de Sustentabilidade Econômico-financeira entregue ao TCU.

    ⚠️ Os 36% de aumento de produtividade não têm base, denominador nem método. É o número mais forte da lista e o menos conferível, e não deve ser citado sem esta ressalva. Ver a seção 10 para o que faltaria para conferi-lo.

    ⚠️ Os R$ 75 milhões em cinco anos são projeção, e as outras três cifras podem se sobrepor. O relato apresenta efetivo (R$ 11,7 mi), estrutura organizacional (R$ 20,6 mi anuais) e infraestrutura (R$ 6,7 mi) sem dizer se são parcelas do mesmo total ou valores independentes, nem se a base de tempo é a mesma. Somá-las seria erro.

    O que foi afirmado:

    • Eliminação de duplicidade de atividades
    • Celeridade nas tomadas de decisão
    • Maior clareza do modelo de governança institucional
    • Melhoria dos serviços aos cidadãos que usam os aeroportos, por os centros de negócios poderem focar na atividade-fim.

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2017

    Temas
    Gestão de pessoasGestão fiscalMobilidadeTransparência
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Novo Prêmio Inoves LAB.ges, Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), Governo do Espírito Santo

    OndeES

    O problema

    O Prêmio Inoves foi criado em 2005 para desenvolver cultura de inovação no serviço público capixaba, e cumpriu esse papel por treze edições: melhorou a imagem do servidor, estimulou a cultura de inovação e reconheceu projetos que modernizavam a gestão. Desde 2005, mais de 2.000 projetos concorreram e o prêmio virou referência nacional.

    Contexto completo

    Mas o desenho tinha três defeitos, e os três estão na forma de premiar:

    1. Só concorria projeto com resultado concreto, com mais de seis meses de implantação. Ou seja, o prêmio reconhecia quem já havia superado sozinho a burocracia, a descontinuidade e a fragmentação. Faltava incentivo para equipes com projeto iniciado ou com boa ideia que precisasse de apoio para sair do papel.
    2. As categorias eram temáticas (desburocratização, uso de TIC, resultados para a sociedade), e nelas concorriam "na mesma raia" órgãos estaduais, municipais e de outros poderes, com amplitude, capacidade de execução e recursos muito diferentes.
    3. A premiação era em aparelhos de informática, tablets.
    Como funciona
    1. Três categorias por estágio, não por tema. "Toda fase de um projeto inovador é importante": premiar a ideia cria incentivo para que ela exista; premiar o projeto em desenvolvimento cria incentivo para que ele continue.
    2. Cada público concorre com o seu semelhante, acabando com a disputa entre uma prefeitura pequena e uma secretaria estadual.
    3. R$ 40 mil em dinheiro, repassados pela Fapes na modalidade de apoio a projetos. O instrumento importa: o repasse pela fundação de amparo dá agilidade e flexibilidade que o orçamento direto não teria, e permite que a equipe use o dinheiro para alavancar o projeto com menos burocracia.
    4. Aceleração e capacitação das equipes vencedoras em metodologias e ferramentas de inovação.
    5. Voto popular, que premia um projeto de resultado e um servidor, envolvendo a sociedade na escolha.
    6. Transparência do processo: infográficos de inscrição e avaliação, certificados digitais de todos os inscritos com notas e comentários da banca, e publicação dos relatórios como banco de boas práticas.
    7. Tudo digital: publicidade, inscrição, avaliação, certificados e declarações.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (23ª edição), Enap · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Iniciativas inscritas no novo formato: 238: 44 ideias, 84 projetos em desenvolvimento e 110 projetos de resultados (relato oficial)
    • Iniciativas elegíveis: 224 (relato oficial)
    • Votos populares: 5.416 (relato oficial)
    • Premiação em dinheiro: R$ 40 mil, contra tablets no formato anterior (relato oficial)
    • Vencedores: 10, dos quais 5 participaram da oficina de desenvolvimento de projetos (relato oficial)
    • Escuta na reformulação: 10 manifestações de secretários, 112 pela consulta aberta, 35 participantes na oficina de design thinking (relato oficial)
    • Histórico do prêmio: mais de 2.000 projetos concorreram desde 2005 (relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 23ª edição, p. 89 a 110.

    Contagens do próprio prêmio.

    ⚠️ Há uma inconsistência no próprio relato sobre o histórico. Num trecho diz que, dos mais de 2.000 projetos concorrentes desde 2005, "225 foram reconhecidos"; noutro fala em "reconhecimento de 255 equipes inovadoras". Projetos e equipes podem ser contagens diferentes, mas o texto não explica, e a proximidade dos números sugere troca de dígitos.

    O que foi afirmado:

    • Duas ideias que participam da aceleração vinham tentando emplacar as suas iniciativas nos respectivos órgãos sem sucesso, e conseguiram visibilidade, reconhecimento e, principalmente, apoio dos dirigentes depois de ganhar o prêmio.
    • Com duas iniciativas vencedoras na aceleração, o Instituto Capixaba de Defesa Agropecuária e Florestal ganhou o impulso que faltava para criar uma área de inovação no órgão, com apoio do LAB.ges
    • Mais equidade na competição, com os poderes concorrendo entre si
    • Maior transparência do processo
    • Grande satisfação relatada com a mudança, com bons retornos de equipes, dirigentes e parceiros

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2018

    Temas
    Gestão de pessoasParticipação socialTransparênciaGoverno digital
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Prinagem, internato em administração e gestão municipal Gerência de Extensão e Relações Institucionais, Escola de Governo da Fundação João Pinheiro (MG)

    OndeMG

    O problema

    A Constituição de 1988 deu autonomia aos municípios e os pôs no pacto federativo, com descentralização de recursos, ampliação de competências tributárias e responsabilidades de gasto. O município passou a ser o ente mais próximo do cidadão e o que mais precisa entregar com menos.

    Contexto completo

    Minas Gerais ilustra o país: é o estado com o maior número de municípios, e 82% deles são de pequeno porte. O Índice Firjan de Gestão Fiscal aponta 91,5% das prefeituras mineiras em situação fiscal difícil ou crítica.

    Sobre esse quadro pesa a exigência legal de produzir instrumentos de planejamento (Plano Diretor, Plano Plurianual) que respondam aos problemas locais e respeitem os limites constitucionais. O relato nomeia a combinação que trava tudo: restrição financeira, falta de pessoal capacitado e rotinas intensas de trabalho que impedem o pensamento inovador.

    Como funciona

    O ciclo é semestral e tem sete etapas:

    1. Divulgação e manifestação das prefeituras, pelo site da Escola de Governo e pelos canais do governo estadual, com prazo para manifestar interesse.
    2. Termo de Cooperação Técnica assinado, que é o que torna o município apto. São priorizados municípios de pequeno porte com baixos indicadores socioeconômicos e maior escassez de recursos financeiros e técnicos.
    3. Seleção de alunos e professores, em paralelo ao diálogo para entender as demandas da administração.
    4. Preparação, em que os alunos constroem um pré-diagnóstico do município antes de pisar nele, buscando dados sobre a organização social e econômica local.
    5. Imersão, nas férias: junho e julho, dezembro e janeiro.
    6. Conclusão: relatório, questionários de avaliação e apresentação em seminário.
    7. Avaliação dupla, por formulário respondido tanto pelos alunos quanto pelos municípios.

    ⚠️ E o passo 4 corrige o defeito clássico deste tipo de programa: chegar sem saber onde se está. O relato registra que a preparação foi ajustada ao longo das edições, com os estudantes aprendendo a apresentar o programa aos gestores locais e a transformar demandas genéricas em ações viáveis, com produto, responsável e cronograma.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (23ª edição), Enap · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Municípios atendidos desde 2016: 47, nas diversas regiões de Minas (relato oficial)
    • Alunos mobilizados: 113 (relato oficial)
    • Avaliação pelos municípios, janeiro de 2019: os 11 municípios atendidos responderam, e 72% deram nota 9 ou 10 numa escala de 0 a 10 para a contribuição das atividades ao desenvolvimento da administração pública (Relatório da Gerência de Extensão, 2019, p. 7)
    • Edições realizadas: 6, com a 7ª prevista para julho de 2019 e mais 12 municípios (relato oficial)
    • Recorrência: administrações que já receberam o programa têm se inscrito novamente (relato oficial)

    Atividades desenvolvidas nos municípios, conforme o relato: apoio à elaboração de leis orçamentárias e planos municipais; avaliação e aprimoramento do fluxo de licitação e compras; diagnóstico da gestão municipal; mapeamento e proposição de melhorias de processos e políticas; gestão de estoques; oficinas para servidores, secretários e conselheiros; orientação sobre uso de TIC; apoio à criação de políticas de associativismo e cooperativismo; e gestão de pessoas, incluindo diagnóstico de clima organizacional e apoio ao plano de cargos e salários.

    Fonte: Enap, relato oficial na 23ª edição, p. 111 a 128.

    Contagens do programa e avaliação de percepção com taxa de resposta de 100% na edição citada.

    ⚠️ Mas percepção do gestor sobre "contribuição para o desenvolvimento da administração" não é resultado de gestão. O que se mede é se a prefeitura gostou, não se o Plano Plurianual ficou melhor, se o fluxo de licitação encurtou ou se o indicador fiscal mexeu. Nenhum desses aparece.

    O que foi afirmado:

    • Contribuição para o aprimoramento da gestão municipal, nas atividades listadas acima
    • Formação de gestores públicos: o programa é apresentado como inovador tanto do lado do município quanto do lado da formação do estudante
    • Reconhecimento pelo governo de Minas e pelas prefeituras
    • Consolidação ao longo dos anos

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2016

    Temas
    Gestão de pessoasEducaçãoGestão fiscalDesenvolvimento econômico
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Programa de Gestão de Demandas (PGD) Controladoria-Geral da União, Coordenação-Geral de Integração e Desenvolvimento

    OndeBrasil

    O problema

    O Decreto nº 1.590/1995 autoriza dispensar o controle de assiduidade em unidades que tenham programa de gestão com resultados efetivamente mensuráveis, publicados trimestralmente no Diário Oficial. A CGU criou o seu em 2016, pela Portaria nº 1.730/2016, e o chamou de Programa de Gestão de Demandas.

    Contexto completo

    Passados cinco trimestres, o programa quase não era usado. No primeiro trimestre participaram 148 servidores; a adesão seguiu baixa nos seguintes. Quando havia participação, era em períodos curtos, de 1 a 5 dias, e o número de servidores simultaneamente em PGD não passava de duas dezenas.

    O diagnóstico interno apontou duas causas: baixa adesão dos servidores e baixo apoio das chefias. E havia um risco declarado no caminho oposto: se o programa crescesse em escala, podia sofrer danos de imagem e de seriedade.

    Como funciona

    A peça que define o programa é o prazo com desconto de produtividade.

    1. Tabela de atividades. Cada atividade autorizada tem tempo de execução presencial e remoto tabulado.
    2. O prazo remoto é o presencial menos um ganho de produtividade pré-definido, entre 10% e 25%. Quem trabalha remotamente entrega no prazo menor. A contrapartida do teletrabalho está no contrato, e não na confiança.
    3. O pacto é por tarefa, não por regime. O servidor sai para o PGD, entrega e volta ao ponto eletrônico. Isso produz rotatividade e participação ampla, e amarra o programa à necessidade de serviço.
    4. Tudo em banco de dados estruturado, o que permite série histórica, indicadores e fotografia do dia em tempo real.

    E a reforma de 2018 removeu seis travas, todas identificadas pela pesquisa:

    Fator de simultaneidadeno máximo 20% da unidade em PGD ao mesmo tempo. Passou a ser decisão da chefia, conforme a necessidade de efetivo presencial

    Pedágio de 6 mesesquem mudava de unidade ficava impedido de participar

    Aprovação em nível DAS-4 ou superioro pacto passou a ser entre servidor e chefia imediata

    Ganho de produtividade indefinidopassou a ser limitado entre 10% e 25%

    Gestão dispersa da tabela de atividadescriada a Unidade Supervisora do PGD

    Ausência de regra para imprevistoscriados suspensão e interrupção do pacto

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (23ª edição), Enap · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Servidores no trimestre: 148 (4º tri de 2016) (853 (3º tri de 2018) · Sistema PGD)
    • Pactos no trimestre: 425 (3.846 · Sistema PGD)
    • Servidores simultaneamente em PGD: não passava de duas dezenas (comumente mais de duas centenas por dia, chegando a ultrapassar trezentos · Sistema PGD)
    • Participantes acumulados: (mais de 1.300, ou mais de 55% da força de trabalho do órgão · Sistema PGD)
    • Horas em PGD no 2º semestre de 2018: (195.186, por 1.010 servidores · Sistema PGD)
    • Duração típica da participação: 1 a 5 dias (períodos maiores · relato oficial)
    • Desenvolvimento do sistema: (2 sprints, cerca de 3 semanas, pela equipe própria de TI · relato oficial)
    • Painel gerencial: (1 sprint, com ferramenta que a CGU já tinha · relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 23ª edição, p. 159 a 184.

    Contagens do próprio Sistema PGD.

    ⚠️ As duas porcentagens do relato estão calculadas com a conta errada, e conferi as duas. O texto diz que os servidores por trimestre tiveram "incremento de 579,1%" e os pactos, de "904,9%". Os números publicados pelo próprio relato dão outra coisa: | Indicador | De | Para | Incremento real | O que o relato diz | |---|---|---|---|---| | Servidores por trimestre | 148 | 853 | 476,4% | 579,1% | | Pactos | 425 | 3.846 | 804,9% | 904,9% | 3.846 dividido por 425 é exatamente 9,049. O relato calculou a razão entre o valor final e o inicial e a chamou de incremento, o que infla o resultado em cem pontos percentuais. O crescimento é enorme de qualquer modo; o que não se pode é repetir o número publicado.

    O que foi afirmado:

    • Ganho de produtividade equivalente a 43 novos servidores, ou a um orçamento de R$ 8,2 milhões, em um ano, comparando as atividades em PGD às mesmas atividades em tempo presencial. ⚠️ É custo evitado e, mais que isso, é circular: o ganho de produtividade é a taxa de 10% a 25% que o próprio programa define por norma. Medir o ganho aplicando o desconto que se estipulou não mede produtividade, mede a regra. O relato chama a fonte de "recente estudo", que o acervo não localizou
    • O incremento de participação não representou precarização dos resultados, segundo os indicadores de qualidade do programa.
    • O PGD tornou-se parte da cultura organizacional, da gestão de pessoas e da gestão de resultados
    • Uso como medida de contingência: durante protestos e na greve dos caminhoneiros, houve orientação ministerial para colocar o máximo de servidores em PGD nos dias de risco à segurança e à mobilidade, e a falta de acesso ao prédio não interrompeu os serviços do órgão

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2016

    Temas
    Gestão de pessoasGoverno digitalDadosTransparência
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Programa de Instrutoria Interna Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb), Coordenação de Educação Corporativa e Aprendizagem Organizacional

    OndeBA

    O problema

    Até 2007 a capacitação no serviço público baiano era atribuição de cada órgão, e cada um resolvia do seu jeito. Escolas setoriais formavam as suas carreiras sem falar umas com as outras, e dentro das secretarias cada superintendência organizava treinamento por conta. Quando havia capacitação, ela vinha de fora, por contratação de universidade, empresa ou ONG.

    Contexto completo

    E o conteúdo ensinado era, com frequência, produzido pelo próprio estado. O relato registra o ponto onde isso fica absurdo: as empresas contratadas "às vezes subcontratavam os próprios quadros do estado para ministrar os treinamentos". O estado pagava a uma empresa para contratar o seu próprio servidor e devolver a ele o que ele mesmo sabia.

    O resultado prático era oferta intermitente, refém da morosidade da licitação e do custo da consultoria externa. Em 2005 o custo por vaga era R$ 452,07. Algumas secretarias já usavam servidores próprios como instrutores, mas sem preparo e sem remuneração.

    Como funciona

    O mecanismo tem três peças, e nenhuma funciona sem as outras duas.

    1. A certificação. O Curso Básico de Formação de Instrutor Interno é requisito para atuação remunerada, e não um curso opcional de reciclagem. É ele que transforma "servidor que sabe o assunto" em "instrutor", e é ele que dá unidade pedagógica a uma rede espalhada por dezenas de órgãos com escolas de governo de tradições diferentes.
    2. A remuneração em lei. A Lei nº 10.851/2007 instituiu a instrutoria interna e o Decreto nº 11.073/2008 permitiu o exercício remunerado, com teto de 40 horas por mês e 240 por ano. Sem isso, o programa seria um pedido de favor.
    3. O gestor de instrutoria. A Instrução Normativa nº 15/2008 criou a figura, obrigatória em cada órgão: alguém que organiza a demanda, identifica quem serve para cada curso, acompanha e providencia o pagamento. É essa peça que permite ao instrutor de um órgão atuar em outro, e é o que faz a diferença entre uma prática interna e uma rede estadual.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (22ª edição), Enap · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Custo por vaga de capacitação: R$ 452,07 (2005) e R$ 129,09 (2006) (cerca de R$ 8,00 nos anos seguintes · relato oficial)
    • Custo médio por vaga em 10 anos: (R$ 7,46 · relato oficial)
    • Oportunidades de treinamento na UCS-Saeb, em janelas de 24 meses: 2.795 (jan/2005 a dez/2006) (18.650 (jul/2007 a dez/2008) · relato oficial, Tabela 1)
    • Servidores capacitados pela Saeb, 2007 a 2017: (127.987 · relato oficial)
    • Investimento da Saeb no período: (R$ 955.483,34 · relato oficial)
    • Investimento do Executivo estadual em pagamento de instrutores, 10 anos: (R$ 3.716.872,67, média de R$ 371.687,26 ao ano · relato oficial)
    • Média anual de vagas oferecidas pela Saeb: (cerca de 12 mil · relato oficial)
    • Curso de formação de instrutores, 12 turmas: R$ 216.488,00 de média em cotação com empresas (2010) (cerca de um décimo disso com instrutoria interna · relato oficial)
    • Programa de Fortalecimento das Coordenações de RH: (156 integrantes de 79 órgãos na fase estratégica; cerca de 300 em 8 turmas na operacional · relato oficial)
    • Novos cursos criados na Saeb: (cerca de 50 · relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 22ª edição.

    Números do sistema de capacitação da própria Saeb, apresentados pelo órgão na inscrição no prêmio.

    ⚠️ Três inconsistências aritméticas no próprio relato, que o leitor precisa saber. (a) O aumento da oferta é descrito como "482%" num trecho e "mais de 500%" noutro; a conta com os números publicados, 2.795 para 18.650, dá 567%. (b) O relato fala em "média anual de investimento de cerca de R$ 10 mil", quando os próprios números dão cerca de R$ 95 mil por ano. (c) O custo per capita de R$ 7,46 é chamado de "infinitamente superior ao praticado no mercado", quando o argumento inteiro do texto é que é inferior. Nenhuma das três muda a conclusão, e as três foram publicadas sem correção pela Enap.

    O que foi afirmado:

    • Economia de até 90% em relação ao valor cobrado pela iniciativa privada pelas mesmas ações. ⚠️ É custo evitado calculado sobre uma cotação de 2010 para 12 turmas, não despesa observada: o estado não chegou a contratar aquelas turmas
    • Valorização e reconhecimento do servidor, relatada em depoimentos de participantes
    • Regularidade da oferta, por não depender mais do risco de indeferimento nem da morosidade licitatória
    • Alinhamento pedagógico entre escolas de governo que antes atuavam sem articulação
    • Fortalecimento de áreas que nunca haviam recebido investimento em capacitação

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2007

    Temas
    Gestão de pessoasEducação
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • SOUGOV.BRTransformação Digital e de Pessoas no Executivo Federal Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)

    OndeBrasil

    O problema

    A gestão de pessoas da administração federal operava com processos tradicionais dispersos: cada serviço (férias, licença, aposentadoria, declaração, benefício) com seu fluxo, muitas vezes em papel ou em sistema legado distinto.

    Contexto completo

    O custo se distribui em três pontos: o servidor, que precisa descobrir onde e como pedir cada coisa; o gestor de pessoas, absorvido por atividade operacional; e a instituição, que não tem visão integrada do próprio quadro.

    O público é amplo e heterogêneo. Ativos, aposentados, pensionistas e anistiados políticos, o que significa que qualquer solução digital precisa funcionar para quem tem menor familiaridade tecnológica.

    Como funciona
    1. Plataforma única de acesso para os quatro públicos (ativos, aposentados, pensionistas, anistiados).
    2. Mais de 110 serviços de gestão de pessoas disponíveis digitalmente.
    3. Automação de atividades operacionais antes executadas manualmente pelos setores de pessoal.
    4. Integração de sistemas e bases de dados preexistentes, com padronização.
    5. Transparência e controle social. O sistema permite acompanhamento pelos cidadãos.
    6. Medição contínua de satisfação do usuário.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (27ª edição), Enap · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Satisfação do usuário (anual): 4,65 (4,69)
    • Serviços disponíveis: mais de 110
    • Públicos atendidos: servidores ativos, aposentados, pensionistas e anistiados políticos

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Simplificação e modernização da gestão de pessoas
    • Processos mais eficientes e ágeis
    • Liberação dos gestores de pessoas para atividades estratégicas e analíticas
    • Promoção da transparência e do controle social

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2021

    Temas
    Gestão de pessoasPrevidênciaGoverno digitalAtendimento ao cidadãoDadosTransparência
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    27º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Creative Commons BY-NC

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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

Gestão fiscal

7 projetos
  • Centrais de Negociação da Procuradoria-Geral da União Advocacia-Geral da União, Procuradoria-Geral da União (PGU)

    OndeBrasília

    O problema

    A União recorre por padrão, inclusive em causas de tese já pacificada. O resultado é um estoque processual imenso em que o Estado paga honorários, juros e correção para perder mais tarde, e o cidadão espera anos por um direito que ninguém discute mais.

    Contexto completo

    O problema não é jurídico, é de incentivo. Recorrer sempre era o comportamento seguro para o procurador; propor acordo exigia autorização, critério e responsabilidade individual. A inovação foi criar a estrutura que torna o acordo o caminho seguro.

    Como funciona
    1. Identificação de teses e matérias com jurisprudência consolidada contra a União.
    2. Elaboração do Plano de Negociação. Parâmetros de acordo padronizados, por matéria e alcance.
    3. Proposição ativa de acordo nos processos enquadrados.
    4. Análise das propostas recebidas, segundo os mesmos parâmetros.
    5. Celebração e homologação, com extinção do processo.
    6. Metas anuais por central, acompanhadas nacionalmente.

    PrêmioPrêmio Innovare (12ª edição) · 2015

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Acordos celebrados: 26.352 (7.957 (meta: 7.840))
    • Processos encerrados: 7.465 (:)
    • Dívidas quitadas: mais de R$ 2 bi (R$ 2,6 bi em precatórios)
    • Economia aos cofres públicos: mais de R$ 4 bi (:)

    Números da própria AGU.

    ⚠️ A "economia de R$ 4 bilhões" é uma estimativa contrafactual. O valor que se deixaria de pagar em relação ao desfecho projetado sem acordo. Não é dinheiro devolvido ao caixa, e a metodologia de cálculo não foi localizada (buscado em 2026-09). Registrado com a ressalva, não fora da tabela, porque é indicador declarado oficialmente, mas não deve ser lido como receita.

    O que foi afirmado:

    • Redução da litigiosidade envolvendo a União
    • Consolidação de uma cultura de negociação na advocacia pública

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2014

    Temas
    Gestão fiscalJustiça e direitosAtendimento ao cidadão
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    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Construindo Gestores do Futuroprevenção do desvio de recursos da educação Ministério Público de Contas do Estado do Piauí (MPC-PI), junto ao Tribunal de Contas do Estado

    OndeTeresina / PI

    O problema

    R$ 300 milhões de precatórios da educação iam cair de uma vez, em ano eleitoral, em prefeituras de pequeno porte. O risco de desvio era alto e a data era conhecida, e o controle tradicional só chegaria depois do gasto feito.

    Contexto completo

    O relato descreve uma janela de risco datada e previsível:

    "Diante da expectativa da liberação, em 2016, do montante de R$ 300.000.000,00 referentes aos precatórios destinados à Educação nos municípios do Piauí, em ano eleitoral, e tendo em vista o elevado risco de desvio destes recursos públicos, o Ministério Público de Contas, quebrando paradigmas, inovou em sua estratégia, antecipa[ndo-se]..."

    Precatórios do Fundef são dinheiro que chega de uma vez, em volume atípico, a prefeituras de pequeno porte, sem planejamento prévio e (no caso) em ano eleitoral.

    O controle tradicional chega depois: apura, processa, condena, e às vezes recupera. Aqui a pergunta foi outra. Como impedir que o desvio aconteça, sabendo exatamente quando o dinheiro vai cair? É a diferença entre controle posterior e controle prévio, e ela é a tese do caso.

    Como funciona
    1. A AGU informa ao MPC quais municípios receberão os recursos de precatórios do Fundef.
    2. O dinheiro permanece bloqueado na conta bancária.
    3. O desbloqueio é condicionado à aprovação, pelo município, de Lei Orçamentária prevendo a aplicação daqueles recursos na área da educação.
    4. Durante o processo, o MPC orienta os gestores na elaboração dos projetos de aplicação.
    5. Acompanhamento da execução.

    PrêmioPrêmio Innovare (15ª edição) · 2018

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Montante sob a estratégia: R$ 300 milhões em precatórios do Fundef
    • Condição de liberação: Lei orçamentária municipal destinando os recursos à educação
    • Alcance: Municípios do Piauí contemplados com os precatórios
    • Reconhecimento: Innovare 15ª, categoria MP

    Divulgação do TCE-PI e do MPC-PI. Não foi localizado o número de municípios alcançados, de leis aprovadas ou de irregularidades evitadas (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Prevenção do desvio e do desperdício dos recursos da educação
    • Orientação adequada aos gestores públicos
    • Proteção do próprio gestor contra sanções decorrentes de erro

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2016

    Temas
    Gestão fiscalEducaçãoTransparênciaCompras públicas
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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • MonitoraSistema Nacional de Monitoramento dos Maiores Contribuintes Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), Ministério da Fazenda

    OndeBrasil

    O problema

    Um diagnóstico interno de 2020 revelou fragilidades no processo que cuida dos contribuintes responsáveis por mais de 60% da arrecadação federal:

    • Ausência de padronização na detecção e priorização de riscos de conformidade tributária, cada unidade fazia à sua maneira;
    • Inexistência de governança no processo de monitoramento;
    • Dispersão de esforços na construção de ferramentas de apoio: múltiplas soluções não integradas, construídas em paralelo;
    • Dificuldades na governança de dados e riscos operacionais associados.
    Contexto completo

    O problema não era falta de dado nem falta de competência técnica. Era falta de padrão. E quando o objeto do trabalho responde por dois terços da arrecadação do país, a variação entre unidades é dinheiro.

    Como funciona
    1. Ingestão diária de dados no Data Lake institucional da RFB.
    2. Regras de negócio padronizadas nacionalmente detectam e priorizam riscos de conformidade.
    3. Painéis analíticos (dashboards) integrados ao sistema, alimentados diariamente, orientam a atuação das equipes.
    4. Comunicações automatizadas e individualizadas ao contribuinte, com base nas inconsistências detectadas, estimulando a autorregularização.
    5. Acompanhamento do resultado em duas medidas distintas: valor total identificado e valor conclusivo. Pago ou parcelado.

    Quem faz o quê:

    Receita Federal: equipe interna multidisciplinarRegras de negócio, banco de dados, dashboards e desenvolvimento web

    Infraestrutura da RFBData Lake, Data Center e Power BI

    Auditores-fiscais nas unidadesOperam o monitoramento com padrão nacional

    Maiores contribuintesDestinatários das comunicações e da autorregularização

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Enap · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Resultados totais identificados: ~R$ 24 bi (R$ 43 bilhões (+79%) · :)
    • Resultado conclusivo (pago ou parcelado): ~R$ 2,27 bi (R$ 5,6 bilhões (+146,7%) · R$ 6,12 bilhões)
    • Ampliação do quadro de pessoal: : (nenhuma · :)
    • Requisições ao sistema (acumulado): 1.659.763
    • Média de consultas mensais: ~38.000

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Padronização nacional dos processos e centralização de dados críticos
    • Governança estruturada dos riscos de conformidade
    • Estímulo à autorregularização por comunicações automatizadas e individualizadas
    • Maior transparência, segurança da informação e rapidez na decisão fiscal

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2020

    Temas
    Gestão fiscalDadosGoverno digitalTransparência
    Abrir na página 59 (40 MB) →Ver no repositório da Enap →

    29º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Programa Remessa Conforme (PRC) Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), Ministério da Fazenda

    OndeBrasil

    O problema

    Chegam ao Brasil 500 a 800 mil encomendas internacionais por dia via plataformas de e-commerce. A fiscalização item a item é aritmeticamente impossível. Os efeitos:

    • Ausência de declaração eletrônica: apenas 2% das encomendas eram declaradas eletronicamente, a aduana não sabia o que entrava, para quem, vindo de quem;
    • Subvaloração sistemática dos produtos declarados;
    • Importação de produtos proibidos (falsificados, drogas, armas) passando sem detecção;
    • Órgãos anuentes cegos: Anvisa e Vigiagro não tinham informação sobre o que efetivamente entrava;
    • Desinformação do consumidor, que comprava acreditando em isenção inexistente e era surpreendido pela cobrança na entrega, gerando enxurrada de pedidos de revisão.
    Como funciona
    1. Adesão voluntária da plataforma ao programa, com compromissos regulamentados.
    2. Exibição obrigatória na tela de compra do detalhamento dos tributos.
    3. Cobrança do tributo junto com o valor do produto, no ato da compra.
    4. Transmissão das informações da plataforma para a declaração eletrônica de importação.
    5. Gerenciamento de risco automatizado prioriza o que fiscalizar conforme critérios de conformidade.
    6. Projeto Agulha-X: inteligência artificial compara as imagens de escaneamento com as descrições declaradas dos produtos. Detecta divergência entre o que foi declarado e o que está na caixa.
    7. Tratamento aduaneiro prioritário às encomendas das plataformas aderentes.

    Quem faz o quê:

    Receita FederalRegulamenta, opera o controle, desenvolve o Agulha-X

    Plataformas de e-commerce aderentesInformam e cobram tributos na compra; transmitem dados

    Operadores de encomendasLogística e transmissão

    Anvisa e VigiagroÓrgãos anuentes, agora com informação sobre o que entra

    ConsumidorPaga alíquota reduzida e sabe o custo antes

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Enap · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Registro de declarações eletrônicas de importação: 2% (100%)
    • Arrecadação: R$ 734,5 milhões (2019) (R$ 2,88 bilhões (2024): ~4x)
    • Tempo entre compra e entrega (capitais como RJ e SP): : (até 3 dias, com 1 dia em recinto aduaneiro quando sem indício de fiscalização)
    • Encomendas fora do PRC: : (~5% do total que chega ao Brasil)
    • Pedidos de revisão de tributos: alto (restritos aos ~5% não cobertos pelo programa)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Avanço no combate à importação de produtos falsificados, drogas e armas
    • Substancial melhoria das informações sobre encomendas internacionais
    • Reconhecimento como modelo internacional de boas práticas em comércio eletrônico e gestão de risco

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2023

    Temas
    Gestão fiscalCompras públicasGoverno digitalInteligência artificialTransparênciaAtendimento ao cidadão
    Abrir na página 99 (40 MB) →Ver no repositório da Enap →

    29º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • SISKEUDESSistem Keuangan Desa (Sistema Financeiro das Aldeias) Badan Pengawasan Keuangan dan Pembangunan (BPKP), em parceria com o Ministério do Interior

    OndeIndonésia

    O problema

    A Lei nº 6/2014 transferiu recursos e autonomia orçamentária diretamente para as aldeias indonésias, criando obrigação de prestação de contas para milhares de governos locais que não tinham sistema, formação contábil nem padrão de relatório.

    Contexto completo

    O resultado previsível: prestação de contas inconsistente, lenta e não comparável entre aldeias, tornando a fiscalização impossível na prática e abrindo espaço para desvio dos recursos transferidos.

    O problema central não era má-fé; era assimetria entre a obrigação criada por lei e a capacidade instalada de quem precisava cumpri-la.

    Como funciona
    1. A aldeia registra seu planejamento e orçamento no sistema, seguindo estrutura padronizada nacional.
    2. A execução orçamentária é lançada no mesmo sistema ao longo do exercício.
    3. O sistema gera automaticamente os relatórios exigidos pela norma, no formato padrão. Em vez de o servidor da aldeia montá-los manualmente.
    4. Controles internos embutidos no fluxo impedem lançamentos fora do padrão, funcionando como prevenção e não como auditoria posterior.
    5. Os dados padronizados tornam-se comparáveis entre aldeias, o que viabiliza a supervisão pelo BPKP e pelo Ministério do Interior.
    6. Capacitação continuada dos funcionários das aldeias acompanha a difusão do software.

    Quem faz o quê:

    BPKPDesenvolve, mantém e capacita; usa os dados para supervisão

    Ministério do InteriorCoautor do sistema; define o marco normativo das aldeias

    Governos de aldeiaOperam o sistema no dia a dia

    Governos de regência/distritoAcompanham e apoiam as aldeias de sua jurisdição

    PrêmioUN Public Service Awards (UNPSA) · 2026

    Resultado apurado por avaliação independente

    O que foi medido:

    • Redução do prazo de fechamento do relatório: de 2 semanas para 3 dias (pós-implantação · Academia Open)
    • Qualidade do relatório: melhora em relevância, confiabilidade, comparabilidade e compreensibilidade (pós-implantação · idem)
    • Efeito sobre accountability: efeito positivo confirmado em múltiplos estudos independentes (2019–2025 · IJPPR, Jurnal Literasi Akuntansi)

    Ressalva importante: a literatura confirma o efeito sobre qualidade e tempestividade do relatório. Ela não demonstra redução de desvio de recursos, que é o objetivo final da política.

    O que foi afirmado:

    • Fortalecimento do controle interno nas aldeias
    • Melhora da capacidade gerencial dos funcionários das aldeias
    • Aplicação mais transparente e direcionada dos recursos transferidos

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2015

    Temas
    Gestão fiscalTransparênciaGoverno digitalGestão de pessoasDados
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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Transação TributáriaCEJusc Tributário de Blumenau Tribunal de Justiça de Santa Catarina, 2ª Vara da Fazenda de Blumenau, com a Procuradoria-Geral do Município

    OndeBlumenau / SC

    O problema

    O município processava dívidas pequenas demais para valer o processo. Os executivos fiscais de pequeno valor entupiam a vara, tiravam a atenção dos grandes devedores e, parados por cinco anos, prescreviam: o município perdia o crédito e o cidadão não tinha por onde pagar.

    Contexto completo

    O relato descreve um gargalo que existe em todo município brasileiro:

    "A prática consiste em desburocratizar a cobrança dos tributos de pequeno valor, diminuir a quantidade de executivos fiscais ajuizados, possibilitando ao juiz dar atenção aos processos de grandes devedores, de maior repercussão, ainda, aumentando na medida do possível a arrecadação municipal e simplificando o acesso do cidadão à prefeitura para pagar os débitos em atraso."

    E o efeito perverso que ele produz:

    "O projeto ainda reduz o número de processos no foro, diminuindo a possibilidade da extinção do crédito tributário pela prescrição em face da não movimentação dos autos no prazo legal de 5 anos."

    A execução fiscal de pequeno valor é a maior fábrica de processos inúteis do Judiciário brasileiro. Ela entope a vara, não arrecada, e (por entupir) faz prescrever o crédito grande que estava na mesma fila. O prejuízo não é só o pequeno que não se cobra: é o grande que se perde por falta de atenção.

    Como funciona
    1. Seleção dos créditos por faixa de valor e data de ajuizamento.
    2. Edital de transação em massa, com condições padronizadas. Desconto de juros e multas.
    3. Convocação do contribuinte para audiência no CEJusc.
    4. Negociação e adesão, com parcelamento.
    5. Homologação e extinção da execução fiscal.
    6. Mutirões periódicos para dar escala.

    PrêmioPrêmio Innovare (17ª edição) · 2020

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Audiências realizadas (2 primeiros anos): cerca de 2.000
    • Arrecadação (2 primeiros anos): mais de R$ 2,7 milhões
    • Perfil dos créditos: Foco em créditos com baixa probabilidade de pagamento
    • Potencial estimado pela PGM: 24.000 processos resolvíveis por transação em massa
    • Faixa do edital de 2024: Execuções até 31/12/2022, valores abaixo de R$ 10 mil

    Números do TJSC e da Procuradoria de Blumenau.

    O que foi afirmado:

    • Redução do acervo de execuções fiscais e da prescrição de créditos maiores
    • Simplificação do acesso do cidadão à prefeitura

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2018

    Temas
    Gestão fiscalJustiça e direitosAtendimento ao cidadão
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • e-ITCD, autolançamento do imposto sobre herança e doação Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG), Superintendência de Fiscalização (SUFIS) e Superintendência de Tecnologia da Informação (STI)

    OndeMG

    O problema

    Em 2016 a SEF/MG estudou o perfil da arrecadação do ITCD para decidir se aumentava a alíquota, e o estudo achou outra coisa: o gargalo não era a alíquota, era o próprio modelo de arrecadação. Com os dados de 2015:

    • o prazo médio entre o fato gerador do ITCD e o recolhimento era de 799 dias, contra prazo de vencimento de 180, ou seja, 619 dias de atraso médio;
    • 80% dos fatos geradores declarados respondiam por apenas 22% da arrecadação, e como a mão de obra era alocada igualmente em todos os casos, 80% dela cuidava de 22% da receita, enquanto 78% da arrecadação ficava com 20% dos servidores;
    • entre a entrega da declaração e o recolhimento passavam 71 dias, mesmo com 90% dos contribuintes pagando sem questionar. Isso é o achado que mais importa: a demora não vinha da resistência do contribuinte, vinha do sistema fazendário.
    Contexto completo

    A consequência prática caía sobre quem estava inventariando um bem: a Certidão de Pagamento ou Desoneração do ITCD (CPDITCD) é o documento que libera o bem no inventário e no cartório, e ela dependia de um servidor analisar o processo, mesmo quando a declaração estava certa e o patrimônio era pequeno.

    Como funciona

    O desenho premiado em 2016 tem três peças, e vale separá-las porque duas estão no ar e a terceira é a que ainda não foi verificada publicamente:

    1. Autolançamento. O contribuinte informa os bens e o sistema calcula o imposto e emite a guia, sem fila e sem parecer prévio. É o que encurta o prazo entre declarar e pagar.
    2. Tratamento automático da declaração, por cruzamento com bancos de dados já existentes, com devolução imediata ao contribuinte quando há incorreção, para que ele corrija e pague. Na concepção, isso dispensaria anexar documentos à declaração.
    3. Malhas fiscais. Em vez de tratar todos os casos igual, selecionar para análise humana pelo binômio "indício de irregularidade + potencial de arrecadação", e dar tratamento sumário a pequenos patrimônios sem indício. A mão de obra liberada iria para a busca proativa da receita vencida e não declarada.

    ⚠️ A página oficial de hoje ainda pede documentos anexados à DBD, em PDF, item a item. Ou seja, a peça 2 do desenho não chegou ao estado que o projeto de 2016 descrevia. Sobre a peça 3, as malhas fiscais, não consta divulgação pública de que tenham sido implantadas.

    Prêmio2º Prêmio Inova Minas Gerais, Seplag-MG · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Prazo médio de conclusão do processo, no e-ITCD: 5,6 dias úteis (pouco mais de um ano de operação, até jul/2024 · SEF/MG, 12/07/2024)
    • Prazo médio de conclusão no sistema anterior (SIARE): 30 dias úteis (antes de mai/2023 · SEF/MG, 12/07/2024)
    • Redução no tempo de análise dos processos: superior a 80% (1ª etapa, causa mortis · SEF/MG, 12/07/2024)
    • Processos de ITCD sobre heranças enviados eletronicamente: mais de 75 mil (mai/2023 a jul/2024 · SEF/MG, 12/07/2024)
    • Declarações registradas em um mês, recorde histórico: mais de 12.600 (abr/2024 · SEF/MG, 12/07/2024)
    • Protocolos finalizados no primeiro mês de operação: 3.434 (mai a jun/2023 · SEFAZ/MG, 22/06/2023)
    • Protocolos com DAE emitido em no máximo um dia: 70% (mai a jun/2023 · SEFAZ/MG, 22/06/2023)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo. Todos os números são da própria SEF/MG, que é quem executa. Não há auditoria nem avaliação independente publicada.

    ⚠️ Os 30 dias úteis que viraram 5,6 medem o processo DEPOIS da declaração, não o problema de 2016. O diagnóstico premiado falava de 799 dias entre o fato gerador e o recolhimento, que é outro relógio: ele começa na morte ou na doação, e depende de quando o contribuinte procura o Estado. Os dois números são bons, e não são o mesmo número.

    O que foi afirmado:

    • "A estimativa é que, aproximadamente, 80% dos novos casos trazidos pelos contribuintes sejam processados no novo sistema", superintendente de Fiscalização, jul/2024. É estimativa declarada, e sobre casos futuros.
    • O aumento de arrecadação de, no mínimo, R$ 60 milhões e o potencial de R$ 1,2 bilhão de ITCD vencido e não declarado são projeções aritméticas do documento de 2016, feitas antes de qualquer implantação. Não consta medição publicada de nenhum dos dois.
    • A redução do prazo entre fato gerador e recolhimento era o objetivo central do desenho. Não consta número publicado depois da implantação.
    • O sistema "proporciona grande celeridade e simplificação aos contribuintes e melhoria para a organização interna da SEF", avaliação do secretário de Fazenda, jul/2024.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2016

    Temas
    Gestão fiscalGoverno digitalAtendimento ao cidadão
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    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

Inclusão

7 projetos
  • Campanha Ceará sem Racismo"Respeite minha história, respeite minha diversidade" Governo do Estado do Ceará, Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS), Coordenadoria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Ceppir)

    OndeFortaleza / CE

    O problema

    No Ceará, a população negra, os indígenas, os quilombolas, os povos de terreiro e os ciganos sofrem discriminação racial. Convivem com a naturalização das opressões e das violências, e com a invisibilidade da própria história.

    Contexto completo

    O projeto se define pelo que quer eliminar:

    "...com o propósito de chamar a todos e todas para a superação das diversas formas de discriminação racial, eliminar as desigualdades que atingem grupos que convivem com a naturalização das opressões, violências e invisibilidade de sua história, como a população negra, indígenas, quilombolas, povos de terreiro e ciganos."

    A inclusão de ciganos na lista é incomum e vale registrar. Política de igualdade racial no Brasil raramente nomeia o povo cigano; nomeá-lo é decisão de escopo, não detalhe redacional.

    Como funciona
    1. Produção do material. Cartazes, folhetos e peças com as figuras de referência.
    2. Eventos em municípios: rodas de conversa, palestras e seminários.
    3. Deslocamento aos territórios. Secretarias municipais, comunidades quilombolas e aldeias indígenas.
    4. Distribuição de material educativo sobre igualdade racial.
    5. Migração para redes sociais durante a pandemia, mantendo a campanha ativa.
    6. Desdobramento institucional: criação do Selo "Município sem Racismo".

    PrêmioPrêmio Innovare (17ª edição) · 2020

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Municípios com eventos: 13
    • Territórios alcançados: Secretarias municipais, comunidades quilombolas e aldeias indígenas
    • Formatos: Rodas de conversa, palestras, seminários, material educativo
    • Desdobramento normativo: Selo "Município sem Racismo" (2021)
    • Desdobramento institucional: Secretaria da Igualdade Racial (2023)

    Comunicação oficial do Governo do Ceará.

    O que foi afirmado:

    • Superação das formas de discriminação racial e valorização da diversidade
    • Ativação da memória e do sentimento de pertença

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2019

    Temas
    InclusãoCulturaParticipação socialEducação
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Magistratura para Todos Juízes do Tribunal de Justiça de São Paulo, com servidores e a associação de servidores do TJSP

    OndeSão Paulo / SP

    O problema

    Quem não tem dinheiro para anos de cursinho não chega ao concurso da magistratura. A preparação é longa, cara e assumida como custo privado, o que seleciona candidatos pela renda antes de qualquer prova.

    Contexto completo
    "Partindo da missão constitucional de acesso à justiça, e entendendo fundamental a existência de uma faceta social nesse comando, um grupo de juízes paulistas... desenvolveu o Magistratura para Todos: projeto que oferece aos cidadãos de baixa renda um curso totalmente gratuito de qualificação e preparação para o concurso de ingresso na magistratura."
    "...àqueles que sonham servir a população como juízes e juízas, mas não dispõem de recursos financeiros suficientes para a longa e árdua preparação para o concurso."

    O problema é de composição do Judiciário, não de individual injustiça. A preparação para a magistratura custa anos de dedicação exclusiva e cursinho. Um filtro econômico que opera antes da prova, e cujo efeito agregado é um corpo de magistrados socialmente homogêneo. O objetivo declarado é tornar a carreira mais plural e mais próxima da sociedade brasileira.

    Como funciona
    1. Seleção de 50 alunos conforme a distribuição de vagas.
    2. Aulas presenciais no espaço cedido pela associação de servidores.
    3. Docência voluntária de mais de 50 juízes, por tema.
    4. Conteúdo calibrado pelos concursos mais recentes.
    5. Turmas sucessivas. A segunda já formada à época do prêmio.

    PrêmioPrêmio Innovare (16ª edição) · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Professores voluntários: mais de 50, juízes de todos os ramos
    • Vagas por turma: 50
    • Vagas para pessoas negras: 20 (40%)
    • Turmas: ao menos 2
    • Custo para o aluno: Zero
    • Replicação: Modelo adotado em outras cortes, como o TRF1

    Estrutura e composição documentadas pelo CNJ e por cobertura especializada. Não foi localizado o número de aprovados (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Magistratura mais plural e mais próxima da sociedade brasileira
    • Condições de aprovação independentemente de cor ou classe social

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2018

    Temas
    InclusãoEducaçãoJustiça e direitosGestão de pessoas
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Ministério Público e Terreiros em Diálogos Construtivos Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), 1ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital

    OndeSalvador / BA

    O problema

    A demanda não chegava. Comunidades de terreiro com histórico de perseguição estatal não procuram o Estado, então a violência religiosa e a falta de acesso a serviços não viravam caso, nem estatística, nem política.

    Contexto completo
    "A falta de acesso a serviços, direitos e proteção dos povos de terreiros. Questões que envolvem o racismo estrutural e discriminação religiosa, na ausência da tão propalada democracia racial. A realidade da ausência de inserção dos povos de terreiros aos seus direitos fere a cidadania plena e exclui inapropriadamente as possibilidades de participação ativa destes grupos na sociedade."

    O problema não é só a violência contra terreiros. É que a demanda não chegava. Comunidades com histórico de perseguição estatal não procuram espontaneamente órgãos do Estado, e a ausência de denúncia era lida como ausência de problema.

    A inversão é o método: se a demanda reprimida não vem ao balcão, o balcão vai até ela. O pressuposto. De que o silêncio de um grupo historicamente perseguido não é sinal de ausência de violação. É transferível a qualquer política de acesso a direitos.

    Como funciona
    1. Deslocamento ao terreiro. O encontro acontece no território da comunidade.
    2. Presença simultânea dos órgãos que detêm a solução de cada pauta.
    3. Escuta das demandas e informação sobre direitos e serviços.
    4. Encaminhamento imediato do que é administrativo (tributos, serviços, registro).
    5. Construção de pauta estruturante a partir do que se repete nos encontros.
    6. Conversão em proposta institucional. Plano de salvaguarda, projeto de lei, política pública.

    PrêmioPrêmio Innovare (19ª edição) · 2022

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Diálogos realizados desde 2017: Múltiplas sessões com comunidades de Salvador
    • Pautas estruturadas: Racismo religioso; imunidade tributária; regularização fundiária de terreiros; ensino religioso; proteção de territórios sagrados
    • Proposta de delegacia especializada: Apresentada em encontro e convertida em projeto de lei enviado à ALBA
    • Plano de salvaguarda: Iniciado pelo Terreiro Casa Branca
    • Reconhecimento: Innovare 2022, entre 108 práticas inscritas na categoria

    Produtos verificáveis pela comunicação institucional do MPBA e do CNJ. Não foi localizado o número de terreiros alcançados, de demandas resolvidas ou de imunidades concedidas (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Mitigação da intolerância religiosa e do preconceito contra o segmento
    • Subversão da lógica da desigualdade no acesso a direitos
    • Fortalecimento das relações entre comunidades de terreiro e poder público

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2017

    Temas
    InclusãoCulturaJustiça e direitosParticipação social
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Osórioum projeto de acessibilidade Ministério Público do Rio Grande do Sul, Promotoria de Justiça de Osório

    OndeOsório / RS

    O problema

    A cidade não era acessível para quem usa cadeira de rodas, e ninguém tratava isso como obrigação exigível. O projeto nasceu da provocação de uma professora que ficou paraplégica depois de um acidente de trânsito.

    Contexto completo
    "Em 2005, a partir de provocação da cidadã Marilda Alves Pereira, professora que ficou paraplégica depois de um acidente de trânsito, o Ministério Público Estadual, através da Promotoria de Justiça de Osório, iniciou um projeto de promoção da acessibilidade arquitetônica..."

    O projeto começa com um nome próprio, e isso não é detalhe. A política de acessibilidade de uma cidade inteira nasceu de uma pessoa reclamando. É o contrário do padrão que este acervo mais registra. O de que a demanda não chega: aqui ela chegou, e o órgão a tratou como problema coletivo em vez de caso individual.

    Como funciona
    1. Inquérito civil para apurar as irregularidades.
    2. Negociação com o responsável por cada edificação.
    3. Ação civil pública quando a via negociada falha. Foi o caso das escolas estaduais.
    4. TAC com o município para fiscalização progressiva e permanente dos passeios públicos.
    5. Exigência de projeto de acessibilidade em toda nova obra ou reforma pública.

    PrêmioPrêmio Innovare (12ª edição) · 2015

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Ônibus adaptados: de 0% para 100%
    • Prédios públicos com acessibilidade plena: 30%
    • Escolas públicas adequadas: 50%
    • Agências bancárias em conformidade: todas
    • Nova regra permanente: Toda obra ou reforma pública exige projeto de acessibilidade

    Números divulgados pelo CNJ. Não há série posterior (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Transformação marcante da paisagem urbanística do município
    • Maior conforto e autonomia às pessoas com deficiência

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2005

    Temas
    InclusãoMobilidadeJustiça e direitosAtendimento ao cidadão
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Política municipal de esporte com inclusão, formação e alto rendimento Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer, Prefeitura de Maravilha

    OndeMaravilha / SC

    O problema

    O registro descreve a situação anterior como oferta esportiva restrita, sem estrutura de política pública: poucas modalidades, ausência de eixo paralímpico e dependência do orçamento próprio.

    Como funciona
    1. Ampliação do número de modalidades ofertadas pela secretaria.
    2. Criação do Centro de Referência Paralímpico, que é o eixo de inclusão.
    3. Captação por Lei de Patrocínio, somada a recurso próprio, para a modalidade de ponta.
    4. Parceria com instituição de ensino superior, que converte a prática esportiva em bolsa de estudo para o atleta.
    5. Equipe própria de professores e supervisores, com apoio de profissionais vinculados ao Comitê Paralímpico Brasileiro e de associação esportiva.

    ⚠️ E o passo 3 é o que muda a conta. Dos R$ 600 mil, R$ 400 mil vieram de lei de patrocínio, isto é, de renúncia fiscal ou de patrocinador incentivado, e R$ 200 mil do município. Quem copiar sem a lei de incentivo copia um terço do orçamento.

    PrêmioMostra de Boas Práticas Municipais, Chamamento Público nº 001/2026 · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Modalidades esportivas ofertadas: 11 (19)
    • Atletas atendidos nas atividades regulares: cerca de 1.200 (mais de 2.300)
    • Modalidades paralímpicas: 1 (5, com 56 atletas)
    • Captação por Lei de Patrocínio: R$ 400 mil
    • Recursos próprios no Maravilha Futsal: R$ 200 mil
    • Total: R$ 600 mil
    • Bolsas de graduação e pós-graduação para atletas: 51, em mais de 80 cursos
    • Pessoas alcançadas: 3.500, sendo 2.300 atletas e 1.200 envolvidos em campeonatos

    Fonte: CIGA, Portal de Boas Práticas, registro da prática.

    Contagem da própria secretaria.

    O que foi afirmado:

    • Estruturação de política pública de esporte, no lugar de ações isoladas
    • Inclusão de pessoas com deficiência pelo eixo paralímpico
    • Engajamento de atletas, famílias e associações

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2025

    Temas
    InclusãoEducaçãoGestão de pessoas
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    Registro atualizado em 23 de setembro de 2026

  • Programa de Inclusão DigitalProdabel/PBH PRODABEL, Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte

    OndeBelo Horizonte / MG

    O problema

    Ter celular não é ter acesso. Entre a população mais vulnerável, 85% só entram na internet pelo telefone e apenas 14% têm computador em casa. No celular não se escreve um currículo, não se faz um curso a distância e não se preenche um formulário complexo.

    Contexto completo

    O relato abre com um diagnóstico ancorado em dados nacionais da pesquisa TIC Domicílios:

    Excluídos digitalmente no Brasil~28% da população

    Em Minas Gerais25%

    Lares sem qualquer conexão à internet20 milhões

    Classes DE cujo único acesso é o celular85%

    Domicílios da população mais vulnerável com computadorapenas 14%

    Na classe C44%

    Pessoas que usam a internet para capacitação/ensinoapenas 30%

    Os dois números que definem o problema são 85% e 14%. Ter celular não é ter acesso: não se escreve um currículo, não se faz um curso a distância e não se preenche um formulário complexo no telefone. A exclusão digital brasileira, para a população mais pobre, não é falta de internet. É falta de computador e de conexão fixa.

    Daí o desenho do programa atacar as duas pontas: conectividade e equipamento.

    Como funciona
    1. Instalação de dispositivos de conectividade nas áreas de vulnerabilidade social.
    2. Cadastro de acesso pelo usuário para uso da internet gratuita.
    3. Recondicionamento de equipamentos e doação a famílias e instituições sociais.
    4. Distribuição de Chromebooks e tablets aos alunos da rede municipal.
    5. Georreferenciamento. Os locais de wi-fi gratuito e os endereços dos PID são indicados no mapa municipal BHMap, acessível pelo portal da prefeitura.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (27ª edição), Enap · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido (posição em julho de 2023):

    • Dispositivos em operação em áreas de vulnerabilidade: sem meta (mais de 1.500 unidades · Soma acumulativa)
    • Pessoas que usaram a internet gratuita do PID: sem meta (mais de 1 milhão de CPFs distintos · Cadastro de acesso)
    • Equipamentos recondicionados doados a famílias e instituições: 1.500 (2.000 · Nº de computadores recondicionados)
    • Chromebooks para alunos da rede municipal: 28.724 (28.724 · Soma acumulativa)
    • Tablets para alunos da rede municipal: : ((informado, sem valor extraído) · Soma acumulativa)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Inclusão digital massiva da população de vilas, favelas e conjuntos habitacionais
    • Contemplação de todo o processo de inclusão

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2021

    Temas
    InclusãoGoverno digitalEducaçãoMeio ambienteHabitação
    Baixar o e-book (8 MB) ↓Ver no repositório da Enap →

    27º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Creative Commons BY-NC

    Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Visão de Liberdadematerial didático em braille e livros falados produzidos por pessoas presas Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED/PR), Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual de Maringá (CAP), com a Penitenciária Estadual de Maringá

    OndeMaringá / PR

    O problema

    A lei garante material adaptado ao estudante cego, e o material não existe em quantidade. Transcrever um livro para braille é trabalho lento, manual e caro, e nenhuma rede de ensino consegue pagá-lo na escala de que precisa.

    Contexto completo
    "O Visão de Liberdade nasceu de um déficit existente, no período, de materiais adaptados para atender aos alunos com deficiência visual na área sob a jurisdição do Centro de Apoio Pedagógico (CAP) Maringá, como livros digitados para impressão em braille, livros falados, mat..."

    O problema é de oferta, não de direito: a legislação garante material adaptado ao estudante cego, e o material simplesmente não existe em quantidade. Transcrever um livro para braille é trabalho lento, manual e caro, e nenhuma rede consegue pagá-lo na escala necessária.

    A engenhosidade está em reconhecer duas escassezes simétricas: falta material adaptado e falta trabalho dentro da prisão. Uma resolve a outra, e nenhuma das duas se resolveria sozinha.

    Como funciona
    1. Demanda das escolas chega ao CAP Maringá.
    2. Preparação técnica do material a ser adaptado.
    3. Produção pelas pessoas presas na penitenciária. Digitação, gravação, confecção de matrizes.
    4. Revisão e controle de qualidade pelo CAP.
    5. Distribuição às escolas públicas dos municípios atendidos.
    6. Contrapartida ao trabalhador: remição de pena por dia/hora trabalhada.

    PrêmioPrêmio Innovare (14ª edição) · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Municípios atendidos pelo CAP com o material: 134
    • Escolas e organizações beneficiadas: 216
    • Alcance internacional: Biblioteca Nacional de Lisboa
    • Tempo de operação: desde 2004: mais de 20 anos
    • Reconhecimento: Innovare 14ª; tecnologia social (Fundação Banco do Brasil)

    Números do CAP/SEED-PR e da base de tecnologias sociais da FBB.

    O que foi afirmado:

    • Inclusão de dois grupos que costumam ficar à margem: a pessoa presa e a pessoa com deficiência visual
    • Melhoria do atendimento educacional ao estudante cego na região

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2004

    Temas
    InclusãoEducaçãoSistema prisionalCultura
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

Transparência

6 projetos
  • Auditoria Contínua no Centro de Controle Interno da Marinha Centro de Controle Interno da Marinha (CCIMAR), Comando da Marinha, Ministério da Defesa

    OndeBrasil

    O problema

    O Centro de Controle Interno da Marinha precisava auditar mais, com mais frequência e comunicando o resultado mais rápido. Faltavam duas coisas para isso, e nenhuma delas ia aparecer: pessoal para compor mais equipes e orçamento para deslocar as equipes existentes pelo país e pelo exterior.

    Contexto completo

    O modelo tradicional de auditoria amarra o alcance ao número de auditores disponíveis e ao dinheiro de diária e passagem, porque ele funciona por visita e por amostra. Auditar mais, nesse desenho, é contratar mais gente e viajar mais. Como nenhuma das duas era possível, a única saída era mudar o desenho.

    Como funciona
    1. Trilhas de auditoria. A equipe desenvolve "tipologias": regras que cruzam dados de diferentes sistemas para identificar transação fora do padrão esperado. Só na área de pagamento de pessoal foram desenvolvidas cerca de 130 trilhas.
    2. Acesso às bases, por acordo com cada detentor. A trilha só existe se houver dado, e o dado pertence a outros. A Marinha negociou acesso com a Pagadoria de Pessoal (folha), a Diretoria de Pessoal Militar (cadastro), a Diretoria de Finanças (municiamento), o Serviço de Veteranos e Pensionistas (cadastro de óbitos) e o Ministério do Planejamento (Siape/DW, folha de todos os órgãos federais).
    3. Nota de auditoria em vez de relatório. O achado sai como comunicação curta ao gestor, por via eletrônica, para prevenir ou corrigir, em vez de esperar o fechamento de um ciclo.
    4. Inclusão no Plano Anual de Auditorias. Depois do piloto, as áreas entraram no PAA de 2017, o que tirou a prática do improviso e a pôs no instrumento formal de planejamento.

    ⚠️ E a restrição nova é real: o gargalo agora é permissão de acesso a base de terceiros, que foi exatamente a principal barreira enfrentada. Troca-se um problema de orçamento por um problema de acordo institucional, que é mais barato mas não é automático.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (22ª edição), Enap · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Exercício de 2017, primeiro ano com abrangência em toda a Marinha:

    • Folha de pagamento de pessoal: 362
    • Municiamento (gastos com alimentação): 149
    • Execução orçamentária e financeira: 99
    • Patrimônio: 19
    • Total: 629
    • Pagamentos indevidos evitados ou recuperados: R$ 2,5 milhões, na folha de pagamento (relato oficial)
    • Trilhas de auditoria desenvolvidas: cerca de 130, só em pagamento de pessoal (relato oficial)
    • Custo da ferramenta de análise de dados: cerca de R$ 3.000 (IDEA Data Analysis) (relato oficial)
    • Aquisição de equipamento: nenhuma: usados os computadores dos próprios militares e servidores (relato oficial)
    • Contratação de mão de obra: nenhuma: executado pelo efetivo do próprio Centro (relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 22ª edição.

    Contagem de notas e apuração de benefício financeiro do próprio Centro de Controle Interno.

    ⚠️ "Pagamentos indevidos evitados/recuperados" mistura duas coisas diferentes, e as duas entram no mesmo total. Recuperado é dinheiro que voltou e é contável. Evitado é contrafactual: supõe que o pagamento teria seguido sem a auditoria. Sem a partilha entre os dois, os R$ 2,5 milhões ficam entre o medido e o afirmado, e este registro os mantém aqui apenas porque saem de trilhas que apontam transações concretas e identificáveis.

    O que foi afirmado:

    • Melhoria dos controles internos das organizações militares (primeira linha de defesa)
    • Aprimoramento dos sistemas corporativos da Marinha (segunda linha de defesa)
    • Conformidade legal na gestão dos recursos públicos e aprimoramento dos processos de despesa
    • Reforço do caráter preventivo e dissuasão de ações reprováveis, improdutividade e displicência.
    • Redução significativa de gasto com papel, por a comunicação ser eletrônica

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2016

    Temas
    TransparênciaDadosGestão de pessoas
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Banco de Sanções Controladoria-Geral da União (CGU)

    OndeBrasil

    O problema

    Não havia repositório central das sanções aplicadas na administração pública brasileira. Quem precisava saber se uma empresa ou pessoa estava sancionada (um pregoeiro antes de contratar, um órgão antes de firmar convênio, um cidadão fiscalizando) tinha de procurar em diversos sistemas e bases diferentes, cada um com sua lógica e sua cobertura. Quem não achava, contratava no escuro.

    Contexto completo

    O efeito prático é duplo: contratações feitas com quem não podia contratar, por desconhecimento, e carga desnecessária sobre as unidades correcionais, que respondiam consultas manualmente.

    Como funciona
    1. Cadastro da sanção pelo órgão que a aplicou, com o fundamento legal.
    2. Integração automática por API com sistemas existentes. Notadamente o Sicaf.
    3. Consulta unificada por qualquer órgão ou entidade pública.
    4. Publicação automática no Portal da Transparência das sanções com transparência pública definida.
    5. Desoneração das unidades correcionais, que deixam de responder consultas manualmente.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Enap · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Aumentar o número de sanções disponíveis para consulta: 100% (710% · nov/2021 a jun/2024 · Sanções ativas no Portal da Transparência e total cadastrado no Banco)
    • Integrar o cadastro de sanções do Sicaf: integrar os registros via API (14.711 sanções integradas · jan a jul/2024 · Total de sanções vindas do Sicaf no período)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Facilitação da consulta de sanções em toda a administração pública
    • Desoneração das unidades correcionais
    • Fortalecimento da transparência e do controle social

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2021

    Temas
    TransparênciaCompras públicasDadosGoverno digitalJustiça e direitos
    Abrir na página 46 (14 MB) →Ver no repositório da Enap →

    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Kairós, inteligência artificial na ouvidoria da UFRN Ouvidoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

    OndeNatal / RN

    O problema

    As ouvidorias públicas recebem denúncia, reclamação, elogio, sugestão, solicitação e pedido de desburocratização, todos previstos na Lei nº 13.460/2017. E a maioria delas, incluindo a da UFRN, acumula a função de Serviço de Informação ao Cidadão, respondendo aos pedidos da Lei de Acesso à Informação.

    Contexto completo

    A UFRN ia mal nos dois, e o relato usa os painéis públicos da CGU para dizer quanto:

    Tempo médio de resposta a pedido de acesso à informação31 dias · 13,7 dias

    Tempo médio de resposta a manifestação de ouvidoria260 dias · 20,2 dias

    Os dois muito acima do máximo permitido em lei e do benchmark. O relato nomeia o que isso significa: fragilidade no canal entre cidadão e instituição, que prejudica a transparência que deve pautar toda a administração.

    Como funciona
    1. Automação do fluxo interno, que começa antes da inteligência artificial: em outubro de 2018 a reitoria já havia determinado a criação de um novo fluxo de processos para responder aos pedidos de acesso à informação.
    2. Módulos de aprendizagem profunda que estimam quanto tempo uma unidade interna levará para responder a determinada demanda e qual será o grau de satisfação do usuário com a resposta.
    3. Deslocamento de recursos humanos a partir dessa previsão: sabendo onde a demanda vai emperrar e onde a resposta tende a desagradar, a ouvidoria escolhe onde pôr gente.
    4. Desenvolvimento constante e iterativo, com reuniões semanais da equipe.
    5. Apenas ferramentas gratuitas ou de código aberto, o que era objetivo declarado.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (24ª edição), Enap · 2020

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Reduzir o tempo de resposta a manifestação de ouvidoria: 13,7 dias (4,66 dias · 01/06/2019 a 01/04/2020 · painel Resolveu, da CGU)
    • Reduzir o tempo de resposta a pedido de LAI, 2019: 12,25 dias (5,85 dias · 01/01 a 31/12/2019 · painel LAI, da CGU)
    • Reduzir o tempo de resposta a pedido de LAI, 2020: 10,32 dias (2,01 dias · 01/01 a 01/04/2020 · painel LAI, da CGU)

    Fonte: Enap, relato oficial na 24ª edição, p. 58 a 67 do PDF. Painéis citados: paineis.cgu.gov.br/resolveu e paineis.cgu.gov.br/lai.

    ⚠️ E é por isso que a pendência (a) é a mais importante deste registro. O acervo não conferiu os números nos painéis, e enquanto não conferir, o nível permanece 2. Confirmado, sobe para 3. A diferença entre "o órgão diz que a CGU mediu" e "a CGU mediu" é exatamente a que este repositório existe para não apagar.

    O que foi afirmado:

    • Impactos positivos na qualidade e na agilidade do serviço prestado pela ouvidoria
    • Pioneirismo: "não há, até onde sabemos, nenhuma ouvidoria que utilize aprendizagem profunda no processamento de manifestações". ⚠️ Afirmação de pioneirismo qualificada pelo próprio autor com "até onde sabemos", o que é a forma correta de fazê-la
    • Economia aos cofres públicos em caso de adoção massificada, por a solução ser aberta. ⚠️ O relato lista "usar só ferramenta gratuita ou de código aberto" entre os objetivos com meta, mas é decisão de projeto e não resultado medido: não há o que apurar nem fonte a citar, e por isso está aqui e não na tabela acima

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2019

    Temas
    TransparênciaParticipação socialInteligência artificialAtendimento ao cidadão
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

    OndeBrasília

    O problema

    A desinformação sobre a eleição não ataca um candidato, ataca a aceitação do resultado. É o que a distingue de qualquer outra: corrói a credibilidade do processo eleitoral e da instituição que o conduz.

    Contexto completo
    "A desinformação que se prolifera nas redes sociais se aproveita do fluxo de informação horizontal que é próprio da internet, bem como da formação de 'bolhas' ou 'câmaras de eco' pelos algoritmos que regem as redes, para criar um ambiente informacional de desconfiança, propício para gerar vantagens econômicas ou políticas."

    O alvo específico não é o debate político. É a credibilidade do processo eleitoral e da própria Justiça Eleitoral, cujo ataque tem efeito distinto de qualquer outra desinformação: corrói a aceitação do resultado.

    Como funciona
    1. Rede de parcerias formalizadas com plataformas (Google, Meta, WhatsApp, TikTok, X/Twitter, UOL), agências de checagem (Lupa, Aos Fatos, AFP, e-Farsas, Boatos.org, Estadão Verifica, Fato ou Fake), entidades de imprensa (ANJ, Abert, ABI, Abraji, Abracom), academia e institutos (FGV DAPP, ITS, Igarapé, Safernet, DFRLab) e órgãos públicos (MP Eleitoral, Polícia Federal, CERT.br/NIC.br, TREs).
    2. Produção e difusão de informação oficial sobre o processo eleitoral e a urna.
    3. Identificação e checagem de conteúdo desinformativo em circulação.
    4. Encaminhamento. Do desmentido à apuração, quando o caso extrapola o debate legítimo.
    5. Sistema Siade de tratamento de alertas, articulando TSE, TREs e plataformas.
    6. Relatórios públicos de resultados ao fim de cada ciclo eleitoral.

    PrêmioPrêmio Innovare (18ª edição) · 2021

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Parcerias formalizadas (jul/2022): mais de 150
    • Instituições na primeira rede (out/2020): 57
    • Entidades com contribuição destacada: mais de 60
    • Apurações nas Eleições 2024: ao menos 70 casos, com abertura de inquéritos policiais e registros internos
    • Relatórios públicos de resultados: 2020 e 2024

    Contagem de parcerias e de apurações produzida pelo próprio TSE e publicada em relatórios. Não há avaliação independente do efeito do programa sobre circulação de desinformação ou sobre confiança eleitoral (buscado em 2026-09).

    O que foi afirmado:

    • Preservação da confiança pública nas instituições eleitorais
    • Prevenção de impactos negativos da desinformação em eleições futuras
    • Garantia de que o eleitor exerça o voto de forma consciente e informada

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2019

    Temas
    TransparênciaParticipação socialDados
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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Programa de Compliance Público Estadual e Municipal de Goiás Controladoria-Geral do Estado de Goiás (CGE-GO)

    OndeGO

    O problema

    Integridade no setor público costuma ser tratada no nível estadual e federal, onde há controladoria estruturada. O município (onde a maior parte do serviço público é entregue) fica fora.

    Contexto completo

    Prefeituras pequenas raramente têm controle interno, código de conduta, canal de denúncia ou gestão de riscos. Não por opção, mas por assimetria de capacidade: não há quadro técnico para montar isso.

    Como funciona

    O relato não detalha o fluxo operacional. O que se depreende:

    1. Implantação de dispositivos de governança nos órgãos estaduais (PCP).
    2. Extensão aos municípios por adesão, com apoio de TCM e FGM (PCM).
    3. Treinamento constante para internalização dos novos valores nas práticas cotidianas.
    4. Adaptação às assimetrias entre municípios de portes muito diferentes.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (27ª edição), Escolha do Público da Categoria 1 · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Promover a eficiência dos processos de responsabilização: Nº de TACs assinados (129 · 2019–2023 · SISPAC)
    • Promover a eficiência dos sistemas de ouvidoria: Resolutividade das manifestações (65% · 2023 · PowerBI Ouvidoria)
    • Promover o compliance nos municípios goianos: Nº de Comitês de Compliance criados (35 · 2023 · Relatório PCM)
    • Promover o compliance nos municípios goianos: Nº de municípios com política de gestão de riscos (35 · 2023 · Relatório PCM)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Conformidade dos atos de gestão com padrões morais e legais
    • Boa prática de governança que congrega ações estaduais e municipais

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2019

    Temas
    TransparênciaGestão de pessoasGestão fiscalJustiça e direitos
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    27º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Creative Commons BY-NC

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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Sistema de Certidões da CGU Controladoria-Geral da União (CGU)

    OndeBrasil

    O problema

    Para obter uma certidão negativa correcional (o documento que atesta que uma pessoa ou empresa não está sancionada), agentes públicos e privados precisavam consultar múltiplos órgãos e bases. O requerente esperava, o órgão emitia à mão, e a contratação pública que dependia do documento ficava parada.

    Como funciona
    1. Integração contínua das sete bases correcionais e cadastros restritivos.
    2. Solicitação da certidão pelo interessado.
    3. Consulta automatizada ao conjunto integrado.
    4. Emissão automática da certidão negativa, sem intervenção humana.
    5. Validação da autenticidade da certidão pelo receptor.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Escolha do Público da Categoria 2 · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Automatizar a emissão de certidões correcionais no Executivo federal: Certidões negativas emitidas de forma automática (2,7 milhões de certidões negativas emitidas automaticamente · dez/2020 a jul/2024 · Base CGUDATA)
    • Certidões acumuladas: mais de 2,7 milhões
    • Certidões emitidas só em 2024: 1.106.840
    • Bases integradas: 7

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Redução do tempo de obtenção de certidões
    • Redução de custos para a Administração Pública
    • Maior celeridade no processo de contratação pública
    • Fortalecimento da confiança e da credibilidade na Administração e nos processos licitatórios

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2020

    Temas
    TransparênciaCompras públicasGoverno digitalDadosAtendimento ao cidadão
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    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

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    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

Dados

5 projetos
  • Avaliação de impactos da pesquisa agropecuária Secretaria de Desenvolvimento Institucional, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

    OndeBrasil

    O problema

    Quando uma instituição pública gera pesquisa e desenvolvimento, precisa saber duas coisas diferentes, e o relato as separa bem:

    1. Para dentro: conhecer os impactos serve de retorno para a própria pesquisa, mostrando em que medida o planejado foi alcançado e o que pode ser aprimorado adiante.
    2. Para fora: é prestação de contas. Quem financia com dinheiro público deve reportar os resultados a quem pagou e à sociedade.
    Contexto completo

    O problema não era a ausência de estudos de impacto: estudos isolados ou esporádicos são relativamente comuns, e a própria Embrapa já os fazia. O problema era que eles não formavam rotina, não cobriam a instituição inteira e não entravam no ciclo de gestão.

    Como funciona
    1. A avaliação é ex-post, e o momento é escolhido pelo ciclo de vida da tecnologia. Uma semente costuma ser avaliada cerca de quatro anos após o lançamento, para que a adoção esteja madura o bastante para ser medida. Um software é avaliado antes, porque a obsolescência pode chegar primeiro.
    2. Amostra anual por centro, em média três tecnologias, definida pelos próprios centros em consulta feita em meados do ano pela Secretaria de Desenvolvimento Institucional.
    3. Recursos vinculados à amostra. A diretoria destina verba variável a cada centro conforme o número de tecnologias que ele se propõe a avaliar, com a premissa declarada de que recursos para desenvolver tecnologia vêm sempre primeiro.
    4. Ciclo fechado no calendário: resultados em dezembro, Balanço Social publicado em abril.
    5. Controle de qualidade por pares. Encerrado o ciclo, cada relatório vai ao comitê de análise da qualidade e é avaliado por três profissionais, que conferem os dados e o uso do método.
    6. A qualidade da avaliação conta na avaliação de desempenho do centro, e assim desde 2001.

    ⚠️ E o item 5 é a segunda peça: três revisores por relatório, com dois objetivos declarados, melhorar o ciclo seguinte e alimentar a avaliação de desempenho. É controle de qualidade da medição, que é justamente o que falta em quase todos os relatos que este acervo lê.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (23ª edição), Enap · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Estudos de avaliação de impacto, 2001 a 2018: mais de 2.100, média de 120 por ano (relato oficial)
    • Cobertura: todos os centros de pesquisa, de 37 para 41 no período (relato oficial)
    • Empregados dedicados por ano: cerca de 230 em toda a instituição, por alguns dias em diferentes períodos (relato oficial)
    • Amostra por centro: em média 3 avaliações por ano, com centros que avaliam mais (relato oficial)
    • Revisores por relatório: 3 profissionais, no comitê de análise da qualidade (relato oficial)
    • Soluções de adoção consolidada publicadas no Balanço Social de 2018: 179 (relato oficial)

    Fonte: Enap, relato oficial na 23ª edição, p. 131 a 142.

    Contagens do próprio processo e do Balanço Social.

    O que foi afirmado:

    • Lucro social médio de aproximadamente R$ 29 bilhões por ano e geração média de 95 mil empregos anuais, revelados pelas avaliações. ⚠️ Estes números não são resultado da iniciativa premiada: são o que a iniciativa mediu. O objeto premiado é o processo de avaliação, e o lucro social é atributo das tecnologias avaliadas, não do processo que as avaliou. Confundir os dois inverteria a leitura do caso
    • Mudança de cultura na empresa, que hoje entende ser necessário demonstrar quantitativamente a própria efetividade
    • Sustentabilidade institucional: num tempo de recursos escassos para a pesquisa pública, a Embrapa consegue demonstrar sua importância informando os benefícios que transfere à sociedade, a partir de uma amostra
    • Pioneirismo: segundo o relato, não há exemplo similar em outra instituição de pesquisa no mundo, tratando-se da transformação da avaliação de impactos em rotina institucional

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2001

    Temas
    DadosTransparênciaDesenvolvimento econômicoMeio ambiente
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Módulo Criança e Adolescente (MCA) Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ)

    OndeRio de Janeiro / RJ

    O problema

    A criança entrava no abrigo e saía do campo de visão do sistema. Sem cadastro unificado, ninguém acompanhava há quanto tempo ela estava lá nem se havia processo em andamento, e o acolhimento, que o ECA manda ser provisório, virava permanência.

    Contexto completo
    "Considerando que é dever de todos buscar garantir o direito fundamental à convivência familiar e tendo em vista que a situação de abrigamento representa a antítese a esse direito, o Ministério Público desenvolveu ferramenta voltada à promoção do acesso à justiça da população infanto-juvenil abrigada..."

    O ECA determina que o acolhimento seja excepcional e provisório. Na prática, a criança entrava no abrigo e saía do campo de visão do sistema: sem cadastro unificado, ninguém acompanhava há quanto tempo ela estava lá, nem se havia processo em andamento.

    É o problema clássico do dado ausente: o que não é contado não é revisto. Sem saber quem está abrigado e desde quando, a excepcionalidade vira permanência por inércia, e ninguém decide isso.

    Como funciona
    1. Cadastro das entidades de acolhimento do estado.
    2. Registro individualizado de cada criança e adolescente acolhido.
    3. Atualização pelas equipes técnicas dos serviços.
    4. Consulta integrada pelos órgãos do sistema de garantia de direitos.
    5. Base para o Censo da população infantojuvenil acolhida.
    6. Acompanhamento da excepcionalidade e da provisoriedade. Tempo de acolhimento por criança.

    PrêmioPrêmio Innovare (5ª edição) · 2008

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Queda no número de acolhidos no estado: quase 60% desde 2007 (33º Censo)
    • Cobertura: Serviços de acolhimento e cada criança acolhida do estado
    • Usuários: MP, Judiciário, Defensoria, conselhos tutelares, gestores, equipes técnicas

    Censo produzido a partir do próprio sistema.

    O que foi afirmado:

    • Adequação da prática do abrigamento ao parâmetro de excepcionalidade e provisoriedade
    • Promoção do acesso à justiça da população infantojuvenil acolhida

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2007

    Temas
    DadosJustiça e direitosAssistência socialInclusão
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • National Data Bank e Plataforma Estishraf Saudi Data and Artificial Intelligence Authority (SDAIA), Arábia Saudita

    OndeArábia Saudita

    O problema

    Os dados públicos sauditas existem em abundância e não circulam. Cada órgão mantém sua base, com seu padrão e sua qualidade, e a troca é feita caso a caso, por acordo bilateral, quando é feita. Quem depende de um serviço digital espera mais e confia menos, e o governo decide sem a visão que só o cruzamento de bases daria.

    Como funciona

    National Data Bank:

    1. Integração dos sistemas de órgãos governamentais numa infraestrutura unificada.
    2. National Data Lake consolidando os dados integrados.
    3. Data Marketplace com APIs para troca segura entre órgãos. A troca deixa de ser negociada caso a caso e passa a ser serviço disponível.
    4. Melhoria de qualidade e padronização dos dados.

    Estishraf:

    1. Análise de dados e IA sobre a base integrada.
    2. Indicadores, análises e insights preditivos entregues aos órgãos.
    3. Apoio ao planejamento e à formulação de políticas, com foco em antecipar desafios futuros.

    PrêmioUN Public Service Awards (UNPSA) · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    National Data Bank:

    • Sistemas governamentais conectados: mais de 200
    • Entidades integradas: 70+
    • Sistemas integrados ao data lake: 350+
    • APIs no Data Marketplace: 450+

    Estishraf:

    • Órgãos governamentais beneficiados: mais de 85 (2023)
    • Valor estimado gerado: ≈ 50 bilhões de riais sauditas (~US$ 13 bilhões) (2023)

    Seletividade do prêmio: 12 premiados entre 700+ candidaturas de 62 países.

    Fontes: SPA, SPA. National Data Bank.

    O que foi afirmado:

    • Melhoria da qualidade dos dados e facilitação do compartilhamento entre entidades
    • Suporte a uma economia digital orientada por dados
    • Aumento da eficiência e confiabilidade dos serviços digitais
    • Melhoria da tomada de decisão e antecipação de desafios futuros

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2020

    Temas
    DadosGoverno digitalInteligência artificialTransparênciaGestão fiscal
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • SIBIS, Sistema de Informação para o Bem-Estar Social da Cidade do México Governo da Cidade do México, pela Agencia Digital de Innovación Pública (ADIP) e pela secretaria de inclusão e bem-estar social (SIBISO)

    OndeMX

    O problema

    Uma cidade com 144 programas sociais não sabe, por padrão, quem recebe mais de um deles nem quem não recebe nenhum. Cada programa tem cadastro próprio, formato próprio e critério próprio, e a comparação entre eles exige trabalho manual que ninguém faz duas vezes.

    Contexto completo

    O efeito prático é duplo. Quem mais precisa pode estar fora de todos, porque nenhum programa sabe que ela existe. E a política social não consegue responder em que medida seus programas se sobrepõem.

    Como funciona
    1. Cada entidade da administração da cidade gera e mantém a informação dos seus programas sociais e ações institucionais.
    2. A secretaria de bem-estar social coordena a integração, a guarda e a atualização dessa informação, com apoio da agência digital.
    3. A informação alimenta o cadastro único de programas sociais e o cadastro único de pessoas beneficiárias.
    4. O cadastro de beneficiários é construído de forma contínua, com cada programa entrando quando conclui seu período de operação.
    5. A informação é publicada em plataforma de acesso público, com requisitos, descrição dos programas e consulta ao cadastro.
    6. Os dados também são publicados em formato aberto no portal de dados abertos da cidade, o que permite baixar o cadastro inteiro.

    Quem faz o quê:

    Secretaria de inclusão e bem-estar social (SIBISO)Coordena a geração, integração, guarda e atualização da informação dos programas

    Agencia Digital de Innovación Pública (ADIP)Constrói e opera a plataforma, junto com a secretaria

    Entidades da administração da cidadeEntregam a informação dos programas que operam

    Cidadãos e pesquisadoresConsultam o cadastro e baixam os dados abertos

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Eduardo Campos · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Programas sociais alcançados pelo sistema: 144 (2019 · BID, página da edição Gobernarte 2019)
    • Tamanho do maior público entre os programas: programas que atendem mais de 1,5 milhão de pessoas (2019 · BID, página da edição Gobernarte 2019)
    • Cadastro único de pessoas beneficiárias: publicado e disponível para download em dados abertos (2026 · Portal de dados abertos da Cidade do México)
    • Candidaturas na sexta edição do Gobernarte: 188 iniciativas de 11 países, segundo a página da edição, e 99 iniciativas de 12 países, segundo a nota de imprensa (2019 · BID, página da edição e nota de imprensa)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ As duas fontes do próprio BID discordam sobre o tamanho da edição de 2019. A página da edição diz 188 iniciativas de 11 países, e a nota de imprensa da premiação diz 99 iniciativas de 12 países. Não é diferença de arredondamento: um dos dois números está errado, ou eles contam coisas diferentes, por exemplo inscrições recebidas contra inscrições habilitadas. O inventário desta coleta registrou 188. Enquanto a divergência não for resolvida na fonte, citar o tamanho da edição exige citar as duas.

    ⚠️ 144 programas é alcance declarado no momento da inscrição, não cobertura medida. A descrição do BID em 2019 fala do sistema no futuro, com verbos de intenção, e o número descreve o universo a integrar.

    O que foi afirmado:

    • O governo da cidade afirma que o sistema permite aproximar-se de forma efetiva da população menos atendida e mais desprotegida, sem apresentar indicador de quantas pessoas foram alcançadas por essa via.
    • O governo afirma que o cadastro único permite saber e comparar quem são os beneficiários de todos os programas sociais.
    • O governo afirma que a construção do cadastro é processo contínuo, o que é ao mesmo tempo descrição honesta e limite da afirmação anterior.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2019

    Temas
    DadosAssistência socialTransparênciaGoverno digital
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • SISCRIMSistema de Informações em Bases Criminais Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), com Polícia Civil, SESP, SEJUS, MP e Defensoria

    OndeVitória / ES

    O problema

    Polícia Civil, Secretaria de Segurança, Secretaria de Justiça e Judiciário mantinham cada um seus registros independentes de presos e de antecedentes, e as bases não se comunicavam. O magistrado aguardava mais de um ano por informação sobre os antecedentes do acusado, e nesse intervalo decidia sobre prisão preventiva, fiança e regime com dado incompleto ou defasado. Quem esperava a decisão estava preso.

    Contexto completo

    O diagnóstico é de fragmentação de cadastro dentro de um mesmo estado. O dado existia, era público em relação ao próprio Estado e não circulava entre quem precisava dele para decidir sobre a liberdade de alguém.

    Como funciona
    1. Integração das bases da Polícia Civil, do sistema prisional e do Judiciário.
    2. Cadastramento de usuários por ato normativo, com perfis de acesso por instituição.
    3. Consulta em tempo real por magistrados, promotores, defensores e autoridades policiais.
    4. Atualização a partir dos sistemas de origem.

    PrêmioPrêmio Innovare (4ª edição) · 2007

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Tempo para obter antecedentes: mais de 1 ano (segundos · AMB / TJES)
    • Bases integradas: 4 sistemas isolados (1 base unificada · AMB)
    • Instituições com acesso: cada uma só à sua (6: Polícia, SESP, SEJUS, MP, Defensoria, Judiciário · AMB)
    • Normatização: : (Ato Normativo 039/2006 · TJES)
    • Reconhecimento: : (Vencedor do 4º Innovare (2007) · Innovare)

    O que foi afirmado:

    • Decisões criminais mais bem informadas
    • Integração entre os órgãos de segurança e justiça do estado

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2006

    Temas
    DadosJustiça e direitosSegurança pública
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

Atendimento ao cidadão

4 projetos
  • Brigadas Móviles do Registro Civil Municipal de Guayaquil Municipalidad de Guayaquil, pelo Registro Civil Municipal, hoje apresentado como Corporación Registro Civil de Guayaquil

    OndeEC

    O problema

    Quem não tem documento de identidade costuma ser exatamente quem não consegue chegar ao balcão que o emite. A distância é parte do problema, mas não é só ela: falta de renda para o transporte, horário de trabalho e desconfiança do órgão público empilham barreiras no mesmo ponto.

    Contexto completo

    O BID descreve o problema como acesso ao serviço de registro em regiões tradicionalmente vulneráveis de Guayaquil. A categoria do prêmio em 2015 era cidades e registro de pessoas, e tratava de reduzir a lacuna de identidade.

    Como funciona
    1. O município define os territórios a atender, entre zonas urbanas e paróquias rurais.
    2. A agenda da brigada é publicada, com lugar e data, para que a pessoa saiba quando ela chega.
    3. O veículo equipado se instala no ponto, com o equipamento necessário para captura biométrica e emissão.
    4. O atendimento faz o trâmite completo no local, e não apenas o cadastro para voltar depois.
    5. O documento é entregue, e o trâmite entra no sistema do registro civil municipal.
    6. A rotina se repete em novo território, o que transforma cobertura em série de tempo mensurável.

    Quem faz o quê:

    Municipalidad de GuayaquilFinancia e organiza o serviço, e define os territórios

    Registro Civil Municipal de GuayaquilOpera o atendimento e emite o documento

    Direção nacional de registro civil do EquadorAutoridade do sistema nacional de identificação, sob a qual o serviço municipal emite documento

    Comunidade e paróquias ruraisRecebem a brigada e divulgam a agenda localmente

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Eduardo Campos · 2015

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Usuários atendidos pelas brigadas móveis: 237.422 (2023 a 2026 · Alcaldía de Guayaquil)
    • Cédulas entregues pelas brigadas: mais de 38.000 (acumulado, sem período declarado na fonte · Alcaldía de Guayaquil)
    • Trâmites acumulados do registro civil municipal: mais de 2 milhões (até 2026 · Alcaldía de Guayaquil)
    • Candidaturas na terceira edição do Gobernarte: 95 iniciativas (2015 · BID, página da edição Gobernarte 2015)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Os números são do serviço de hoje, não da iniciativa de 2015. O período de 2023 a 2026 é oito anos posterior ao prêmio, e o arranjo institucional mudou de nome no caminho. Usar os 237.422 usuários como resultado da iniciativa premiada é a troca de programa por programa sucessor, que é o erro de atribuição mais comum nesta coleta.

    ⚠️ As 38.000 cédulas não têm período declarado na fonte. Número acumulado sem janela de tempo não se compara com nada. Antes de usá-lo, é preciso achar a data de corte.

    O que foi afirmado:

    • O município afirma que o serviço alcançou regiões tradicionalmente vulneráveis, na descrição que o BID reproduz.
    • O município afirma que os serviços estão mais ágeis e digitais, sem indicador de tempo de atendimento antes e depois.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2015

    Temas
    Atendimento ao cidadãoInclusãoGoverno digital
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Centro Integral de Servicios (CIS) do Estado de Puebla Dirección de Desarrollo Administrativo y Mejora Regulatoria (DDAMR), Governo do Estado de Puebla

    OndeMX

    O problema

    O diagnóstico de 2011 do próprio governo estadual descreve gestão de processos feita de forma tradicional, com uso de pessoal acima do necessário e índice alto de erro administrativo. Na tecnologia da informação havia sistemas isolados, qualidade ruim de informação e obsolescência que impedia automatizar os processos principais.

    Contexto completo

    O cidadão sentia isso na forma de trâmite repartido entre balcões de órgãos diferentes, cada um pedindo documento que o outro já tinha. Puebla tem 5,7 milhões de habitantes e 217 municípios, a segunda maior dispersão de entidades locais do México, o que multiplica o custo de deslocamento de quem precisa resolver algo.

    Como funciona
    1. Consultar antes de desenhar. Oito foros cidadãos temáticos, entre novembro de 2010 e janeiro de 2011, recolheram 2.489 propostas, institucionalizadas depois pelo COPLADEP.
    2. Cortar trâmite e requisito, e documentar o mapa completo do processo redesenhado num repositório central.
    3. Validar o redesenho com o pessoal da secretaria dona de cada processo, uma por uma, nas 19 secretarias envolvidas.
    4. Limpar a norma que sustenta o trâmite. Foram eliminadas 110 das 477 normas administrativas, 23% do total.
    5. Aprovar a Ley de Medios Electrónicos, que dá validade legal ao documento e à comunicação eletrônica entre governo e cidadão.
    6. Publicar o formato único de documentação de trâmite no portal Tramitapue, usado por todas as secretarias.
    7. Reunir os trâmites no CIS, com convênio por órgão, exigindo que quem entra já tenha o trâmite digitalizado.
    8. Atender por vários canais: balcão, guia de trâmites em linha e central de contato por telefone, e-mail e chat.
    9. Mapear quem atende. O mapeamento achou 750 servidores em funções de atendimento nos trâmites de maior impacto, e a capacitação usou o padrão de competência EC0105.

    Quem faz o quê:

    DDAMRConduz o redesenho de processo, a reorganização administrativa e a gestão do CIS

    Coordenador Regional de OperaçãoZela pelo cumprimento de processo e padrão dentro do CIS

    19 secretarias estaduaisDonas dos processos, validam o redesenho e operam os trâmites

    Secretaría de TransportesDona do trâmite de carteira de motorista, o mais demandado

    Investidor privado do esquema PPSExplora o prédio, os serviços e a manutenção integral

    Instituto de Administración Pública de PueblaAplica o diagnóstico de necessidade de capacitação

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo · 2013

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Interações do cidadão para obter a carteira de motorista: de 7 para 4 (até novembro de 2013 · BID, nota técnica IDB-TN-662)
    • Duração média do trâmite de carteira de motorista: de 50 para 20 minutos (até novembro de 2013 · BID, nota técnica IDB-TN-662, Gerência de Supervisão de Operações do CIS)
    • Carteiras emitidas no estado, com participação do CIS: 175.790 no estado, 17,5% delas no CIS (primeiro ano de operação, até novembro de 2013 · BID, nota técnica IDB-TN-662)
    • Trâmites reunidos no CIS: 155, sendo 121 estaduais (2013 · BID, nota técnica IDB-TN-662)
    • Normas administrativas eliminadas: 110 de 477, ou 23% (2011 a 2013 · BID, nota técnica IDB-TN-662)
    • Entidades extintas na reorganização administrativa: 5 secretarias e 6 organismos descentralizados (15 meses a partir de 2011 · BID, nota técnica IDB-TN-662)
    • Economia atribuída à reorganização administrativa: cerca de Mex$ 2.000 milhões (2011 a 2013 · BID, nota técnica IDB-TN-662)
    • Propostas recolhidas nos foros cidadãos: 2.489 (novembro de 2010 a janeiro de 2011 · BID, nota técnica IDB-TN-662)
    • Servidores em funções de atendimento mapeados: 750 (2011 a 2013 · BID, nota técnica IDB-TN-662)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ A economia de Mex$ 2.000 milhões é da reorganização administrativa, não do CIS. Ela vem da extinção de 5 secretarias e 6 organismos e da eliminação de duplicidade. Usá-la como economia do balcão único é atribuição errada, e é o erro mais fácil de cometer aqui, porque os dois projetos são descritos na mesma seção da nota técnica.

    ⚠️ Os 17,5% são participação do CIS no total do estado, não crescimento. A leitura correta é que, no primeiro ano, o CIS emitiu 17,5% das 175.790 carteiras emitidas em Puebla.

    O que foi afirmado:

    • O governo de Puebla afirma que a automatização do novo mapa de processos reduziu erro, aumentou eficiência e permitiu medir desempenho de forma automática, sem publicar indicador de erro antes e depois.
    • O governo afirma que as instalações acomodam cerca de 1.800 servidores em funções não ligadas ao atendimento, o que é dado de capacidade e não de resultado.
    • O BID afirma que os vencedores de 2013 mostraram como atender demanda de serviço com restrição orçamentária.

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2012

    Temas
    Atendimento ao cidadãoGoverno digitalDesenvolvimento econômicoGestão de pessoas
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Programa Municipal de Linguagem Simples (011).lab, Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, Prefeitura de São Paulo

    OndeSão Paulo / SP

    O problema

    O relato abre com três números que descrevem o mesmo problema em três escalas.

    Contexto completo

    No país: 3 em cada 10 brasileiros de 15 a 64 anos são analfabetos funcionais, isto é, leem sem compreender plenamente o que está escrito. Fonte declarada: Ação Educativa e Instituto Paulo Montenegro, 2018.

    Na cidade: aproximadamente 1 em cada 5 paulistanos não tem o ensino fundamental completo. Fonte declarada: PNAD Educação 2017.

    Dentro da própria prefeitura: cerca de 10 mil servidores municipais têm escolaridade incompleta.

    O efeito prático é o de sempre: o cidadão não entende o que a prefeitura comunica, não exerce o direito que teria e volta ao balcão para perguntar o que já estava escrito.

    Como funciona

    Quatro etapas declaradas, com datas:

    1. Exploração (fevereiro e março de 2019): entender o problema, mapear referências e identificar onde a linguagem trava o serviço.
    2. Experimentação (abril a agosto de 2019): 7 projetos-piloto, para testar formatos de simplificação em situações reais antes de virar política.
    3. Síntese (agosto a novembro de 2019): consolidar o que funcionou nos pilotos em método, material e trilha de capacitação.
    4. Implementação (novembro de 2019 em diante): o programa passa a rodar como política, e é formalizado por decreto municipal.

    As frentes de trabalho: capacitação de servidores, simplificação de documentos concretos, mentoria a órgãos parceiros e eventos e fóruns de difusão.

    ⚠️ E há um detalhe do desenho que vale nomear: o programa não reescreve os documentos da cidade inteira. Ele capacita quem escreve. É multiplicação, não mutirão, e isso explica o tamanho da equipe adiante.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (24ª edição), Enap · 2020

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Servidores capacitados: 208 pessoas
    • Órgãos alcançados pela capacitação: 11, contra meta de 15
    • Participantes em fóruns de linguagem simples: 93 pessoas
    • Documentos e materiais produzidos pelo programa: 3, com 180 downloads
    • Documentos da prefeitura simplificados: 8
    • Parceiros em mentoria: 5
    • Participantes em eventos: 161 pessoas, em 2 eventos
    • Projetos-piloto na fase de experimentação: 7

    Fonte: Enap, relato oficial na 24ª edição, p. 98 a 108 do PDF.

    Os números são de gestão do programa, contados por quem o executa, e o relato declara a meta ao lado do resultado (15 órgãos previstos, 11 alcançados), que é a prática que este acervo cobra e quase nunca encontra.

    O que foi afirmado:

    • Ampliação do acesso do cidadão à informação pública e ao exercício de direitos
    • Redução de retrabalho no atendimento, por diminuir a necessidade de reexplicar documentos
    • Mudança de cultura de escrita dentro da administração municipal

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2019

    Temas
    Atendimento ao cidadãoTransparênciaGestão de pessoas
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Registro FácilMigração Sem Complicação Polícia Federal

    OndeBrasil

    O problema

    O registro migratório é o documento que permite ao imigrante trabalhar, estudar, abrir conta e acessar serviços no Brasil. O processo anterior produzia dois desperdícios que se retroalimentavam:

    Espera de mais de um ano e cinco meses entre o início do processo e a coleta biométrica.

    Contexto completo

    Agendamentos desperdiçados: o migrante comparecia sem a documentação correta, porque não sabia exatamente o que levar, e o atendimento não podia ser concluído. Dois terços dos agendamentos não resultavam em nada, e o migrante precisava voltar, ocupando nova vaga na fila que ele mesmo alongava.

    Como funciona
    1. Formulário digital. O migrante acessa as informações sem ir à unidade da PF.
    2. Automatização de e-mails. O sistema envia instruções e a lista de documentos necessários para o serviço desejado.
    3. Análise documental remota. Policiais analisam os documentos por e-mail e dão feedback imediato, evitando múltiplas visitas.
    4. Agendamento apenas após a revisão documental, por ordem de antiguidade do processo completo. Só entram na agenda os processos prontos para deferimento.
    5. Uma única ida presencial, para a coleta biométrica.

    A regra do passo 4 é o coração do desenho: a fila é de processos prontos, não de pessoas esperançosas. Isso elimina o desperdício de vaga e, ao mesmo tempo, previne o uso indevido de vagas de agendamento. Objetivo declarado da iniciativa.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Enap · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Prazo de conclusão do processo: 1 ano e 5 meses (~45 dias · Tempo médio entre envio da documentação e data do agendamento para coleta biométrica)
    • Efetividade dos agendamentos: 33% (96% · :)
    • Comparecimentos presenciais: múltiplos (apenas um · Nova agenda com ordem de antiguidade por processo completo)
    • Custo da implementação: : (zero · Recursos já disponíveis)

    Período de apuração: maio/2023 a julho/2024. Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Atuação mais humanitária da Polícia Federal, com atendimento mais eficiente e humanizado
    • Facilitação do acesso dos migrantes a serviços essenciais
    • Melhoria da comunicação e do entendimento pelo migrante

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2023

    Temas
    Atendimento ao cidadãoInclusãoGoverno digitalJustiça e direitos
    Abrir na página 98 (14 MB) →Ver no repositório da Enap →

    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

Participação social

4 projetos
  • Agentes comunitárias de saúde na consulta do Plano Diretor Prefeitura de Marema, com a UNOCHAPECÓ

    OndeMarema / SC

    O problema

    Durante a elaboração do Plano Diretor Participativo, o município identificou a necessidade de ampliar a participação de moradores com dificuldade de acesso digital e baixa inserção nos canais públicos, com atenção a população idosa e moradores da área rural.

    Como funciona
    1. Capacitação das agentes sobre o Plano Diretor Participativo, antes de qualquer visita.
    2. Divulgação das atividades pelas próprias agentes, no território que elas já percorrem.
    3. Visita domiciliar para mobilização, dentro da rotina de trabalho que já existe.
    4. Apoio direto ao preenchimento do questionário, físico ou digital.
    5. Cinco oficinas comunitárias descentralizadas, em áreas urbanas e rurais, usando CRAS, escolas e salões comunitários.
    6. Dois canais de resposta, papel e digital, para não excluir quem não usa internet.
    7. Equipe técnica da UNOCHAPECÓ conduzindo o processo do plano.

    ⚠️ E há um ponto que quem copiar precisa enfrentar: a agente de saúde tem atribuição definida em norma federal, e usá-la para consulta urbanística é ampliação de escopo. Funciona porque ela tem a confiança da casa, e é essa mesma confiança que se gasta se o uso virar rotina para tudo.

    PrêmioMostra de Boas Práticas Municipais, Chamamento Público nº 001/2026 · 2026

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Agentes comunitárias envolvidas: 7
    • Oficinas comunitárias descentralizadas: 5, com 81 participantes
    • Questionários aplicados, físicos e digitais: 239
    • Cobertura sobre a população do município: cerca de 11%
    • Cobertura sobre os domicílios do município: cerca de 26,2%
    • Moradores da área rural participantes: 139
    • Pessoas acima de 60 anos participantes: 57
    • Pessoas alcançadas diretamente: 320

    Fonte: CIGA, Portal de Boas Práticas, registro da prática.

    Contagem do próprio processo de consulta. ⚠️ A presença da UNOCHAPECÓ na condução técnica aproxima o caso de verificação externa, e não chega lá: a universidade conduziu o processo, portanto também é parte interessada no resultado dele.

    O que foi afirmado:

    • Fortalecimento da escuta ativa, da inclusão social e da representatividade territorial
    • Maior legitimidade das propostas construídas
    • Aproximação entre população e poder público
    • Potencial de replicação em outros municípios

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2025

    Temas
    Participação socialHabitaçãoSaúde
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 23 de setembro de 2026

  • Força-Tarefa Cidadã-Obrasacompanhamento voluntário de obras paralisadas de escolas e creches Tribunal de Contas da União (TCU) e Instituto Serzedello Corrêa, com o Observatório Social do Brasil, CGU, MPF e Ministérios Públicos estaduais

    OndeBrasil

    O problema

    O FNDE financia obras de escolas e creches em milhares de municípios, e cerca de 3,7 mil estão paralisadas ou inacabadas. Concluídas, dariam mais de 700 mil vagas na educação básica e profissionalizante: são crianças sem creche e sem escola enquanto o prédio existe pela metade.

    Contexto completo

    O controle dessas obras esbarra numa aritmética simples: o dano está espalhado por todo o território e o auditor não está. Verificar remotamente uma obra parada é quase impossível. A medição pode dizer que 80% está executado, e só quem vai até lá sabe que o telhado não existe.

    O diagnóstico é de escala física, não de vontade. O TCU não tem (nem poderia ter) auditor em 3,7 mil canteiros. A informação que falta é local, visual e barata de coletar; cara é a locomoção. E existe gente morando ao lado de cada uma dessas obras.

    Como funciona
    1. Cadastro do interessado no sistema do TCU.
    2. Entrevista de seleção.
    3. Capacitação on-line pelo ISC, com técnicos do TCU e do Sistema Observatório Social.
    4. Atribuição de obras a acompanhar.
    5. Visita ao canteiro e registro no aplicativo #UniãoCidadã.
    6. Uso da informação pelo TCU e pelos órgãos parceiros (FNDE, CGU, MPF, MPs estaduais).
    7. Certificação do voluntário.

    PrêmioPrêmio Serzedello Corrêa (TCU/ISC) · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Obras no universo-alvo: ~3.700 paralisadas ou inacabadas (FNDE) (TCU)
    • Vagas potenciais: mais de 700.000 (TCU)
    • Rede do OSB: observatórios em 150 cidades, 17 estados (TCU / OSB)
    • Instituições parceiras: TCU, ISC, OSB, FNDE, Rede Integrar, MPF, MPs estaduais, CGU (TCU)
    • Reconhecimento: 1º lugar, Prêmio Serzedello Corrêa 2025, entre 133 inscrições na categoria (TCU)

    Todos os números publicados descrevem o problema e o desenho. Nenhum descreve o que o projeto produziu. Não foram localizados (buscado em 2026-09): voluntários efetivamente capacitados, obras visitadas, registros feitos no aplicativo, achados encaminhados e obras retomadas. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Fortalecimento do controle social sobre obras da educação
    • Contribuição para a retomada das obras paralisadas

    Custo de entradaMédio

    Temas
    Participação socialTransparênciaEducação
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Participa DFPlataforma Integrada de Participação Social Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF)

    OndeDF

    O problema

    O cidadão do Distrito Federal tinha de classificar sozinho a própria manifestação na ouvidoria, tarefa que só um servidor sabe fazer: denúncia de buraco na rua caía numa tipologia destinada a atos de gestão, e a equipe corrigia depois. No acesso à informação o sistema ainda era o de 2011, sem conta de acesso, então quem pedia precisava guardar todos os protocolos para acompanhar o próprio pedido.

    Contexto completo

    Dois serviços, dois problemas distintos.

    Na ouvidoria: grande volume de correções feitas pela equipe, porque o registro era integralmente feito pelo cidadão, que não conhece a fundo o funcionamento dos órgãos. O exemplo do relato é preciso: muita denúncia sobre buraco na rua, quando a tipologia "denúncia" se destina a servidores públicos e atos de gestão. O cidadão não errava por descuido. Errava porque o formulário pedia uma classificação que só um servidor saberia fazer.

    No acesso à informação: o sistema em uso era a versão de 2011. Não havia conta de acesso com repositório por pessoa. O cidadão precisava guardar todos os protocolos para acompanhar seus próprios pedidos.

    Como funciona
    1. Conta de acesso única com repositório pessoal. O cidadão acompanha tudo em um só lugar, sem guardar protocolos.
    2. Navegação unificada entre ouvidoria e acesso à informação.
    3. Apoio à classificação da manifestação, reduzindo o retrabalho de correção pela equipe.
    4. Registro simplificado, com tempo médio reduzido.
    5. Autodeclaração de deficiência no cadastro, permitindo identificar e atender demandas específicas de acessibilidade.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (28ª edição), Enap · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Fortalecer a cidadania: 85 mil novos usuários: 83.758 pessoas físicas e 1.585 jurídicas (Cadastros no sistema)
    • Fomentar o controle social: +152% nos pedidos de acesso à informação frente ao mesmo período de 2022 (Banco de dados)
    • Aprimorar os serviços de ouvidoria e acesso à informação: Tempo médio de registro de manifestação: de 15 para 6 minutos (−60%) (Google Analytics)
    • Promover inclusão e acessibilidade: 2.712 pessoas com deficiência identificadas no cadastro (autodeclaração) (Cadastros no sistema)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Fortalecimento da cidadania e do exercício do controle social
    • Maior inclusão e acessibilidade

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2023

    Temas
    Participação socialTransparênciaGoverno digitalInclusãoAtendimento ao cidadão
    Baixar o e-book (14 MB) ↓Ver no repositório da Enap →

    28º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Licença Padrão Enap

    Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Programa de Melhoria de Bairro e Comunitário da Cidade do México, com perspectiva de gênero Governo da Cidade do México, pela secretaria responsável pelo desenvolvimento social, hoje a Secretaría de Bienestar e Igualdad Social

    OndeMX

    O problema

    Melhoria de espaço público decidida no gabinete produz praça que ninguém usa e escada que não liga nada. Onde há conflito social e marginalização urbana, o custo desse erro é maior: o espaço malfeito vira espaço abandonado, e espaço abandonado é onde a violência se instala.

    Contexto completo

    A perspectiva de gênero entra aqui por um motivo concreto. Quem usa mais o espaço público de bairro, e quem mais evita usá-lo por medo, são as mulheres. Iluminação, passagem, escada e área comum são infraestrutura de segurança para elas, e projeto decidido sem elas ignora isso.

    Como funciona
    1. A comunidade interessada pede à subsecretaria de participação cidadã a organização de uma assembleia de moradores.
    2. A assembleia aprova o projeto específico de melhoria para a colônia, e esse aval é condição para concorrer.
    3. O projeto é inscrito na convocatória do programa.
    4. Um comitê avalia os projetos e prioriza, entre outros critérios, os que atuam em lugares com taxa mais alta de violência contra a mulher.
    5. Aprovado o projeto, a secretaria transfere o recurso diretamente à comunidade, que executa.
    6. A comunidade presta contas da execução.

    Quem faz o quê:

    Secretaria de desenvolvimento social do governo da cidadePublica as regras de operação, avalia e transfere o recurso

    Subsecretaria de participação cidadãOrganiza a assembleia de moradores que dá o aval ao projeto

    Comitê de avaliaçãoSeleciona e prioriza os projetos

    Organizações sociais, civis, comunitárias e grupos de moradoresPropõem, conduzem e executam o projeto

    Assembleia de moradoresAprova o projeto, o que transforma proposta de grupo em decisão de bairro

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Eduardo Campos · 2016

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Projetos aprovados: 1.710 (até 2016 · BID, página da edição Gobernarte 2016)
    • Projetos apresentados por mulheres: 60% (até 2016 · BID, página da edição Gobernarte 2016)
    • Ações de melhoria de espaço público executadas: 981 (2007 a 2012 · UNAM, Programa Universitario de Estudios sobre la Ciudad)
    • Orçamento da primeira etapa: 80 milhões de pesos (2007 · UNAM, Programa Universitario de Estudios sobre la Ciudad)
    • Recurso médio por projeto aprovado: cerca de 1 milhão de pesos em 2007, 2008 e 2009, e 500 mil pesos em 2010 (2007 a 2010 · UNAM, Programa Universitario de Estudios sobre la Ciudad)
    • Destino do recurso, melhoria de imagem urbana com iluminação, mobiliário e fachada: 34% (2007 a 2012 · UNAM, Programa Universitario de Estudios sobre la Ciudad)
    • Destino do recurso, muros de contenção, escadas e passarelas: 18% (2007 a 2012 · UNAM, Programa Universitario de Estudios sobre la Ciudad)
    • Destino do recurso, reabilitação de área comum e área verde: 18% (2007 a 2012 · UNAM, Programa Universitario de Estudios sobre la Ciudad)
    • Candidaturas na quarta edição do Gobernarte: 137 iniciativas (2016 · BID, página da edição Gobernarte 2016)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ 981 ações e 1.710 projetos não se comparam nem se somam. São dois contadores diferentes, de fontes diferentes e períodos diferentes: a UNAM conta ações executadas entre 2007 e 2012, e o BID conta projetos aprovados até 2016. Projeto aprovado não é ação executada, e é por isso que o número maior cobre o período maior sem contradizer o menor. Antes de citar qualquer um dos dois, é preciso dizer qual dos dois se está citando.

    ⚠️ Os 60% medem quem apresentou, não quem decidiu nem quem executou. É indicador de acesso à convocatória. Ele não diz se o projeto apresentado por mulher foi aprovado na mesma proporção.

    O que foi afirmado:

    • O governo da cidade afirma que o programa recupera e melhora espaço público com perspectiva de gênero, promovendo a participação das mulheres no desenvolvimento local.
    • O governo afirma que a priorização recai sobre lugares com taxa mais alta de violência contra a mulher, sem publicar a lista de lugares priorizados nem a taxa usada como critério.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2007

    Temas
    Participação socialGêneroHabitaçãoInclusão
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

Previdência

3 projetos
  • INSS Digital Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Diretoria de Atendimento, com a Dataprev

    OndeBrasil

    O problema

    Quem pedia aposentadoria, pensão ou benefício por incapacidade esperava, às vezes, mais de um ano por uma decisão. O INSS atende mais de 4 milhões de pessoas por mês em 1.500 agências, e o gargalo não era só volume: o processo ficava preso à agência onde o cidadão morava, porque documento em papel não viaja. Agência sobrecarregada acumulava fila enquanto outra tinha servidor ocioso, e a única forma de equilibrar era pagar diária e passagem para deslocar gente.

    Contexto completo

    Ao mesmo tempo, o instituto estava perdendo quem analisa. Um terço dos servidores, cerca de 12 mil pessoas, já estava em abono de permanência, ou seja, podia se aposentar a qualquer momento, sem perspectiva de reposição integral por concurso.

    O relato descreve assim a escala do órgão:

    "O INSS é a maior autarquia do Poder Executivo federal. (…) São mais de 1.500 agências de atendimento ao público ativas (…) Nessa rede trabalham mais de 36 mil servidores ativos que atendem presencialmente mais de 4 milhões de pessoas por mês."
    Como funciona
    1. O cidadão agenda pela central 135 ou pela internet, ou protocola por uma entidade parceira conveniada.
    2. Entrega e digitalização. Na agência, o segurado informa o serviço que busca e os documentos são digitalizados em mesas dedicadas à recepção.
    3. Autenticação por servidor, em etapa separada da recepção.
    4. O processo entra na fila eletrônica e deixa de pertencer à agência de origem.
    5. A análise acontece na retaguarda ou num polo de análise, sem a presença do cidadão e sem relação com a localidade onde o pedido entrou.
    6. A decisão volta ao cidadão pelos canais eletrônicos, com o Meu INSS dando acesso a extrato previdenciário, histórico de crédito e informe de imposto de renda sem ida à agência.

    Quem faz o quê:

    Diretoria de Atendimento do INSSDesenha e conduz o modelo

    DataprevDesenvolve a autenticação remota e a plataforma

    Agências da Previdência Social (APS)Recebem e digitalizam documento

    Polos de análiseAnalisam processo em formato eletrônico, sem atender público

    Sindicatos rurais, OAB e empresasProtocolam requerimento como posto avançado, via acordo

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (22ª edição), Enap · 2017

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    Prova de conceito na gerência executiva de Mossoró (RN), comparando com a mesma competência de 2016:

    • Tempo médio de decisão (TMD): queda de 86% (2017 contra 2016)
    • Tempo médio de espera para atendimento agendado (TMEA): queda de 78,8%, para 5 dias (2017)
    • Tempo de permanência na agência: de mais de 2 horas para menos de 30 minutos (2017)
    • Processos represados à espera de perícia: de 973 para 433 (queda de 55,4%) (2017)
    • Represamento por exigência: queda de 54,9% (2017)
    • Processos represados: queda de 43,3% (2017)
    • Tempo médio de concessão (TMC): queda de 36,7% (2017)
    • Correção monetária paga: de R$ 52.321,82 para R$ 14.383,43 (queda de 27%) (2017)
    • Demanda vinda de outros estados: queda de 40,4% (2017)
    • Atendimentos realizados: alta de 5,1% (2017)
    • Tempo médio de conclusão do processo: 12 dias (2017)

    Expansão para 521 agências e 19 polos de análise, de junho a dezembro de 2017:

    • Tempo médio de espera para atendimento agendado (TMEA): de 45 para 33 dias (queda de 16,5%) (jun a dez/2017)
    • Tempo médio até o atendimento (TMAA): de 50 para 40 dias (queda de 12,7%) (jun a dez/2017)
    • Tempo médio de permanência: queda de 7,5% (jun a dez/2017)
    • Senhas cadastradas e validadas no Meu INSS: mais de 4,5 milhões (desde jan/2017)

    Fonte: Enap, relato oficial.

    Números apurados e publicados pelo próprio INSS no relato de inscrição no prêmio.

    ⚠️ Os números fortes são de UMA gerência executiva, não do país. A queda de 86% no tempo de decisão e a de 78,8% na espera são de Mossoró, uma prova de conceito com 18 agências. Onde o modelo foi a 521 agências, a mesma família de indicador caiu bem menos: 16,5% no TMEA, 12,7% no TMAA. É a diferença entre o que um piloto acompanhado de perto entrega e o que a rede inteira entrega, e o relato apresenta os dois, o que é a decisão correta e é rara.

    ⚠️ O relato registra aumento nas concessões por ação judicial, de 7,8% para 13,4%, no mesmo período em que os demais indicadores melhoraram.

    O que foi afirmado:

    • Economia aos cofres públicos por redução de correção monetária, papel, toner e acondicionamento de documentos
    • Ambiente de trabalho mais saudável para o servidor, com menos gente presente na agência
    • Mitigação do risco de perda de força de trabalho pela aposentadoria de um terço do quadro
    • Projeção de economia de pelo menos R$ 44 milhões num ciclo de quatro anos do PPA, supondo redução de 50% nos R$ 22 milhões empenhados com diárias e passagens em 2016

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2017

    Temas
    PrevidênciaGoverno digitalAtendimento ao cidadãoGestão de pessoas
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Meu INSS, Central de Serviços Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Diretoria de Atendimento (DIRAT), com a Dataprev

    OndeBrasil

    O problema

    O INSS é a maior autarquia do Executivo federal e opera o reconhecimento de direitos de todos os filiados ao Regime Geral de Previdência Social. Em 2018 essa estrutura de mais de 1.700 agências produziu mais de 45 milhões de atendimentos presenciais, somados a mais de 77 milhões de atendimentos pela central 135. Ao mesmo tempo, o quadro de servidores envelhecia e as competências do instituto aumentavam, o que agravava o desequilíbrio entre a demanda e a oferta de serviço. O gargalo tinha uma causa nomeável: grande dependência do atendimento presencial, plataforma antiga e serviços digitais que não conversavam entre si. Para pedir um extrato previdenciário, saber quanto tempo faltava para se aposentar ou acompanhar um requerimento, o segurado precisava ir até uma agência, porque a informação só existia dentro dela.

    Como funciona

    O relato descreve quatro etapas, e a ordem importa: cada uma existe para tornar a seguinte possível.

    1. Autenticação remota por base em conhecimento (KBA). Antes de oferecer serviço transacional pela internet, era preciso ter certeza de quem estava do outro lado. A DIRAT e a Dataprev montaram uma autenticação que faz ao cidadão perguntas geradas a partir dos dados do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). As perguntas foram sendo ajustadas ao longo do tempo para melhorar a adesão. Uma segunda porta de entrada veio do contrato de folha de pagamento: os bancos autorizados passaram a gerar o código inicial pelo internet banking. Este foi o início do login único do Governo Federal.
    2. Ajustes no CNIS. O dado existia, mas num formato que só fazia sentido para quem atendia no balcão. Foi reformatado para ser lido pelo próprio segurado, e com isso a informação que antes exigia ida à agência passou a ser obtida de casa.
    3. Integração com os módulos de requerimento. O que o cidadão informa na plataforma passa a trafegar para os sistemas de atendimento e de benefícios, em vez de ser redigitado.
    4. Concessão automática. Com o requerimento automatizado e os sistemas de benefício integrados, pedidos de salário-maternidade, aposentadoria por idade e aposentadoria por tempo de contribuição passaram a ser concedidos em 2 minutos, quando o cadastro está correto e as condições do benefício estão implementadas.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (23ª edição), Enap · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Benefícios concedidos automaticamente, sem intervenção humana: quase 160 mil (até 2019 · SUIBE)
    • Usuários autenticados: mais de 21 milhões (até 2019 · Estatísticas Dataprev)
    • Acessos aos serviços previdenciários: mais de 255 milhões (em 2 anos · Estatísticas Dataprev)
    • Extratos emitidos: mais de 120 milhões (em 2 anos · Estatísticas Dataprev)
    • Custo da primeira versão: R$ 99.363,64 (demanda DM.050559, Dataprev) (2017 · contrato vigente)
    • Tempo da concessão automática: 2 minutos (2019 · relato)

    Fonte: Enap, relato oficial na 23ª edição, p. 243 a 254. Dados de uso extraídos de https://estatisticasweb.dataprev.gov.br/.

    Números dos próprios sistemas do INSS e da Dataprev, apresentados pelo órgão na inscrição no prêmio.

    O que foi afirmado:

    • Economia estimada de R$ 57,3 milhões pela metodologia Standard Cost Model, considerando apenas aposentadoria por idade e salário-maternidade. ⚠️ É estimativa por modelo de custo de conformidade, não despesa observada;
    • Ausência de custo adicional com diárias e convocações, por o projeto ter sido especificado, homologado e implantado à distância pela equipe da Direção Central
    • Maior transparência do processo, com o cidadão acompanhando a tramitação de casa
    • Melhoria das condições de trabalho do servidor, com redução do atendimento presencial e realocação para atividades mais complexas
    • Nota 9,3 do site de tecnologia Techtudo, por interface simples e intuitiva. ⚠️ É resenha de veículo especializado em tecnologia de consumo, não avaliação de política pública, e não conta como avaliação independente

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2017

    Temas
    PrevidênciaGoverno digitalAtendimento ao cidadãoDados
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

  • Verificação de conformidade da folha de pagamento de benefícios Diretoria de Benefícios, Coordenação-Geral de Pagamento e Gestão de Serviços Previdenciários, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

    OndeBrasil

    O problema

    O INSS mantém cerca de 36 milhões de benefícios, que somam uma folha mensal de cerca de R$ 50 bilhões. O relato cita o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2019 para dimensionar o que está em jogo: a despesa do RGPS tem trajetória ascendente e alcançaria 16,8% do PIB em 2060.

    Contexto completo

    Nessa escala, erro pequeno vira dinheiro grande. E os estudos internos detectaram disfunções concretas nos registros do Sistema Único de Benefícios (SUB), que é quem gera a folha. A lista é longa e vale ler uma parte dela, porque descreve o tipo de problema:

    • CPF usado em benefícios de segurados diferentes
    • nome do titular igual ao nome do procurador, do representante legal, do instituidor ou da mãe
    • benefícios com valor acima do permitido em lei
    • benefícios cessados com pagamento após o óbito
    • mesma conta corrente para titulares diferentes, sem relação de representação legal
    • pensões por morte sem identificação do instituidor
    • divergência de gênero e de data de nascimento
    Como funciona
    1. Verificação antes do pagamento, e não depois. O sistema roda sobre a folha na geração do crédito, o que muda a natureza do controle: passa de recuperação para prevenção.
    2. Contínua e automática, e não por amostra nem por denúncia.
    3. Acompanhamento sistemático da situação cadastral do beneficiário, não só do cálculo do valor. É o que permite pegar pagamento após óbito e CPF repetido.
    4. Batimento com o registro de óbitos, cujo tempo de processamento caiu 30%.
    5. Carga automatizada das inconsistências no sistema GET, que cria o processo de apuração e emite a notificação ao interessado. A correção entra na fila sozinha.
    6. Atualização cadastral sem participação de servidor nem demanda de documento ao titular, quando o dado correto já existe em outra base.

    ⚠️ E o passo 5 é o que exige cuidado de leitura: cessar benefício é ato que afeta renda de pessoa idosa ou incapacitada. O relato registra a notificação dos interessados, mas não apresenta nenhum dado sobre contestação ou reversão, que é o número que julgaria a qualidade da decisão automática.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (25ª edição), Enap · 2021

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Implantar processos que garantam preventivamente a qualidade dos cadastros: processo implantado (248.024 benefícios atualizados sem participação de servidor e sem demanda de documento ao titular · 01/2018 a 12/2020 · benefícios atualizados no SUB)
    • Gerar base qualificada, com mais confiabilidade nas concessões e na manutenção: base qualificada (Redução de 30% no tempo do batimento de óbitos, com 41.283 benefícios inconsistentes identificados e cessados e economia anualizada média de R$ 674.549.776,80 · 01/2018 a 12/2019 · inconsistências identificadas e status alterado no SUB)
    • Diminuir o lapso entre identificar a inconsistência e corrigi-la: carga automatizada e notificação implantadas (rotina no GET implantada de forma escalonada, com mais de 600 mil benefícios já incluídos · 02/2020 a 12/2020 · tarefas criadas no GET e correspondências emitidas)

    Fonte: Enap, relato oficial na 25ª edição, p. 24 a 34 do PDF.

    Contagens dos próprios sistemas SUB e GET.

    O que foi afirmado:

    • Novo padrão de conformidade na geração da folha de pagamento de benefícios
    • Maior segurança na geração do crédito
    • Economia de recursos públicos

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2018

    Temas
    PrevidênciaDadosTransparênciaGestão fiscal
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    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

Gestao publica

3 projetos
  • Identidade Digital Escobar 360 Municipalidad de Escobar, província de Buenos Aires

    OndeAR

    O problema

    Município que digitaliza serviço sem validar identidade acaba com dois problemas: não sabe se quem pede é quem diz, e mantém base cadastral desatualizada. O resultado prático é exigir presença para qualquer coisa que envolva direito, benefício ou documento.

    Como funciona
    1. O morador cria conta na plataforma Escobar 360.
    2. A validação de identidade é feita por biometria facial, sem exigir ida presencial.
    3. Os dados são conferidos contra o RENAPER, o que garante veracidade.
    4. Os dados validados atualizam automaticamente as bases municipais, o que é o ponto mais engenhoso do desenho: a identidade não só autentica, ela corrige o cadastro.
    5. A partir daí o morador acessa mais de 950 serviços, e pode vincular familiares à própria conta.

    Quem faz o quê:

    Municipalidad de EscobarOpera a plataforma e os serviços

    RENAPERValida a identidade contra o registro nacional

    Centro de Acesso Documentário (CAD)Atende presencialmente quem precisa de trâmite de documento

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Pablo Valenti · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Usuários registrados: 170.000 (até 2025 · imprensa local citando o município)
    • Familiares vinculados: 55.000 (até 2025 · imprensa local citando o município)
    • Pessoas alcançadas: 225.000 (até 2025 · imprensa local citando o município)
    • Trâmites, inscrições e solicitações: 576.000 (desde 2021 · imprensa local citando o município)
    • Serviços disponíveis na plataforma: mais de 950 (2025 · imprensa local citando o município)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    O que foi afirmado:

    • O município afirma que os serviços mais usados são inscrição para licença de condução, colônias de férias, planos de habitação, o programa Escobar Sostenible e políticas de emprego e produção.
    • O BID afirma que a iniciativa dá acesso rápido e seguro aos serviços municipais.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2021

    Temas
    gestao-publicatecnologiaservicos-ao-cidadao
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    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Llave CDMX, identidade digital da Cidade do México Agencia Digital de Innovación Pública (ADIP), Governo da Cidade do México

    OndeMX

    O problema

    Serviço público digitalizado sem identidade única vira coleção de cadastros: cada secretaria pede os mesmos dados, ninguém sabe se a pessoa é quem diz, e o cidadão volta ao balcão para provar identidade. O custo é tempo do cidadão e dia de trabalho perdido.

    Como funciona
    1. A pessoa se cadastra informando CURP, e-mail, telefone mexicano, identificação oficial INE e uma selfie biométrica.
    2. Os dados são validados contra o RENAPO, o registro nacional de população.
    3. A conta é ativada em algumas horas, depois da validação.
    4. A partir daí a mesma credencial abre serviços de mobilidade, serviços públicos, registro civil e programas sociais.
    5. O cidadão centraliza num só lugar cartão de circulação, licença de condução, pagamento de impostos, conta de água e informação sobre multas.

    Quem faz o quê:

    ADIPOpera a plataforma de identidade

    RENAPOValida os dados contra o registro nacional

    Secretarias da cidadeConsomem a identidade nos próprios serviços

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Pablo Valenti · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Usuários da plataforma: 8 milhões (janeiro de 2025 · imprensa mexicana citando o governo da cidade)
    • Candidaturas concorrentes no Gobernarte 2025: 6 premiados entre 119 candidaturas de 11 países (2025 · BID)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    O que foi afirmado:

    • O governo da cidade afirma que o cidadão economiza tempo e dinheiro por não precisar ir presencialmente a escritórios nem perder dia de trabalho. Sem indicador publicado.
    • O BID afirma que a iniciativa melhora a interoperabilidade entre instituições.

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2020

    Temas
    gestao-publicatecnologiaservicos-ao-cidadao
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Perfil Digital, Municipalidad de Rosario Municipalidad de Rosario, Secretaría de Modernización y Cercanía

    OndeAR

    O problema

    O trâmite municipal presencial custa deslocamento e fila, e o trâmite digital sem conta única obriga o morador a recadastrar a cada serviço. Sem acompanhamento do andamento, ele volta ao balcão só para perguntar em que pé está.

    Como funciona
    1. O morador cria usuário em rosario.gob.ar.
    2. Pode reaproveitar identidade já verificada de ARCA ou Mi Argentina, sem criar senha nova. Quem chega com identidade verificada resolve mais coisas.
    3. Pelo perfil, inicia trâmites, acompanha o andamento e acessa documentos.
    4. Empresas e comércios têm perfil próprio, com trâmites de habilitação e de obras particulares incorporados ao longo do tempo.

    Quem faz o quê:

    Secretaría de Modernización y CercaníaOpera a plataforma

    ARCA e Mi ArgentinaFornecem identidade já verificada

    Áreas municipaisIncorporam os próprios trâmites ao perfil

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Pablo Valenti · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Pessoas usando o Perfil Digital: 500.472 (2025 · Municipalidad de Rosario)
    • Proporção da população da cidade: 67% (2025 · Municipalidad de Rosario)
    • Gestões online por mês: 398.000 (2025 · Municipalidad de Rosario)
    • Trâmites digitais por mês: mais de 115.000 (2025 · Municipalidad de Rosario)
    • Perfis criados: mais de 145.000 (outubro de 2022 · Municipalidad de Rosario)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Os 67% são a melhor medida do conjunto, porque relacionam uso com população em vez de contar conta criada. Mas continuam sendo conta com perfil, não uso recorrente.

    O que foi afirmado:

    • O município afirma que o Perfil Digital é um dos pilares do plano de modernização do Estado municipal.
    • O BID afirma que a iniciativa torna o trâmite mais rápido e transparente.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2022

    Temas
    gestao-publicatecnologiaservicos-ao-cidadao
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    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

Clima

2 projetos
  • GeoRiskSistema de Previsão de Riscos de Deslizamento de Terra para o Brasil Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI)

    OndeSão José dos Campos / SP

    O problema

    O Cemaden já monitorava risco de deslizamento, mas a análise diária dependia de especialistas cruzando manualmente múltiplas fontes de dados. Meteorologia, umidade do solo, histórico de eventos, suscetibilidade do terreno. Isso gera três limitações:

    • Gargalo de escala: a análise manual não cobre um país continental com milhares de áreas de risco;
    • Antecedência curta: o alerta chega quando a chuva já está caindo, tempo suficiente para evacuar, não para prevenir;
    • Dependência de conhecimento tácito: o resultado varia com o analista de plantão e não é reprodutível.
    Contexto completo

    O contexto é grave e recente: deslizamentos em Petrópolis, no litoral norte de São Paulo e as enchentes do Rio Grande do Sul em maio de 2024 mostraram que o intervalo entre o aviso e o evento é a variável que decide quantas pessoas saem a tempo.

    Como funciona
    1. Ingestão de dados de três naturezas:
    • dados meteorológicos (previsão de chuva)
    • informações ambientais (umidade do solo, suscetibilidade do terreno)
    • histórico de desastres
    1. Modelo próprio estima o risco em diferentes níveis de severidade para as áreas monitoradas.
    2. Geração automática da previsão com até 72 horas de antecedência, substituindo a análise manual diária dos especialistas.
    3. Apresentação ao usuário final em formato deliberadamente simples. O critério de desenho declarado pelo coordenador foi entregar algo "automático, claro, fácil de entender para o usuário final".
    4. Validação contínua do modelo contra eventos reais ocorridos, realimentando a calibração.
    5. Uso pelas defesas civis federal, estaduais e municipais para decisão de prevenção.

    Quem faz o quê:

    Cemaden/MCTIDesenvolve, opera e valida o modelo

    Rede observacional do Cemaden (Redegeo)Fornece dados de chuva e umidade do solo: 120 PCDs Geo com pluviômetro e 6 sensores de umidade cada, transmitindo a cada 10 minutos

    Ministério das CidadesParceiro institucional no lançamento

    Defesas Civis (federal, estadual, municipal)Consomem a previsão e decidem a ação preventiva

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (29ª edição), Enap · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Antecedência do alerta: até 72 horas (2025 · Cemaden)
    • Seletividade do prêmio: 363 inscrições; 6 finalistas por categoria (24 vagas em 4 categorias) (2025 · Enap, volume oficial)
    • Concorrência na categoria: selecionado entre mais de 100 inscritos (2025 · Cemaden)
    • Escolha do Público: mais votada na Categoria 2: cada categoria tem a sua (2025 · Enap, volume oficial)
    • Estações da rede Redegeo: 120 PCDs Geo previstas (desde 2019 · AGU 2022)

    Os indicadores medem capacidade do sistema (antecedência, cobertura da rede) e reconhecimento. Não medem ainda acurácia do modelo (taxa de acerto, falso positivo, falso negativo) nem desfecho (evacuações realizadas, vidas salvas).

    O que foi afirmado:

    • Previsão mais confiável que os métodos anteriores
    • Promoção de ação preventiva efetiva e salvamento de vidas
    • Uso eficiente de recursos públicos, com foco no usuário final e transparência

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2025

    Temas
    ClimaDadosGoverno digitalAtendimento ao cidadão
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

  • Programa de REDD+ Jurisdicional do Acre Secretaria de Estado de Planejamento do Acre (SEPLAN/AC)

    OndeAC

    O problema

    O desmatamento amazônico persiste porque a floresta em pé não gera renda para quem vive dela, enquanto derrubá-la gera. Qualquer política de conservação que não resolva essa assimetria econômica depende exclusivamente de fiscalização, que não cobre a escala amazônica.

    Contexto completo

    O problema adicional, e específico do desenho: iniciativas de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) costumam ser por projeto, cobrindo uma propriedade ou área delimitada. Isso gera vazamento (o desmatamento simplesmente se desloca para a área vizinha) e custos de transação altíssimos para as comunidades.

    A resposta do Acre foi mudar a unidade: REDD+ jurisdicional, no qual a contabilidade de emissões é feita para o estado inteiro, e não para projetos isolados.

    Como funciona
    1. Marco legal estadual (SISA, 2010) institui o sistema, define serviços ambientais remuneráveis e cria a arquitetura institucional de governança.
    2. Contabilidade jurisdicional de emissões: a redução é medida para o estado inteiro, o que elimina o vazamento entre projetos vizinhos.
    3. Verificação da performance em redução de emissões (RE) por metodologia aceita internacionalmente.
    4. Pagamento por resultado pelo Programa REM, do governo alemão. Recurso entra depois da redução verificada.
    5. Repartição de benefícios aos provedores de serviços ambientais, com foco declarado em povos indígenas, seringueiros e comunidades dependentes da floresta.
    6. Políticas de apoio ao uso sustentável da terra e ao desenvolvimento de baixo carbono.

    Quem faz o quê:

    SEPLAN/ACCoordenação do programa

    Governo alemão (Programa REM)Pagamento por resultados verificados

    Povos indígenas, seringueiros e comunidades florestaisProvedores dos serviços ambientais e beneficiários

    Instituições do SISAGovernança, salvaguardas e verificação

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (27ª edição), Enap · 2023

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Redução de emissões verificada: ~14 milhões de toneladas de carbono
    • Pessoas beneficiadas: quase 26 mil
    • Área florestal abrangida: mais de 7 milhões de hectares
    • Reconhecimento: Primeira jurisdição escolhida pelo governo alemão para o Programa REM

    Fonte: Enap, relato oficial.

    O que foi afirmado:

    • Pioneirismo global na proteção florestal e liderança ambiental
    • Foco em comunidades dependentes da floresta, incluindo povos indígenas e seringueiros
    • Contribuição à manutenção dos estoques de carbono em áreas florestais

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2010

    Temas
    ClimaMeio ambienteInclusãoDesenvolvimento econômicoParticipação social
    Abrir na página 222 (8 MB) →Ver no repositório da Enap →

    27º Concurso Inovação no Setor Público · Enap · Creative Commons BY-NC

    Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

Habitação

2 projetos
  • Desapropriação urbana com promoção social e humanizaçãoVLT de Fortaleza Procuradoria-Geral do Estado do Ceará (PGE-CE)

    OndeFortaleza / CE

    O problema

    Uma obra de 13 km atingiu mais de 2.000 famílias, a maior parte em submoradia e sem título de propriedade. A desapropriação clássica indeniza quem comprova domínio, e quem não comprova fica de fora da indenização e da política.

    Contexto completo
    "Trata-se de prática de Advocacia Pública desenvolvida em uma desapropriação urbana de larga escala, para obra de mobilidade urbana (VLT), cortando a Capital Fortaleza de norte a sul, com extensão de 13 km. A desapropriação atinge mais de 2.000 famílias, a maior parte das quais residentes em áreas de grande concentração populacional e em regime de submoradia."

    As dificuldades jurídicas que o relato identifica, e que são o núcleo técnico do caso:

    Ausência de comprovação legal de domínioNão há a quem indenizar formalmente

    Baixo valor dos imóveis atingidosA indenização não compra outra moradia

    CoabitaçãoMais de uma família por imóvel; o título ignora isso

    Dificuldade de realocação próximaPerder o território é perder trabalho, escola e rede

    O diagnóstico é correto e incomum: a desapropriação foi desenhada para proprietários. Aplicada a assentamento informal, ela indeniza quem tem papel e desloca quem não tem, e é exatamente por isso que o problema exigia legislação e procedimento próprios.

    Como funciona
    1. Declaração de utilidade pública da área necessária à obra.
    2. Cadastramento das famílias, inclusive sem título.
    3. Mutirões com equipe multidisciplinar na fase administrativa.
    4. Aplicação da legislação estadual específica para indenizar posse e coabitação.
    5. Encaminhamento a reassentamento (conjuntos habitacionais) ou indenização.
    6. Aluguel social durante a espera pela moradia definitiva.

    PrêmioPrêmio Innovare (11ª edição) · 2014

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Extensão da obra: 13 km, cortando Fortaleza de norte a sul
    • Área declarada de utilidade pública: 1.926.250,7 m²
    • Famílias atingidas: relato do prêmio mais de 2.000
    • Famílias atingidas: levantamento acadêmico cerca de 3.500
    • Famílias ainda sem moradia em 2023: 760
    • Ações civis públicas do MPCE: 6
    • Prazo judicial para reassentamento: 2 anos, fixado pela 12ª Vara da Fazenda

    Números do relato, do MPCE, do Judiciário e de levantamento acadêmico. As fontes divergem sobre o universo de famílias, 2.000 no relato, 3.500 no levantamento, e o projeto registra as duas.

    O que foi afirmado:

    • Desapropriação com promoção social e humanização
    • Atendimento multidisciplinar às comunidades na fase administrativa

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2013

    Temas
    HabitaçãoMobilidadeJustiça e direitosParticipação social
    Página de origem →

    Registro atualizado em 14 de setembro de 2026

  • Regularização fundiáriaadvocacia pública atuando para o reconhecimento de direitos Procuradoria-Geral do Município de Porto Alegre (PGM/POA)

    OndePorto Alegre / RS

    O problema

    A obra saía e o título não chegava. As comunidades conquistavam a urbanização no orçamento participativo, o município executava, e a titularidade seguia indefinida: sem título, o morador não acessa crédito, não transmite o imóvel com segurança e não se protege de remoção.

    Contexto completo

    O relato descreve uma falha de encaixe entre duas políticas que funcionavam separadas:

    "Nas comunidades pleiteavam a regularização da área no orçamento participativo (OP), o Município fazia as obras, porém a titularidade seguia indefinida, causando..."

    Ou seja: a participação social funcionava, a obra saía, e o direito não chegava. Sem título, o morador não acessa crédito, não transmite o imóvel com segurança, não se protege de remoção e permanece formalmente invisível.

    O diagnóstico é preciso e incomum: o gargalo não estava na engenharia nem na verba, estava no cartório. Obra sem registro é benfeitoria em terreno alheio.

    Como funciona
    1. Aprovação do projeto de regularização pelo município.
    2. Coleta da documentação dos moradores pela PARF. Hoje por meio digital.
    3. Análise jurídica de cada situação possessória.
    4. Envio ao Registro de Imóveis do projeto e da documentação.
    5. Registro do parcelamento e abertura de matrículas individualizadas em nome dos moradores.
    6. Entrega dos títulos.

    O passo 5 é o que define o resultado. Regularização que para antes da matrícula individual entrega papel, não propriedade, e é onde a maioria dos programas do país trava.

    PrêmioPrêmio Innovare (13ª edição) · 2016

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Núcleos urbanos informais em Porto Alegre: cerca de 800
    • Em processo de regularização: 250
    • Títulos entregues no projeto Quinta do Portal: 152
    • Tempo de atuação: desde 1994: mais de 30 anos
    • Ferramenta: Reurb Digital, procedimento integralmente eletrônico

    Números da própria Prefeitura.

    O que foi afirmado:

    • Segurança jurídica aos moradores de núcleos informais
    • Reconhecimento de direitos pela via da advocacia pública

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde1994

    Temas
    HabitaçãoJustiça e direitosParticipação socialGoverno digital
    Página de origem →Ver o programa →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

Mobilidade

2 projetos
  • Plan Integral de Movilidad da comuna de Santiago Municipalidad de Santiago, Chile

    OndeCL

    O problema

    A comuna de Santiago é o centro da capital chilena e recebe todo dia muito mais gente do que mora nela. O espaço da rua é o recurso escasso, e quem ocupa mais espaço por pessoa transportada é o automóvel. O resultado é tempo perdido no ônibus, risco para quem anda a pé e pouca gente de bicicleta, porque andar de bicicleta ali era perigoso.

    Contexto completo

    O problema não era falta de projeto de engenharia. Era falta de critério explícito para decidir, em cada rua, a favor de quem o espaço seria redistribuído.

    Como funciona
    1. Escrever a ordem de prioridade dos modos no plano, e publicá-la, o que torna a decisão de obra discutível em público.
    2. Ampliar o espaço do pedestre, na linha Peatón Primero.
    3. Ampliar e conectar a rede de ciclovias, na linha Pro Bicicleta, com bicicletário e educação de trânsito em escola.
    4. Reduzir a velocidade em área residencial, nas Zonas Calmas, que é a intervenção de segurança viária mais barata do conjunto.
    5. Dar prioridade ao transporte público na via, o que é o que reduz o tempo de viagem do ônibus.
    6. Expandir o sistema público de bicicleta compartilhada, com meta declarada de 40 estações e 600 bicicletas no ano de lançamento.
    7. Revisar o plano ao fim do ciclo. O plano seguinte, para 2019 a 2029, foi publicado pela própria prefeitura.

    Quem faz o quê:

    Municipalidad de SantiagoFormula o plano, executa a obra viária e fiscaliza a velocidade

    Operador do sistema de bicicleta compartilhadaOpera estações e bicicletas

    Escolas da comunaRecebem a educação de trânsito prevista no plano

    Governo nacional e regionalDefinem o marco de velocidade e operam o transporte público metropolitano, que a comuna não controla

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Eduardo Campos · 2016

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Tempo de viagem dos ônibus: melhora entre 30% e 60% (até 2016 · BID, página da edição Gobernarte 2016)
    • Viagens de bicicleta por dia: de 150 para cerca de 5.000 (até 2016 · BID, página da edição Gobernarte 2016)
    • Candidaturas na quarta edição do Gobernarte: 137 iniciativas (2016 · BID, página da edição Gobernarte 2016)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Os dois números não dizem onde foram medidos, e isso muda tudo. A fonte do BID não nomeia o corredor de ônibus nem a via ciclável a que os valores se referem, e não publica a data do ponto de partida. Uma melhora de 30% a 60% no tempo de ônibus é plausível em corredor com faixa exclusiva nova e implausível como média da comuna. O salto de 150 para 5.000 viagens diárias de bicicleta tem a mesma forma: é número de contagem em um ponto, não de toda a comuna. Antes de usar qualquer um dos dois em peça pública do bloom, é preciso achar o corredor e a via na fonte municipal.

    O que foi afirmado:

    • A prefeitura afirma que o plano é um roteiro para construir a cidade desejada, com espaço público seguro para todos.
    • O BID afirma que a iniciativa criou mais espaço para pedestres, promoveu ciclovias recreativas, reduziu velocidade em área residencial e incentivou o transporte público.

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2015

    Temas
    MobilidadeSegurança públicaMeio ambienteParticipação social
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • SisHAB, análise de requerimentos de habilitação Gerência de Habilitação e Autorização de Fretamento (GEHAF), Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros, ANTT

    OndeBrasil

    O problema

    Para operar transporte interestadual de passageiros, a empresa precisa de outorga da ANTT, e depois cadastrar cada motorista e cada veículo: certidão criminal para o motorista, seguro de responsabilidade civil e Certificado de Segurança Veicular para o ônibus.

    Contexto completo

    Tudo isso chegava pelos Correios, em papel, em original ou cópia autenticada. O relato decompõe o prazo, e a decomposição é o diagnóstico:

    Documentação chegar à ANTT pelos Correioscerca de 3 dias úteis

    Retirada no protocolo1 dia útil

    Triagem interna, separando empresa, veículo e motoristacerca de 2 dias úteis

    Cadastro em planilha Excel e em sistema de controle paralelo, e distribuição ao analista1 dia útil

    Análise propriamente dita8 a 10 dias úteis, chegando a 60 se houvesse pendência

    E o custo não era do Estado: era do setor regulado. Ônibus parado esperando habilitação é ônibus que já tem seguro pago e não roda.

    Como funciona
    1. Mapeamento de processos com uma diretriz declarada: "não informatizarmos a burocracia". O relato enuncia isso com essas palavras. Foram identificados pontos a eliminar por redundância ou por completa desnecessidade, antes de levantar requisito de sistema.
    2. Upload de cópia simples, o que elimina Correios, protocolo e triagem de uma vez. É a mudança que exigiu alterar a norma, e é onde o projeto quase morreu.
    3. Integração com as bases de quem já tem o dado: Receita Federal, Denatran (dados de veículo e CNH), Sistema de Certificado de Segurança Veicular e Cadastur do Ministério do Turismo. A empresa deixa de informar o que o governo já sabe.
    4. Distribuição automática ao analista, substituindo a planilha e o sistema paralelo.
    5. Automação de vigilância: uma ferramenta consulta e avisa sobre veículos com CSV a vencer em 8 dias e em 1 dia, e outra inativa automaticamente à meia-noite os veículos sem certificado vigente.
    6. Dois painéis gerenciais, atualizados a cada 15 minutos.

    PrêmioConcurso Inovação no Setor Público (23ª edição), Enap · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Prazo de análise: 8 a 10 dias úteis, até 60 com pendência, mais 7 dias de trâmite (até 1 dia útil, e 0,5 a 1,18 no 1º trimestre de 2019 · sistema da ANTT)
    • Análises realizadas: 2.492 em abril de 2017 (7.678 em abril de 2018, e 87.841 no ano de 2018 · sistema da ANTT)
    • Análises no 1º trimestre de 2019: (15.562 · sistema da ANTT)
    • Processo físico: original ou cópia autenticada, por Correios (100% digital, sem papel e sem autuação física · relato oficial)
    • Economia interna anual: (R$ 920.000,00, o aporte em pessoal que seria necessário para dar conta da demanda atual com o processo antigo · levantamento preliminar da ANTT)

    Fonte: Enap, relato oficial na 23ª edição, p. 197 a 216.

    Contagens e prazos do próprio sistema da ANTT.

    O que foi afirmado:

    • Economia de R$ 74,5 milhões por ano ao setor regulado, com projeção de R$ 372,8 milhões em cinco anos, por metodologia de monetização de fardo regulatório. O cálculo declarado é: fardo potencial de R$ 68,8 milhões (motorista) mais R$ 5,0 milhões (empresa) mais R$ 46,4 milhões (veículo), total de R$ 120,2 milhões, multiplicado por 60% de ociosidade da capacidade produtiva, resultando em R$ 72,1 milhões, somados a R$ 2,4 milhões de custos administrativos. ⚠️ É custo de conformidade evitado pelo setor privado, não despesa observada, e depende do fator de 60% que A aritmética fecha
    • Maior segurança dos passageiros, pela inativação automática de veículos sem CSV vigente
    • Padronização de respostas a pendências recorrentes e manuais de apoio para todas as atividades

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2017

    Temas
    MobilidadeGoverno digitalDadosAtendimento ao cidadão
    Lista de premiados →Ver o programa →

    Registro atualizado em 18 de setembro de 2026

Gestao urbana

2 projetos
  • Urano, Sistema de Monitoramento Preditivo de Resposta Rápida Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB), Prefeitura de São Paulo

    OndeSão Paulo / SP

    O problema

    São Paulo alaga por um problema de tempo, não só de obra. A microdrenagem entope, o piscinão enche e a equipe de zeladoria só sabe onde agir quando o alagamento já foi registrado, o que transforma manutenção preventiva em resgate. O custo cai sobre quem mora na área de risco e sobre o trânsito da cidade inteira.

    Contexto completo

    O caso que a própria Prefeitura usa para ilustrar é a Avenida Roque Petroni, no Jabaquara: um evento de 2018 e outro posterior, com volume de chuva muito diferente, produziram durações de alagamento muito diferentes. O número está na seção 6.

    Como funciona
    1. Sensores instalados em pontos alagáveis medem a condição e a eficiência da microdrenagem na captação de água de chuva.
    2. Estações meteorológicas dedicadas à zeladoria enviam acumulado e intensidade de chuva para a central do Urano.
    3. O sistema cruza os dois e antecipa o ponto e a hora prováveis de alagamento, queda de árvore e deslizamento.
    4. A partir da previsão, abre ordem de serviço emergencial, direcionando operação de desobstrução de bueiro antes do evento.
    5. Durante a chuva, monitora piscinões para decidir a hora de bombear, e túneis para conferir bombas de drenagem e ventilação.
    6. O acompanhamento é 24 horas por dia, com equipes em turno que leem os dados e emitem boletim meteorológico voltado à zeladoria.

    Quem faz o quê:

    SMSUB, central do UranoOpera o sistema, lê dados em turno e emite boletim de zeladoria

    SubprefeiturasExecutam a ordem de serviço em campo

    Central SP156Porta de entrada do pedido do cidadão, integrada pelo SGZ

    Sistema de Gestão da Zeladoria (SGZ)Junta pedido, equipe em campo e incidência num só lugar

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Pablo Valenti · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Sensores em operação: 85 (2025 · Prefeitura de São Paulo)
    • Estações meteorológicas dedicadas à zeladoria: 28 (2025 · Prefeitura de São Paulo)
    • Chuva no evento da Av. Roque Petroni: 82,2 mm (pós-2018 · Prefeitura de São Paulo)
    • Duração do alagamento no mesmo ponto: 26 minutos (pós-2018 · Prefeitura de São Paulo)
    • Candidaturas concorrentes no Gobernarte 2025: 6 premiados entre 119 candidaturas de 11 países (2025 · BID)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ A comparação da Roque Petroni é apresentada pela Prefeitura como chuva quase cinco vezes maior que a de um evento de 2018, com alagamento de 26 minutos contra horas. O registro guarda os dois números, mas a comparação não é controlada: dois eventos de chuva não são iguais em duração, intensidade e solo encharcado, e nada nas fontes públicas isola o efeito do Urano de obras de drenagem feitas no mesmo período. Ver a seção 10.

    O que foi afirmado:

    • A Prefeitura afirma que o sistema atua preventivamente, por exemplo na limpeza de bueiro, e também na resposta rápida durante a chuva, na gestão de piscinões e áreas de risco.
    • A Prefeitura afirma que a integração com o SGZ reduziu o tempo médio de resposta dos serviços de zeladoria. Sem número publicado, então fica aqui e não na tabela acima.

    Custo de entradaNão localizado

    Em operação desde2022

    Temas
    gestao-urbanaMeio ambientetecnologia
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • Vida Nova nas Grotas Governo do Estado de Alagoas, com o ONU-Habitat

    OndeMaceió / AL

    O problema

    Grota é a forma que a ocupação informal assume no relevo de Maceió: encosta íngreme, acesso por escada, sem endereço e sem dado. O Estado não sabia quantas eram, quem morava nelas nem o que faltava, e por isso não conseguia planejar intervenção.

    Como funciona
    1. Identifica e cadastra as grotas de Maceió, produzindo a base que não existia.
    2. Publica o dado como base aberta, o que permite terceiros usarem.
    3. Usa o diagnóstico para priorizar intervenção de acessibilidade e mobilidade urbana.
    4. Acrescenta melhoria habitacional nas grotas onde a infraestrutura já entrou.
    5. Articula todas as secretarias estaduais sob a mesma plataforma de ação, incluindo saúde, educação, inclusão social e desenvolvimento econômico.
    6. Mantém a parceria técnica com o ONU-Habitat ao longo do programa.

    Quem faz o quê:

    Governo de AlagoasDono do programa e do investimento

    ONU-HabitatParceria técnica e metodologia

    Instituto Pereira Passos (IPP)Apoio em dado urbano, citado pelo BID

    Conselho de Arquitetura e Urbanismo de AlagoasApoio técnico

    Movimento comunitário de humanização das grotasParticipação da comunidade

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Pablo Valenti · 2019

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Moradores das grotas de Maceió alcançados: 100.000 (2019 · BID, página do Gobernarte 2019)
    • Grotas com obras de acessibilidade e mobilidade: 71 (até 2026 · Governo de Alagoas)
    • Grotas com ações de melhoria habitacional: 11 (até 2026 · Governo de Alagoas)
    • Grotas de Maceió no total, meta de cobertura: 100 (meta · Governo de Alagoas)
    • Investimento: R$ 200 milhões (acumulado · Governo de Alagoas)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    O que foi afirmado:

    • O governo estadual afirma que o programa é hoje uma plataforma que une todas as secretarias de Estado.
    • O ONU-Habitat reconheceu o programa, o que é chancela de organismo internacional, embora não seja avaliação de impacto.
    • O BID afirma que a iniciativa melhora efetivamente a qualidade de vida e o ambiente construído das áreas vulneráveis de Maceió.

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2016

    Temas
    gestao-urbanaAssistência socialHabitaçãoinfraestrutura
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

Mobilidade urbana

2 projetos
  • Fortaleza Inteligente e Mobilidade Urbana Prefeitura de Fortaleza, com a Citinova, Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação de Fortaleza

    OndeFortaleza / CE

    O problema

    Política de mobilidade desenhada sem dado de deslocamento real erra onde intervir. Fortaleza tinha tempo de viagem alto e morte no trânsito elevada, e as decisões de obra e de operação não se apoiavam em análise do fluxo efetivo de pedestre e de veículo.

    Como funciona
    1. Coleta e análise de dado de deslocamento de pedestres e veículos.
    2. Simulação do sistema de transporte com modelagem estocástica e dinâmica, cobrindo quatro modos: carro, ônibus, bicicleta e pedestre.
    3. Análise específica de fluxo de pedestre nas grandes avenidas, com módulo próprio de simulação e avaliação do nível de serviço das calçadas.
    4. A partir do resultado, desenho de intervenção para reduzir tempo de deslocamento e tornar o transporte público mais confortável.
    5. A Citinova mantém a capacidade técnica e articula parcerias, inclusive internacionais.

    Quem faz o quê:

    Prefeitura de FortalezaPolítica de mobilidade e execução

    CitinovaCiência de dados, simulação e articulação de parceria

    Parceiros internacionaisApoio técnico e financeiro a projetos específicos

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Eduardo Campos · 2015

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Redução do tempo de viagem na Avenida Bezerra de Menezes: 52,5% (não especificado na fonte · Prefeitura de Fortaleza)
    • Aumento da velocidade operacional na mesma avenida, no pico de dia útil: 90,7% (não especificado na fonte · Prefeitura de Fortaleza)
    • Redução de mortes de pedestres: 55% (2004 a 2023 · Prefeitura de Fortaleza)
    • Redução de mortes de ciclistas: 80% (2004 a 2023 · Prefeitura de Fortaleza)
    • Candidaturas concorrentes no Gobernarte 2015: 95 (2015 · BID)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Atenção à atribuição. As reduções de morte medidas de 2004 a 2023 são da política de mobilidade de Fortaleza como um todo, que inclui redução de velocidade, ciclovias e fiscalização. Atribuí-las ao projeto de big data premiado em 2015 seria erro: o projeto é uma das camadas, e a série começa dez anos antes dele. O registro guarda os números como contexto da política, e não como resultado do que o BID premiou.

    O que foi afirmado:

    • A Citinova afirma que a análise de dados permite planejar políticas urbanas e contribui para melhorar a qualidade de vida.
    • O BID afirma que a estratégia reduziu tempo de deslocamento e tornou o transporte público mais confortável.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2014

    Temas
    mobilidade-urbanatecnologiagestao-urbana
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

  • MobiCentro, segurança do pedestre e prioridade ao transporte público na área central BHTRANS, Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte, Prefeitura de Belo Horizonte

    OndeBelo Horizonte / MG

    O problema

    O centro de Belo Horizonte ia receber um sistema de transporte de média capacidade, o BRT. Sem redesenho, a chegada do corredor aumentaria o conflito entre ônibus, carro e pedestre justamente na área de maior fluxo de pessoas a pé da cidade.

    Como funciona
    1. Pesquisa de campo em 247 cruzamentos da área central.
    2. Microssimulação de 280 km de via, cobrindo 1.443 cruzamentos, dos quais 389 semaforizados.
    3. A partir da simulação, redesenho da circulação para dar prioridade ao transporte coletivo.
    4. Ampliação do espaço do pedestre, incluindo ruas exclusivas.
    5. Implantação coordenada com a entrada em operação do BRT MOVE.

    Quem faz o quê:

    BHTRANSEstudo, projeto e operação do trânsito

    Prefeitura de Belo HorizonteDecisão e obra

    Consultoria de engenharia de transportesModelagem e microssimulação

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Eduardo Campos · 2016

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Cruzamentos pesquisados em campo: 247 (até 2016 · consultoria responsável pela modelagem)
    • Extensão microssimulada: 280 km, 1.443 cruzamentos, 389 semaforizados (até 2016 · consultoria responsável pela modelagem)
    • Corredores de BRT em operação: 7, somando 39 km (atual · base de dados de BRT)
    • Passageiros por dia no sistema: 248.922 (atual · base de dados de BRT)
    • Capacidade projetada do MOVE: 700.000 por dia (2014 · ITDP Brasil)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ Nenhum indicador de segurança viária foi localizado, o que é a lacuna mais séria deste registro: o prêmio foi na categoria segurança viária e não há número de atropelamento, morte ou ferido antes e depois. O que existe é medida de esforço, como cruzamentos simulados, e de operação do BRT.

    ⚠️ Os 248.922 passageiros são do sistema MOVE, não do MobiCentro. São coisas ligadas e diferentes, e o registro não as confunde.

    O que foi afirmado:

    • O BID afirma que a iniciativa reduz o risco de conflito entre pedestres e veículos.
    • O ITDP descreve o centro revitalizado com duas ruas exclusivas de pedestre e foco em desenvolvimento orientado ao transporte.

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2014

    Temas
    mobilidade-urbanagestao-urbanaSegurança pública
    Lista de premiados →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

Cultura

1 projeto
  • Partiu Aula na Justiça Poder Judiciário do Rio Grande do Sul, Justiça Instantânea da Infância e Juventude (JIN) de Porto Alegre

    OndePorto Alegre / RS

    O problema

    O adolescente que "trabalha" para o tráfico é vítima de uma das piores formas de trabalho infantil, e o sistema o trata apenas como autor de ato infracional. Ele sai da medida socioeducativa, volta para a mesma atividade e reentra.

    Contexto completo
    "O objetivo da Prática é reduzir as reentradas no sistema socioeducativo, especialmente a reiteração infracional no tocante ao tráfico de drogas e, também, reduzir o trabalho infantil, que é uma das piores formas de exploração, com determinação imediata para contenção pela Convenção 182 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário."

    A formulação é precisa e pouco usual: trata o adolescente que "trabalha" para o tráfico como vítima de uma das piores formas de trabalho infantil, e não apenas como autor de ato infracional. É uma reclassificação do problema, e ela muda a resposta.

    Enquadrar tráfico adolescente sob a Convenção 182 da OIT é o movimento conceitual central do projeto. Ele é o que justifica a presença do Ministério Público do Trabalho entre os parceiros, algo que não faria sentido na leitura puramente infracional.

    Como funciona
    1. Encaminhamento pela JIN de adolescentes com procedimento por ato infracional equiparado a tráfico.
    2. Cinco encontros conduzidos pelo artista Rafa Rafuagi, com apoio de equipe multidisciplinar.
    3. Oficinas de cultura hip-hop. História, linguagem, escrita.
    4. Composição de um rap ou funk pelo próprio adolescente.
    5. Gravação da música e do clipe. O produto é do jovem.
    6. Avaliação pela equipe da JIN; concluída a participação, o procedimento é extinto.

    A remissão não é dada pela presença, é dada após avaliação da equipe. A distinção importa: define se o projeto é contrapartida processual ou processo socioeducativo com desfecho jurídico.

    PrêmioPrêmio Innovare (21ª edição) · 2024

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Grupos concluídos: 18
    • Jovens formados: 163
    • Participantes (total): 240
    • Não reincidência entre egressos: cerca de 85%, segundo números da JIN

    Números da própria Justiça Instantânea, divulgados por imprensa e pelo MPT-RS.

    O que foi afirmado:

    • Desenvolvimento de senso crítico e de pertencimento
    • Redução do trabalho infantojuvenil
    • Inclusão de jovens em conflito com a lei por via cultural

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2022

    Temas
    CulturaJustiça e direitosEducação
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

Saneamento

1 projeto
  • Hipervulneráveis e o acesso a saneamento básico"Do Esgoto ao Mínimo Existencial" Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA), Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon)

    OndeSão Luís / MA

    O problema

    São Luís trata 4% do esgoto que produz. Grande parte da população vive com dejetos correndo a céu aberto na porta de casa, numa cidade com mais de 400 anos de fundação.

    Contexto completo
    "A capital maranhense conta com mais de 400 anos de fundação, todavia, o ludovicense convive com problemas medievais, pois apenas 4% do esgoto produzido é tratado; além disso, grande parte da população carente mora com dejetos correndo a céu aberto nas portas..."

    O contraste entre 400 anos de cidade e esgoto a céu aberto é o argumento do projeto, e ele não é retórico: define o saneamento como falha acumulada de política pública, não como carência inevitável.

    A escolha do termo "hipervulneráveis" é técnica, não enfática. Ela sustenta a tese jurídica: há um grupo cuja vulnerabilidade é qualificada (pobreza somada a exposição sanitária contínua) e para o qual o mínimo existencial funciona como piso exigível em juízo, e não como meta de planejamento.

    Como funciona
    1. Identificação das comunidades em situação de exposição contínua a esgoto a céu aberto.
    2. Caracterização da hipervulnerabilidade. O elemento que qualifica a tutela.
    3. Atuação extrajudicial junto ao município, ao estado e à concessionária.
    4. Judicialização com fundamento no mínimo existencial, quando a via administrativa falha.
    5. Acompanhamento da execução da obra.

    O enquadramento no Direito do Consumidor é a chave processual do caso, e é o que o torna replicável: em vez de discutir política pública, onde o Judiciário resiste a intervir, discute-se serviço público inadequado prestado a consumidor hipervulnerável, terreno em que a jurisprudência é muito mais firme.

    PrêmioPrêmio Innovare (13ª edição) · 2016

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Linha de base: 4% do esgoto produzido em São Luís é tratado
    • Caso documentado: Rua da Felicidade (bairro João Paulo): obras iniciadas e limpeza mecanizada do canal
    • Tempo de espera revertido: mais de 50 anos de convívio com esgoto a céu aberto

    O desfecho da Rua da Felicidade está documentado pela própria Defensoria. Não foi localizado o número total de comunidades atendidas nem de obras obtidas (buscado em 2026-09). Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • Reconhecimento do saneamento como componente do mínimo existencial
    • Redução da exposição sanitária de população hipervulnerável

    Custo de entradaBaixo

    Em operação desde2015

    Temas
    SaneamentoJustiça e direitosInclusãoSaúde
    Página de origem →

    Registro atualizado em 13 de setembro de 2026

Direitos humanos

1 projeto
  • Modelo de governança participativa e intersetorial das políticas para imigrantes Coordenação de Políticas para Imigrantes e Promoção do Trabalho Decente, Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Prefeitura de São Paulo

    OndeSão Paulo / SP

    O problema

    Cidade que recebe fluxo migratório sem política própria trata o imigrante por encaixe: um pouco de assistência social, um pouco de saúde, nada de trabalho, e nenhuma voz para quem chegou. O resultado é serviço que não alcança e política desenhada sem quem a vive.

    Como funciona
    1. A Coordenação de Políticas para Imigrantes e Promoção do Trabalho Decente concentra a política, dentro da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.
    2. O CRAI, Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes, presta atendimento direto e registra o que atende.
    3. O Conselho Municipal de Imigrantes reúne sociedade civil e poder público, com representantes eleitos pelos próprios imigrantes.
    4. A eleição corre por processo formal, com inscrição, conferência de documentos e publicação de aptos, e o próprio CRAI serve de local de votação.
    5. O painel de dados de atendimento do CRAI publica o que foi atendido, o que permite acompanhar a política por fora.

    Quem faz o quê:

    Coordenação de Políticas para ImigrantesFormula e articula a política entre secretarias

    CRAIAtendimento direto e produção de dado

    Conselho Municipal de ImigrantesParticipação e controle social, com mandato de dois anos

    PrêmioGobernarte, a arte do bom governo, Prêmio Pablo Valenti · 2022

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Série de dados de atendimento do CRAI: agosto de 2020 a dezembro de 2024, mais o primeiro semestre de 2025 (2020 a 2025 · Prefeitura de São Paulo)
    • Mandato do conselho em curso: biênio 2025-2027 (2025 · Prefeitura de São Paulo)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ O número de atendimentos não foi extraído. A prefeitura mantém um painel de dados do CRAI, que é a fonte certa, e ele não foi lido nesta rodada. É a primeira coisa a fazer para elevar este registro, e o painel existe, o que é melhor que a maioria dos casos deste conjunto.

    O que foi afirmado:

    • O BID afirma que o modelo é participativo e intersetorial, e o premiou na faixa de município com mais de um milhão de habitantes.

    Custo de entradaMédio

    Em operação desde2013

    Temas
    direitos-humanosAssistência socialgestao-publica
    Página de origem →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

Infraestrutura

1 projeto
  • Faíscas de Conexão, Programa de Eletrificação Rural Sustentável Oficina de Electrificación Rural (OER), Ministerio de la Presidencia de Panamá

    OndePA

    O problema

    Em 2017 a eletrificação rural do Panamá estava estagnada em 78% de cobertura, com regiões em 19% e 4%. Os obstáculos não eram de engenharia elétrica, e sim de acesso: selva densa, estradas que se tornam intransitáveis na chuva e localidades alcançáveis só por rio.

    Contexto completo

    Esse detalhe é o que torna o projeto interessante para um acervo de boas práticas. O problema não era saber construir a linha, era conseguir chegar até onde ela seria construída, e é um problema que a obra pública brasileira em área remota também tem.

    Como funciona
    1. Fazer análise topográfica e climática antes de definir o cronograma, em vez de tratar o calendário como consequência do contrato.
    2. Sequenciar a obra a partir dessa análise, jogando a abertura de novos trechos de linha para a estação seca.
    3. Manter plano de contingência para o inverno, quando a obra não avança.
    4. Combinar transporte multimodal, com veículos 4x4, barcos e helicópteros, mais material leve e equipamento versátil.
    5. Treinar as equipes para operar em lama e rio, e não só para montar rede.
    6. Contratar guias locais, montar acampamentos-base e adiantar suprimento junto à comunidade, o que acelera o deslocamento e dá legitimidade à obra.

    Quem faz o quê:

    OER, Ministerio de la PresidenciaFormula e executa os projetos de eletrificação rural

    BIDFinancia e, no fim, documenta a lição aprendida

    ComunidadesFornecem guias locais e apoio logístico, e passam de beneficiário a parceiro operacional

    PrêmioSuperheroes of Development · 2025

    Resultado apurado pelo próprio órgão

    O que foi medido:

    • Cobertura elétrica rural, ponto de partida: 78% (2017 · BID, nota de vencedores)
    • Cobertura elétrica rural, ponto de chegada: 93% (2023 · BID, nota de vencedores)
    • Regiões em pior situação no ponto de partida: 19% e 4% (2017 · BID, nota de vencedores)
    • Custo total do programa PN-L1095: USD 22.250.000 (aprovado em 2014 · BID, página do projeto)
    • Candidaturas concorrentes na história do concurso: mais de 750, de 26 países (até 2025 · BID)

    Nível de evidência: 2 dado administrativo

    ⚠️ O referente dos 93% precisa de conferência, e esta é a ressalva mais importante do registro. A nota do BID apresenta 78% em 2017 e 93% em 2023 como cobertura rural do país. Em busca paralela, o mesmo número de 93% aparece atribuído à província de Panamá como a de maior cobertura rural, o que é uma afirmação diferente. Os dois usos do mesmo número não podem estar ambos certos, e não consegui fechar a questão na fonte primária: o site da OER não foi lido e a página do projeto no BID não publica série de cobertura. Ver seção 10.

    O que foi afirmado:

    • O BID afirma que a lição replicável do projeto é desenhar a partir do clima e da geografia, e transformar beneficiário em parceiro operacional.
    • O BID afirma que a maior cobertura melhorou saúde, educação e meios de vida, sem apresentar indicador para nenhum dos três.

    Custo de entradaAlto

    Em operação desde2014

    Temas
    infraestruturaMeio ambientedesenvolvimento-rural
    Página de origem →

    Registro atualizado em 26 de setembro de 2026

Os e-books do Concurso Inovação no Setor Público são publicação da Enap, detentora dos direitos, e estão aqui na íntegra, sem alteração. A 27ª edição é licenciada em Creative Commons BY-NC; a 28ª e a 29ª, na Licença Padrão Enap, que permite a reprodução para uso educacional ou informativo desde que respeitado o crédito ao autor. A cópia existe para o acesso ser imediato: a fonte é o repositório da Enap, com link em cada projeto.

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O acervo nasce de listas de vencedores de prêmios, e prêmio nenhum cobre tudo. Se a sua organização fez algo que funcionou e está documentado, mande o link. Conferimos na fonte antes de publicar, e não é preciso ser cliente para indicar. Respondemos em até 3 dias úteis.

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